O Acordo
17 O pai do ano
Notas iniciais
Narração Dylan
Estava no quarto , rabiscando um novo projeto de aeronave da empresa, quando o vulto da garota entrou no quarto. Ela depositou a bolsa em cima da poltrona ao lado da cama e se colocou em minha frente me encarando.
_ Da próxima vez que brigarmos, por favor, não esquece de levar de volta o seu melhor amigo. – Ela disse irritada.
Fiquei confuso por alguns segundos, mas logo lembrei que havia esquecido Daniel na concessionária, ele tinha ido de carona comigo. Eu estava zangado com ela, mas não pude evitar de sorrir.
_ Se você quis me castigar de alguma forma, parabéns você conseguiu, ele é ... irritante. – Ela disse sumindo para o banheiro desnorteada, estressada e bem brava.
_E tem mais, não inventa de fazer esse almoço com ele aqui, eu sei que ele só quer azarar Caroline. — Ela disse voltando do banheiro e dessa vez gargalhei, eu não conseguia ficar bravo com ela por muito tempo.
_ Ele ta gostando dela, devíamos ajudar. – Eu disse e ela fez cara de nojo.
_Não, eu gosto muito da minha melhor amiga, obrigada. – Ela disse se sentando na beira da cama.
_ Desculpa pela cena de ciúmes hoje, eu exagerei. – Disse a observando.
_ Desculpe ter ido atrás de Gabriel sem ter te comunicado. – Ela disse com um leve sorriso no rosto – E sim, você exagerou. – Ela completou e eu revirei os olhos.
_ Mas como você me deu um carro novo, eu acho que posso te perdoar mais rápido. – Ela disse rindo.
_ E para que eu possa te perdoar mais rápido, quero outra coisa. – Disse a puxando para cima de mim e a beijando intensamente.
***
Acordei pela manhã e Bianca dormia tranquila em meus braços, há muito tempo eu não me sentia tão calmo e feliz como agora e isso só por tê-la em meus braços em um sono tranquilo e um rosto sereno.
No baile de haloween , enquanto Bianca foi ao banheiro enconntrei Daniel mais uma vez e ele havia me passado mais um sermão em relação de que eu havia pedido o divorcio da garota que eu estava apaixonado... E sim, era difícil e assustador admitir isso, principalmente em voz alta, mas eu estava apaixonado por ela. E eu estava tão preocupado com o que eu sentia que em nenhum momento parei pra pensar no que Bianca sentia por mim, então pensei se era possível ter um resíduo de chance daquela garota também esta apaixonada por mim, e no final da noite eu soletrei a frase mais difícil de toda minha vida e tudo deu certo.
_ Ta acordado há muito tempo? – Bianca disse se mexendo sonolenta.
_ Não, só alguns minutos. Eu estava aqui te admirando. – disse e ela esboçou um sorriso lindo no rosto.
_ Eu adoro você gentil. – Ela disse e eu revirei os olhos.
_ Eu tava admirando o quanto você é linda mesmo babando e roncando. – Disse a provocando.
_ Eu não ronco. – Ela disse indignada.
_ Como pode saber se você tava dormindo? – Questionei e ela abriu a boca para dizer algo depois fechou e fez uma face pensativa.
_ Eu ronco?? – Ela perguntou arregalando os olhos.
_ Nossa! Demais, parece um liquidificador. – Menti e ela ficou boquiaberta, caí na gargalhada e ela logo percebeu que eu estava zoando com a cara dela e revirou os olhos lindamente.
***
No transito, enquanto dava carona para Bianca para uma reunião com Ísis, brigávamos pela escolha da música que tocava no carro até eu finalmente vencer e ouvir Guns N’Roses em paz. Depois de deixá-la, dirigi ate a mansão dos meus pais, combinei com Julia que assistiríamos a um filme de terror juntos no cinema, algo que ela implorava desde semana passada.
Entrei na mansão e tudo parecia silencioso, Acho que minha mãe não estava em casa, muito menos Julia, ela devia ainda está na aula de ioga, isso explicava o silêncio. Mas por incrível que pareça Alfredo Sherman era o único que ainda estava em casa.
