Notas iniciais
Oi gente, gostaria de agradecer por todos os reviews no capítulo passado, isso me deixou muito feliz.
Mas apesar de tudo, estou um pouco triste porque apesar da pouca quantidade de capítulos, já temos muitos leitores fantasmas =/
Bom, mesmo assim obrigada por todos que comentaram.
Boa leitura.

Nada como tirar a sexta-feira de folga. Poder ficar em casa sem fazer nada, ir ao cabeleireiro, ir ao shopping, sair com o namorado...

Mas... Sempre existe um ‘mas’, não é mesmo? Mas, terei que trabalhar no domingo. Então por um lado é bom, mas por outro, nem tanto assim.

Mas aproveitarei ao máximo meu ‘fim de semana’ para curtir um pouco a vida e simplesmente deixar o trabalho de lado.

Hoje tirarei o dia para mim, irei sair com algumas amigas, onde iremos tirar o dia das mulheres e curtir até não poder mais, finalizando tudo em um barzinho bem tranquilo para beber algumas doses de tequila e nos divertir ainda mais.

Amanhã irei almoçar com o meu amor e passarei o resto da tarde com ele, já que ele tem andado muito carente ultimamente e reclamando que só vivo de trabalho. Ele não é um amor? Apenas sente a minha falta. Natural, já que faz semanas que não tenho nenhuma folga! Exatamente, nenhuma folga. Tenho trabalho de domingo a domingo sem parar.

É... Quem disse que vida de médico é fácil?

Acordei muito bem humorada hoje ao som de ‘Call me maybe – Carly Rae Jepsen’

“Hey, I just met you…”

“Ei, acabei de te conhecer…”

“And this is crazy…”

“E isso é loucura...”

“But here's my number...”
“Mas aqui está meu número...”


“So call me, maybe...”

“Então me ligue, talvez…”

“And all the other boys…”

“E todos os outros garotos...”


“Try to chase me…”

“Tentam correr atrás de mim...”


“But here's my number...”
“Mas aqui está meu número...”


“So call me, maybe…’

“Então, me ligue, talvez…”

Levantei animada da cama e comecei a cantar a música junto com a cantora, sorrindo com a letra, realmente é uma letra muito engraçada, e mais ainda o clipe.

Ainda cantando e rindo fui até o banheiro e parei em frente ao espelho, prendi meu cabelo em um coque frouxo e lavei meu rosto com água e sabonete, logo em seguida escovando os meus dentes. Tirei a minha roupa e soltei meus cabelos indo para a ducha tomar um banho para acordar de vez.

Lavei meus cabelos calmamente e quando estava satisfeita do banho, saí me enrolando em um roupão felpudo.

Fui até o meu closet escolher uma roupa e optei por um short com umas estampas coloridas e uma blusa levinha branca de botões, para finalizar um salto alto azul.

[n/a: roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=59167295 ]

Sequei meus cabelos rapidamente deixando-os lisos e soltos. Fiz uma maquiagem clara, coloquei um par de brincos e uma pulseira.

Arrumei minha bolsa com celular, carteira, chaves e algumas outras coisas e fui até a cozinha comer alguma coisa antes de sair.

Comi um waffle com calda de chocolate e um copo de suco de laranja.

Fui até o estacionamento do prédio e peguei meu carro dando partida nas ruas agitadas de Seattle.

Já são 11h da manhã e eu combinei com as meninas de as encontrarem no shopping ás 10h30m, quando cheguei ao shopping estacionei rapidamente e procurei por elas, longo as encontrando na praça principal.

Logo avistei a loira acenando para mim e andei até ela.

–Oi Amanda. – eu disse quando cheguei perto dela.

–Oi amiga, demorou hein? – perguntou ela fingindo aborrecimento.

–O trânsito de Seattle né. – eu disse como se fosse óbvio. – cadê a Claire?

–Tá no banheiro, sabe como grávida é. – ela disse revirando os olhos.

