O Alvorecer
21 Realidade
Notas iniciais
Sem explicações, minha furia tomou conta de mim, éra como se não estivesse na realidade, em um sonho, totalmente surreal, voltar em mim novamente e notar todos aqueles olhares me mirando aterrorizados éra uma sensação indescritivel, mirei a bagunça que havia feito, estava com minhas mãos sujas, imundas de sangue, em minhas unhas, pequenas lascas de pele de Renata, eu havia despejado meu odio naquela maldita, isso éra uma sensação tão prazerosa, a descoberta de disciplinas, éra ainda melhor.
- Jess, venha...deixe-me tira-la daqui!
Robert e Catharia éram gêntis, eu tinha plena certeza de que podia confia-los cegamente, isso não éra segredo para mim.
- Nã-não creio nisso mi-minha Re-renata-taaa — gaguejo Brangno quase aos prantos, claro se pudesse.
- Apenas despejei minha furia e meu castigo, sinto por Gabriel, mas foi ele quem escolheu a morte, eu apenas lhe dei a opção e ele a escolheu.- acrescentei numa voz gélida e dura o tinha feito.
Gabriel sempre forá um maldito e eu nunca gostei de sua presença, mas por enquanto iria ser uma grande perda.
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Não compreeendo, qual é seu plano Asmodai, deixou com que essa maldita acabasse com minha Renata, porque não enterveio? qual seu plano?\"A palavras da mente de Brangno invadiram minha cabeça, eu já sabia que Asmodai estava junto a eles, o que planejavam, mas isso é fato, mas se Renata éra uma das favoritas de Asmodai, porque ele não interveio? não faz sentido, sei que tenho mais poderes do que imagino, mas não seria dificuldade alguma livrar a vadia dele de meu castigo.
- Venha Jess, antes que mais rinchas começem!
Meu irmão urso... ele tinha razão, Nicolas estava quase para dislacerar meus membros, os mais confuso, é que nada saia da mente de Agamenon, éra como se a mente dele estivesse em AM e o do resto em FM, o pior de tudo é que eu sentia uma dor muito tensa quando me concentrava para tirar algo.
- Sim, vamos, mas...- eu iria sim, sair daquele lugar, ir apanhar o corpo da minha amiga querida, antes que o alvorecer exterminasse de vez com seus restos, mas eu tinha que dizer...- Renata teve o castigo que merecia, aplicou uma punição sem a autorização do concelho dos ançiões, seu parceiro escolheu a opção que lhe dei, ir com sua amante se assim desejasse, escolheleu tambem atacar uma ançião, meus irmãos não estou contra vocês, e sim com vocês, mas claro, estarei principalmente com aqueles que estiverem comigo. Presumo que essa reação assustada de todos se deva tambem ao fato de que muitas coisas aqui vocês já presenciaram e essas não tiveram punição por algum motivo — mirei os ançiãos com um sorriso malicioso, éra otimo provoca-los. — Mas digo a todos, para que espalhem para outros, o tempo de inpunidade no Camarilla acabou, Lestat esta de volta!
Ouve um coral de vozes inquietas, confusas, eu sentia um impulso extraordinario de treinar, saber tudo de minha sociedade, um desespero me batia por dentro como se eu estivesse perdendo muito tempo. E estava.
- Johansson, leve-me até onde esta o corpo, falta algumas horas para o amanhecer, quero tirar minha irmã de lá o mais breve...- fui serena, a lembrança de Nathi...meu deus, que agonia, sensação de vazio, uma angustia, uma corrente de frio pulsava dentro de mim me fazendo tremer. Eu estava me sentindo sozinha. A ideia de enfrentar certas coisas que estavam pela frente estava me desesperando.
- Não irá sozinha, nós vamos com você!
