Notas iniciais
Oi gente, mil desculpas pelo meu atraso, tive alguns problemas pessoais e isso me atrapalhou bastante.
Peço encarecidamente que todos leiam as notas finais do capítulo.
Boa leitura.

Capítulo 28 – Lar Doce Lar

Pov. Bella

Acordei me sentindo revigorada, mesmo sendo muito cedo ainda, não estava com sono e sim muito agitada. Afinal, o grande dia chegou. É hoje que a Charlie sairá do hospital e poderá ir para casa.

Assim que acordei fui para o banheiro fiz a minha higiene matinal e logo em seguida tirei minha roupa e entrei no chuveiro para tomar uma ducha gelada e despertar completamente.

Assim que sai, me senti completamente desperta. Rapidamente me vesti com uma calça jeans escura e uma blusa de manga comprida estampada, coloquei um par de sapatilhas simples na cor preta e arrumei tudo o que eu precisaria em uma bolsa média preta.

[n/a: Roupa da Bella: http://www.polyvore.com/cap_27/set?id=62679058]

Voltei para o banheiro e sequei meu cabelo de qualquer jeito, depois prendi tudo em um coque simples. Em seguida, fui até a cozinha e tomei meu café da manhã, apenas uma xícara de café preto e forte e algumas torradas com requeijão.

Peguei as chaves do carro e meu celular, e coloquei meus óculos de sol, saindo do meu apartamento e pegando o elevador para ir até a garagem.

Cheguei à garagem, e entrei no carro dando partida logo em seguida. Logo sai do prédio e meu carro andava pelas movimentadas ruas de Seattle. Hoje o clima não estava tão frio, e até podia-se ver um sol um pouco mais forte do que nos últimos dias. As pessoas já não vestiam os pesados casacos de frio, ao invés disso vestiam apenas blusas leves e de manga comprida, assim como a que eu estou vestindo hoje.

Vinte minutos depois eu estacionava meu carro na minha vaga do hospital, e desci do carro. Entrei no hospital e cumprimentei todos da recepção com um ‘bom dia’ feliz e animado. Peguei um elevador e poucos minutos depois eu batia na porta do quarto da Charlie.

Ouvi a voz da minha menina dizendo um ‘entre’, e entrei animada no quarto, vendo a minha princesa sentada na cama, sem todos os fios que a ligavam em aparelhos e vestindo um vestido de manga comprida vermelho e sapatilhas pretas idênticas as minhas nos pés.

-Oi princesa. – cumprimentei feliz. – Acho que combinamos nos sapatos. – eu disse rindo e ela olhou nossos pés rindo também.

-Oi mamãe. Senti sua falta essa noite. – ela disse fazendo um biquinho e eu logo me aproximei deixando um beijo carinhoso em sua testa.

-Eu também senti sua falta. – eu disse sendo sincera. – Pronta para ir para casa?

-Sim. – ela disse animada e rindo logo em seguida.

-Onde está o papai? – perguntei, percebendo que o Edward não estava no quarto.
-Foi assinar uns papéis com a enfermeira Mary. – ela disse. Em pouco tempo, a Charlie aprendeu o nome de todas as enfermeiras e se apegou muito a cada uma delas.

-Hum... Nem o vi quando passei. – eu comentei.

-Prontas para irem embora? – perguntou o Edward.

-Sim. – Charlie e eu respondemos juntas.

-Ótimo. – ele disse e saímos todos do quarto.

Pegamos o elevador e fomos até o estacionamento do hospital. O Edward estava sem carro, então fomos todos no meu. Entramos todos no carro e decidimos ir até uma cafeteria que tinha perto do apartamento do Edward. Em poucos minutos chegamos até o local. Entramos no lugar aconchegante e quentinho, e logo nos sentamos em uma mesa perto da parede de vidro, nos permitindo ver todo o movimento lá fora.

Logo uma garçonete veio anotar nossos pedidos e entramos em uma conversa descontraída e animada. Dava para perceber que a Charlie estava muito mais feliz e animada agora que estava fora do hospital e ‘livre’. Quem passasse veria uma típica cena de família feliz. Nós rindo e conversando sem nos preocuparmos com nada a nossa volta. Algumas pessoas até sorriam para nós ao ouvir o som da gargalha da Charlie. Todos veriam que ela tem câncer sim, — por causa da falta de cabelo — mas veriam também que ela é uma guerreira e que não deixa que a doença estrague a vida dela de jeito nenhum. Uma linda história – todos diriam.

