Notas iniciais
Oláaaa, alguém aí? Rs.
Mil e uma desculpas mais uma vez por todo esse enrolo. Quem me acompanha no grupo do Facebook (https://www.facebook.com/groups/118511808322050/?fref=ts) sabe o que aconteceu e o por quê de não ter vindo postar o capítulo antes... Além desses motivos, esse ano está sendo uma loucura para mim; tendo que lidar com curso de inglês, petróleo e gás, escola, fim de ano, formatura, provas de concurso para o ano que vem... Enfim, apenas me perdi de mim mesma por algumas semanas, hahaha.
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Agora estou de volta e ninguém me segura!
Espero que gostem do capítulo, nos vemos nas notas finais!

Não sei dizer quanto tempo fiquei desacordada, poderiam ter se passado minutos ou até mesmo horas, mas para mim parece que se passaram apenas poucos segundos. Então quando acordei, já abri meus olhos assustada.

Ao olhar ao redor, fiquei um pouco mais tranquila por estar em um hospital e ter sido socorrida, mas logo me lembrei do meu bebê e o medo de ter sido tarde demais me deixou apavorada novamente. Segundos depois senti mãos em cima da minha e levantei meu olhar para um Edward com a aparência apavorada e de quem estava chorando.

-Bella, amor... –

-Meu bebê... como ele está? – interrompi. – eu o perdi? – pressionei já pensando no pior.

-Amor, me desculpa. – pediu desesperado. – eu fui um idiota, se eu não tivesse saído daquele jeito, gritado com você daquela maneira.. eu poderia ter chegado antes, poderia ter –

-Oh meu Deus. – sussurrei e me debulhei em lágrimas.

Então era isso? Eu perdi meu bebê? Depois de ter conseguido meu milagre, ele se foi?

Comecei a me debater para tirar os fios ligados a mim e ouvi o aparelho apitar indicando meus batimentos cardíacos mais acelerados. Edward tentava me impedir, chorando junto comigo e gritando por uma enfermeira.

A porta foi aberta abruptamente e três ou quatro enfermeiros entraram acompanhados pelo Dr. Michael que me olhou apavorado ao ver meu estado que sempre foi muito calmo.

-O que disse a ela? – perguntou com certa ignorância ao Edward.

Edward apenas continuou chorando e deu de ombros sem saber o que dizer.

-Não me sedem. – gritei ao ver enfermeiros tentando enfiar agulhas em mim com sedativos.

Dr. Michael assentiu para os enfermeiros e se aproximou do leito.

-Querida, eu não irei te sedar, ok? – apenas assenti respirando ruidosamente. – mas preciso que fique calma, para sua pressão não aumentar novamente. Por favor, só respire fundo e pare de tentar tirar os aparelhos, caso contrário a sedação será obrigatória.

Parei de me debater, mas continuei chorando baixinho. Meu bebê, meu tão amado bebê. Por que, senhor?

-Meu bebê... – balbuciei.

-Seu bebê ficará bem se você se acalmar. – falou e eu arregalei os olhos.

-E-ele ainda está aqui? – perguntei surpresa e sorri aliviada.

Ele olhou para mim confuso e depois lançou um olhar raivoso para Edward que arregalou os olhos percebendo o que tinha dado a entender. Respirei fundo e me encostei no travesseiro, visivelmente mais calma sabendo que meu bebê continuava protegido dentro de mim.

-Sim, Bella. Agora por favor, se acalma. – pediu e começou a me examinar.

Enquanto Dr. Michael me examinava, Edward estava sentado na cadeira ao meu lado me lançando um olhar cauteloso e preocupado. Se estava preocupado com nossa briga, eu já não me importava mais. Minha atenção no momento estava toda voltada para meu filho em meu ventre e mais do que nunca preciso do apoio dele. Então por que ficar dando atenção a algo sem importância e que já passou?

-Então Bella, sua pressão aumentou consideravelmente, o que é um início de pré-eclâmpsia. – assenti já sabendo o que era, assim que senti minha pressão subindo em casa. – você como médica sabe que nem sempre é tão preocupante em gravidez quando é bem monitorada, mas no seu caso que é bem mais complicado que os outros, é algo extremamente sério e arriscado.

Mesmo sabendo o quanto era arriscado em meu caso, ainda assim foi um baque ouvir isso de um especialista. Pré-eclâmpsia é uma doença altamente preocupante para as gestantes, pois trás grandes riscos durante a gestação até que o bebê nasça, pois pode acabar se tornando uma eclampsia e é aí que as coisas realmente começam a preocupar. Mas no meu caso, a preocupação já chegou bem antes.

-Doutor, ela corre algum risco? – Edward perguntou angustiado puxando alguns fios do cabelo.

-Sim. – respondeu com pesar. – pré-eclâmpsia é perigoso no geral, mas no caso de vocês, o risco aumenta consideravelmente. E a Bella tem mais risco ainda de desenvolver uma eclampsia. O que poderia ser fatal para ela.

Edward arfou e se levantou.

-Não. – gritou. – não posso perdê-la. Como curar isso?

-Só com o bebê nascendo. – respondi suspirando.

Ele arfou novamente e sentou na cadeira. Chorou sem vergonha nenhuma e eu o acompanhei, mais preocupada que nunca com o rumo que isso poderia tomar.