_ Nossa, você nos visitando mais de uma vez numa única semana, devo ficar surpreso? – Meu pai disse sarcástico, estava sentado no sofá lendo um jornal.
_ Vim buscar Julia para sairmos.. E não deve ficar surpreso já que a visita do inicio da semana foi ordem sua. – Eu disse indo em direção à escada.
_ Fico feliz por você e Bianca terem se acertado... De verdade. – Alfredo disse e o encarei surpreso.
_ Ah Julia deve ter informado você das novidades, é claro. –Ele abaixou o jornal e ria com deboche.
_ Garoto, quando vai aprender que sempre descubro tudo, e não, sua irmã não foi a informante. – Ele disse debochado.
_ Dane-se. – Disse o encarando com tédio e subindo a escada;
_ Espera... Mesmo assim quero que fiquem longe da Sara, a jornalista... – Ele dizia, mas o interrompi.
_ Ta, pai, tudo bem, eu já sei. – Falei impaciente.
_ Deixa eu falar, Dylan Sherman. – Ele disse me repreendendo em um tom autoritário e me escorei no corrimão bufando.
_ Como eu dizia, longe da jornalista e do tal Gabriel Sampaio.- o encarei surpreso.
_ Por que do Gabriel? Qual o perigo que aquele Senhor humanitário tem a oferecer? – Perguntei.
_ Nada que te interesse. – Ele afirmou encarado o seu jornal novamente –Sei que ele já se afastou da ONG, isso já facilita tudo.
_ Ah não, ajoelhou agora começa a rezar, Doutor Alfredo. – Eu disse me dirigindo até o sofá e sentando ao seu lado.
_ Dylan, isso é negócios de adultos. – Ele disse ainda me ignorando e concentrado no jornal...
_ Eu não sou mais criança, pai. – Disse pegando o jornal da sua mão – Mas se você é mais adulto que eu, me encare como homem e começa falar.
_ Eu sou seu pai, moleque, não me venha dá ordens. – Ele disse me dando um tapa na nuca e respirei fundo para me conter.
Ele me encarou por alguns segundos depois entrou para seu escritório ao lado da sala e bateu a porta com força.
***
Já havia desistido de esperar Julia, resolvi voltar para casa ou fazer uma surpresa para Bia em seu trabalho. Desci as escadas tranquilo e caminhei até o meio da sala até ouvi risadas vindas do escritório e vi que a porta estava entreaberta, definitivamente, uma porta meio aberta é uma tentação terrível para uma boa espiada. Caminhei até a porta e encarei os dois bebendo o uísque e rindo.
_ Eu me lembro que você era o mais mulherengo na faculdade. – O pai de Bianca disse apontando para o meu pai.
_ Mas no ultimo eu conheci Sandra e me comportei, ao contrario de você que já era casado e colocava bons chifres na sua. – Alfredo disse risonho.
Eles se conheciam desde a faculdade? Como assim?
Meu pai e o de Bianca sempre deixaram bem claro que mal se conheciam antes do acordo, e que antes eram concorrentes. Então, por que esconder que se conheciam há muito mais tempo e que eram amigos?
_ Você é um bom amigo, Alfredo. – O pai de Bianca disse encostando o copo na mesa e colocando a mãos nos ombros de meu pai – Nem sei o que eu faria se não tivesse me ajudado quando eu coloquei a minha empresa a destruição.
Chega! Eu tinha que saber da verdade.
_ É mesmo? E eu pensando todo esse tempo que meu pai tinha destruído a sua empresa. – Disse entrando na sala e os dois me olharam surpresos.
_ Dylan, o que faz aqui? – Meu pai disse me encarando sério.
_ Então, não vão me contar como colocou sua empresa a destruição? – Disse me servindo um uísque também e os dois me olhavam aflitos – Ou melhor, porque esconderam essa amizade antiga e linda de todos? — perguntei e os dois ficaram calados.
_ Se não foi problemas administrativos causados pelos investidores que meu pai roubou de você, foi o que? – Perguntei e meu sogro tinha um semblante preocupado.
_ Dylan esses problemas não são seus, por favor, não se meta nos negócios do João Pedro – Meu pai disse autoritário.
