O Amor Acontece

38 Visitas inesperadas


Notas iniciais
Como diria a minha beta: "Antes tarde do que mais tarde". Kkkkk
Mil desculpas gente, mas quem me acompanha lá no grupo do facebook, sabe que eu tive um problema de inspiração para escrever esse capítulo em especial, então perdoem a minha demora!
-
Gostaria de agradecer a todos os reviews do capítulo passado! Obrigada por tudo ;)
-
Leiam as notas finais e boa leitura ;)

Capítulo 37 – Visita inesperada.

Pov. Edward.

-Papai, nós podemos ir a praia? – perguntou a Charlie enquanto devorava seu pote com cereais.

A medida que os remédios estão fazendo efeito e o câncer indo completamente embora, ela está voltando a ser a menina saudável que sempre foi, incluindo voltar a ser uma grande comilona.

-Acho que sim filha. Temos que ver com a mamãe. – respondi me referindo a Bella que ainda está dormindo.

O que não me surpreende, visto que acordou algumas vezes de madrugada com enjoos e mal conseguiu dormir, preferi não acordá-la e deixa-la descansando por mais um tempo. Não consigo nem imaginar como vai ser se os enjoos piorarem e ela tendo que ficar de plantão no hospital. É claro que por mim ela ficaria em casa sob meus cuidados e das empregadas, mas não posso privá-la de fazer algo que ela tanto ama.

Eu e a minha pequena terminamos de tomar nosso café da manhã e pedi para que a Charlie fosse para o quarto dela escovar os dentes e já organizando algumas coisas, caso a Bella concordasse em irmos á praia. Entrei em nosso quarto tentando não fazer muito barulho e encontrei o corpo da minha namorada de bruços na cama com seus braços agarrados ao meu travesseiro. Sorri com a cena e me aproximei lentamente, subindo em cima da cama. Sentei bem perto do seu corpo e comecei a acariciar seus cabelos. Tão linda. Em poucos minutos ela abriu seus lindos olhos chocolates para mim e eu sorri para ela, me inclinando e deixando um selinho em seus lábios.

-Bom dia, princesa.

-Bom dia, amor. – ela disse ficando de costas na cama e se espreguiçou. – Charlie já acordou? Que horas são?

-A Charlie já acordou e já comeu. São 9h. – respondi ainda fazendo um cafuné em seu cabelo. – Como se sente?

-Bem. Acho que os enjoos passaram, pelo menos por enquanto. – disse sorrindo fraco e levantando-se da cama.

-Bom. A Charlie está querendo ir na praia, eu disse que veria com você antes. O que acha?

-Claro, vamos sim. – afirmou ela. – Pede para ela se arrumar enquanto eu tomo uma ducha rápida e arrumo algumas coisas.

-Sim, senhora. – disse batendo continência e ela riu jogando um travesseiro em mim.

Minha Bella foi para o banheiro e eu fui até o quarto da Charlie, avisá-la de que iriamos na praia e que era para se arrumar.

Pov. Bella.

Mal coloquei meu pé direito dentro do banheiro e o enjoo voltou com força total. Corri rapidamente para o sanitário e coloquei tudo para fora, o que resta do que eu comi, e o que eu não comi também. Pode parecer estranho e nojento, mas estou muito feliz por estar sentindo tudo isso, é o meu sonho, afinal. Como não estar feliz? Mal vejo a hora de poder sentir o meu bebê chutando, vê-lo nascendo, falando, andando... É uma mistura de emoções extremamente intensas. É incrível, realmente incrível o sentimento de sentir algo crescendo dentro do seu corpo.

Escovei meus dentes e tirei minha roupa para tomar uma ducha para me acordar totalmente da noite mal dormida. Não demorei muito tempo dentro da água e me lavando, pois não queria que chegássemos muito tarde na praia e pegar um sol forte demais para a Charlie. Sai do banheiro enrolada na toalha e encontrei o Edward terminando de vestir sua sunga. Impressão minha ou de repente ficou mais quente? Meu namorado é lindo demais e eu tenho certeza absoluta que nunca irei me acostumar com isso.

-Apreciando a vista? – perguntou ele sorrindo de canto.

-A mais bela de todas. – murmurei e me aproximei dele deixando um beijo em seu peito.

Me afastei e entrei dentro de nosso closet, escolhi um biquíni simples preto e vesti um vestido por cima, coloquei um par de rasteirinhas com pedras e arrumei uma bolsa grande com tudo o que poderíamos precisar, além de celular, carteira, documentos e etc. Sai do closet e vi que Edward não estava mais no quarto, apaguei a luz e sai, indo em direção a cozinha preparar algo para comer, depois de colocar tudo para fora, minha barriga realmente protestava de fome. Tomei apenas um copo de suco e comi algumas torradas, tendo a certeza que se comesse mais alguma coisa, o enjoo voltaria, e eu definitivamente não quero passar a manhã toda vomitando por aí.

