O Acordo
18 Eu te amo
Notas iniciais
_ E aí tirou as fotos que pedi? – Ísis perguntou para um garçom no elevador.
_ Sim, ficaram muito boas não é? – O garçom disse erguendo o celular.
_ Não sei, não insinua muita coisa. Mas essa do beijo ficou bem legal. A posição pareceu até que foi na boca. – Ísis disse sorridente.
_ O truque de jogar café na roupa foi ótimo. – O garçom disse rindo.
_ Eu sei, abri o zíper do meu vestido e ele nem percebeu também, a patricinha tem uma imaginação fértil, vai imaginar tudo o que eu quero com essas fotos. – Ísis disse rindo e colocando dinheiro no bolso do garçom.
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Narração de Bianca
Entrei no carro e Caroline logo entrou se sentado no banco do carona, dirigia pelo transito movimentado da cidade e estranhava o silencio de Caroline, então logo me manifestei:
_ Que foi? Fala, eu sei que você quer dizer algo.
_ Não devíamos ta fazendo isso, quero dizer como vão entrar nem fomos convidadas. – Ela disse nervosa.
_ Vamos entrar pelos fundos, dizemos que trabalhamos pro bifê ou algo do tipo. – Disse concentrada no volante.
_ Ah ta, você vestida de Chanel e eu com minha bolsa caríssima da Louis Vuitton, estamos mesmo parecidas como duas garçonetes. – Ela disse sorrindo.
_ Eu não sei , eu só sei que eu vou entrar no escritório de Sara e hackear o computador dela. – Disse segura.
_ Ta, eu sei que você quer usar seus talentos da faculdade de engenharia de computação, mas tinha quer ser no dia da festa da redação do jornal? – Caroline disse nervosa.
_ Isso é perfeito ela vai ta distraída. – Falei eufórica.
_ Se acha que ela sabe algo sobre sua família, porque não vai lá e pergunta pra ela? – Caroline disse erguendo as mãos.
_ Porque eu a odeio e sou orgulhosa o suficiente para ter o trabalho de hackear o computador dela e descobrir o que ela esconde. – Disse concentrada e fugindo do olhar reprovador de Caroline.
_ Se Dylan descobrir que ta investigando isso e sozinha, ele vai...
_ Ele não vai descobrir e você é a minha cúmplice hoje, então calada. – disse e ela suspirou.
_ O convite de jantar do Daniel não me pareceu tão ruim agora. – ela disse sussurrando.
_ O quê? Ta me dizendo que preferia ta jantando com o ninfomaníaco? – Disse rindo.
_ Não, eu to dizendo que preferia não correr o risco de ser presa por invadir o escritório e hackear um computador da jornalista.
_ Isso não dá prisão, dá? – Perguntei confusa e Caroline riu.
***
Caroline conhecia um dos seguranças da festa e conseguimos entrar pelos fundos, a festa estava quase terminando, então tínhamos que ir pro escritório logo.
_ Alguém ta vindo. – Caroline disse me puxando para trás da coluna do corredor.
_ Ei aquela ali não é a vadia da Ísis? – Sussurrei para Caroline boquiaberta – O que ela faz aqui?
_ Ok, essa é a pergunta para 100 mil, agora quero ver se sabe a pergunta de 1 milhão de dólares, O que o Dylan faz aqui? – Ela disse olhando para o fim do corredor.
_ Filho da ... Esse filho da mãe estava com a Ísis? – Disse em um tom mais elevado e Caroline tampou minha boca.
_ você não viu nada demais e controle-se ninguém pode saber que estamos aqui.
_ Caroline, ele disse que ia sair com Daniel. Claro que esta me escondendo algo.
_ E você disse que íamos ter uma noite de garotas, não tem como haver cobranças, ok ? – Caroline disse me mantendo o controle.
Dylan se aproximou de nós no corredor e nos escondemos, ele esperava o elevador enquanto fazia uma ligação.
_ Ei, Daniel. Já to saindo da festa, estou indo aí com você – Dylan apertava o botão impaciente.