_ Pelo que eu sei a falência da empresa dele gerou em um acordo que colocou essa aliança no meu dedo, então eu acho que estou total envolvido e com todo direito de me meter.
_ Dylan, eu e seu pai nos conhecemos na faculdade, éramos grandes amigos. Mas quando tudo acabou , nos formamos e tomamos rumos diferentes, ele foi pra Londres, eu para os Estados Unidos... E quando voltamos pro Brasil, éramos donos de duas empresas concorrentes, bem digamos que não tínhamos como manter a nossa amizade. Ao contrario de hoje que somos sócios, graças à aliança no seu dedo. – O pai de Bianca disse explicando.
_ E quando ele disse que destruiu a empresa, se refere que não teve peito para ganhar da concorrência. Ou seja eu. –Meu pai disse rindo e Pedro revirou os olhos depois rindo.
_ Sim, aí seu pai apareceu com o acordo, como um bom amigo para me ajudar, bem ele também tinha seus interesses no acordo, mas ele ajudou muito minha família, eu não queria aceitar, foi difícil para mim, mas vejo hoje que Bianca esta feliz com você, afinal você sabe que eu não a forcei a fazer isso.
_ Ta.. ta desculpa pela paranoia. – Disse sem graça.
Talvez fosse só paranoia minha, mas eu tinha uma intuição que muitas coisas faltavam ser esclarecidas e só tinha uma pessoa que poderia me ajudar a descobrir, Sara Cooper.
_ E sobre o Gabriel Sampaio – meu pai disse antes de eu sair do escritório – Eu só falei pra manter se afastando dele por causa da foto dele com Bianca na coluna da Cooper. – Ele disse eu assenti.
_ Pai , eu e Bianca não precisamos mais fingir nada, não devia se preocupar tanto com Sara e seus flashs.
...
Me joguei no sofá da sala e aproveitei o silencio da mansão dos meus pai para me concentrar em tudo que acontecia,aquilo estava tão confuso de alguma forma.
_ Dia estressante? –Ísis apareceu de repente me fazendo soluçar de susto. Ela estava sentada no sofá ao lado mordendo uma maça.
_Eu estou hospedada aqui esqueceu?- Ela disse rindo ao ver minha cara de susto.
_ É, acho que sim. Por que não voltou para Londres ainda em? – Disse me levantando.
_ Porque minha mãe, sua tia, irmã de seu pai ainda não quis.
_ Eu sei a árvore genealógica da família, não precisa explicar – Disse rude.
_ Sei que ainda ta bravo por causa do showzinho que fiz semana passada em sua casa... – Ela falava tranquila como se não tivesse feito nada demais.
_ Ísis, me deixa em paz. – Falei rude novamente.
_ Aqui é um tédio nessa mansão, então às vezes costumo ouvir as conversas atrás da porta. – Ela disse com um sorriso malicioso no rosto.
_ Ouviu a minha conversa no escritório com o meu pai e sogro? – perguntei.
_ Ouvi e sabe pelo que eu já tinha ouvido da conversa deles sem você dias antes, acho que eles escondem algo de você e Bianca.
_ O quê?– perguntei curioso.
_ Não sei, antes vinha tentando descobrir pra vê se ti livrava desse acordo. Mas depois que descobri que tudo virou um conto de fadas, resolvi “seguir em frente” não é? – Ela disse provocativa.
Mas eu não precisava de Ísis e nem do meu pai para me esclarecer tudo, eu descobriria sozinho. Ignorei a loira no sofá e caminhei até a porta, mas antes que eu pudesse sair, ela se pronunciou:
_ Vai atrás da jornalista não é? – Ela perguntou.
_ Como sabe?
_ Porque é a coisa mais obvia a se fazer, ela aparentemente foi a única que citou insinuações desde o inicio. – A loira disse levantando, revirei os olhos e abri a porta caminhando até área externa da casa, onde estava estacionando meu carro.
_ Eu fui convidada para uma festa na redação do jornal dela, tenho convite para acompanhante. – Ísis disse se aproximando antes de eu sequer entrar no carro.
_ Por que quer me ajudar nisso? – Perguntei desconfiado.
_ Digamos que é tédio. – Ela disse rindo.
_ Por que, Ísis? – perguntei de novo.
