O Alvorecer
22 Novidade
Notas iniciais
- O que quer Asmodai? — perguntei sem me importar de asmodai estar vendo-me nua.
- Você é o ser mais lindo que já vi nesta terra minha querida! — mirei seu rosto Asmodai estava paralisado na porta.
- Não me importo de estar aqui, mas também não quero que fique! vá embora Asmodai! — disse ríspida.
- Muita coisa aconteceu em apenas uma mera noite, essa madrugada fora conturbada não é mesmo minha cara?!
- É mesmo ASMODAI!mais fiz a justiça sem mais tardar! – respondi ironicamente.
- É vejo que o tempo de impunidade acabou-se mesmo! Lestat voltou...- asmodai disse-me mais irônico ainda.
- Que bom que sabe!!! a sua vadia esta morta, e saiba que foi um prazer rasgar sua pele maldita, Renata morreu lentamente... — respondi maliciosamente.
- Não me importo, Renata sim já foi minha pupila, mas há muito tempo deixou de ser, não sabia mais focar seus objetivos como antigamente...
- Asmodai já disse, vá embora, estou de saída! – eu pedi educadamente, Asmodai não tirava os olhos de minhas partes intimas, e acariciava seus lábios com sua língua, ele era horrivelmente atraente, era quase impossível manter distância, sentia um impulso dentro de mim, que puxava-me para ele, como se nós dois fossemos dois imãs. Enquanto eu me controlava para não montar naquele homem ou mata-lo de vez, apenas me concentrava em minha sede, que era cada vez maior. Deixei-a ficar mais exposta em meus sentidos, minha garganta ardia.
— O que foi Jéssica? Está distraindo seus sentidos? – ele soltou uma alta gargalhada. – Hei minha mulher, não se controle mais, deixe seus sentidos falarem por você, os verdadeiros, você tem mais desejo por mim do que sente sede...- asmodai encostou perto de mim, passando seus lábios lentamente em meu pescoço, era tão delicioso, senti meu corpo tremer, era impossível de parar...
- Mas ...eu dei minha palavra que não iria mais me comportar assim, a menos que você queira...- ele parou de repente, mirando-me com os olhos ardendo em desejo.
Mas o que eu estava pensando? Se esse demônio quer um filho, ele que mate um anjo, e o faça-o reencarnar em uma garota, e transe a vontade com ela, já tinha tomado minha decisão, essa guerra não era minha.
- Mas que droga, vá embora daqui seu demônio! – me irritei, a maneira como ele me olhava mostrava a vitória em seu olhar. Que arrogante.
- Vou sim, minha futura esposa, mas antes preciso conversar sobre política, negócios minha cara. – asmodai me irritava profundamente, foi de volta para meu quarto, desabando em cima da cama, e eu fiquei ali, no banheiro, enrolada naquela toalha como uma maluca. Ele me dava nos nervos.
- FALE O QUER SEM DEMANDAS ASMODAI! – berrei do banheiro enquanto tratava de enxugar meus cabelos.
- Os vampiros minha cara, estão divididos, ontem você conquistou milhares de vampiros pelo mundo, seu feito com Renata já se espalhou com os ventos, e com uma ajudinha de Uriel. Brangno está furioso, Agamenon quer dilacerar seus membros, Nicolas está mais controlado, pensa em algo na altura para responder sua afronta.
- Qual é sua intenção me contando dos planos de meus companheiros de trono? – não entendi aonde ele queria chegar.
- Espere que já chegarei lá...- disse ele presunçoso esticando-se na cama. – Bom, Jessica ...- disse ele pausadamente. – Sei que já conheceu Alicia, Uriel... e que Alicia já lhe contou tudo, guerra, deus, Miguel , filho, e outras coisas mais, só que contaram-lhe da forma que eles acham que é a certa , não sou eu que quero um filho, mas sim Caim, meu irmão, você é a pessoa que nasceu para isto, mas como sou eu que a amo, que a desejo, eu quero você como a minha mulher, um filho será uma agradável coincidência.
