Notas iniciais
Oi leitores, como estão?
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Gostaria de agradecer as duas novas recomedações na fanfic, muito obrigada mesmo, fiquei imensamente feliz.
Também gostaria de agradecer aos 39 comentários no capítulo passado. Não digo que é o suficiente ainda, mas é uma melhora, certo? Então muito obrigada a todos que comentaram. E peço encarecidamente que não deixem de comentar.
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Aqui está o capítulo, espero que gostem e, boa leitura!

Capítulo 25 – Piora.

Estou sentada na minha cadeira de trabalho, ainda dentro do meu consultório, sem conseguir raciocinar direito.

Como a Charlie teve essa piora de uma hora para a outra? Os outros exames dela sempre mostravam que ela estava progredindo no tratamento, mas aí de uma hora pra outra eu vejo nos resultados dos exames me dizendo que ela piorou consideravelmente e que agora só a poliquimioterapia não basta. Ela precisa de transplante de medula óssea.

Já terminei meu turno há aproximadamente 5 horas. Mesmo assim não consigo me mexer, sair do lugar ou fazer qualquer coisa.

Já são meia noite, e meu celular de hora em hora apita por uma mensagem do Edward, mas eu simplesmente não consigo me acalmar para falar com ele.

Nos casos de câncer, sempre há risco de piora de uma hora para outra, eu já vi isso centenas de vezes. Mas agora é a minha menininha que está em jogo, a minha filha, como o Edward mesmo disse.

Como posso encarar essa situação? Eu nunca pensei que um dia fosse ter um filho, até porque eu não posso ter.

E agora que esse milagre, chegou até mim, agora que eu tenho uma filha para cuidar, ela tem uma piora, uma recaída na doença?

Calma Bella, ela ainda está bem. Você precisa manter o seu controle.

Sim, é isso que eu farei. Manterei a minha calma para não desesperar o Edward. Esses dois precisam de mim agora mais do que nunca, e eu ficar aqui desesperada só vai piorar a situação e possivelmente vou ser tirada do caso da Charlie. E eu preciso permanecer aqui, para que o Edward fique mais tranquilo.

Peguei meu celular, mesmo tendo consciência que provavelmente o Edward estaria do dormindo a essa hora e liguei mesmo assim.

Chamou três vezes e ouvi sua voz rouca de sono por trás do telefone.

-Alô, Bella? – ele disse ao atender e perdi uma batida do meu coração.

-Sou eu, Edward. Desculpe não atender sua ligação. Fiquei presa em uma cirurgia. – menti para não desesperá-lo.

-Oh, tudo bem, meu amor. – ele disse e eu quase chorei. Ele ficaria tão abalado ao saber o resultado dos exames. – Já viu o resultado do exame da Charlie?

Engoli em seco.

-Sim. – eu apenas disse sem conseguir dizer mais nada. – Por isso mesmo que eu te liguei. Pode vir com ela no hospital amanhã?

-Por quê? O que deu nos exames? Ela piorou? – ele pediu, e eu senti o desesperado por trás de sua voz.

-Edward, melhor conversarmos sobre isso amanhã de manhã, está tarde e você precisa dormir. – eu disse. Não seria bom dar essa notícia por telefone.

-Bella, o que está acontecendo? Me diz! – ele exigiu e não tive por onde correr. Não posso mentir para ele também.

-Edward, não sei como aconteceu, mas sempre há essa possibilidade nos casos de leucemia... – eu respirei fundo e continuei, — a Charlie teve uma piora.

Silêncio do outro lado. Longos minutos, ou apenas segundos. Não sei dizer o tempo que se passou.

-Edward? – chamei.

-Estou levando ela pra aí, Bella. Em 15 minutos estarei aí. – ele disse tão rápido que quase não escutei.

-Edward, não precisa vir com ela agora, pode trazê-la amanhã de manhã com mais calma. – eu disse tentando acalma-lo.

-Não Bella, quanto antes tratarmos, melhor. Certo?

-Sim, mas... – tentei falar.

-Amor, estou levando ela pra aí, sem discussões, ok? Só me espera que estou chegando. – ele disse e desligou.

Respirei fundo e deixei que algumas lágrimas escapassem dos meus olhos.

Como vou tranquiliza-lo?

(...)

Exatos 20 minutos depois, o Edward chega e entra na minha sala com uma Charlie adormecida, ainda com seu pijama, em seu colo.

-Oi meu amor. – ele disse e deixou um selinho em meus lábios. – Me diz tudo agora, o que deu nos exames?

Respirei fundo e pedi para que ele se sentasse e sentei em minha cadeira também.

Ele me olhou sério e entendeu que agora não éramos namorados, e sim uma médica falando com o pai de uma paciente.

