O Amor Acontece
27 Melhora ou piora?
Notas iniciais
Perdi totalmente a noção do tempo, e os capítulos não estão saindo nos dias que eu tinha planejado no início da fanfic, então está uma confusão só.
Mas, agora deixarei as postagens para toda quarta-feira. Está bom para vocês?
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Gostaria de agradecer aos 37 reviews; como eu já disse milhões e milhões de vezes, não é o suficiente e espero que isso melhore com o decorrer do tempo. Mas, por enquanto não me estressarei muito com isso. Rs.
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Enfim, sem mais delongas... Espero que gostem.
Boa leitura.
Capítulo 26 – Melhora ou piora?
Continuávamos todos angustiados esperando por uma única ligação. A ligação da Central de Transplantes.
Mas o problema é que por mais que eu não quisesse admitir, a Charlie não é a primeira da lista. Por mais que seja difícil de aceitar, existem casos piores e que conseguirão transplantes antes dela.
Mas é claro que não falei isso para o Edward, ele já está mal o bastante, tirar toda a sua esperança, apenas pioraria toda a situação. Ele tenta parecer forte perto da Charlie, mas eu e a sua família o conhecemos o suficiente para saber que ele está muito mal e que isso é apenas uma faixada.
A Charlie agora está mais pálida, sua respiração mais fraca e os sinais vitais nem tão fortes quanto estavam antes. Ela realmente precisa desse transplante para... Não consigo nem terminar essa frase.
A Dra. Smith vem me vigiando bastante, ela quer garantir que minhas emoções não estão refletindo em minhas decisões médicas. É meio complicado para mim estar dos dois lados. Pela primeira vez eu realmente entendo a aflição dos pais, e ao mesmo tempo eu não posso me render à emoção, eu tenho que pensar claramente e profissionalmente, até mesmo pela segurança da Charlie.
A família do Edward nunca sai totalmente do hospital, sempre fica um ou dois para nos dar apoio moral e é claro para ficar e distrair um pouco a minha pequena. A Charlie apesar de estar sentindo dores e todos os outros problemas da doença, de vez em quando ela dá um sorriso ou solta uma risada. Fraca, mais uma risada.
Isso é bom, significa que a doença não está a tomando por completo, significa que ela tem uma chance, pequena e remota, mais tem.
E qualquer chance, por menor que seja, devemos nos apegar a ela.
–Bella? – me chamou Edward.
No momento estou sentada na minha mesa tentando achar uma solução rápida para a Charlie ou pelo menos algo que a deixe temporariamente bem.
–Oi amor. – eu disse levantando meu olhar para ele.
Ele andou até mim e ficou atrás de minha cadeira, massageando os meus ombros.
Fechei meus olhos aproveitando a sensação.
–Vai pra casa, descansa um pouco. Você já fez tudo o que podia, precisa descansar. – ele disse gentilmente.
–Não. – eu disse decidida. – Ficarei aqui.
–Mas amor, você está há muito tempo sem dormir. Olha só essas olheiras. – ele disse tocando no ponto escuro abaixo de meus olhos.
–Eu ficarei bem, juro. – eu disse e deixei um beijo em sua mão que tocou em minha olheira.
Ele apenas sorriu e se sentou na ponta de minha mesa.
–Alguma novidade?
–Ainda não. – eu disse com um sorriso triste.
Ele apenas abaixou a cabeça. Franzi minhas sobrancelhas e me levantei ficando no meio de suas pernas e peguei seu rosto.
–Ei, tudo vai ficar bem. Eu prometo. – eu garanti e deixei um leve beijo em seus lábios.
Ele me puxou pela cintura e aprofundou um pouco mais o beijo. Sua língua tocou na minha e apenas esquecemos tudo por uns segundos e nos entregamos de verdade um ao outro.
Quando o beijo terminou ele continuou me abraçando e colou sua testa na minha.
–Não vejo a hora disso tudo acabar e podermos ser felizes. Eu você e a Charlie. – ele disse e suspirou.
–Em breve, meu amor. – eu disse.
(...)
Depois de horas tentando, o Edward finalmente me convenceu a vir para casa pelo menos tomar um banho e pegar algumas roupas.
É claro que eu protestei muito no início, mas vi que ele estava certo. Estou com a mesma roupa há mais de 48 horas e realmente preciso de um banho.
Assim que cheguei em casa, chequei meus recados na secretaria eletrônica e apenas tinha uma ligação da minha mãe me pedindo por notícias, e um breve recado da Claire me certificando que tudo estava bem com meu afilhado. Precisava mesmo ligar para ela e contar tudo o que está acontecendo. Mas não quero preocupa-la, ela esta com um bebê pequeno para cuidar e tudo o que ela menos precisa é de mais uma preocupação.
Já deixei a Amanda informada de tudo e ela está me dando a maior força, vez ou outra ela me liga para ver como eu estou e tenta me animar com os assuntos dela e o seu namorado, que incrivelmente está durando.
Depois de checar meus recados, eu fui direto para a minha suíte e tomei um banho relaxante de ducha quente que relaxou todos os meus músculos que protestam de tanto cansaço devido às várias horas sem dormir.