Claire está grávida de sete meses do meu afilhado. Sim, meu afilhado. Ela me escolheu como madrinha para ser filha do pequeno Thomas. Ela me escolheu e não a Amanda, porque sabe o quanto a Amanda odeia crianças e como eu as amo, ela me escolheu.

Logo avistei a bela morena grávida andando em nossa direção com sua enorme barriga.

Sorri com a visão.

–E aí Claire. – eu a cumprimentei e fiz um carinho no seu barrigão.

–Oi, pensei que não viria mais.

–E perder o ‘fim de semana’ com as garotas? – eu disse e ri. – como está o pequeno Thomas?

–Está ótimo. – ela disse com um sorrisão no rosto e acariciando a sua barriga.

[n/a: Amanda -> http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTF6f19Y-ACESj-PM-g-50ZMap-Y3b6_rIDOSuAySl5B00Qn2J4ayRcchkI e Claire -> http://blogdajay.com/wp-content/uploads/2012/06/megan-fox-gravida.jpg~]

–Estou louca para ver esse meninão nascer. – eu disse animada e ela sorriu de volta.

–Chega de blá, blá, blá e vamos às compras. – Amanda disse revirando os olhos.

Passamos por várias lojas e compramos milhares de coisas e como sempre nos divertimos muito, elas são as melhores amigas que alguém poderia ter, além de serem muito engraçadas. Eu realmente as adoro.

Depois de comprar tudo o que precisávamos e o que não precisávamos também, fomos até a praça de alimentação almoçar, já que já passava de 1h e a grávida com o Thomas protestava de fome.

Sentamos em uma mesa e nos fartamos com comida italiana com um bom copo de vinho, com exceção de Claire, que tomou apenas um suco de manga.

Quando acabamos de comer, colocamos todas as bolsas no carro e fomos ao cabeleireiro que tinha no shopping mesmo.

Fizemos uma boa hidratação, escova, fizemos unhas... Enfim, tiramos o dia de beleza.

Quando saímos do salão era um pouco menos que 4h da tarde. Como combinamos que íamos à um barzinho quando fosse 8h, cada uma foi para a sua casa para se preparar para mais tarde.

Cheguei em casa e guardei tudo o que comprei no meu closet e tirei meus saltos que já me incomodavam, devido a quantidade de horas que fiquei andando com eles.

Fiquei um pouco a toa vendo um filme qualquer de romance na televisão até chegar a hora de eu me arrumar para sair.

Quando eram 7h a Claire me ligou.

–Amiga, não vou poder ir hoje. Meus enjoos voltaram com força total. – Claire me disse ao telefone.

–Ah que pena amiga, tudo bem, deixa para próxima então. – eu disse realmente triste por ela não poder ir.

–Divirtam-se gatas! – ela disse e eu ri

–Pode deixar gatinha, que nós iremos. – eu disse rindo e logo depois nos despedimos.

Era realmente uma pena que a Claire não vá. Mas ela está grávida, então realmente um barzinho não é um lugar muito adequado para ela ir.

E além do mais ela deve querer mais é relaxar com o maridão dela em casa.

Fui até o quarto e comecei a me arrumar para sair, escolhi um vestido listrado com um salto alto preto.

Fiz a maquiagem um pouco mais forte dessa vez e deixei meus cabelos lisos e soltos, do jeito que estava antes.

[n/a: roupa da Bella: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=59170965 ]

Liguei para Amanda e ela disse que já estava lá e que só faltava eu e a Claire, eu disse a ela que a Claire não poderia ir e disse que estava saindo de casa.

Ela reclamou um pouco da demora, mas concordou no final.

Sai de casa e em menos de trinta minutos eu já estava no tal barzinho. O ruim de estar apenas eu e a Amanda, é que ela não perde a chance de ficar com um homem, então na maioria das vezes ela vai se agarrar com alguém e me deixa sozinha. Por isso que eu gosto quando a Claire vem junto.

