Notas iniciais
E eu continuo vacilando com vocês, não é? Mil desculpas mais uma vez.. Na verdade, esse capítulo está pronto há séculos, mas acabei me enrolando com as minhas provas de concurso e depois quando tive uma folguinha o nyah entrou em manutenção. E agora que saiu, eu fiquei enrolada novamente com a escola... Final de anoé fogo, viu? Enfim... Aqui está o capítulo.

Capítulo 44

Pov. Bella

Os dias que se passaram não foram fáceis de forma nenhuma. Desde sempre eu fui acostumada a cuidar das pessoas, ser independente e fazer tudo sozinha, mas quando o lado da história virou e eu que tive que ser cuidada, não foi nem um pouco fácil para mim. Ficar de cama... Deixar de trabalhar. Quem diria? Meus tão amados pacientes que não podem de forma alguma ficar sem acompanhamento, tiveram que confiar em outro médico. Há quanto tempo eu fico sem trabalhar? Quando foram minhas últimas férias? Nossa... Tanto tempo.

Mas o pior de tudo é não poder cuidar da minha filha. Minha tão amada Charlotte se diverte cuidando de mim, quando deveria ser ao contrário. É claro que seria muito mais fácil se eu passasse esses tempos na casa da minha sogra Esme, como ela mesma sugeriu, mas eu não quero atrapalhar meus sogros. Sei que ás vezes – quase sempre – é ruim ficar com visitas em casa, ainda mais uma visita doente e que precisa de cuidados a todo instante.

–Amor, estou indo trabalhar. – avisou Edward já arrumado com sua roupa de trabalho.

–Ok. Até mais tarde. – deixei um beijo em seus lábios.

–Quer que eu peça para Marie trazer seu café da manhã?

–Eu vou até lá. – falei já me levantando e recebendo um olhar reprovador. – Ei, eu não aguento ficar o dia inteiro presa nesse quarto. Preciso pelo menos ver alguém, ver alguma luz, sentir o vento da janela, falar com..

–Tá, tá.. Me convenceu. – interrompeu-me rindo. – Tenho que ir, estou atrasado.

Me despedi dele e segui até o banheiro para tomar banho. A água morna me fez relaxar os músculos tensos de tanto ficar na mesma posição e ao mesmo tempo me deixava mais desperta. Ao sair do banho, penteei meu cabelo molhado e resolvi deixá-lo secar ao natural, vesti um vestido de algodão confortável e coloquei um par de rasteirinhas. Sai do quarto e dei de cara com uma Charlie correndo pelo corredor.

–Ei mocinha, para aonde vai correndo desse jeito? – perguntei fingindo estar brava.

–Ah, oi mamãe. – falou afobada. – Não vá para a cozinha ainda, por favor. – e saiu correndo novamente.

Ri de sua agitação já pela manhã e fui até a sala esperar seu chamado. Liguei a televisão e fiquei assistindo um programa matinal que fala sobre saúde, bem estar, beleza e assuntos do tipo. A matéria do dia era câncer de mama e como já conheço o assunto, não prestei realmente tanta atenção assim no que os médicos diziam, mas no geral falavam o de sempre: fazer exames rotineiros, ficar atenta a caroços no seios e ter consultas de tempos em tempos com o ginecologista. Estava quase caindo no sono novamente, quando Charlie finalmente veio me chamar.

–Graças a Deus, estou faminta. – disse enquanto andava até a cozinha. Charlie riu sapeca e me guiou até a minha surpresa. Uma mesa de café da manhã com direito a tudo e que ela preparou “sozinha”. -Que lindo, filha. Eu amei. – agradeci a apertando em meus braços. – E a aula, hein?

–Hoje não tem aula, mamãe. – Me lembrou revirando os olhos.

–Ah, é mesmo.

Sentamos a mesa e comemos as delícias preparadas pela Marie. Como eu não podia abusar muito e devo manter uma dieta equilibrada, me contentei com um copo de suco de goiaba, panquecas e salada de fruta, enquanto Charlie se fartou com um imenso pedaço de bolo de cenoura com calda de chocolate e achocolatado para acompanhar.

–Estava uma delícia, né? – perguntei acariciando minha barriga.

–E eu que fiz tudinho. – falou orgulhosa e eu sorri balançando a cabeça.

–Estou muito orgulhosa de você. Agora peça para a Marie seu remedinho, enquanto eu meço minha pressão e sento lá na sala, ok?

Ela assentiu se levantando e eu segui até o quarto, onde medi minha pressão e vi que estava normal. Tomei os remédios para evitar que ela subisse e escovei os dentes. O resto da manhã foi tranquila, apenas colorindo alguns desenhos com a Charlie ou vendo desenhos com ela. Sem poder fazer grandes esforços, resolvemos alguns quebra-cabeças e brincamos de boneca. Estava quase na hora do almoço quando o interfone tocou.

–Ih, quem será? – indaguei. Charlie deu de ombros e foi abrir a porta.

–Vovó. – exclamou animada ao ver quem estava do outro lado da porta.

Levantei para cumprimentar minha sogra que entrava com a Charlie no colo e sorri para a mesma.

–Que surpresa boa. – disse animada abraçando-a. – Se eu soubesse, tinha pedido para a Marie fazer um almoço especial.

–Ah, imagina! – respondeu fazendo pouco caso. – Vim ver como você estava, já que não quer ficar na minha casa onde eu posso ficar de olho em você e minhas netas. – repreendeu-me.