_ Mais ou menos, Ísis apareceu aqui e bem acho melhor eu ir embora. – Ele disse entrando no elevador e suspiramos aliviadas.
_ Viu só? Foi um encontro por acaso, nada demais. – Caroline disse e assenti culpada por desconfiar de Dylan.
_ Vamos lá, preciso hackear o computador da vadia. – Disse entrando no escritório.
Conectei um pendrive no computador do escritório, a parte fácil foi codificar a senha do computador, havia aprendido isso em um grupo de estudos com nerds na faculdade, depois conclui o que tinha feito.
_ E aí descobriu algo? – Caroline perguntou enquanto vigiava da porta.
_ Não sei, vou ver isso em casa, tudo que preciso estar aqui neste pendrive. – Disse tirando do computador e saindo do escritório com Caroline
...
_Estou me sentido em um filme de suspense. – Caroline disse entrando no carro.
_ E eu também. – Disse guardando o pendrive na minha bolsa – Será o que me aguarda dentro desse arquivo em?
_ Não sei, espero que não seja nada demais e seja só paranoia sua. – Caroline disse apreensiva.
***
_ Então, como foi à missão das agentes da Cia? – Isa disse com deboche.
_ Foi concluída perfeitamente. – Caroline disse rindo.
_ Eu estou nervosa, um lado meu quer saber a verdade e o outro, esta com medo dela.
_ A verdade é sempre boa, devia contar pro seu marido sobre hoje e abrir o arquivo no pendrive juntos.
_ Não posso, Isa. Acho que o que tem aqui é sobre o pai dele, Dylan e Alfredo já não estão em uma fase boa, quero saber o que pode afetar a minha família e ele, quero protegê-los. – Disse e Isa colocou um leve sorriso no rosto.
_ Ta, eu ainda estou confusa com todo esse negocio de acordo que vocês me contaram, ainda ta sendo difícil entender que você teve um casamento arranjado, então eu só quero que faça o que você acha que é o melhor pra você dessa vez, não se sacrifique demais pela sua família, isso não é egoísmo, Bia. – Isa disse me abraçando carinhosamente.
_ Agora bem que a gente podia fazer uma noite de garotas de verdade não é? – Caroline disse animada e chamando o garçom.
***
Cheguei em casa e vi Dylan deitado no sofá, eu havia chegado e já estava alguns segundos o obsevando, mas ele nem me notara estava perdido pensando em algo, concentrado olhando para o teto.
_ Já faz muito tempo que chegou? – perguntei e ele me olhou depois sorriu.
_ Sim, Daniel não estava uma boa companhia hoje. -Ele disse sentando no sofá e me puxando para seu colo.
_ Ah é, por que? – Perguntei.
_ Problemas no hotel, nada demais. – Ele disse beijando meu ombro.
_ E só foi no hotel com ele? Ou foi mais em algum lugar? – Perguntei fiquei esperando que ele me contasse o porquê de estar na festa de Sara, talvez ele só tivesse ido lá pra cumprir alguma agenda social pedida pelo pai, mas a presença da Ísis lá me incomodava, mas eu confiava em Dylan.
_Eu fui em uma festa, mas não demorei muito. – Ele disse fugindo de meus olhos dessa vez.
_ E você se divertiu com as meninas hoje? – Ele perguntou .
_ Muito.- Menti, me sentia ruim por ter que mentir pra ele, mas se Alfredo tivesse envolvido em algo ruim, Dylan iria se afastar mais do pai e ficar mais magoado ainda.
_ Você tem visto seu pai esses dias? – Dylan perguntou e eu sorri achando estranho sua pergunta.
_ às vezes, a gente almoçou junto terça feira. – Disse dando um selinho em Dylan e ele acariciava minha coxa.- Por que a pergunta?
_Nada, só que vocês sempre foram tão ligados e nunca mais o vi juntos. – Ele disse acariciando meus cabelos desta vez.
_ É, eu sinto muita falta dele. Mas ele sempre ta correndo com a empresa e eu tenho a ONG e o trabalho com a Isabelle também.
_Bia... – Dylan iniciou, mas respirou fundo parando a frase.
_ O quê? – Perguntei.