Quando eu cheguei ela estava no bar conversando com um homem.

Mas cedo do que eu esperava. – pensei.

Fui cumprimentá-la e ela dispensou o tal homem e ficamos conversando e rindo por um tempo e bebemos algumas doses de tequilas. Mas logo apareceu outro homem e ela não resistiu e ‘caiu dentro’.

Fiquei sentada no banco do bar tomando alguns drinks e alguns homens vieram falar comigo, mas logo os dispensei. Já estou comprometida e não sinto nenhuma vontade de trair o meu namorado.

–Boa noite. – me virei ao ouvir a voz de um homem e já ia o dispensar, quando vi que era pai de uma das minhas pacientes. Mas não conseguia lembrar o seu nome.

–Oi, boa noite. – eu disse e sorri.

–Pela sua expressão confusa, não se lembra de mim. – ele disse e riu.

Ri também.

–Eu me lembro de você, e lembro que é pai de uma paciente minha. Pai da Charlotte. – eu disse feliz por ter lembrado e ele assentiu rindo. – mas não consigo me lembrar do seu nome, desculpe.

–Edward. – ele disse.

–Ah, é claro. Desculpe. – eu disse envergonhada.

–Tudo bem. – ele disse sorrindo. – vi que está sozinha aqui, não é meio deprimente vir em um barzinho e ficar sozinha?

–Sim. –respondi rindo. – na verdade, eu vim com uma amiga, mas ela me abandonou. – eu disse fazendo biquinho.

–Sinto muito. – ele disse.

–Tudo bem.

–Eu estou com meus irmãos ali. Se quiser, pode se sentar conosco. – ele ofereceu apontando para uma mesa. Vi que havia dois casais.

–Ah, não quero incomodar. Você está em uma noite com seus irmãos. – eu disse.

–Não incomodará.

–Sério, não precisa.

–Ok, mas se mudar de ideia...

–Tudo bem, obrigada. – eu disse e ele sorriu de volta.

Observei-o voltando para a mesa e vi que uma das mulheres disse alguma coisa para ele. Talvez sua irmã, eu não sei.

Hora ou outra eu percebia seus olhares em mim, algumas vezes eu olhava e sorria de volta, mas algumas vezes eu ignorava para não ficar uma situação muito estranha entre nós. Afinal sou a médica de sua filha, e a nossa relação deve ser estritamente profissional e nada além disso.

Um pouco mais tarde, fiquei cansada de ficar sozinha e resolvi voltar para casa. Chega de diversão por hoje.

Quando estava saindo do local, o Edward me deu um tchau com a mão e eu acenei de volta sorrindo.

Quando cheguei em casa apenas troquei de roupa e dormi quase que instantaneamente.

(...)

No dia seguinte acordei sentindo um aroma muito gostoso. Uma mistura de café, croissant e algum outro cheiro doce do qual não consegui distinguir o que é exatamente.

Sem abrir os olhos, espreguicei meu corpo, aproveitando a preguiça gostosa que eu estava sentindo, apenas prolongar o período pós sono no qual me encontrava.

Quando finalmente abri meus olhos dei de cara com o meu lindo e fofo namorado com uma bandeja de café da manhã.

Ele é um amor mesmo, não é?

–Bom dia flor do dia. – ele me disse com um sorriso estampado no rosto.

–Bom dia amor. – eu disse me levantando.

–Quis fazer uma surpresa, então usei a chave do seu apartamento que você me deu e trouxe um café da manhã especial para ti. – ele disse com uma carinha fofa de namorado perfeito.

–Muito obrigada, eu adorei. – eu disse com um sorriso verdadeiro. – deixa eu só ir no banheiro fazer minha higiene matinal e já volto para a gente comer essas delícias juntos.

–Tudo bem, vou te esperar. – ele disse se sentando em minha cama.