–Apenas não quero atrapalhar você e o Carlisle. Sei que é chato ter alguém na sua casa o tempo todo, ainda mais doente.

–Deixa de ser boba, menina. – repreendeu-me novamente. – Você não é visita, é da família e sabe que eu adoro te receber em minha casa.

–É algo a se pensar. – dei por fim o assunto e sorri.

–Só pense com carinho, pois nós realmente nos preocupamos com vocês.

–Obrigada. – a abracei novamente. – Você é como uma segunda mãe para mim, é bom saber que eu posso contar com você.

Ela sorriu e voltou sua atenção para a neta que não parava de pular a sua volta. Poucos instantes depois o almoço ficou pronto e seguimos até a cozinha. A mesa já estava posta, então apenas nos sentamos à mesa e nos servimos. Peguei um pouco de salada e um pedaço de peixe e coloquei no prato. Coloquei a comida da Charlie e almoçamos em meio a um clima ameno.

–Aqui não é tão grande quanto a sua casa, mas dá para aproveitarmos de uma boa refeição. – brinquei em meio a uma garfada e outra.

–Boba. – balançou a cabeça. – Mas eu já cansei de falar para o Edward que essa menina precisa de mais espaço. Apartamento não é um bom local para crianças, ainda mais depois desse bebê nascer.

Assenti mastigando e tomei um gole do suco.

–Quem sabe ele não compre uma casa depois que se casarem, já está mais do que na hora. – continuou com um sorriso no rosto.

–Nos conhecemos há tão pouco tempo. – falei.

–É, mas já passaram por situações que fortaleceram bastante o relacionamento de vocês, além é claro de você estar esperando um filho dele. Meses, anos, décadas... Isso é apenas um número que as pessoas gostam de falar. Mas para mim é uma grande besteira. – afirmou e eu assenti.

–É verdade. Mas não sei... Nunca falamos sobre o casamento em si. Acho que já nos sentimos como se estivéssemos casados, afinal já moramos juntos. Acho que só falta mesmo oficializar.

Continuamos comendo e de vez em quando a Charlie contava algo para a vovó babona que ouvia tudo com extrema atenção e sempre com um sorriso maternal no rosto.

–Acho que o Edward vai chegar mais cedo em casa hoje. Se eu não me engano, ele só tinha uma reunião agora à tarde. – comentei enquanto ajudava a Marie a levar as coisas para a pia.

–Para com isso, menina. – me bateu com o pano de prato de leve. – Se o Edward te ver fazendo isso vai brigar comigo.

Eu ri concordando e deixei que ela terminasse de tirar a mesa.

–Acho que esperarei por ele então. – disse Esme e eu concordei animada.

Diferente de muitas noras por aí, eu realmente gosto muito da minha sogra. Não me canso de repetir que é como se fosse uma mãe para mim e me sinto realmente da família quando estou com ela. Alias, com todos da família. O resto da tarde se passou bem rápido e quando percebi já eram quase 4h da tarde. Por fim, depois de tanta conversa, estava quase convencida de ficar na casa da Esme por uns tempos, pelo menos para deixar o Edward mais tranquilo, sei que ele se preocupa demasiado comigo e ainda sente culpa por eu estar assim.

–Fique pelo menos durante esse mês que estou de férias do trabalho... – tentou me convencer. – Você almoça comigo e passa a tarde lá, vocês dão férias a babá da Charlie e eu te ajudo a ficar de olho nela.

–Prometo conversar com o Edward essa noite. – garanti. – O problema é que eu sou acostumada a cuidar dos outros e acabo esquecendo...

–Esquece de que tem pessoas que podem cuidar de você. – completou rindo. – Eu te entendo, acho que também não gostaria dessa situação.

Bocejei em determinado momento e alonguei meus braços.

–Ficar parada o tempo todo me deixa com sono. E ainda tenho trocado o dia pela noite por causa do meu trabalho. – comentei rindo.

–E ainda tem a gravidez.

–E ainda tem a gravidez. – afirmei.

Ouvimos o som da porta se abrindo e sorri já sabendo que era o meu namorado.

–Ei filha. – cumprimentou ao ser recebido por uma Charlie pulando em cima dele.

Varreu seus olhos pela sala e sorriu ao ver a mãe sentada ao meu lado e piscou para ela.

–Por que sinto que essa visita foi meio que combinada? – perguntei rindo.

–Impressão sua, amor. – riu e deixou um selinho em meus lábios. – Como você está?

–Bem.

Assentiu e avisou que iria tomar um banho. Charlie ficou ainda mais agitada após a chegada do pai, correu até o quarto para pegar todos os desenhos feitos ao decorrer do dia. Voltou à sala e começou a mostrar para mim e para a avó seus desenhos e o que representava cada um.

–Estão todos lindos. O papai irá amar.

Sorriu ainda mais e deixou tudo em cima da mesinha para o Edward ver assim que saísse do banho. E o fim da tarde se passou de forma bem tranquila, em meio a uma adorável rotina. Se ficar doente é assim, acho que ser cuidada nem é tão ruim quanto eu imaginava. E como se fosse para confirmar minhas palavras, ganho um beijo em meu pescoço e sinto pingos gelados em meu ombro. Abracei meu namorado e sorri para ele.

“Eu te amo”. Sussurrei.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Não vou nem pedir comentários, sei que não tenho merecido nada de vocês, hahaha. Beijos meus amores!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.