-O exame mostra uma piora considerável no exame da Charlie, acontece em alguns casos, o câncer é imprevisível, por isso sempre digo que temos que viver um dia após o outro. A poliquimioterapia estava funcionando muito bem no caso dela, mas o câncer piorou. – eu disse profissional. Mas meus olhos mostravam claramente o quanto eu também estava abalada.

Edward me olhou em pânico.

-O que vamos fazer? Ela vai ficar bem? – ele me perguntou e uma só vez sem respirar.

-Precisamos colocá-la na lista de transplantes e fazer testes de compatibilidade nos familiares, para ver se encontramos alguém que possa ser doador dela. – eu disse.

-Quando podemos fazer isso? – ele perguntou.

-Quando quiser. – eu disse. – Mas Edward, tente ficar calmo, ok? Eu juro que estou dando o meu melhor para cuidar dela.

-Eu sei amor. É só que é a minha menina ali, entende? Eu preferia mil vezes estar no lugar dela apenas para não vê-la sofrer. – ele disse e lágrimas caíram de seus olhos.

Engoli o choro que subiu pela minha garganta e levantei da minha cadeira indo até ele e abaixei para ficar em sua altura, já que ele estava sentado.

-Eu prometo que vou dar o meu melhor. – eu disse e dei um sorriso fraco.

-Eu sei. Você é a melhor. – ele disse e eu sorri dando um beijo em seu rosto.

-Obrigada. – eu disse. – Por precaução, eu quero interna-la, para monitorar seu caso, tudo bem para você?

-Sim. – ele disse rapidamente. – Você é a mãe dela agora, certo? E, além disso, a médica que está dando o melhor para fazê-la ficar bem, então faça o que achar melhor, não precisa me perguntar nada.

-Obrigada por confiar em mim. – eu agradeci emocionada.

Ele apenas sorriu.

Chamei um enfermeiro e rapidamente levamos a Charlie para um quarto do hospital e a colocamos no soro, junto com outros aparelhos que ajudariam a monitorá-la de forma mais precisa.

Algumas horas depois ela acordou assustada, e o Edward rapidamente a acalmou, explicou por cima o que aconteceu e a Charlie madura do jeito que é, entendeu a situação e apenas ficou quietinha observando tudo ao seu redor.

Sorri para ela, e deixei um beijo em seu rosto, dizendo que tudo ficará bem.

Passei a noite, refazendo seus exames, e fazendo alguns outros exames, para ver se tinha mais algum dano.

Li e reli seu prontuário vendo se eu tinha deixado alguma coisa passar, e felizmente não encontrei nada.

Edward apenas me observava trabalhar e cuidava da Charlie.

Meus músculos reclamavam devido às horas sentada, e meu corpo estava cansado, devido às horas sem dormir.

Sem que eu deixasse, eu bocejei.

-Oh meu anjo, eu nem me lembrei que você não dormiu nada ainda. – Edward disse se sentando ao meu lado e fazendo um carinho no meu cabelo. – Desculpa.

-Tudo bem. – eu disse tranquilizando-o. – Estou acostumada com isso, e além do mais, estou curando nossa princesa. – eu disse sorrindo.

Ele sorriu para mim.

Quando o relógio marcou 7h da manhã, ele ligou para seus familiares e explicou toda a situação para sua família e pediu que viessem o mais rápido possível para fazer os exames de compatibilidade. Que nada mais era que um exame de sangue.

Fiz primeiro o exame em Edward, e logo que todos os outros chegaram, eu expliquei de forma mais complexa o que aconteceu, e também fiz os exames deles.

Todos estavam aguardando no quarto da Charlie, até que a Dra. Smith apareceu e pediu para falar comigo em particular.

-Dra. Swan sei que você conhece as normas do hospital e não pode ter tantos visitantes assim em um quarto. – ela chamou a minha atenção.

-Desculpe Dra. Smith. Vou consertar isso imediatamente. – eu disse de forma profissional, agora pouco me importava que ela fosse amante do meu ex-namorado. – Será que posso conversar sobre um assunto com você?

-Claro. Vamos até a minha sala.

Fomos até a sala dela, e assim que chegamos, nos sentamos a mesa e ela me pediu para falar o que eu queria.

-Não planejava contar isso dessa forma e agora, mas devido às circunstâncias será necessário. – eu disse e respirei fundo. – Bom, creio que conhece o caso da minha paciente Charlotte Cullen.

-Sim. Conheço a criança com leucemia. – ela disse séria.

-Exatamente. Bom, eu e o pai dela estamos em um relacionamento sério. – eu disse e ela arqueou as sobrancelhas. – Estritamente fora do hospital, aqui dentro somos apenas médica e pai de paciente.

-Entendo. – ela disse. – Sabe que isso não está certo, não sabe?

-Sei. – eu disse. – Mas estamos em algo sério.

