Notas iniciais
Esse capítulo não demorou taaaanto... Agora estou finalmente de férias, chega de aulas, provas, vestibular!! Vou poder ( e se a minha criatividade permitir) dar continuidade a essa história!!! Espero que gostem desse capítulo (:

Três dias se passaram desde que Ginny descobriu estar grávida, ainda era difícil acreditar que uma vida crescia dentro dela. Pela manhã Ginny foi até o hospital fazer o exame de sangue e outros que a médica pediu e no final da tarde voltaria para a primeira consulta.

–Harry? Lily chamou a atenção do filho. –Está escutando?

–Oi? Harry deixou o ipad onde lia o jornal do dia em cima da mesa e olhou para a mãe.

–O que tem de tão interessante nesse negócio que você não me escuta?

–Nada, apenas estou lendo o jornal. Harry, na verdade estava com o pensamento em Ginny e o bebê, o ipad estava de enfeite na sua mão.

–Não sei como consegue ler nesse negócio estranho. Lily pegou o jornal em cima da mesa e abriu a primeira página. –Isso sim é ler jornal!

–Tudo bem, mãe. Ele riu, sua mãe detestava qualquer tipo de tecnologia que substituía o modo tradicional das coisas. –O que você quer me dizer?

–Ah, certo. Seu tio Sirius avisou que estará em Londres na próxima semana e quer nos ver.

–Nossa, não lembro a última vez que ele esteve aqui.

Harry tinha um carinho especial por Sirius, ele era o melhor amigo de seu pai e seu padrinho. Sirius tinha uma vida aventureira, era médico e viajava o mundo ajudando os mais necessitados. Não conseguia ficar muito tempo em um lugar, mas era isso que o tornava tão único e amável.

–Por esse motivo o convidei para passar uns dias conosco e pensei em oferecer um jantar. Lily adorava ter a casa cheia, principalmente dos amigos. –Convidamos Remus, Tonks e Teddy, o que acha?

–Seria ótimo! Ele olhou para o relógio e viu que estava atrasado, queria chegar mais cedo ao trabalho, pois teria que sair mais cedo para acompanhar Ginny na consulta. –Só me avise o dia!

–E você poderia trazer Ginny! Assim seus tios já a conhecem... Lily não escondia o quanto estava feliz pelo filho estar cada vez mais na companhia de Ginny e o quanto torcia para que eles começassem a namorar. –O que acha?

–É, pode ser... Harry ainda não havia contado à mãe que ela seria avó. –Eu tenho que ir, até de noite!

Harry passou o dia inteiro ansioso, não conseguiu se concentrar em seus compromissos e reuniões, apenas ficava olhando o relógio na esperança de serem dezesseis horas para que pudesse ir encontrar Ginny.

–Martha, eu vou sair mais cedo hoje. Ele avisou a secretária enquanto guardava suas coisas.

–Posso confirmar sua viagem da semana que vem?

–Viagem? Harry não se lembrava de nenhuma viagem marcada.

–Semana que vem, na segunda-feira o senhor tem uma reunião em Zurique com a filial da empresa.

–Certo. Ele não estava disposto a viajar novamente, fazia apenas alguns dias que voltara do Japão, esse não era o melhor momento para ficar longe novamente. –É apenas uma reunião?

–Sim, o senhor estará de volta antes do fim da semana.

–Tudo bem, pode confirmar. Até amanhã.

Ginny tentou ao máximo focar sua atenção apenas na floricultura e fazer o seu trabalho, mas foi difícil. A ansiedade diminuiu quando viu Harry entrando na floricultura, também aparentava estar nervoso, mas disfarçava bem com um sorriso.

–Olá! Ele a cumprimentou com um beijo e um longo abraço. –Pronta?

–Oi! Ela nem ligou para os olhares que os atingiram quando ele a beijou, estava feliz por vê-lo. –Um pouco nervosa, mas pronta!

Ginny pediu para que Adam fechasse a floricultura, pois ela tinha um compromisso e não voltaria a tempo. Nem ela e nem Harry haviam contado para ninguém sobre a gravidez, sabiam que era impossível todos aqueles testes estarem errados, mas queriam de algum modo ouvir da médica para depois contar. Apenas eles e Hermione sabiam.

A consulta foi marcada para as dezessete horas, por ser a primeira consulta, a médica pediu que fossem no último horário que ela atendia, assim fariam tudo com calma e poderiam tirar todas as dúvidas.

Na sala de espera várias mulheres grávidas e algumas estavam acompanhadas por seus maridos ou companheiros também aguardavam. Era inevitável que várias mulheres juntas não acabassem conversando e o assunto não poderia ser outro, bebês.