-Edward? Charlie? – chamei com um tom de voz alto para que conseguissem me escutar.

Escutei passos e risadas e andei em direção ao som, encontrando Charlie e Edward já prontos na sala.

-Mamãe! – exclamou Charlie animada e pulou no meu colo.

-Oi, princesa. – deixei um beijo em seu rosto e a coloquei no chão.

-Filha, não pula assim no colo da mamãe. Agora ela tá grávida. – pediu Edward preocupado como sempre. Charlie apenas assentiu e saímos do apartamento.

Com um pouco de trânsito no caminho, o percurso estava demorando mais tempo do que realmente é necessário. Mas de forma alguma estávamos irritados por isso, cantamos o caminho inteiro as musicas da rádio e rimos muito com as palhaçadas da Charlie no banco de trás. Não tenho dúvidas de que o nosso sábado seria mais do que divertido.

Ao chegarmos na praia, estacionamos o carro em uma vaga próxima de onde ficaríamos e saímos do carro, após pegar tudo o que precisaríamos. Escolhemos um lugar nem tão perto e nem tão longe do mar. Abrimos as duas cadeiras de praia, e forrei a área branquinha com a minha canga, para a Charlie sentar. Logo ela ficou entretida com os brinquedos que ela trouxe e ficou brincando na areia.

-Venha Charlie, você precisa passar protetor. – chamei.

Charlie se aproximou de mim e passei um protetor infantil em sua pele clarinha, quando me dei por satisfeita, a deixei voltar a brincar novamente.

-Vem amor. – chamei Edward para passar protetor também.

Ele se levantou da cadeira e tirou sua blusa, mostrando seu peitoral e abdome definido. Suspirei audivelmente e ele riu. Não sei se foi realmente impressão minha, mas parece que todas as mulheres que passavam, secavam descaradamente meu namorado. Bufei e ele riu novamente se aproximando e me dando um selinho. Me afastei delicadamente e passei protetor em suas costas, abdome, peito e rosto. Claro que o acariciei mais do que o necessário, mas quem disse que consigo me controlar quando estou com ele?

-Sua vez. – ele disse pegando o tubo de protetor de minhas mãos.

Sorri e vire-me de costas para ele, subi meu vestido e o retirei por completo do meu corpo. Prendi meu cabelo em um coque frouxo e me virei para ele. Seus olhos me comiam e percorriam meu corpo de cima a baixo.

-Apreciando a vista? – fiz a mesma pergunta que ele me fez mais cedo.

-A mais bela de todas. – respondeu e eu ri.

Ele se aproximou mais de mim e espalhou o protetor em minhas costas – descendo mais do que o necessário algumas vezes -, depois foi para os meus ombros e por fim, rosto.

-Você vai acabar matando a mim e a todos os homem dessa praia. – sussurrou em meu ouvido e depositou um beijo em meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada.

-Somos dois então.

Charlie continuou brincando o tempo todo com seus brinquedinhos na areia e vez ou outra nos mostrava o que estava fazendo, como bolos, bichinhos de areia com as suas formas, ou então cavava um buraco e nos mostrava o quanto havia ficado fundo. Coisas de criança. Enquanto isso, eu e Edward apenas curtíamos o sol e vez ou outra trocávamos alguns beijos discretos, mas sempre com um olhar desejoso de Edward em minha direção. Sério, meu biquíni até que é comportado.

-Mamãe, vamos na agua? – chamou Charlie quando viu que já estava começando a ficar suada, por causa do sol.

-Vamos, filha. – concordei levantando-me da cadeira, e peguei em sua mão para irmos juntas para o mar.

Entramos na água gelada – bem gelada -, e ficamos alguns minutos para nos refrescarmos. Charlie segurava em minha mão e tentava pular as ondas, de vez em quando começava a gargalhar quando uma onda a derrubava, me fazendo rir também.

-A água é bem gelada, né? – comentou um homem perto de mim. Olhei em sua direção e apenas concordei com um sorriso educado. O homem até que poderia ser considerado bonito, forte, loiro, olhos claros... Mas nada comparado ao meu Edward.

-É a sua filha? – perguntou ele.

-Sim. – respondi sem querer dar muita bola.

-É linda. – elogiou. Apenas assenti com um sorriso, agradecendo.

Olhei rapidamente para trás e vi a feição do meu namorado não muito boa, ele parecia estar realmente irritado. Entendi bem o recado e chamei minha filha para sairmos da água, alegando que estava fria demais.

-Nos vemos por aí. – disse o desconhecido.

