O Amor Acontece
34 Adorável Rotina
Notas iniciais
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Primeiramente gostaria de agradecer a minha tão amada beta Cah, que apesar de estar doente, se disponibilizou a continuar betando o capítulo. Melhoras Cah!
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Em segundo lugar, muito obrigada a todos os leitores que me entendem e continuam me dando força nos comentários. Não são muitos, devo acrescentar. Obrigada mesmo, com todo o meu coração!
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Boa leitura e nos vemos nas notas finais.
Capítulo 33 – Adorável Rotina.
Pov. Bella
A semana em que meus pais ficaram aqui em Seattle foi perfeita. Pude finalmente depois de muito tempo matar a saudade que senti deles, que era imensa. Não me arrependo das escolhas que fiz e de ter vindo morar aqui tão longe dos dois, até porque me trouxeram até onde estou hoje. Mas queria muito que pudéssemos ficar mais perto, ou pelo menos nos víssemos mais vezes, uma coisa que eu realmente queria é ter os dois aqui, em Seattle.
Nessa semana que se passou nós saímos bastante quando eu chegava do trabalho, aproveitamos bastante o tempo que passamos juntos. Edward e Charlie foram totalmente aprovados pelos meus pais, principalmente pela Dona Renné, que só faltava babar no genro e na neta. E o Chefe Swan não ficou muito distante, paparicava a neta sempre que podia e não faltavam elogios para o genro. Realmente aprovaram as minhas decisões, o que só fez com que as coisas se tornassem ainda mais perfeitas, pois eu não ficaria tão bem caso meus pais fossem contra ao meu relacionamento com o Edward.
Meus pais só não puderam conhecer o resto da família Cullen, o que foi uma pena. Mas foram embora com a promessa de uma visita em breve e que assim, conheceriam a família do Edward. Resumindo: Tudo ocorreu muito bem.
Hoje, — uma bela manhã de segunda feira -, a Charlie finalmente voltará para suas atividades normais, incluindo o seu tão amado Ballet. É claro que ela não sairá fazendo tudo o que fazia antes, ela terá o acompanhamento de um profissional e pegará bem leve, de forma que o seu papel na tão amada apresentação de final de ano terá que ser substituído por outro, um pouco menor.
O dia está um pouco corrido para mim e para o Edward. Acordamos de manhã bem cedo juntos e aproveitamos um delicioso banho também juntos, para começar bem uma tão tediosa segunda-feira. Após o banho, nos arrumamos e fomos acordar a Charlie; esperamos a nossa menina ficar pronta e fomos tomar o café da manhã, que já havia sido preparado pela Marie, a empregada.
Depois de tomarmos o café da manhã, fomos todos juntos no carro do Edward, levamos a Charlie na escola, exatamente ás 7h30min. Conversamos com a professora sobre todas as necessidades e exigências da Charlie, principalmente os remédios, que não poderiam ser atrasados de forma alguma. Nos certificamos que tudo estava certo na escola, e o Edward me deixou aqui no hospital, indo em seguida para o seu trabalho.
Até agora está tudo bem. Mas além de eu ter muito trabalho para fazer, preciso ligar para a escola no horário do remédio da Charlie para me certificar que a professora não deixe de medicar minha menina. Depois Edward e eu pegaremos a Charlie na escola no meu horário de almoço e comeremos todos juntos em casa, se eu não tiver qualquer emergência aqui no hospital. Se conseguirmos almoçar juntos, o Edward me trará de volta aqui, e ás 6h da tarde, a Charlie irá para o ballet, e eu ficarei encarregada de busca-la e conversar também com a professora. Enfim, meu papel de mãe finalmente começou e só agora estou vendo o quanto tudo isso é corrido e agitado. E quer saber de uma coisa? Eu estou adorando.
Falando em papel de mãe, eu tenho sentido algumas coisas estranhas ultimamente. Estranhas no sentido de sintomas de gravidez. Enjoos, algumas tonturas, mudanças constantes de humor e menstruação atrasada.
Não quero me iludir achando que eu estou grávida, até porque eu não posso estar, mas isso me deixa preocupada, pois os sintomas estão ali. Então, se não é gravidez, é outra coisa e eu realmente não queria preocupar o Edward com mais uma doença para lidarmos. Mas, pode ser apenas estresse, então deixarei isso tudo para lá e engolirei essa maldita esperança que cresce no meu peito de estar grávida. Eu não estou. Eu não posso estar. Ponto final.
Suspiro ao ouvir meu Pager tocando. Mais um paciente.
Pov. Edward
Mais uma reunião concluída. Suspiro e viro meu pescoço de um lado ao outro para aliviar um pouco a tensão. Finalmente depois de meses tentando, consegui fechar um contrato com uma importante empresa que me trará bastante lucro e me fará crescer ainda mais profissionalmente.
–Bom trabalho. – Emmett diz entrando no meu escritório sem ao menos bater. Como sempre.
–Mérito nosso. – eu digo com um sorriso. – Nossa, pensei que não fossemos conseguir.
