Notas iniciais
Ei meninas aqui está o capítulo. Obrigada aos 42 comentários no capítulo passado. É quase 1/4 da quantidade de leitoras! Kkkk. É pouco? Claro que sim. Mas... Rs.
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Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura.

Capítulo 27 – Transplante


Pov. Bella


Assim que descobrimos que eu era compatível, não perdemos tempo e logo vários enfermeiros apareceram para preparar a Charlie e eu para o transplante.

O procedimento não é complicado e não fará mal nenhum a mim, é bastante simples na verdade. Colhe-se uma pequena quantidade de células progenitoras da medula óssea do doador e injeta-se no sangue periférico, na veia do receptor. Através da circulação, essas células atingirão o interior dos ossos — lugar onde mais gostam de viver — começarão a multiplicar-se e retomarão a atividade de produzir os componentes do sangue. Em pouco tempo, o doador terá recomposto completamente sua medula óssea e, se quiser, estará apto para uma nova doação.

Ou seja, eu estaria novinha em folha em pouco tempo e a Charlie melhorará consideravelmente. E se tudo der certo, poderemos até mesmo curar todo o seu câncer, que é o que eu espero.

Fizemos o procedimento rapidamente, e injetamos a minha medula na Charlie. Como já era noite, eu tive que dormir em um leito de hospital, mas nada demais.

No dia seguinte eu já voltei a dormir no quarto da Charlie e a família do Edward me agradeceu muito por tudo o que eu havia feito, tanto pela Charlie, quanto para o Edward. E é claro que eu disse que não precisava agradecer, pois tudo o que eu fiz, eu fiz porque queria e porque adorava tanto esses dois que não conseguiria mais viver a minha vida sem a presença deles. Fiz e faria tudo de novo, sem nem pensar duas vezes.

(...)

Três semanas se passaram e finalmente amanhã é o dia em que a Charlie sairá do hospital. Eu a teria liberado antes e teria ficado de olho nela em casa, mas como fui sua doadora as regras do hospital não permitiram que eu permanecesse no caso, então outro oncologista teve que tomar o meu lugar — não menos competente do que eu — e eu não pude liberar a minha princesa para finalmente sair desse lugar horrível que ela não quer voltar nem tão cedo.

O transplante ocorreu muito bem e o corpo dela aceitou perfeitamente o transplante, fizemos vários exames para nos certificar de sua condição médica, e com poucas sessões de quimioterapia ela estará completamente curada.

Sei que é cedo para dizer isso, mas tenho certeza que ela ficará bem. Para a gravidade da sua doença, o corpo dela reagiu muito bem ao tratamento e podemos dizer que ela está perto da cura.

É claro que de meses em meses faremos exames para nos certificar que tudo continue bem, já que o câncer poderá sempre estar voltando, mas já é um alívio que ela fique por pelo menos uns anos vivendo como uma criança normal. Feliz e curada.

Durante esse tempo que ela ficou no hospital ela sempre recebeu várias visitas dos familiares e até a professora da escola comovida com a situação veio visita-la e disse que a escola estará esperando por ela assim que ela estiver pronta.

É claro que agitada do jeito que é a Charlie logo se animou e mal vê a hora de sair do hospital e voltar a estudar, mas por precaução Edward e eu a manteremos em casa por mais umas duas semanas, pelo menos.

O meu relacionamento com o Edward também está indo muito bem, se possível nos gostamos ainda mais, e estamos muito felizes um com o outro. As coisas estão ficando mais sérias e estou gostando do rumo que isso está tomando. Vivemos colados um no outro e podemos até ser considerados uma família, e para a minha grande felicidade, a Charlie me chamou de ‘mãe’ uma semana após o transplante, me fazendo chorar horrores de tanta emoção. E agora que começou, ela não me chama de outro jeito. Deixando-me a cada dia mais feliz.

Nunca imaginei que ficaria tão feliz em tão pouco tempo. Minha vida está perfeita do jeito que ela está agora. Quem diria, eu Isabella Swan, oncologista, estéril, não esperava ter filhos, agora está com um novo namorado e consequentemente uma menininha linda que agora é a sua filha. As coisas poderiam estar melhores? Não para mim. Isso é tudo o que eu preciso.

No momento, estou no meu apartamento — meio contra a minha vontade — mas o Edward insistiu que eu viesse para casa e passasse a noite aqui. Não porque ele me quer distante, mas porque nessas ultimas semanas eu não tenho dormido muito bem, as noites são mal dormidas no hospital e eu não me recusei a sair de lá até que tudo estivesse bem.

O Edward também quase não saiu de lá, só consegui o fazer dormir em sua casa algumas noites e mesmo assim muito a contragosto dele, que queria ficar ao lado da filha. Mas eu o convenci que eu cuidaria muito bem dela, e ele concordou.

Então, essa noite eu vim finalmente dormir em casa e descansar um pouco. Ter uma boa noite de sono e estar completamente recuperada amanhã, para pegar a nossa filha e a levar para casa. O lugar que ela deve estar. Para sempre.

Arrumei algumas coisas que estavam meio bagunçadas no meu apartamento, e quando finalmente vi que tudo estava organizado novamente me permiti tomar um bom banho de banheira quentinho e relaxante por aproximadamente uns 30 minutos. E quando sai me senti revigorada.

Sai e me sequei, vestindo logo em seguida um baby-doll de seda, muito confortável e ótimo para dormir.

Soltei meus cabelos que estavam presos em um coque mal feito, e os penteei, logo em seguida prendi em um rabo de cavalo alto, mas não tão firme, para não me incomodar enquanto eu estivesse dormindo. Escovei meus dentes e passei um hidratante de camomila no corpo.

Depois de tudo estar ‘perfeito’, deitei na minha cama quentinha e confortável que tanto senti falta nos últimos dias, e poucos minutos depois dormi tranquilamente como há muito tempo não dormia. Realmente senti falta disso.

E como sempre, a minha 'família' feliz habitou os meus sonhos.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Sejam bem-vindos todos os leitores novos.
Ainda não consegui responder todos os reviews, mais já li todos e em breve todos serão respondidos.
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Então, como eu disse lá em cima, quase 1/4 da quantidade de leitores comentam... Então, que tal passarmos para 1/3? Kkkk. Estou pedindo muito? Sim né? Rsrs.
Tudo bem..
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Beijos e até o próximo.