_ Porque eu pensava que seu pai tinha te forçado a casar para me afastar, mas se não foi isso, também quero saber a verdade. – Ela disse se se encostando ao carro — E qual é? Ainda podemos ser amigos não é? E é isso que os amigos fazem, ajudam um ao outro. – Ela disse com o seu sorriso leve mostrando suas covinhas.
_ Eu não preciso da sua ajuda, Ísis. Muito menos para entrar em uma festa, eu sou Dylan Sherman, esqueceu? – Disse entrando no carro, pisquei pra ela e a loira, revirou os olhos, insatisfeita, sorri dando a partida no veículo.
***
Saí do closet já vestido em um terno casual, peguei meu celular e carteira em cima da cama e desci as escadas. Logo, dei de cara com Caroline e Bianca cochichando sobre algo e levaram um susto quando notaram minha presença, elas estavam estranhas.
_ Ain que susto! – Caroline reclamou e eu ri.
_ Eu vou sair e... – Bianca e eu falamos juntos.
Nós dois sorrimos encarando um ao outro:
_ E vou chegar um pouco tarde. – Bianca e eu falamos em coro novamente.
_Ta legal, vocês dois já estão me assustando. – Caroline disse sentando no sofá e nos observando – Só faltam trocarem de corpo que nem “Se eu fosse você”.
_ Não é nada demais, tipo uma noite das meninas. – Bianca explicou sorrindo nervosa.
_Ah legal, se forem beber peguem um táxi. – Disse, mas estava rezando para ela não me perguntar nada, odiaria mentir pra ela.
_ E você vai pra onde? – Caroline perguntou, eu já falei que tinha vontade de estrangular a loirinha às vezes?
_ Vou dar uma volta com Daniel, por quê? Você quer ir? Sei que ele adoraria. – Disse a provocando e sim, eu era bom com mentiras, mas eu não gostava de utilizar esse meu dom.
_ Juízo. – Bianca disse me dando um selinho e rindo da reação de Caroline.
_ Eu tenho. – Eu disse dando mais um beijo nela.
_ Mas infelizmente não usa. – Bianca disse me provocando e eu sorri caminhando até a porta.
***
O estacionamento do prédio do jornal estava lotado por causa da festa, mas consegui estacionar meu carro depois de alguns minutos. Na entrada da festa foi mais fácil do que imaginei:
_ Boa Noite, senhor. – A recepcionista ruiva disse com um sorriso no rosto e tinha um olhar de interesse. – Seu nome ta na lista? – Ela perguntou.
_ Provavelmente não.
_ Mas Dylan Sherman não precisa de uma lista pra entrar na minha festa não é? – Sara disse atrás da ruivinha e liberando minha entrada.
Dentro o local não estava tão agitado, não pelo meu conceito do que é uma festa de verdade. Só tinham várias pessoas conversando, bebendo drinks com uma musica entediante no fundo.
_ Quem é seu organizador de eventos? Acho que devia demiti-lo – Disse enquanto Sara me acompanhava pelo local.
_ Esse é um evento social culto, Sherman, o jornal ta fazendo aniversário, mas não precisamos de uma rave pra comemorar isso. – Ela disse com seu tom arrogante de sempre.
_Acho que já imagina porque eu estou aqui.
_ Pensei que quem viria atrás de mim fosse Bianca, mas acho que a patricinha é muito iludida com a família que tem, ela sempre vai achar que vive em um conto de fadas perfeito.
_ Eu sou o marido dela e estou aqui por ela, Bianca não precisa se meter com tipo de gente como você, eu resolvo isso. – Disse rude.
_ Pra quem precisa de respostas está muito petulante. Você me trata como se eu fosse a vilã da historia. Eu sou a vítima, como todo mundo que é usado por João Pedro. – Ela disse furiosa.
_ O pai de Bianca? – perguntei surpreso.
_ Pensou que era seu pai por trás de tudo não é? – Ela disse rindo e caminhando de volta a recepção.
_ A onde vai? – perguntei.
_ Estou na minha festa, Sherman, se quiser resposta vai ter que esperar. – Ela disse e eu bufei.