_ Nada.
_ Que foi Dylan ? – perguntei preocupada.
_ Eu só queria te dizer que eu vou cuidar sempre de você, eu vou ta aqui pra te fazer sorrir, mesmo quando por acaso você vier a chorar.
_Eu sei, eu sei que posso contar com você pra tudo, mas por que ta me dizendo isso? – Perguntei confusa.
_ Porque..porque... – Ele respirou fundo e encostou nossa testa — Eu te amo.
Dylan sussurrou a frase que nunca pensei que ele fosse o primeiro a dizer, a sensação de ouvi-la da boca dele foi ... eu não sabia descrever, eu só queria ouvir aquilo de novo e sempre. Por que ... Porque eu também o amava.
Dylan juntou nossos lábios e só desgrudamos por falta de ar e percebi que eu também queria dizer que eu me sentia igual:
_ Eu também te amo. – Disse e ele sorriu, um sorriso diferente de todos os outros, diferente do seu provocador, diferente do sarcástico, aquele sorriso tinha um brilho e uma emoção diferente e aquele se tornou em segundos o meu sorriso preferido. Ganhando até mesmo do seu sorriso torto que me tirava do chão.
Dylan voltou a me beijar e me segurou no colo, passei minhas mãos pelo seu pescoço e pude sentir meu corpo flutuar em seus braços enquanto ele me carregava para o quarto.
Dylan me deitou sobre a cama, mas não se deitou sobre mim. Primeiro ele sai da cama, ele retira sua camisa, imitando um show desengonçado de striptease e desabotoa sua calça, puxando-a para fora do corpo. Então é minha vez, Dylan abre o zíper do meu vestido, e lá se foi mais uma peça de roupa, ouço sua risada ao fazer isso.
Ele se levanta da cama e o observo só de cueca Box, tão lindo, tão gostoso, tão meu. Pisco pra ele e ouço sua risada. Ele continua com sua dancinha ridícula até tirar a cueca, fico vermelha quando ele termina o show e se aproxima de mim, coloco minhas mãos na frente dos olhos e estou em uma crise de risos.
Sinto as mãos de Dylan tocarem minhas pernas, subindo até a minha coxa, ele segura firme e puxa meu corpo para perto dele, que está quase deitado na borda da cama. Ele deita sobre mim, e vai tirando minhas peças intimas deixando beijos por todo o meu corpo.
_ O próximo show é seu. – Ele disse sussurrando em meu ouvido mordiscando minha orelha.
_ Você é bobo. – Disse rindo- Mas é o striper mais gostoso que já vi. – Disse rindo.
_ Então quer dizer que a princesinha já viu stríperes? – Ele disse erguendo as sobrancelhas e rindo.
_ Alguns. – Confessei entrando em uma crise de risos e corando novamente.
Ele voltou a me beijar e deitando sobre mim. Ele desgrudou dos meus lábios e se concentrou nos meus olhos e depois colocou seu sorriso torto no rosto, aí já era, eu já estava entregue pra ele.
***
_ Bom diaaa, casal!! – Ouvi uma voz de timbre forte, abri meus olhos vagarosamente e encontrei com um sorriso branco e alinhado de Daniel na frente da cama.
Dei um grito e puxei a coberta me certificando que não mostrava nada, e não, não era um pesadelo, Daniel estava no nosso quarto, na frente da nossa cama. Dylan acordou com meu grito e olhou confuso para mim, depois viu Daniel e entrou em uma crise de risos.
_ O que você ta fazendo aqui, seu idiota? – Disse ainda segurando firmemente o lençol.
_ Vocês estavam desmaiados ou o quê? já é quase meio dia e fui convidado para um almoço aqui. – Daniel disse sentando na ponta da cama nos encarando.
_ Que almoço? – Olhei para Dylan que me olhou mordendo os lábios com cara de culpado.
_ Acho que esqueci de te avisar isso.
_ Daniel, saí já daqui. – gritei e Dylan riu.
Dylan se enrolou em um lençol branco e levantou da cama.
_ Qual é? Até parece que eu já não vi essa bundinha branca. – Daniel disse levantando e seguindo o trajeto de Dylan arrancando o lençol de sua cintura e deixando meu marido totalmente exposto, eu estava boquiaberta.
Dylan correu para o closet entre risos e eu olhava ainda com um “o” na boca para Daniel:
_ Não fica com ciúmes, nossa relação é antiga. – Ele disse indo para a porta do quarto – A noite por aqui deve ter sido boa em? – Ele disse erguendo as sobrancelhas e não pensei duas vezes, peguei o primeiro travesseiro que vi e o joguei na sua cara.
_ Ah, isso não estava no contrato do casamento. – Disse pra mim mesmo deitando na cama com as mãos na cabeça.
_Desculpa, amor. — Dylan apareceu já de bermuda e ainda rindo — Eu cuido do Daniel, vou pedir um almoço também, comida italiana ou tailandesa? – Ele perguntou.
_ Italiana. – Disse suspirando e Dylan me deu um selinho antes de descer
...
Tomei um banho e vesti um short jeans curto, uma regata branca e amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo. Arrumava a bagunça no quarto, os projetos e desenhos de avião do Dylan estavam todos bagunçados sobre a mesinha, os organizei e depois arrumei a cama. Suspirei com o trabalho feito e encarei a minha bolsa da noite anterior, precisava do meu celular, remexi e não encontrei, porém o pendrive caiu no chão.
Peguei o pequeno objeto preto em minhas mãos e o encarei, porque eu não tinha coragem de descobrir o que tinha ali, talvez eu soubesse que talvez afetasse Dylan, tinha medo de ter algo que o machucasse, ou machucasse minha família. Eu estava tão bem com ele, pela primeira vez eu tinha ouvido um eu te amo dele.
Respirei fundo e coloquei o pendrive na minha gaveta de joias e a fechei. Eu não precisava saber o que Sara escondia, era só um veneno dela, eu não queria estragar o que eu tinha com o Dylan agora. Talvez alguns segredos devessem permanecer ocultos para o bem de todos.
Desci as escadas e ouvi as risadas de Dylan e Daniel, os dois tomavam cerveja no sofá da sala, eu não conseguia entender como o fígado de Dylan aturava aquilo sem digerir nada pela manhã.
_ Amor, você viu meu celular? – pergunte e Dylan olhou ao redor e balançou a cabeça negativamente.
_ Esse? – Daniel ergueu o aparelho e imediatamente o puxou das suas mãos.
_ O que tava fazendo com ele? – Perguntei desconfiada.
_ Você já vai descobrir. – Ele disse sorridente, olhei desconfiada e sentei ao lado do Dylan.
_ Nem me olha, eu também não sei.
A campainha tocou logo em seguida, nunca vi uma entrega de comida italiana tão rápida, mas estava com tanta fome que fui atender correndo, abri a porta e vi a loira com algumas sacolas:
_ Oi Bi. – Ela disse me abraçando – Fiquei surpresa com seu convite, mas trouxe aquela comida do nosso restaurante favorito. — Caroline disse falando sem parar e eu olhava pra ela sem entender nada.
Ela entrou colocando as sacolas no balcão e eu olhava pra ela com cara de interrogação:
_ Convite? – perguntei.
_ Foi.. Você me passou uma mensagem. – Ela disse puxando o celular do bolso – “ Caroline, almoço aqui em casa, comida italiana, te vejo daqui a meia hora? ” – Ela leu a mensagem e me ergueu a sobrancelha confusas. – Bom, eu já estava em um restaurante, então encomendei a comida e trouxe pra cá.
Eu tinha entendido tudo, vi Daniel levantar do sofá com um sorriso satisfatório, cruzei os braços e sorri da cena, ele caminhou até Carol que estava de costa e não havia notado sua presença ainda.
_Fico feliz que tenha aceitado o convite, Sweetheart – Ele disse e Caroline soluçou de susto com o sussurro.
Caminhei até o sofá e sentei no colo de Dylan que ria com a cena, Caroline fez uma cara confusa, mas logo entendeu e revirou os olhos para Daniel, me seguiu até o sofá e me olhou furiosa:
_ Você armou isso? – Ela perguntou para mim.