–É o primeiro filho de vocês? Uma mulher loira muito simpática começou a conversar.

–É. Ginny estava nervosa demais para conversar, mas foi simpática. –E você?

–Não, é o terceiro. Ela riu ao ver a cara de espanto de ambos. –Eu sei, loucura, não é?

–Um pouco... Harry comentou, estava sentindo-se deslocado naquele ambiente predominado por mulheres. –Seu marido não veio junto?

–Ah, não. A mulher riu novamente passando a mão pela barriga enorme. –Os maridos só nos acompanham quando é o primeiro, depois só acham que estar presente na sala de parto é o suficiente. Prazer, Luna.

–Prazer, Ginny! E este é meu... Ginny não sabia como deveria apresentar Harry. –Este é o Harry!

–Senhorita Weasley! A médica a chamou.

–Sou eu. Ela se levantou rapidamente. –Tenho que ir, prazer em conhecê-la!

–Igualmente! Luna muito simpática tirou da bolsa e entregou um folheto a ela. –Se quiser conversar ou fazer algumas aulas, nós temos um grupo de mães e grávidas.

–Obrigada! Ginny aceitou e puxou Harry pelo braço. –Vamos, Harry!

–Eu vou entrar? Harry ainda estava pensando no que Ginny o chamara, ou melhor, não chamara quando o apresentou. Ele também não sabia em que situação se encaixavam.

Ginny não respondeu nada, simplesmente o olhou com um olhar mortal, bastou para Harry entender o recado e entrar atrás dela no consultório.

A doutora Anne era muito simpática e atenciosa, passava segurança aos futuros pais, principalmente os de primeira viagem como Harry e Ginny. Ginny contou resumidamente a história de como eles se conheceram e poupou alguns detalhes, era embaraçoso contar que ela e Harry ficaram bêbados e esqueceram os métodos contraceptivos. A médica já estava acostumada a fazer partos de bebês concebidos em noites regadas a bebidas, eles não foram os primeiros e não serão os últimos. No seu consultório havia várias fotos dos bebês que ela foi responsável pelo parto, Harry ficou observando todos aqueles bebês, para ele todos pareciam iguais apenas mudando a cor do cabelo e alguns até sem cabelo.

–Os bebês nascem carecas? Ele falou alto demais o que pensava e interrompeu o que a doutora falava. –Desculpe, só pensei alto...

–Tudo bem, é uma pergunta natural. Anne sorriu, e explicou de um jeito simples. –Depende, alguns nascem com pouco ou muito cabelo. O seu bebê pode nascer com o cabelo negro como o seu ou o ruivo de Ginny.

–Certo. Harry sentiu-se mais aliviado e torceu para o bebê ter cabelos.

Anne voltou a atenção para o resultado dos exames de Ginny e algo chamou a sua atenção. Intrigada ela pediu para que Ginny colocasse a camisola do hospital e deitasse na maca para o ultrassom.

–Vamos tentar um ângulo bom para a primeira imagem do bebê!

–Já dá para ver? Ginny perguntou curiosa.

–Só um minuto. Ela pediu focando sua atenção para a tela do ultrassom. –Tem algo diferente aqui.

–O bebê tem duas cabeças? Ou dois braços? A imaginação e o medo de Ginny entraram em ação. –Ou não há bebê algum?

–Na verdade, há dois bebês. Anne mostrou na tela dois, que para eles eram borrões, mas eram os bebês se formando.

Imediatamente Ginny e Harry olharam fixamente para a tela em choque. Um bebê já foi surpresa, agora dois era realmente algo impensável. Depois de alguns minutos em completo silencio, Ginny fez a pergunta que tinha certeza que Harry também gostaria de saber a resposta.

–Tem certeza que são dois bebês?

–Sim. A doutora mostrou na tela do ultrassom os bebês em formação. –Você está com sete semanas, antes disso poderia dizer que não tinha certeza, mas não tenho dúvidas que esta é uma gravidez de gêmeos. Pelo o que consigo ver, eles estão na mesma placenta o que significa que são gêmeos idênticos, confirmaremos em um exame que faremos na décima segunda semana.

–Gêmeos idênticos? A cabeça de Ginny tentava processar as informações rapidamente, mas não estava conseguindo. –O que é isso?

–Basicamente eles serão idênticos. Anne sorriu explicando cada detalhe. –Terão o mesmo sexo, ou seja, terá duas meninas ou dois meninos para vestir com aquelas roupinhas combinando!

–Isso é fofo! Ginny sorriu, aceitando a ideia e imaginando duas meninas vestidas com vestidinhos combinando brincando no grande quintal da casa dos seus pais.