Ignorei o sono e o cansaço físico e mental e sai do chuveiro, vesti uma roupa simples, apenas uma calça jeans, blusa de manga comprida azul e uma sapatilha dourada. E peguei uma bolsa grande colocando algumas mudas de roupas dentro para eu tomar um banho no hospital mais tarde.
Fui até a cozinha e peguei algumas frutas para a Charlie e para o Edward. Peguei mais algumas besteiras e rapidamente sai de casa.
Quero ficar o máximo de tempo possível perto da Charlie e monitorá-la.
O caminho de volta ao hospital, até que foi rápido e em poucos minutos eu estacionava na minha vaga especial de médica.
Assim que entrei no hospital, algo chamou minha atenção no mural de notícias e rapidamente vi um cartaz pedindo doações de sangue.
Droga! Por que não pensei nisso antes?
Eu posso fazer o teste para ser a doadora da Charlie. As chances são pequenas, mas... Eu posso tentar.
Fiquei tão concentrada no fato de pedir a todos os outros para fazer o teste que nem me lembrei de mim mesma.
E se Deus quiser isso vai dar certo. Eu serei a doadora que a Charlie tanto precisa.
(...)
Acabei de fazer o exame de sangue que testaria a minha compatibilidade com a Charlie e voltei para o quarto, encontrando apenas o Edward lá, sentado em uma cadeira lendo um livro infantil para nossa princesa.
Ele sorriu quando me viu e logo depois fez uma cara de bravo.
–Por que não ficou lá e descansou um pouco? – ele brigou.
–Quero ficar perto dos meus amores. – eu disse sorrindo e ele se derreteu em um sorriso.
Aproximei-me da cama e deixei um beijo na Charlie que sorriu fraco pra mim e me contou das ultimas novidades. Disse que um montão de gente foi visita-la e que deixaram vários brinquedos legais para ela.
Sorri de sua inocência e sentei no sofá vendo o momento pai e filha dos dois. Preferi não contar ao Edward sobre o teste que eu fiz, afinal não queria lhe dar uma esperança que nem eu mesma sei se adiantará. Então apenas preferi omitir esse fato.
Não sei em que momento eu cai no sono, mas eu acabei dormindo ali mesmo sentada no sofá e meu corpo foi levado para o mundo dos sonhos.
(...)
Acordei com um carinho gostoso em meus cabelos e me aconcheguei mais na pessoa em que me fazia carinho.
Abri meus olhos lentamente e me deparei com o Edward sorrindo pra mim.
–Me desculpa, não quis acordá-la. – ele disse sorrindo. – Mas é que sua posição não era muito confortável e vim apoiá-la em mim.
–Tudo bem. Não devia ter dormido. – eu disse esticando meu corpo. – Que horas são?
–Quase 19h. – ele disse.
–Dormi por tempo demais. – reclamei. Mas meu corpo agradeceu, essas poucas horas de sono me fizeram descansar um pouco.
–Nada disso. Deveria dormir muito mais. – ele brigou. – E aliás, um enfermeiro veio procura-la. Um resultado de exame ficou pronto.
Levantei em um pulo.
–Vou lá conferir. – eu disse rápido e sai do quarto.
Só podia ser o resultado de um exame. O teste de compatibilidade.
Rapidamente corri até a área de patologia e pedi para um enfermeiro o meu exame, que prontamente vendo o meu crachá de médica, me concedeu rapidamente o laudo do meu exame.
Peguei o pequeno envelope com meu coração acelerado.
Essa é a minha chance. O resultado tem que ter dado positivo. Eu tenho que ser compatível com a Charlie. Pelo menos uns 85%.
Abri lentamente o envelope com o coração na mão, pulei rapidamente a parte menos importante do exame e fui ver a porcentagem de compatibilidade.
93%
93%
93%
Como? Isso é um milagre.
Um sorriso imediatamente se espalhou em meus lábios e corri de volta até o quarto.
Assim que atravessei a porta do quarto da Charlie eu sorri imensamente e corri para abraçar o Edward.
Ele cambaleou um pouco pelo meu abraço repentino, mas me abraçou de volta. Lágrimas de emoção escaparam dos meus olhos e Edward me olhava preocupado, perguntando o que aconteceu.
Sequei minhas lágrimas e me afastei dele para que ele visse o meu rosto.
–93%. – eu disse apenas sorrindo.
–O que? – ele me perguntou confuso.
–Sou 93% compatível com a Charlie. – eu disse e ele me olhou em choque.
–Você vai ser a doadora dela? – ele perguntou.
–Sim. – eu disse sem poder conter a euforia. – Eu não disse que salvaria nossa filha? – eu disse e soltei uma risada de alívio.
–Sim, você disse. – ele disse sorrindo e me abraçou chorando junto comigo.
Notas finais
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Peço desculpas por ainda não ter respondido aos reviews de vocês, mas agora tenho estado realmente enrolada com tudo. Escola, curso de inglês, curso técnico em petróleo e gás, e ainda tenho minhas aulas de dança (jazz e sapateado), por isso meu tempo livre tem estado curtíssimo. Mas prometo que até domingo, todos estarão respondidos. Prometo mesmo.
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Quem não leu as notas inciais, por favor, peço que leiam.
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Deixem reviews, e se acharem que eu mereço, uma recomendação. *-*
Mais três reviews e chegamos aos 600 comentários! *o*
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Beijos e um ótimo fim de semana a todos.
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