–Bobagem. – ele disse fazendo pouco caso. – Quando os Cullen entram na área, não tem pra ninguém. – ele confirma e dá umas daquelas risadas estrondosas que apenas ele sabe dar. Ri também.
–É... Infelizmente ainda tenho mais trabalho. – falo suspirando ao ver a pilha de documentos sobre a minha mesa.
–Boa sorte. – ele diz rindo e saindo da minha sala. É, de volta ao trabalho.
Concentro-me na pilha de papéis e começo a ler uns contratos e assinar alguns documentos importantes. Reli o que era necessário e prestei atenção nos documentos para não sair assinando qualquer coisa. Depois de conseguir eliminar pelo menos 60% do meu trabalho acumulado, pego meu celular para verificar se tem alguma ligação, mensagem ou e-mail não lido. Desbloqueio a tela do meu iPhone e aparece uma foto da Bella sorrindo e um símbolo de sms não lido.
Abro a mensagem: ’Bom dia amor! Estou toda enrolada aqui no hospital. Você pode ligar para a escola da Charlie ás 11h e lembrá-los do remédio da Charlie? Te amo, beijos. ‘
Sorrio com toda a sua preocupação. Ela fez a professora prometer duas vezes que não se esqueceria do remédio, mas mesmo assim quer lembrar a pobre coitada de novo. Só a Bella mesmo. Mas admiro e entendo toda a sua preocupação, até porque eu também a sinto.
Respondo sua mensagem: ’Oi minha linda, não se preocupe. Ligarei para a escola, tente não pensar muito nisso e se concentre no trabalho. Até mais. Beijos, também te amo.‘
Olho para o meu relógio de pulso e vejo que já são 10h53min. Melhor eu ligar logo, assim a diretora ou assistente poderá entrar em contato com a professora rápido e não correrá riscos de atrasos do remédio. Disco o número da escola no meu celular e espero chamar três vezes, até que uma voz feminina e jovem do outro lado atende.
–Seattle Pre School, bom dia.
–Bom dia. Aqui é Edward Cullen, pai da Charlotte Cullen. – me identifiquei.
–Como posso ajuda-lo, Sr. Cullen? – perguntou a secretária profissionalmente.
–Eu apenas gostaria de lembrar o horário do remédio da minha filha. Já deixei a professora avisada, mas gostaria de relembrá-la. – pedi.
–Pode deixar, Sr. Cullen. Entraremos em contato com a professora da Srta. Charlotte. Posso ajudar com mais alguma coisa?
–Apenas isso. Obrigado. – eu disse e me despedi formalmente, desligando em seguida.
Pronto, minha tão amada Bella. Serviço cumprido.
Volto a me concentrar nos documentos e papeladas e mal vejo a hora passar. Apesar de cansado e tenso devido as horas sentado assinando papéis, o resultado valeu a pena. Não tenho mais nenhum serviço acumulado e estarei liberado para as minhas duas mulheres exigentes no horário do almoço, como prometido. E se eu tiver sorte e não aparecer mais nenhum trabalho, talvez eu consiga sair um pouco mais cedo da empresa.
Assim que deu 12h00min, eu deixei a empresa e fui buscar a Bella no hospital. Por ser perto da empresa, com 10 minutos eu consegui estacionar o carro em seu trabalho. Sem querer descer do carro e entrar no lugar que tanto me atormentou no último mês, eu apenas mandei uma mensagem para a Bella avisando onde eu estava e que a estava esperando. Poucos minutos depois a Bella aparece em sua calça jeans colada escura e uma tomara que caia azul marinho, com uma jaqueta preta em cima. E para completar o visual de mulher fatal e linda que ela é, saltos altíssimos pretos. Sorri com a cena e destravei a porta para a mesma entrar no banco do carona.
–Oi amor. – ela me cumprimentou e me deu um selinho rápido.
–Oi linda. – eu disse e dei partida com o carro, indo agora em direção à escola da Charlie.
Conversamos sobre coisas banais durante o caminho, e contamos um ao outro como foi o nosso início de dia e o que tínhamos que fazer ainda quando voltássemos do horário de almoço. Estacionamos alguns minutos depois em frente a escola da Charlie e descemos do carro, indo esperar a nossa filha junto com os outros pais.
O sinal da escola tocou e várias crianças apareceram correndo e rindo com seus amigos, tornando o lugar mais barulhento do que estava antes. Logo vimos a Charlie e acenamos para a mesma, que assim que nos viu, sorriu e veio correndo em nossa direção com sua mochila rosa e infantil nas costas, bochechas coradas e o lenço todo bagunçado em sua cabeça. Assim que chegou onde estávamos, nos abraçou e deixou um beijo em cada um de nós. Fomos para o carro e lá ela contou animada tudo o que tinha feito e quem ela havia revisto.
Bella preocupada a encheu de perguntas, me fazendo rir e a Charlie respondeu tudo pacientemente e depois que a Bella ficou satisfeita com as respostas, a minha menina pode enfim voltar a contar tudo animada. Chegamos a nossa casa e fomos todos lavar nossas mãos para podemos sentar a mesa e almoçar. Como tínhamos pouco tempo porque a Bella tinha que estar volta ao hospital logo, rapidamente almoçamos e conversamos sobre os assuntos mais variados e leves.