Fui pra cobertura do prédio, estava frio e tinha poucas pessoas por lá, estava matando tempo, esperando a festa acabar.
_ A jornalista tá só te enrolando, Dylan. Ela não vai abrir a boca. – Ouvi a voz familiar e o cheiro de Jasmin do meu lado, era Ísis.
_ A festa é lá dentro, Ísis. – Disse bebendo meu uísque.
_ Uma ex amante gosta de fazer chantagem para ter seu homem de volta, mas ela sabe se contar tudo nunca vai ter João Pedro de volta. – Ísis disse e eu a encarei boquiaberto.
_ Ta me dizendo que a jornalista era amante do pai da Bia? – Perguntei.
_ Afirmando. – Ísis disse sussurrando em meu ouvido.
_ Isso é loucura, ela escreve coisas o difamando. Não faz sentido. – Disse e Ísis riu.
_ Você não sabe mesmo o que uma mulher ignorada é capaz em ?
_ Como descobriu isso? – Perguntei.
A loira sorriu provocante e caminhou até a porta da sacada que levava para o interior do prédio novamente. Ela parou e ergueu as sobrancelhas.
_ E aí não vem? Não quer uma prova disso? — Ela perguntou provocando e a segui.
Entramos em uma sala afastada da festa no prédio, era o escritório de Sara Cooper. Ísis e eu entramos sozinhos e com cuidado para não sermos percebidos. Ela ligou a luz e vi uma sala normal, Ísis mexia nas gavetas e eu sentei na mesa, tinha um computador, mas registrado com senha. Olhei para Ísis e bufei, cruzei os braços e comecei a balançar a cadeira.
_ Ísis, eu sei que ta com saudade, mas não vai rolar um sexo no escritório. –disse a provocando, já fazia uns 2 minutos que ela mexia ali e não me mostrava nada.
_ Idiota, eu to quase achando. – Ela disse revirando os olhos.
_ Se soubéssemos a senha desse computador... – Falei suspirando.
_Aqui! – Ísis colocou um álbum de fotos na minha frente, tinha varias fotos de Sara e João Pedro, estavam em uma praia, parecia Cancun, estavam mais novos.
_ Parece que eles eram amantes a tempo. – Ísis disse sentando na minha frente enquanto eu via as fotos.
Aquilo seria mais que um baque para Bianca,ela admirava o pai mais que tudo nessa vida, e parecia que ele estava envolvido em coisas muito mais sérias do que um relacionamento extraconjugal com a jornalista inimiga numero 1 da filha.
_Droga, pelo visto João Pedro perdeu o premio de pai do ano dessa vez. – Suspirei, eu não queria que Bianca passasse por essa mágoa.
_ Vamos sair daqui. – Disse pegando uma foto e colocando no bolso, Ísis guardou o resto tudo no local, a esperava na porta para sairmos juntos.
_ Da pra ser mais rápida? – Disse a apressando.
_ Eu vou pegar só um café. – Ela disse indo até a maquina de café e a olhei com cara de interrogação.
_ Ísis, tem champanhe lá fora. Pra que diabos quer café? – Falei irritado – Vamos, antes que alguém entre aqui. – Disse quase alto, esquecendo que alguém podia nos ouvir
_ To indo. – Ela veio correndo com o copo descartável cheio de café e desastrada derrubou na minha roupa.
_ Sua louca. – Disse gritando, o café estava quente.
_ Cala boca, quer que toda a festa saiba que a gente ta aqui. – Ela disse irritada, como se não tivesse feito nada demais.
_ Que droga, eu adoro esse terno. – Disse tirando o terno, e limpando o que dava de limpar.
_ Larga de ser mauricinho e vamos logo. – Ela disse me empurrando pra fora da sala rindo.
_ Ta achando isso engraçado? – perguntei irritado.
_ Muito, uma queimadura de café é pouco para o que você merece Dylan Sherman. – Ela disse sussurrando em meu ouvido.
_Nunca mudou, sempre a mesma desastrada. – Disse rindo e ela riu também.
_ Obrigado por me ajudar. — Disse engolindo meu orgulho.
_Eu sempre vou estar aqui por você, Dy. – Ela disse me dando um beijo no rosto e sumindo pelo corredor.
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