Depois de comermos tudo o que pedimos, saímos da cafeteria e fomos para a casa do Edward. Decidimos que levaríamos a Charlie para casa e ela tomaria um banho e trocaria de roupa, quando desse a hora do almoço iriamos todos para a casa dos pais do Edward, que nos esperavam para um almoço.

O que a Charlie não sabia, é que a minha amada e linda sogra preparou uma ótima surpresa para ela, e que todos os seus amigos, professoras, familiares e amigos da família, também estariam lá, para dar boas-vindas a ela.

A ideia partiu é claro da Alice, mas foi a Esme que preparou tudo. No início o Edward não concordou muito, dizendo que a Charlie não podia se cansar, mas eu o garanti que tudo ficaria bem e que eu ficaria de olho nela.

Perdi a linha dos meus pensamentos quando senti os braços de Edward rodear a minha cintura por trás e quando ele deixou um singelo beijo em meu pescoço.

-Um beijo por seus pensamentos. – ele murmurou e minha pele se arrepiou.

-Só estou pensando na surpresa que a Esme preparou. – eu disse depois de verificar que a Charlie não estava por perto.

-Hum... – ele disse e cheirou meu cabelo. – eu estou com saudades de você.

-Mas eu estou aqui. – eu disse me fazendo de desentendida.

-Você sabe do que estou falando. – ele disse e eu ri um pouco. – Quero dormir bem agarradinho com você em uma cama bem quentinha e não sair mais de lá. – Eu sorri.

-Isso soa perfeito para mim. – eu disse e sorrimos um ao outro. – Onde está a Charlie? – perguntei depois de perceber que ela não estava em nenhum lugar dentro da minha visão.

-Foi ver um pouco de televisão no seu quarto, ela disse que sentiu falta do quarto e das bonecas dela. – ele disse e riu.

-Deve ter sentido mesmo, ninguém merece ficar tanto tempo dentro de um hospital. – eu disse.

-Mas você fica.

-É diferente. – eu disse e revirei os olhos.

-Eu sei. – ele disse e no segundo seguinte ele já virava o meu corpo e encostava seus lábios nos meus.

Nosso beijo era calmo, mas cheio de paixão. Nossas línguas duelavam entre si, tornando o beijo mais profundo e molhado. Edward puxava meu corpo para o seu e se possível ficamos ainda mais colados. Levei uma de minhas mãos ao seu cabelo e com a outra fiz um carinho em suas costas largas. Edward passou com suas mãos grandes e macias pela minha cintura e eu já estava ofegante e excitada, mesmo tendo trocado apenas um beijo com ele. Tudo com esse homem é muito intenso.

-Quero você. – ele murmurou ainda com a boca colada na minha e gemeu.

-Eu também. – eu disse apenas em um sussurro.

Ele andou comigo sem desgrudar nossos corpos, dificultando um pouco o processo, mas em questão de segundos eu era deitada contra o sofá e o Edward subia em cima de mim.

-Edward... – murmurei enquanto ele devorava meu pescoço. – a Charlie.

Ele gemeu de insatisfação e levantou de cima do meu corpo, sentando no sofá e colocando minhas pernas em seu colo, me fazendo sentir um pouco de sua ereção.

-Dorme comigo hoje? – ele perguntou e tirou meus sapatos para massagear meus pés.

-Não sei, é a sua primeira noite aqui e não quero atrapalhar o descanso de vocês. – eu disse indecisa.

-Ah amor, eu só vou conseguir relaxar completamente se eu sentir seu corpo juntinho do meu a noite toda. – ele disse e eu sorri para ele. – Por favor?

-Tudo bem. – eu disse convencida, até porque o que eu mais queria era dormir com ele.

Ele sorriu convencido para mim.

-Podemos passar na sua casa depois que sair da casa dos meus pais e pegar algumas roupas para você. – ele disse ainda massageando meus pés. – E depois voltamos para cá, eu até diria para sairmos para fazer alguma coisa com a Charlie, mas pela quantidade de pessoas que a minha mãe deve ter chamado, só sairemos de lá a noite e não quero que a Charlie se canse mais do que pode.