-Tenho regras que você deverá seguir a risca, tudo bem? – perguntou Dr. Michael com o ar sério. – o ideal seria você ficar internada, mas sei o quanto isso te estressaria e você não pode se estressar de forma alguma. Entendeu, Edward?

-Sim, com certeza. – respondeu sério. – de forma alguma ela terá algum estresse.

Assenti quando o mesmo olhou para mim e relaxei na cama. Já sabia o procedimento, e apesar de o medo crescer cada vez mais em mim, não há nada que eu possa fazer além de tranquilizar meu corpo e mente.

-Repouso total. Nada de trabalho. – continuou e eu arfei dessa vez.

-M-mas... – tentei argumentar pensando em meus pacientes e principalmente na minha filha.

-É a sua vida em risco, a sua e de seu bebê. – Michael me cortou e eu não tive o que dizer. – ficará o tempo todo deitada ou sentada, andará o mínimo possível e nada de pegar peso. Iremos medir sua pressão duas vezes ao dia e tomará os remédios a risca. Uma dieta rigorosa e talvez você fique estável. – finalizou.

Assenti com lágrimas nos olhos. Como cuidarei da minha filha dessa forma? Serei uma inútil. Edward trabalha, a Charlie precisa de uma mãe, alguém que cuide dela, principalmente depois de tudo o que ela passou.

-Deixarei vocês a sós. – disse Michael e saiu do quarto.

Continuei perdida em meus pensamentos e chorando, tentando não ficar tão nervosa e apreensiva com tudo. Edward se levantou e deitou a cabeça em minha barriga. Acariciei seus cabelos parando de chorar aos poucos.

-Me desculpa, amor. – pediu baixinho. – isso é culpa minha.

-Não, de forma alguma. – garanti. – não tinha como isso ser evitado. Não é sua culpa. Esqueça isso tudo. Precisamos ficar mais unidos do que nunca agora.

Ele assentiu e acariciou minha barriga, beijando-a em seguida.

-Não quero te deixar sozinha agora, mas.. – começou. – preciso buscar a Charlie lá na casa da mamãe, ela está apreensiva para te ver depois de ter visto você desmaiada lá em casa. – engoliu em seco.

-Charlie... – murmurei. – como serei uma boa mãe para ela agora?

-Você continuará sendo a mãe perfeita que você é. – ele afirmou deixando um selinho em meus lábios. – isso não te tornará uma mãe ruim, amor.

-Mas como cuidarei dela? – perguntei engolindo o bolo em minha garganta.

-Daremos um jeito. – garantiu.

Suspirei e o beijei de volta. Se ele me diz que tudo ficará bem, eu irei acreditar. Afinal, o que mais eu posso fazer?

Pov. Edward

Soquei o volante ao entrar no carro. Merda! Como pude deixar isso acontecer? Primeiro a minha filha e agora a Bella... Ah, minha Bella. Mesmo depois de ouvi-la dizer que nada disso poderia ser evitado, a culpa ainda corre dentro de mim. Eu sabia da sua situação complicada e mesmo assim a fiz passar por todo esse estresse sem sentido. Tudo por causa de que? Do meu ciúme doentio.

Antes de realmente seguir até a casa da minha mãe, percorri as ruas da cidade durante quase uma hora na tentativa de me acalmar. Minha filha e minha namorada precisam de mim agora e eu não posso ser tão fraco. Preciso cuidar das minhas preciosidades.

Quando meu choro ficou mais controlado, fiz a curva e segui até a casa dos meus pais e o caminho nunca me pareceu tão curto e rápido. Respirei fundo antes de abrir a porta do carro e quando meus pés tocaram a grama verde do quintal de minha mãe, fui atingido por corpinho miúdo e quentinho.

Segurei minha filha em meus braços e beijei seu cabelo.

-Como tá a mamãe? – indagou olhando em meus olhos.

-Ela ainda está no hospital e vai precisar bastante da gente para cuidar dela.

-Eu vou cuidar da mamãe direitinho. – prometeu.

Coloquei-a no chão e fui falar com meus pais que estavam na porta de casa esperando eu entrar. Direcionei um sorriso fraco a eles e abracei a minha mãe que já me esperava de braços abertos.

-Filho, como ela está? – perguntou preocupada enquanto eu deitava no sofá e colocava minha cabeça em seu colo.

Dei de ombros e algumas lágrimas caíram dos meus olhos.

-Tá com pré-eclâmpsia, mas no caso dela é muito mais grave que os outros. – funguei. – ela vai ter que parar de trabalhar, só vai poder ficar de cama... ela está arrasada, mãe.

-Calma, meu amor... Tudo irá dar certo, você vai ver.

Só espero que ela esteja certa e que tudo isso apenas seja uma tempestade da qual iremos enfrentar e no final tudo ficará bem.

Notas finais
Quem não leu as notas iniciais, peço que leiam.
Quem já leu todo o blá blá blá de cima, me digam: o que acharam do capítulo? Gostaram? Me deixem saber nos reviews, por favor. Mas do que nunca, preciso saber o que estão achando dessa parte em especial da história.
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Bom, já sei quantos capítulos terá a fanfic: 55. Próximo de acabar, certo? Rs.
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Para quem ainda não lê minha outra fanfic, aqui está o link: http://fanfiction.com.br/historia/374095/The_One_That_Got_Away/

Beijos e uma ótima semana!