Caim?ele havia pronunciado esse nome de outra vez, mas só agora parei para analisar, Caim, o irmão de Abel? Caim que matou Abel?
- Isso mesmo minha cara, eu sou irmão... HÃN, deixe me ver ...- ainda presunçoso na cama, fez uma careta de interrogação. – Meu irmão, pois sou tão antigo como ele, ou melhor, eu sou muito mais antigo do que ele na verdade eu o fiz ver as coisas erradas, a preferência sempre por Abel, o mais talentoso, o mais gentil, o “Preferiti”, Caim que tem seus próprios planos agora, quer desafiar Miguel, quer acabar com a soberania de Deus ... o todo poderoso Deus ...- disse ele essa ultima com um entusiasmo peculiar.
- Seu demônio. – cuspi rispidamente.
- Há... Jessica ,sim , sou um demônio!!! – ele soltou um riso discreto.
- Um não, o demônio. Mas engraçado Asmodai, seu nome não era Lúcifer? Muda de nome assim meu querido maldito? – fui sarcástica.
- Não irei discutir minhas facetas com você, sou demônio nos olhos de quem vê, Deus é um egoísta, que só pensa e faz aquilo que lhe convém, eu existo e provo que as coisas podem funcionar de outra maneira.
- Suma de meu quarto seu maldito ... suma, apesar de ser outra maldita, não quero compartilhar de seu ódio por deus..., VAI SUMA!!! – eu berrei com Asmodai, ele podia pensar o que quisesse, mas fora de minha casa, de meu quarto...
- Bom, não vou discutir isto com você...
Maldito, Asmodai, ele era o ser mais repugnante que existia, eu já imaginava que seria assim, mas não imaginava o quanto. Nunca me imaginei conversando com o demônio, Deus meu...
- Teu deus lhe abandonou, no momento em que permitiu que Lestat continuasse por aqui, no momento em que permitiu sua transformação, sabia minha cara que Deus não se importa conosco, reprovo alguns dos planos de Caim, mas sua causa é nobre...
Notei naquele instante o que Asmodai estava fazendo... o maldito estava na minha cabeça, vasculhando-a, ouvindo cada pensamento...
- Maldito, infeliz, saia de minha cabeça... — um impulso feroz tomava conta de mim, eu estava perdendo o meu controle.
- Acalme-se Jessica, eu não cheguei ao ponto principal, minha amada, não se enfureça pelo modo como eu penso, você é uma recém criada, tanto na sociedade vampira, quanto na sociedade dos humanos, meu amor, se você tivesse vivido e presenciado tudo o que eu vi, você iria ter o pensamento se não igual, parecido com o meu.. Asmodai me olhava ferozmente em seus olhos o desejo que o maldito tinha por mim, ainda permanecia atirado em minha cama, presunçoso.
- Então fale logo, e depois dê o fora daqui... — eu disse sem paciência, grunhindo.
- Eu vejo mudanças, Brangno e os outros anciões já sabem sobre sua amizade com Alicia, que é uma procurada de sua família, mas enfim você sabe o que faz, eu conheço Alicia, há muitos anos, ela saberá treinar você, agora só não a escute muito Alicia ás vezes não sabe o que fala. – asmodai sentou-se. – Bom, o que eu quero dizer é que não se precipite, uma batalha se aproxima, a morte de Renata e Gabriel não ficará assim, Nicolas e Agamenon estão preparado-lhe uma enrascada, fique atenta.
- Porque me contas isto? Você é aliado deles não meu, sabe de que lado estou. Não compreendo! – agora eu já estava confusa.
- Eu já disse que eu te amo, em toda minha existência jamais vi um ser humano tão belo, você minha cara é pura, seus sentimentos sempre foram puros, sua fúria em determinados momentos de sua existência era algo já sobrenatural, você tem a alma de um vampiro, o vampiro mais poderoso além de Caim que já pisou nesta terra, mas você se desenvolveu, não ficou a sombra da reencarnação de Lestat, você é única, projetada para mim, para meu prazer... — asmodai se lançou a minha frente, seus lábios quase encostando-se aos meus, seu membro ficando cada vez mais ereto , sua voz de veludo, cochichando em meu ouvindo, era algo insuportável, era muito bom, mas eu milagrosamente consegui afasta-lo de mim, fraca, timidamente, eu não queria afasta-lo naquele momento eu queria Asmodai.