O resto da consulta, a médica explicou que a gravidez de gêmeos implicava mais cuidados e atenção. O acompanhamento deveria ser mais de perto com consultas regulares de quinze e quinze dias. Harry não disse uma palavra depois da revelação, apenas sinalizava que estava entendo as recomendações que a médica prescrevia. Ginny sentiu que ele estava distante, mas não poderia se preocupar com isso agora, precisava entender tudo o que iria acontecer nos próximos meses com seus bebês. Apenas depois que eles saíram do prédio e estavam na calçada movimentada do centro de Londres é que ela tocou no assunto.

–Você está bem?

–Depois do que a doutora Anne disse, acho que estou bem na medida do possível... Ele respondeu sem olhar para ela, estava mais concentrado em fazer um taxi parar para que pudessem ir embora dali o quanto antes.

–Na medida do possível? Ela repetiu o que acabara de escutar, sem esconder o quanto ficou chateada com o que ele disse.

–E você quer que eu diga o que? Harry conseguiu um taxi e abriu a porta esperando que ela entrasse. –A médica não deveria ter soltado aquela bomba desse jeito...

–E você queria que ela dissesse como? Ginny cruzou os braços, mais brava do que antes, e não saiu do lugar. –A culpa não é dela ou dos bebês... É nossa culpa! E se quiser colocar a culpa em mim, tudo bem eu consigo lidar com isso também!

Ginny andou o mais rápido que pode para se afastar dele e poder deixar as lágrimas saírem sem que tivesse que esconde-las.

–Vai entrar ou não? O taxista perguntou mal-humorado a Harry que ainda segurava a porta, sem saber o que fazer via Ginny se afastando no meio da multidão.

Harry percebeu o quão idiota acabara de ser, bateu a porta do taxi e saiu correndo atrás dela. Estava com mil pensamentos passando pela sua cabeça, preocupações e sentimentos confusos que descontou toda essa tensão em Ginny e nos bebês.

–Ei! Ele finalmente a alcançou e a segurou pelo braço. –Desculpa!

–Eu não quero falar agora Harry, por favor, me deixe sozinha! Ela continuou de costas para ele. –Nós conversamos depois.

–Não, eu preciso me desculpar. Harry a fez virar-se para que ela o olhasse. –Eu não deveria ter falado daquele jeito com você. Só fui pego de surpresa e não reagi da maneira correta...

Ginny o olhou esperando que ele continuasse. Ao ver que ela estava chorando, Harry sentiu-se ainda pior por ver que a magoara.

–Quando eu voltei para Londres, tracei um plano para mudar minha vida e posso te dizer que nada disso que está acontecendo fazia parte dos meus planos... Ele não sabia como explicar. –O que quero dizer é que fui pego de surpresa e não sei como lidar com isso, eu só preciso de um tempo até me acostumar com a ideia.

–Um tempo?

–É um tempo. Um tempo para pensar em tudo isso e como iremos fazer daqui para frente.

–Certo, de quanto tempo você precisa? Ginny não estava certa disso, mas daria este tempo a ele.

–Na próxima semana terei que viajar novamente, apenas alguns dias. E nesses dias pensaremos sobre tudo isso e qual é o melhor modo de fazer dar certo.

–Eu não preciso de tempo para pensar, sei muito bem o que irei fazer. Ela disse decidida. –Irei ter e cuidar desses bebês com a sua ajuda ou não!

–Se tem uma coisa que eu tenho certeza desde o momento que você disse que estava grávida é que eu nunca irei deixar você ou os bebês sozinhos. Harry falou firme de um jeito que Ginny nunca tinha visto, até ficou um pouco assustada, mas logo ele suavizou o clima sorrindo e completou. –Se não quiser pensar sobre o que propus, pense sobre combinações de roupas para os bebês!

–Tudo bem, irei pensar. Ela sorriu com a menção dele as roupas que a médica havia comentado.

–Certo. Ele a abraçou seguido por um beijo carinhoso nos seus lábios. –Eu iria te convidar para jantar, mas acho que com dois bebês a caminho devemos começar desde já a economizar o máximo possível.

–Tem razão, acho que podemos ir para a minha casa e comer algumas sobras de refeições anteriores. Ginny brincou, segurando na mão dele foram andando até a casa dela.

Nesses dias teriam muito no que pensar. Não só sobre os bebês, mas sobre eles. O que eram? O que tinham poderia se encaixar em qual categoria de relacionamento? Qual era o sentimento que sentiam um pelo outro? A verdade era que tinham muitas dúvidas e perguntas para poucas certezas e respostas.

Notas finais
Obrigada pelos comentários e sejam bem-vindos os novos leitores, espero que estejam gostando!! Apenas mais uma surpresa para esses dois!! É isso aí e até o próximo (: