O Amor Acontece

3 Início do tratamento.


Notas iniciais
Mais um capítulo para as minhas leiroras divas *o* .
Saibam que eu estou muito feliz com os reviews e ao mesmo tempo triste, porque apesar da fanfic ainda estar bem no início, a quantidade de leitores fantasmas já é grande! E isso me entristece.
Mas como isso ainda é apenas o começo, não me preocuparei muito.
Boa leitura.

Narração por Edward Cullen

Duas semanas se passaram desde que levei a Charlie no hospital e ela foi diagnosticada com leucemia. Até que ela está bem, mas toda vez que a vejo reclamando de dor ou com enjoo é como se mil facas atravessassem meu coração. Vê-la sofrer é um martírio para mim.

Hoje é o primeiro dia do tratamento dela e vamos até o hospital para ela começar a sua sessão de poliquimioterapia.

Estava na empresa, assinando uns documentos importantes quando batem na porta da minha sala.

–Entre. – eu digo.

–E aí, cara? – disse o Emmett entrando na sala.

Emmett é o meu irmão mais novo e também trabalha aqui na empresa, e é casado com Rosalie, sua secretária.

–Oi, como vão as coisas? – perguntei.

–Estou bem e a Charlie como está? – todos da minha família ficaram arrasados com a doença da Charlie.

–Está indo né. Hoje iremos ao hospital para ela começar o tratamento.

–Ah, a Charlotte é uma lutadora, ela irá se sair dessa fácil, fácil.

–Sim, com certeza. – concordei.

–A Rosalie quer que você vá jantar lá em casa, faz um tempo que não nos reunimos. – ele disse e eu assenti.

–Realmente cara, vou ir lá assim que der. A Charlie sente falta da Rose.

–A Rose também. – ele disse. – vou lá, tenho uma reunião agora.

–Tá bom, depois a gente se fala.

Ele concordou e saiu da minha sala.

Eu e Emmett sempre nos demos muito bem. Além do Emmett, eu tenho uma irmã ainda mais nova do que ele, a Alice. Ela é um amor de pessoa, também nos damos muito bem e ela simplesmente idolatra a Charlie.

Mas isso é normal, todos adoram a Charlie. Ela é uma criança muito delicada, carinhosa, além de ser muito inteligente, agitada e divertida. Ela cativa todos a sua volta.

Por isso é tão triste ver uma criança tão feliz e animada como ela, muitas vezes passando o dia deitada na cama, por estar cansada demais para ir para escola e brincar com seus amigos.

Vê-la assim, tão doente, quebra o meu coração.

Eu preferia mil vezes estar no lugar dela e sofrer toda essa dor por ela.

Como hoje eu vou ao hospital com ela, eu sairei mais cedo da empresa e passarei o resto dia em casa com ela, apenas para curtir um pouco a minha filha, que com certeza ficará um pouco manhosa depois que sair do hospital.

Pesquisei muito sobre o seu tratamento e realmente tem tido ótimos resultados. Vi também os efeitos colaterais, e a Charlie poderá sentir enjoos, cansaço, dores abdominais e musculares e seu cabelo poderá cair.

As vezes me sinto meio perdido, sem saber como lidar com a situação. Por mais que eu cuide dela e tudo mais, algumas vezes tenho a impressão que ela quer uma mãe, alguém para brincar de boneca com ela e pentear seus cabelos, alguém que a vista como uma princesa e fale de coisas de meninas com ela.

Mas, é meio complicada essa situação. Eu não quero ficar com qualquer uma, eu quero encontrar a mulher certa, que eu ame e que ela me ame de volta, que me faça sentir como eu sentia com a Tânia, que foi o meu primeiro e único amor e que fatalmente me deixou.

Assim que deu a hora de eu ir embora, eu sai da empresa e deixei algumas instruções com a minha secretária, que como sempre não perdia a oportunidade de se jogar para cima de mim. É esse tipo de mulher que não quero perto da minha filha. Mulheres vulgares e fúteis. Nunca ficaria com esse tipo.

Fui para o estacionamento e entrei no carro indo em direção ao meu apartamento. Devido ao trânsito de Seattle, demorou cerca de trinta minutos para eu chegar até a minha casa.

Assim que abri a porta do apartamento, logo ouvi o som da risada gostosa e infantil da minha filha.

Sorri ao ouvir o som.

Quando entrei na sala, a vi brincando no tapete da sala com a babá dela e vários brinquedos espalhados pelo chão. Sorri com a cena.

Tudo o que eu queria era chegar em casa todos os dias e ver minha filha se divertindo tanto quanto ela está se divertindo hoje.

–Cheguei filha. – eu disse e ela levantou e correu pulando em meu colo.

–Oi papai, senti a sua falta. – ela disse carinhosa e me deu um beijo no rosto.

–Também senti sua falta, princesa. – eu disse a colocando no chão.

–Sr. Cullen, eu já dei banho nela e ela já está arrumada para ir ao hospital. – Ângela, a babá dela me disse.

–Ah, muito obrigado Ângela. – agradeci sinceramente.

Fui até o meu quarto e troquei meu terno por uma roupa mais informal. Calça jeans e uma camisa polo branca e um tênis.

Voltei até a sala e como já havia almoçado na empresa, apenas peguei a Charlie e descemos para o estacionamento do prédio.

–Papai, vai doer? – ela perguntou manhosa se referindo ao tratamento.

–Não sei filha. – eu disse sincero. –Quando a gente chegar lá, podemos perguntar para a Tia Bella.

–Tudo bem. – ela disse satisfeita com a minha resposta temporária.

Coloquei-a em sua cadeirinha no carro e entrei no carro, dando partida.

O hospital era perto, então logo chegamos.

Fomos até a recepção e perguntamos aonde encontraríamos a Dra. Swan e a secretária disse que já a chamaria.

Esperamos por uns 5 minutos e a Dra. Swan apareceu e sorriu assim que nos viu.

–Olha só se não é a minha paciente mais linda de todas. – ela disse a Charlie deu uma risada gostosa.

–Oi tia Bella. – ela disse soltando a minha mão e abraçou a Dra. Swan. Me surpreendi com seu gesto, a Charlotte costuma ser bem tímida com as pessoas que ela não tem muito contato e ela só viu a Dra. Swan uma vez.

–Oi princesa. – ela disse sorrindo. –Oi Sr. Cullen.

–Só Edward. – eu disse e dei um leve sorriso.

–Tudo bem. – ela disse e lançou um sorriso para mim.

Não havia reparado antes, mas a Isabella é muito linda, tem um corpo escultural, longos cabelos escuros, olhos da cor chocolate, além de um sorriso espetacular.

Sorri novamente.

–Pronta para começar? –perguntou para a Charlie.

–Vai doer? – perguntou Charlie manhosa.

–Vai ser só uma picadinha no braço. – ela disse.

–Como será isso Dra. Isabella? – perguntei.

–Pode me chamar apenas de Bella. – ela disse e eu concordei. – Será feita através de uma intravenosa.

–Ah, entendi.

–Eu vou chamar um enfermeiro que levará ela até um lugar para fazer isso e enquanto isso nós esperaremos aqui fora, tudo bem? – ela perguntou.

–Tudo bem. – concordei.

Abaixei para ficar na altura da Charlie.

–Filha, você vai com um enfermeiro e o papai ficará aqui fora te esperando, tá? – expliquei calmamente para ela, para que ela não se assustasse com a ideia de ter que ir sozinha.

–Tá bom papai. – ela disse corajosa.

Logo um enfermeiro veio pegar a Claire e a Dra. Bella me chamou para sentar no sofá da recepção e esperar a minha filha voltar.

–Ela é muito corajosa. – ela comentou.

–Sim, ela é. – eu disse sorrindo.

–Entrar lá sem a mãe e o pai, é algo que poucas crianças fazem.

–Imagino, mas eu acho que isso se deve ao fato de ela estar acostumada a fazer as coisas sozinha, a mãe morreu no parto e eu trabalho muito, então... – expliquei e deixei a frase solta pelo ar.

–Ah, sinto muito. – ela disse e pareceu sincera.

–Tudo bem, já faz um tempo. – eu disse. -Seu trabalho é maravilhoso, seu marido deve se orgulhar de você. – eu comentei para puxar assunto.

Ela riu.

–Sim, eu acho meu trabalho maravilhoso, mas não sou casada. – ela disse.

–Ah, imaginei que fosse, uma mulher como você... – eu deixei escapar sem querer.

–Uma mulher como eu? – ela questionou confusa.

–É, médica, se dá bem com as crianças e ainda é bonita. – respondi sem graça.

–Obrigada. – ela disse e corou.

Adorável ver esse tom nela.

–Por quanto tempo a Charlie terá que ficar fazendo essa quimioterapia? – perguntei.

–Depende dos resultados. – ela disse. – por isso que farei exames de rotina, para irmos acompanhando.

–Ah, entendi.

–Deve ser difícil para você ser pai solteiro e ter que lidar com tudo isso.

–Ás vezes é um pouco difícil. A Charlie sente falta de uma presença feminina em casa.

–Imagino. – ela respondeu.

Meu celular começou a tocar.

–Com licença, eu tenho que atender, é da empresa.

–Tudo bem, fique a vontade. – ela disse e sorriu.

Atendi ao telefone e era minha secretária para falar de alguns relatórios novos que tinham chegado e que eu precisaria assinar até amanhã na hora do almoço.

Suspirei.

–Problemas no trabalho? – ela perguntou compreensiva.

–Alguns. – respondi.

–Você é empresário então né? — ela perguntou.

–Sou sim, no ramo de design.

–Ah, entendi, deve ser legal. – ela comentou pensativa.

–É, meio cansativo às vezes...

–Acho que todos os empregos devem ter um lado meio cansativo às vezes.

–É verdade.

–Dra. Swan, a Srta. Masen está com muitas dores. – disse uma enfermeira se aproximando.

–Pode dar a ela 10mg de morfina. –Bella disse vendo a prancheta da paciente.

–Tudo bem. – a enfermeira concordou e saiu andando e Bella fez uma careta engraçada.

–Odeio quando me chamam de Dra. Swan ou Isabella, é formal demais. – ela disse e eu ri.

–Ah, mas você é médica, a maioria das pessoas vão te chamar assim. –eu comentei.

–Pois é.

Conversamos mais um pouco sobre assuntos banais e ela é uma pessoa maravilhosa, simpática, gentil, realmente foi bom conhecer ela. Além de ser um amor com a Charlie.

Logo a Charlie voltou com o enfermeiro.

–Ela pode sentir um pouco de enjoo, perda de apetite e algumas dores, mas é normal. – a Bella informou.

–Tudo bem.

–Então até a próxima sessão. – ela disse.

–Até lá.

–Tchau Charlie. – ela disse sorrindo para a Charlie que tinha uma carinha de choro no meu colo.

–Tchau tia Bella. – ela deu um pequeno sorriso.

Coloquei Charlotte dentro do carro e voltamos para o nosso apartamento.

Chegando lá Charlie foi ver desenho e eu peguei meu notebook para tentar resolver alguns assuntos da empresa que ficaram pendentes.

Depois de tudo resolvido fui até a sala ver como a Charlotte estava e a vi vomitando no chão.

Corri até ela.

–Meu Deus! Tá tudo bem? – perguntei preocupado com ela.

–Papai, tá doendo muito. – ela reclamou chorosa.

–O que filha? Me diz o que foi? – perguntei quase chorando desesperado.

–Tá tudo doendo papai.

–Calma meu amor, vai passar. – eu disse me lembrando do que a Bella disse.

Levei-a para tomar um banho, dei um remédio para ela e a coloquei para dormir, mesmo sendo cedo.

Voltei para a sala e limpei tudo, deixando a sala arrumada novamente.

E me joguei no sofá, levando as mãos à cabeça.

Oh Deus, cuide da minha filha e dê-me forçar para me manter forte nessas cenas tão tristes aos meus olhos.


Notas finais
O que acharam?
Genteeee, muito obrigada pelos reviews no capítulo passado, muito obrigada mesmo!
Espero bastante reviews nesse capítulo! E por favor leitores fantasmas, apareçam!
Beijos pessoal!