Não respondi. Apenas voltei para onde meu lindo namorado ciumento estava. Antes que eu pudesse me sentar, ele levantou da cadeira e me puxou pela nuca, me dando um beijo daqueles, quente e sensual.

-Agora todos sabem que é apenas minha. – sussurrou ele com sua boca ainda próxima a minha.

-Só sua. – afirmei rodeando seu pescoço com meus braços e deixei um selinho em seus lábios.

-Porra Bella, precisava vim com um biquíni desse tamanho? – reclamou e eu comecei a rir. – Gostosa demais para a sua própria sanidade.

-E você não acha que está deixando todas as mulheres suspirando com esse seu tanquinho? – perguntei ainda rindo.

-Te amo. – disse me apertando em seus braços.

(...)

Não ficamos muito tempo na praia. O sol começou a ficar forte demais, e mesmo com o protetor a pele da Charlie já estava mais corada do que o normal, então preferimos ir para casa e continuar nosso dia por lá. Mesmo não tendo nada em casa preparado para comermos, preferimos comer lá do que ir em algum restaurante e correr o risco de eu passar mal novamente. O caminho para casa não foi tão longo quanto na ida, e conseguimos chegar em 20 minutos.

Ao chegarmos em casa, eu deixei tudo na sala mesmo, amarrei meu cabelo em um coque frouxo e fui em direção a cozinha preparar nosso almoço. Lavei o arroz e o coloquei para cozinhar, enquanto isso temperei o frango e preparei a salada. Pouco antes do arroz ficar pronto, grelhei o frango e preparei um suco natural de maracujá. Quando tudo ficou pronto, arrumei a mesa. Fui em direção ao meu quarto, na intenção de tomar banho e tirar o sal do corpo, quando entrei encontrei o Edward terminando de vestir sua camiseta e dei um selinho nele antes de entrar no banheiro. Tomei meu banho rapidamente e coloquei uma roupa qualquer para ficar em casa. Penteei meu cabelo e calcei minhas rasteirinhas, indo em seguida me encontrar com meus amores na cozinha.

-Demorei? – perguntei entrando na cozinha e me sentando a mesa.

Edward negou com a cabeça e sentou-se ao meu lado. Coloquei a comida no prato para a Charlie, inclusive salada, que incrivelmente ela adora. Claro que nem tanto quanto batata frita e hambúrguer, mas gosta. Comemos em meio a um clima ameno e um silêncio confortável. Estávamos famintos demais para conversar, ou pelo menos eu estava. Só espero não engordar tanto durante a gravidez, definitivamente não quero ficar gorda, mas também não ficarei toda paranoica com isso, só quero curtir essa fase da melhor forma possível. Terminamos de almoçar e comecei a retirar as coisas da mesa. Charlie correu para o seu quarto e Edward deixou a cozinha quando ouviu o interfone tocando. Edward voltou a cozinha com as sobrancelhas franzidas e uma feição preocupada.

-O que foi? – perguntei intrigada.

-O porteiro disse que os Denali estão subindo. – respondeu ainda preocupado.

-Quem são? – indaguei curiosa. Nunca ouvi esse sobrenome antes.

-Avós da Charlie. – suspirou ao ouvir a campainha tocando.

Minha mente ficou branca por alguns segundos, sem conseguir pensar em nada. Espera, o que eles estão fazendo aqui? Eles não se importam com a Charlie, segundo o que Edward me contou, então por que aparecer agora? Preferi ficar na cozinha e não me meter, pelo menos por enquanto. Não os conheço e não sei como eles irão interpretar o meu relacionamento com o Edward, eles não parecem ser lá tão compreensíveis. Ouvi apenas burburinhos, mas nada que desse para eu entender sobre o que conversavam, engoli minha curiosidade e continuei parada com o pano de prato na mão, tentando fazer o mínimo de barulho possível.

Pov. Edward.

-Posso ajuda-los? – tentei perguntar da forma mais educada que consegui.

Ao ver o casal prepotente de já idosos na minha porta, meu sangue ferveu. Nunca poderia perdoar o modo como trataram a minha filha quando ela nasceu, o modo como a culparam por tudo. Merda, eu também estava sofrendo e de luto com a morte da minha esposa, mas a Charlie nunca teve culpa de nada. Foi uma fatalidade.

-Edward. – cumprimentou meu ex-sogro. Apenas assenti com a cabeça e abri espaço para eles entrarem e se acomodarem nos sofás.

-Então? – perguntei dessa vez com mais irritação em minha voz.

-Edward, querido... Você está tão bonito. –elogiou minha ex-sogra, e eu apenas bufei em resposta. Ela nunca gostou de mim, sempre foi contra ao meu relacionamento com Tânia. Ergui as sobrancelhas esperando eles me falarem o motivo da visita inesperada e eles não deram sinal de que iriam falar alguma coisa.