Robert, Catharina, Augustus, Stefãn, Luca, Claire e mais uma duzia de irmãos que não conhecia, mas em uma questão de segundos procurei me cada canto de suas mentes, qualquer coisa, eu estava com um bando de traidores que tudo o que queriam agora éra minha cabeça em uma bandeja, me impressionei com aqueles quase 20 vampiros em meus flancos. Leais a mim.
- Esta bem, vamos! — não iria fazer cêrimonia eu precisava de todos eles comigo, eles éram fiéis a mim, eu tinha conquistado a admiração e o respeito de todos, éra dificil de acreditar mas aqueles vampiros viviam em um regime, sem opiniões, só obedecendo ordens como verdadeiros escravos ou como Nicolas os chamou, de soldados, em mim viam algo novo, nem todos conheceram Lestat, mas sabiam como havia sido aquele tempo, tinham conhecimento de rumores sobre a guerra, e o papel que eu teria, conceber um filho...bom, mas em resumo eles confiavam em mim, tinham a esperança que a hierarquia de Brangno, Agamenon e Nicolas acabasse, ao que parecia, esses três juntos com Gabriel e Renata e outros haviam feito uma grande cisão naquela sociedade.
Fomos disparados atrás de Johansson, que estava pouco confortável com tantos vampiros da realeza em seu encalço, principalmente uma realeza em que há cerca de um século ou um pouco mais não se podia confiar, desde o controle que Agamenon colocou em Lestat.
Não demorou para chegarmos ao local onde estava o corpo de Nathi, meu deus, minha amiga, minha irmã, eu tinha levado-a para esse fim, ela so tornara-se isto por minha causa, todos que entraram em minh vida foram amaldiçoados, minha amiga pagou pelo erro de se aproximar de mim com a morte. Éra aterrorizante ve-la daquela forma, mas curiosamente, ela estava limpa, a cabeça não forá dislacerada, só fora lhe cortado a garganta, a sujeira que presumo que estaria naquele local não estava, Nathi estava limpa, linda, nem parecia que estava morta, aniquilada, parecia que estava em um sono merecido, com a expressão suave, delicada, não consegui me manter erguida...desabei sobre seu corpo, alinhei-me em um abraço, curvado sobre ela, mas que droga, não caia lágrimas de meu rosto, só aquela aflição, desespero, meus olhos tremiam, ardiam, minha garganta estava em brasa, éra sede? eu senti meu sangue pulsar, mas não ouvia batimento cardiaco, meus olhos continuavam a tremer, por um descuido, um gemido baixo escapou por entre meus dentes trincados, vinquei minha testa, retorçi o beiço, a garganta continuava a arder, esse éra o choro vampiro? senti uma mão repousar em meu ombro, me consolando. Éra hora de levar Nathi daquele lugar, estavamos no meio de um uma campina, quase dando na densa floresta, Valentin, um de meus irmãos, orientou-me que tinhamos de colocar fogo em Nathi, éra o que tinha de ser feito com um vampiro morto.
Voltamos para o Camarilla, em um patio abandonado, quase já dentro da floresta, colocamos o corpo de Nathi em uma espécie de mesa de concreto, Valentin jogou gasolina, e pronto a vida de Nathi se encerrava ali, provávelmente nas manchetes Brasileiras cogitaram a morte das garotas, pelo menos de uma eles acertaram, ou será que das duas?
Fiquei ali mais algumas horas, até que notei que aquele dia, o sol sairia, e no horizonte o dourado maravilhoso já radiava.
- Venha irmã, o sol vai queima-la, você não tem controle ainda para se expor ao sol. — disse-me Luca.
- Como? um vampiro não queima instantâneamente ao se expor no sol? — fiquei confusa.
- Não! claro que não são todos que tem o controle de ficar expostos, mas tambem não podemos abusar, ir por exemplo para um país tropical como o Brasil é pedir a morte! — luca soltou um leve riso.
- Mas existem vampiros lá meu caro. — sim existia.
- Mas note que o Brasil não tem apenas o clima tropical, as cidades de serras são geladas, quase sobre constantes camadas de nuvens, como Nova esperança não é minha irmã...- ele soltou uma animada gargalhada.