_ Daniel roubou meu celular, eu não sabia. – Disse em minha defesa.
_ Eu sei que não, estou falando com o porco do seu marido.
_ Porco? Ah essa ofendeu. Sou tão limpinho, não é amor? – Dylan disse rindo e beijou meu ombro.
_ é.. Às vezes. – Disse rindo e ele me beliscou.
_Você é um insuportável, Dylan. – Caroline disse furiosa.
_ Ótimo, loirinha, eu também te aturo por obrigação. – Dylan disse piscando para Caroline.
_ Então vamos almoçar? – Daniel perguntou sorrindo, muito cara de pau – Adoro encontro de casais.
Caroline cruzou os braços e encarou Daniel que sorria e a loirinha estava vermelha de raiva.
_ Caroline também. Mas antes de você aparecer, nenhum cara aguentava a ouvi falar sem parar em um encontro. –Dylan disse a provocando e todos levantamos indo até a mesa.
A comida italiana chegou e demos inicio ao almoço, Daniel conseguiu arrancar boas risadas de Caroline, aquilo era um bom sinal, Carol gostava de homens que a fazia rir, mas ela nunca admitiria isso sendo Daniel o causador disso. O almoço foi tranquilo, Daniel continuava idiota, mas eu já estava me acostumando e ate gostando de sua presença.
_ Podíamos ir a praia hoje? O que acham? – Perguntei, enquanto me servia sobremesa.
_ Boa ideia. –Daniel disse animado – Há muito tempo não vou à praia.
_ Percebe-se – Caroline disse em sussurro, mas todos ouviram.
_ Você não é nem um pouco bronzeada também. – Falei rindo.
_ Acho ótimo, há muito tempo não surfamos em? – Dylan disse e Daniel concordou.
_ Você surfa? – perguntei.
_ claro. – Dylan respondeu rindo.
_Só falta você decidir, Sweetheart . – Daniel disse para Caroline.
_ Ta tudo bem, vamos.
_ Ótimo, agora vou procurar minha prancha e algodões para tampar meus ouvidos para aguentar Caroline no caminho. – Dylan disse sumindo para dispensa e Caroline revirou os olhos e depois sorriu.
***
Coloquei meu pé na areia e sentir o vento levar meus cabelos como aquela sensação de tranquilidade era boa, precisava de um domingo como aquele, há muito tempo não tinha um dia de risos e tranquilidades.
Dylan enterrou sua prancha na areia e sentou ao meu lado molhado, eu o observei surfar,ele era bom.
_ Então, my Love, quer aprender a surfar? – Daniel disse observando Caroline que estava ao meu lado.
_ Com você nem morta. – Ela disse colocando os óculos e fingiu ignorá-lo.
_Então vamos fazer uma aposta? – Daniel disse se aproximando de Carol, ela retirou os óculos e encarou os olhos verdes provocantes de Daniel.
_ Eu te dou uma pequena aulinha e se ainda hoje você conseguir pegar uma onda bem maneira, eu te deixo em paz. – Ele propôs e Caroline o observava atento.
_ Se der o por do sol e não conseguir nenhumazinha vai vim a um encontro comigo hoje à noite, só eu e você. – Caroline olhou pra mim e depois olhou para Daniel.
_ Sem chances, Daniel. – Ela disse colocando seus óculos de volta e tentava curtir o sol,.
_ Sentiu isso, Dylan? – Daniel disse provocador e Dylan riu – Esse cheiro...
_ Cheiro de medo. – Dylan e Daniel falaram juntos.
É claro, obviamente, mais claro que a água, que eles sabiam que fazia parte da personalidade, extremamente maluca, eufórica e totalmente neurótica de Caroline, que odiasse que duvidassem dela
_ Ela sabe que nunca conseguirá. – Dylan disse provocando Carol, a loira levantou, retirou o óculos novamente e fitou os dois.
_ Prepara para apagar meu numero da sua agenda de seu celular e me deixar em paz. – Caroline disse com um sorriso desafiador no rosto, Dylan e Daniel sorriram cúmplices.
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