-Nesse caso, tudo bem. – ela disse. – Algo mais que queira falar?

-A Charlotte teve uma piora, e bom, agora ela é a minha filha. – ela me olhou séria. – Será que posso ter uma dispensa do resto dos meus serviços e me concentrar apenas no caso dela? – pedi.

-Bom, há anos que você não tira férias, então dispensá-la de seus serviços não seria um problema, temos vários médicos que poderiam substituí-la. Mas você tem certeza que pode agir de forma estritamente profissional nesse caso e não deixar que as emoções interfiram no seu julgamento como médica? – ela me perguntou.

-Sim, eu tenho certeza. – eu disse. – E caso eu veja que não consigo mais agir de forma profissional você será a primeira a saber, e sairei do caso imediatamente.

-Nesse caso, tudo bem. – ela disse.

-Muito obrigada, Dra. Smith. – eu disse e sai de sua sala.

Foi mais fácil do que eu pensei.

Voltei para o quarto da Charlie e Edward me perguntou se tinha acontecido algo.

-Pedi uma dispensa dos meus casos para a Dra. Smith, e agora estou apenas no caso da Charlie. – eu disse e ele sorriu agradecendo. – E, desculpe pessoal, mas as regras do hospital, só permitem 2 visitantes por vez.

-Tudo bem, Bella. Nós entendemos. – Carlisle disse compreensivo. – Estaremos do lado de fora aguardando os resultados dos exames.

[...]

Foi com pesar que eu tive que dar a notícia para a família do Edward, que nenhum deles poderia ser doador da Charlie, não eram compatíveis o suficiente para serem doadores dela. Pela gravidade de sua doença, o doador precisaria ser pelo menos 85% compatível. E eles não eram nem perto disso.

Por algum problema do laboratório, ainda não recebemos o resultado do exame do Edward.

E eu espero fervorosamente que o Edward seja compatível, pois a lista de transplantes é extensa, e até a Charlie conseguir um doador, ela pioraria ainda mais... Ela realmente precisa desse transplante e o mais rápido possível.

[...]

[n/a: E chegou a cena do prólogo! :’( ]

Acabo de receber o resultado do exame do Edward, e o resultado não poderia ser pior. Sem conseguir me controlar mais, lágrimas caem incansavelmente dos meus olhos e eu vou até onde o Edward está sentado com a sua família.]

–Edward, eu tenho uma péssima notícia para lhe dar. – eu disse desesperada e com lágrimas escorrendo pelos meus olhos.

–O que foi meu amor? – ele disse se levantando do sofá do hospital.

–Você não poderá ser doador da Charlie, apesar de ser pai dela, vocês não são compatíveis. – eu disse arrasada. – E a Charlie realmente precisa desse transplante para... – deixei a frase no ar.

Ele arregalou os olhos e lágrimas caíram do seu rosto de anjo, odiava o ver assim, mas infelizmente o destino mais uma vez quis brincar conosco.

É insuportável ver o meu bebê mais uma vez sofrendo por causa dessa doença horrível e por mais que eu esteja acostumada a ver isso, eu nunca vou conseguir agir normalmente ao ver a minha filha assim.

–Mas Bella... – ele resmungou ainda chorando e levantou me abraçando.

–Eu sei amor, eu sei que é difícil, mas nós vamos dar um jeito, tá bem? Nós ficaremos bem. – eu disse tentando o confortar, mesmo eu mesma tendo dúvidas do que aconteceria com a Charlie. – Eu juro que farei o meu possível para deixar a nossa princesa bem.

–Eu sei, eu confio em você. – ele disse me dando um beijo na testa. – Eu te amo Bella. – ele disse pela primeira vez, e eu nunca tive tanta certeza do amor que eu sentia por ele também. Por ele e por nossa filha.

–Eu também te amo Edward, e tirarei a nossa filha dessa. – eu disse e dessa vez com mais certeza de minhas palavras.

Notas finais
Então pessoal, o que acharam do capítulo? Realmente espero que tenham gostado.
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Ah, ainda não respondi todos os reviews do capítulo passado, mas já li todos e amei cada um deles, e pode deixar que assim que tiver um tempinho livre, eu responderei todos. Prometo ;)
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Se mantivermos a quantidade de reviews ou aumentarmos, chegaremos aos 600 comentários! *-*
Estou muito feliz gente, de verdade :D
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Continuo pedindo que comentem, preciso realmente saber da opinião de vocês. Especialmente nessa parte da história. Nunca escrevi uma história com tanto drama quanto essa, e realmente preciso saber se estou no caminho certo e que vocês estão gostando. Será que dessa vez chegamos aos 45 comentários? Rsrs. Não ficarei exigindo tanto. Mas realmente ficaria muito feliz se conseguisse.
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Beijos e uma ótima semana a todos.