–Meus amores, eu tenho que ir. – a Bella avisou triste ao olhar seu Pager que apitava insistentemente agora.
–Eu te levo. – eu logo me ofereci.
–Não, termine de almoçar. – ela disse já se levantando e correndo para pegar sua bolsa. – Beijo Charlie, mamãe vai te buscar no ballet.
–Tchau mãe. – a Charlie disse ainda de boca cheia.
–Beijo amor. – ela disse e saiu correndo porta a fora.
(...)
As horas passaram se arrastando durante toda a tarde e eu já estava louco para voltar para a casa, para as minhas mulheres. Tenho a obrigação de dizer que a Bella é ainda melhor do que eu imaginava quando a conheci. É uma namorada maravilhosa, sempre atenciosa, carinhosa; mesmo quando chega cansada do trabalho, está sempre perfumada para mim e disposta a me dar um pouco de carinho e atenção. Assim como com a Charlie, mesmo cansada, ela ainda brinca com a filha quando chega e faz questão de passar um tempo com ela antes de ir dormir comigo.
Ela está se saindo muito bem como mãe. Quem não conhece a nossa história é capaz de dizer que é a mãe biológica da Charlotte e ninguém poderia negar. A Bella realmente tem sido maravilhosa em todos os aspectos e isso só me deixa ainda mais apaixonado por ela e louco para oficializar ainda mais o que temos, mas é claro que não quero assustá-la com toda a minha pressa.
Quando finalmente deu a hora que eu saia da empresa, eu me despedi da minha secretaria e de alguns funcionários presentes e finalmente fui para casa curtir a presença da minha princesa e da minha rainha.
Pov. Bella.
Depois do dia cansativo que eu e o Edward tivemos, finalmente estamos agora no nosso quarto, deitados em nossa cama, juntinhos e curtindo a presença um do outro.
Colocamos a Charlie para dormir mais cedo que o de costume, e viemos para cá, afinal estamos tão exaustos que mal nos aguentamos no jantar, então assim que a Charlie dormiu, tomamos um banho juntos e deitamos na nossa imensa cama.
–Finalmente posso curtir um pouco você. – murmurou Edward acariciando meu cabelo, enquanto estou deitada em seu peito. Apenas sorri para ele concordando e deixando um beijo em seu peito.
–Eu queria fazer uma pergunta a você. – comentei abordando o assunto que eu já queria falar com ele há algum tempo.
–Pode fazer meu amor. – disse ele franzindo suas sobrancelhas intrigado.
–Onde estão os avós maternos da Charlie? – perguntei realmente curiosa para saber onde eles estão. Afinal eles não foram chamados nem para os testes de compatibilidade quando a Charlie precisou.
Edward suspirou.
–Essa relação é complicada. Quando minha ex-esposa morreu no parto, os pais dela culparam a Charlie por tudo o que tinha acontecido, e apesar de eu estar muito triste com toda a situação, eu nunca poderia culpar a minha princesa pela fatalidade. Isso rendeu muita briga nos dois primeiros anos. – Edward explicou e fez uma curta pausa. – Depois, eles voltaram e disseram estar arrependidos por tudo, mas eu não acreditei. E desde então, nunca mais apareceram.
–Nossa. Que terrível. – eu disse sincera, sem realmente acreditar na capacidade de certas pessoas. Ele apenas assentiu sem ter mais o que dizer a respeito do assunto.
–Eu também queria te falar uma coisa... – comecei insegura.
–Fala linda. – ele me encorajou prestando atenção.
–Eu tenho sentido algumas coisas estranhas ultimamente... – disse baixinho.
–O que, Bella? Você está bem? – perguntou ele preocupado.
–Sim, mas... São enjoos, tonturas, meu humor muda constantemente e estou atrasada há mais de uma semana. – expliquei.
–Bella, você que é a médica aqui, mas... Parece gravidez. – ele disse inseguro e visivelmente com medo de abordar o assunto comigo, pois sabia o quanto me chateava não poder engravidar.
–Eu sei, até tive alguma esperança, mas não posso acreditar nisso. – eu disse triste. – Então, pode ser outra coisa ou só estresse.
–Amor, eu sei que é difícil acreditar, mas milagres acontecem... Talvez, apenas talvez tenha um bebê aí dentro, que seria mais do que bem-vindo na nossa família. – ele murmurou em meu ouvido e me deu um selinho. – Apenas nunca perca a esperança. Ok?
–Ok. – eu disse me sentindo um pouco melhor de partilhar isso com ele.
–Mas mesmo assim quero que vá a um especialista. Não quero que nada aconteça com você, de forma alguma. – ele disse preocupado.
–Tá bom, amor. – eu disse e soltei um bocejo.
–Está cansada, não é? – apenas assenti. – Durma meu anjo. Boa noite.
–Eu te amo.
–Também te amo demais. – ele disse e me aconchegou mais em seu peito.
Notas finais
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Espero que tenham gostado e que mais pessoas comentem, pois mais do que nunca preciso de incentivos.
Beijos
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