-Ah, por favor... Vocês sumiram por anos, qual o motivo de estarem aqui? – indaguei com raiva.

-Queremos participar da vida da nossa neta. Você não pode nos negar isso. – disse Sr. Denali, prepotente como sempre. Ri debochado.

-Ah, sério? Agora? – perguntei com ironia. – E quanto aos anos anteriores?

-Edward, estávamos em luto, não sabíamos como agir... Por favor. – pediu Sra. Denali.

-Eu também estava de luto, também estava sofrendo e tinha que cuidar de um recém-nascido. Não sabia o que fazer e precisava de ajuda. Tudo o que vocês faziam era culpar a Charlotte por tudo. – aumentei meu tom de voz.

-Papai? – ouvi a voz da minha filha e virei meu corpo, a encontrando com uma carinha assustada.

Agachei e esperei que ela viesse me abraçar, sabia que ela estava assustada ao me ouvir gritando com essas pessoas desconhecidas para ela.

-Desculpa meu anjo, papai não quis te assustar. – murmurei e deixei um beijo em sua bochecha. – Depois papai te explica tudo.

-Tá bom, papai. – respondeu compreensiva e saiu em busca da Bella.

-Ela está tão linda. – disse Miranda.

-Sim, está. – afirmei ácido.

Ouvi passos e virei-me, encontrando com Bella e Charlie entrando na sala. Vi que Bella estava perdida e não sabia o que fazer. Chamei-a para os meus braços e a abracei, deixando um beijo no topo de sua cabeça.

-Está tudo bem. – sussurrei em seu ouvido.

Ela assentiu e se virou para as pessoas que nos olhavam assustadas.

-Oi, eu sou a Bella. – cumprimentou minha namorada como sempre educada e doce.

-Quem é ela, Edward? – perguntou John ignorando Bella, e notei irritação em sua voz.

-Minha namorada e mãe dos meus filhos. – respondi calmamente.

-O que? – gritou Miranda horrorizada. – Você está louco, Edward?

Meu sangue ferveu.

-Abaixa esse tom de voz na minha casa. – disse entredentes.

-Você está traindo a memória da minha filha. – John também gritou com raiva. – Você não pode trocá-la por uma qualquer.

-Cala a boca. – gritei com raiva e Charlie chorou assustada, olhei para ela me desculpando e Bella a pegou no colo. – Você não tem direito nenhum de entrar em minha casa e falar assim da minha mulher. – diminui meu tom de voz. – O que vocês queriam, que eu ficasse de luto para sempre? Eu estou seguindo a minha vida, encontrei um novo amor, ela está esperando um filho meu. Estamos sendo felizes.

-Você está louco, Edward. Completamente louco. – disse Mirando com nojo em sua voz. – Vamos John, vamos embora daqui. E quer saber, Edward? Pode ficar com essa coisinha aí que você chama de filha, não nos faz falta alguma, nunca fez.

Respirei fundo com os punhos fechados. Nunca bati em mulher e sou completamente contra, mas juro que bateria nela.

-Amor? – chamou Bella acariciando meu braço.

-Vão embora, agora. – gritei. – Agora!

Eles se levantaram arrogantes como sempre, e saíram da do apartamento batendo a porta com força. Charlie ainda chorava baixinho no colo da Bella e eu a peguei nos meus braços e me sentei com ela no meu colo.

-Princesa? – chamei secando suas lágrimas. – Não os escute, ok? Eles não sabem o que dizem.

-Por que eles não gostam de mim, papai? – perguntou com a voz embargada.

-Eles não são importantes, não são boas pessoas, meu bebê. – tentei acalmá-la, minha vontade era de mata-los por fazer minha filha chorar. – Papai te ama, mamãe também ama, seus avós e seus tios também. É o que importa.

Ela assentiu e deitou em meu ombro, acariciei seus cabelos e chamei Bella para se sentar conosco. Bella se sentou e deitou em meu peito também.

-Eu amo vocês. – afirmei com todo o amor do mundo. – Eu amo vocês.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;)
-
E ei, também espero que a quantidade de revies também aumente, pois 200 pessoas favoritaram a história e nem 1/4 disso comentam, então por favor, me ajudem e deixem sua opinião, não custa nada e nem vai cair a mão ;)
-
Obrigada mais uma vez a todos que estão sempre comentando na história, sei que não respondi todos os reviews, mas saibam que eu li todos com muito carinho e serão todos respondidos no feriadão. Ok?
-
Para você terem o que comentar: "O que vocês fariam no lugar do Edward?"
-
Beijos e até breve.