- Sim irmão — concênti.
- Bom vamos entrar logo, o dia hoje terá um sol animador para os humanos daqui. Na cidade de lá de baixo, sempre há festas quando o dia esta assim, e hoje haverá visitas...- disse ele dando de ombros para mim.
- Visitas?
Vasculhei a mente de Luca, sim haveria visitas, nós vampiros não viviamos apenas das trevas e do sangue, adoravamos prazeres humanos, como carros luxuosos, roupas caras, viagens mais confortáveis, afinal sempre correr por ai em uma velocidade sub-humana nem sempre éra o correto e confortável, em certos dias, o castelo do Camarilla é aberto para turistas, que nos pagão uma certa quantia para visita-lo, ver raridades de quadros, obras renascentitas, tudo o que marcou as mais nobres e turbolentas éras. Outros pagão para passar a noite, é claro que não os matavamos, pois eles pagavão, e pagavão muito bem para ficar ali uma noite, e tambem chamaria atenção do governo inglês. Eles tentarão comprar o castelo por diversas vezes, para que ele fosse propriedade histórica do governo, mas sempre, claro recusamos e para nos ajudar, para nos satisfazer e ajudar o turismo local para ficarmos em paz com o gorverno, concordamos em abrir o castelo para que fosse ponto turistico, os vampiros claro, nada podem fazer com os humanos, os menos controlados saem, outros ficam para se aventurar com as humanas, afinal o castelo Alla Luce Preferito, tem a fama de ter os mais belos funcionarios, a humanas sempre voltam, duas já se juntaram a nós. Nesse dia e nessa noite haveriam visitas.
Ao entramos no castelo notei outra decoração, mais alegre, mais humana, as imensas janelas do salão estavão abertas, os raios de sol atingiam-o ainda fraco, eram poucos vampiros que ali arrumavam, verifiquei que eram os que mais tinham controle de ficar expostos ao sol, ali tambem éra o unico lugar em que todas as janelas ficariam daquela maneira, totalmente abertas, em outros pontos ficariam parcialmente, em outros nem seriam abertas. Andei lentamente pelo salão, distraida, meus pensamentos se concentravam em minha amiga morta, em como eu estava perdendo tempo, eu precisava ver Alicia, ela tinha que me ajudar a desenvolver melhor minhas disciplinas em tempo recorde. Foi então que senti uma ardencia fraca em minha pele, mas não éra incomoda, queimava muito pouco, éra gostosa,
aquecia-me, olhei para meu meu anti-braço de onde vinha isto, e notei que o sol o aquecia, a falta de melânina em minha pele deveria ter feito aquele raio presunçoso me queimar, mas não, claro sim...ardeu, mas não queimou, eu adorei a sensação, a quanto tempo eu não sentia o sol? já nem me lembrava de como é ter o sol aquecendo a pele, éra tão prazeroso...
Decidi subir para tomar um banho e me arrumar, eu estava com a garganta seca, queimando, eu estava com muita fome, iria caçar antes de começar as visitas, afinal eu queria recepcionar os humanos, me colocar como a dona alfa do Alla luce preferito, aliás nome curioso, o preferido da luz? O preferido da luz...não entendo? um castelo onde abriga o mal ter o nome de o preferido da luz? e porque em italiano, por o nome não é na lingua local...mas tarde eu procuraria saber.
Invadi meu quarto, terminei de rasgar o que restava do lindo vestido vermelho, eu não havia notado, mas eu estava um trapo, esfarrapada, cabelos desgrenhados, lancei-me debaixo do chuveiro, a água quente éra otima, claro não tão quente, não queria acabar queimada pela quentura da agua, a 1° vampira idiota da história...não não, dispensava. Coloquei na quentura exata, morno.
Fechei meus olhos enquanto enchaguava os cabelos, foi então que senti que não estava sozinha.
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