Fui até o banheiro jogando uma água no rosto e escovei meus dentes rapidamente, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e quando parecia um pouco mais apresentável eu voltei para o quarto onde Josh – meu namorado – me esperava.

–Pronto. – eu disse me sentando ao seu lado.

–Senti sua falta nessas últimas semanas, quase não nos vemos. – ele disse e eu assenti.

–Realmente, mas o hospital está uma loucura ultimamente e não temos muitos oncologistas disponíveis e... – ele me interrompeu com um beijo.

–Ei, não vamos falar de trabalho hoje, ok? Vamos apenas aproveitar o dia juntos. – ele disse e eu concordei com um sorriso.

Nosso café da manhã foi muito bom, comemos de tudo um pouco que ele havia preparado e ainda trocamos algumas carícias e olhares apaixonados.

Eu amo muito meu namorado, estamos juntos há dois anos, e já nos conhecemos há dez anos. Ele sempre me apoiou muito quando decidi cursar medicina e sempre me ajudava quando eu precisava, aos poucos e naturalmente a amizade que nós sentíamos foi se transformando em algo mais e decidimos namorar. No início achávamos que estávamos confundindo romance com amizade, mas aos poucos fomos percebendo que realmente é um romance e nos amamos muito. Não consigo me imaginar sem ele.

Após o café da manhã, ficamos apenas namorando deitados na cama enquanto algum filme – que não prestávamos atenção. – passava na televisão.

Agora nós nos encontramos abraçados enquanto ele faz um carinho gostoso em meu cabelo. Josh sempre foi de demonstrar bastante seus sentimentos e adora mimar as pessoas e eu adoro isso, meus pais sempre me disseram que sou muito manhosa, e acho que é verdade. Mas quem não gosta de receber um carinho da pessoa amada? É tudo de bom.

–Como conseguiu tirar uma folga ontem? – perguntou ele.

–Já estou há semanas sem nenhuma folga, então pedi para o diretor do hospital me liberar pelo menos ontem e hoje e ele aceitou meio a contragosto, mas infelizmente amanhã tenho que voltar a rotina. – eu disse me aninhando mais em seu peito.

–Nunca podemos passar um final de semana inteiro juntos. – ele reclamou.

–Eu sei amor que realmente não temos passado tempo suficiente juntos, mas isso é só um período, já estão contratando novos médicos e minha rotina ficará mais tranquila. – eu disse a ele dando um selinho em seguida.

–Seria ainda mais fácil se você morasse comigo. – ele disse e piscou para mim.

Nós temos conversado muito sobre isso, eu ir morar com ele. Mas é um passo muito grande, acho que tenho que pensar muito nisso antes de tomar qualquer decisão precipitada e acabar me arrependendo depois, mesmo que as chances de isso acontecer serem quase nulas.

–Amor, já falamos sobre isso. Isso é algo que deve ser pensado calmamente. – eu disse.

–Eu sei, mas só quero passar um pouco mais de tempo com você.

–Eu também quero, mas vamos ir com calma. – eu disse.

–Tudo bem, você tem razão.

–Eu sempre tenho. – eu disse e rimos.

(...)

Já era noite e eu estava indo dormir. Meu dia com o Josh foi maravilhoso, fomos almoçar juntos em um restaurante grego muito agradável e depois decidimos ver um filme no cinema onde namoramos muito. Depois, voltamos para a minha casa e ficamos o resto do dia nos amando, até a hora que ele foi embora, porque eu tenho que acordar cedo amanhã para voltar a trabalhar.

Depois de um dia maravilhoso, deitei na cama e me enrolei no cobertor, com o clima esfriando, Seattle fica cada vez mais gelada, e mesmo com o aquecedor ligado, existe a necessidade de usar um cobertor ou uma manta também.

Após me aconchegar nos cobertores, fechei os olhos e dormi tranquilamente.



Notas finais
E aí, o que acharam?
Espero que tenham gostado!
Um grande beijo,
Stefhany