- Então fico devendo-lhe uma. Obrigada! – quase sem fôlego, e realmente estava sem fôlego, era um frenesi.
Asmodai apenas retribuiu ao meu agradecimento com um largo sorriso, e então desapareceu de meu quarto pela sacada.
Concentrei-me em minha sede, que estava rasgando minha garganta, meus olhos estavam em brasa, puxei a 1° calça que vi pela frente no imenso closet, calcei botas pretas sem salto cano médio, e coloquei uma blusa agarrada a meu corpo, trançada em minhas costas, deixando-a nua, ao menos essa blusa não se rasgaria, a bota não quebraria salto algum e a calça, era linda...
Decidi sair pela saída principal, apenas para olhar como estava a decoração para a visita dos humanos, nos corredores, vários irmãos passavam a saldavam-me, outros apenas gesticulavam a cabeça, sim, eu havia conquistado muitos, e a discórdia com outros.
- Aonde vai Jessica? . – edward .
- O que quer? – fui rude.
- Desculpe-me. – edward ficou desconfortável, perguntar a sua líder aonde vai não lhe cabia saber, ele mirou-me de cima a baixo, esperou alguns segundos para entender. – Vai caçar?- arqueou uma sobrancelha.
- Sim, porque a pergunta?
- Caçar de dia, ainda mais em um dia com o numero de turistas em alta? – ele não conseguia acreditar.
- Não entendo o objetivo desta conversa Edward? – mas eu entendia, o desgraçado recebeu uma ordem de Agamenon para verificar se realmente eu iria caçar, mas eu não conseguia entender o objetivo do interesse, ele fora esperto e nada disse sobre isto a Edward. Que ele queria me prejudicar, disto eu já sabia, mas o que estava planejando.
- Jess, saiba que sou fiel a você, você desde humana me encantou com seu jeito, linda... só quero que fique bem...
- Sim! Bem morta, sei disto. – o desgraçado não tinha notado que eu podia ouvir sua mente.
- Jess eu...
- HÃN, HAAAAAAAAA, AIIIIIIIIIIII.
Era insuportável, minha cabeça queimava, deixei escapar dentre meus dentes gritos ensurdecedores, logo vieram ás imagens...
Eu estava ensandecida sangue estava espalhado na frente do Camarilla, era um dia cinzento, de vento gelado, nuvens carregadas preenchiam o céu, vários vampiros estavam da mesma forma que eu, com as mãos cheias de sangue, um punhado de vampiros estavam mortos, entre eles Agamenon. Meus irmãos fieis me olhavam com satisfação, uma batalha fora ganha, sobrou, apenas 6 vampiros vivos, rosnavam ferozmente como cachorros, alguns outros de meus irmãos os seguravam, esperando meu castigo a eles, dois dos 6 vampiros eram Edward e Elliot, eu caminhava lentamente até eles, quando outra visão embaraçava minha mente, desta vez era uma noite, caia uma grande tempestade, havia tido uma briga no Camarilla, eu estava em uma das torres abertas, e escutava a voz de Brangno se aproximando de mim, todos os vampiros iam posicionando-se nas torres do lado, protegendo minha guarda os vampiros da guarda de Brangno se aproximavam cada vez mais de mim, encarando os meus, de repente um carro cinza, discreto, deixou aquele embrulho, eram humanos, o carro disparou, não demorou para que todos sentíssemos o adorável aroma, um choro leve, era uma criança.
- JESSICA!
Berrou Robert.
- Haaaa... — voltei ofegante, e desvairada de minha visão. Desta vez tinha sido o futuro.
Notas finais
Por favor imploro a vocês...
muito obrigada por lerem minha história, adoro todos vocês....
(quero reviwsb29;
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