-Uhum, concordo. Ela melhorou bastante, mas mesmo assim não devemos abusar, até porque ela vai curtir muito essa tarde com os familiares e amigos.

-Sim.

-Papai? – a Charlie chamou e viramos em direção a sua voz, e a vimos parada perto do sofá.

-Oi filha. – Edward respondeu prestando atenção no que ela falava.

-Que horas vamos à casa da vovó?

-Hum... – Edward pensou e olhou no relógio de pulso dele. – são 11h agora, podemos ir quando for 1h da tarde, filha.

-Tá bom. Então posso brincar um pouco e quando tiver na hora você me fala, para eu poder tomar banho e me arrumar? – ela pediu toda fofa. Minha filha é muito linda mesmo, não é?

-Claro. Pode ir brincar um pouco, ainda tem um tempinho.

-Tá. – ela disse e saiu correndo em direção ao seu quarto.

Edward voltou a sua atenção para mim e me olhou com seus olhos penetrantes.

-O que foi? – perguntei me sentindo envergonhada com seu olhar intenso.

-Você é linda. – ele disse e eu corei.

-Para. – pedi envergonhada.

-Por quê? Nem posso elogiar a minha namorada? – ele perguntou e eu joguei uma almofada nele. – Tá bom, eu paro.

Ficamos conversando sobre coisas variadas enquanto o tempo não passava, e quando deu meio dia, o Edward pediu para a Charlie ir tomar banho e ele também foi tomar um banho e se arrumar.

Enquanto eles estavam se arrumando eu me repreendi por não ter trago nenhuma outra roupa mais arrumada. A casa da Esme deve estar cheia e com certeza com pessoas muito bem arrumadas. Mas, agora já foi. Vou ficar com essa roupa mesmo e não estou muito desarrumada de qualquer forma. É uma roupa que eu costumo usar para ir trabalhar e na casa da Esme será uma coisa simples, certo? Espero que sim. Não gosto de me sentir deslocada nos lugares.

Poucos minutos depois eles voltaram já arrumados e lindos como sempre e eu falei para o Edward sobre a minha apreensão de não estar arrumada o suficiente e ele me garantiu que eu estava ótima e que as pessoas que iriam são bem simples.

Fomos todos no meu carro, mas o Edward quem dirigiu até a casa dos pais, já que eu não conhecia o caminho e porque eu não gosto tanto assim de dirigir. O caminho foi curto e rápido e dentro de poucos minutos estacionávamos em frente a uma imensa casa, com uma fachada muito bonita.

Descemos do carro e tocamos o interfone, e logo fomos atendidos por Esme, que pegou a Charlie nos braços assim que a viu, e a encheu de beijos e carinhos. Sorri com a cena e logo ela veio cumprimentar Edward e eu também.

Esme piscou para nós e pediu para a Charlie ir entrando e indo para o jardim da casa. Seguimos a Charlie e assim que ela chegou ao jardim, — muito bonito, por sinal — se deparou com várias pessoas sorrindo para ela e ela abriu um sorriso imenso e correu para cumprimentar cada familiar e amigo que ali estava presente.

Sorrimos com seu entusiasmo e logo fui apresentada a todos da família e posso afirmar que gostei de todos eles, até mesmo das primas do Edward que vieram de outra cidade e que sempre que podiam jogavam um charme para cima do meu namorado. Mas em pouco tempo eu fiz questão de mostrar que ele já tinha uma dona e elas rapidinho pararam de jogar charme para o meu homem. Vê se pode, dar em cima do que é meu? Nunca.

A pequena ‘comemoração’ foi muito tranquila e alegre e a Charlie ficou muito feliz e animada, e saiu brincando com seus amiguinhos e alguns primos com a idade dela ou perto da dela. Depois de muito se divertir, horas depois veio me pedir colo dizendo que seu corpo estava começando a doer. Efeito normal, considerando que ela ainda faz umas seções de quimioterapia.

Claro que eu peguei o meu bebê no colo e entrei na casa onde quase não tinha barulho e me sentei no sofá e fiquei embalando ela, como se ainda fosse realmente um bebê, — e sempre seria para mim — até que ela dormisse.

Fiquei uns minutos ainda com ela em meu colo a admirando, ela realmente é uma menina muito linda e eu a amo de verdade, como se fosse a minha filha de sangue. E para mim, se é de sangue ou não, não faz a mínima diferença. Até porque, se eu fosse ter um filho, seria adotivo de qualquer forma, já que sou estéril. Então não faz diferença para mim. Ela sempre será a minha filha. Mesmo que um dia eu me separe do Edward.

Alguns minutos depois, o Edward apareceu na sala em que eu estava e sorriu ao me encontrar com a Charlie no colo, acariciando sua cabeça.

-Estava te procurando. – ele sussurrou para não acordar a filha. – A Charlie está bem cansada, não é? – ele perguntou.

-Sim. Ela está exausta. Mas não é por menos, ela está desde 1h correndo para todo o lado e já são quase 8h da noite. – eu disse bem baixinho.

-Vamos para casa? Ainda temos que passar na sua. – ele chamou.

-Vamos. Mas me ajuda a levantar? – pedi e ele assentiu e pegou a Charlie no colo para eu poder levantar.

Voltamos para o jardim e nos despedimos de todos e dissemos que só estávamos indo embora por causa de todo o cansaço que a Charlie estava sentindo. Todos nos desejaram melhoras para a Charlie e disseram que estávamos de parabéns por ter criado uma menina tão linda.

É claro que o mérito é todo do Edward, mas mesmo assim me senti feliz por me verem realmente como a mãe da Charlie. Isso é mais do que um dia já pedi a Deus.

Entramos no meu carro e fomos em direção ao meu apartamento para pegarmos mais algumas roupas para mim e uns itens de higiene pessoal.

Assim que chegamos, eu disse ao Edward para esperar no carro, para não termos que acordar a Charlie até que chegássemos em casa.

Desci do carro e rapidamente fui até o meu apartamento e peguei tudo o que eu precisava. Coloquei tudo dentro de uma bolsa preta Versace grande, e peguei mais algumas coisas que eu poderia precisar, como carregador de celular, meu iPad e minha agenda.

Sai do apartamento e o tranquei. Desci novamente e avisei ao porteiro que passaria a noite fora. O desejei boa noite e sai do prédio, e entre no meu carro logo em seguida.

Fomos para o apartamento do Edward, e assim que chegamos tiramos a roupa da Charlie e demos nela um banho rápido, apenas para que ela não dormisse suada, preparei um leite quentinho e a fiz tomar antes de dormir também, com toda a energia que ela gastou durante o dia, seria bom que ela se alimentasse. Dei a ela seus remédios também e fiquei com ela no quarto até que ela dormisse novamente. Assim que ela caiu no sono, eu e Edward saímos do quarto e fomos em direção ao dele. Onde deixei a minha bolsa em cima de uma poltrona que havia no quarto.

Ele começou a desabotoar a sua blusa de botões, e eu apenas sentei na cama e fiquei encarando seu peitoral e abdome agora desnudos. Ele tem um corpo lindo, nada exagerado, apenas definido.

Edward sorriu ao me ver ‘babar’ e me olhou com aquele olhar malicioso que só ele tem.

-Quer tomar um banho comigo? – ele convidou e sorriu de lado.

-Só se for agora. – eu disse e me levantei da cama em um pulo, o seguindo para o banheiro.

Notas finais
Primeiramente, peço desculpas mais uma vez pelo o meu atraso, eu realmente só consegui postar agora. Me desculpem mesmo.
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Então, eu sei que isso já está chato e todos estão cansados de ouvir, e prometo que é a útlima vez que falo: a quantidade de reviews caiu de novo.
Não vou excluir a história, mas isso me deixa realmente muito triste, e muito desanimada. Então, conto com a colaboração de vocês em comentarem, pois um simples "gostei", não vai matar ninguém. Também me disseram que muitas pessoas podem não comentar porque não tem cadastro no site. Certo, pode ser isso sim. Mas quem não tem cadastro no site também não pode marcar a opção de acompanhamento da história. Então, realmente tem muitos leitores para poucos reviews. Mas ok, não vou mais encher o saco de vocês com isso.
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Espero que tenham gostado do capítulo, comentem bastante e se acharem que a história merece, recomendem também.
Um beijo imenso a todos.
Um bom final de semana.