O Acordo
34 Ela voltou
Notas iniciais
Primeiro mês de Alice
A chegada de Alice em nossas vidas foi a melhor coisa que nos aconteceu sem nenhuma dúvida, tudo nela é incrível e lindo, Dylan é o pai mais babão que eu já vi, no sentido literal da palavra também, cuidar da nossa filha vem sendo um pouco exaustivo para nós dois, passar as noites em claro tentando a fazer dormir não é nada fácil e quando finalmente conseguimos já é de manhã, então já é comum encontrar Dylan escorado em algum lugar cochilando em sua baba, o que já fez atrasar dois projetos em seu trabalho.Mas acho que com o tempo estamos aprendendo a conciliar as coisas, menos a troca de fraldas, Dylan diz que não, mas ele sempre foge disso, sobrando nas maioria das vezes só pra mim.
...
Segundo mês de Alice
Nos empolgamos com tudo com que Alice faz e sempre queremos estar presente, como Dylan que se martiriza por não ter visto quando ela vomitou na cara do tio Daniel, foi assim...Eu tinha acabado de amamentá-la e Daniel estava empolgado com Alice sorrindo pra ele e suas gracinhas, então começou a movimentá-la demais em seus braços e resultou em um belo vomito em sua cara.
Mas nada pior que o desastre de Caroline e Dylan tentando trocar as fraldas de Alice, e sinto muito de ter permitido isso até hoje, mas eles organizaram um campeonato de quem trocaria a fralda mais rápido e em melhor estado. Resultou que os dois não chegaram a um campeão, mas ficaram brigando por horas pelo resultado inconclusivo, no que na verdade a única coisa que conseguiram forem ficarem fedidos de xixi e cocô.
...
Quarto mês de Alice
É suspeito ler minhas palavras sobre Alice, mas a cada dia que passa ela fica mais linda. Está cada vez mais esperta, nem parece ter quatro meses, ela já está tão sapeca, sempre sorrindo e movimentando as perninhas e os bracinhos. O seu momento preferido do dia é o banho, ela sempre faz uma bagunça, é o que Dylan fala. Mas sabemos que ele é o grande responsável pelo desastre que o banheiro fica, ele sempre fica tentando arrancar sorrisos dela no banho e acaba saindo ensopado de lá.
...
Oitavo mês de Alice
Dylan tirou algumas semanas de férias na empresa, com isso ele tem passando mais tempo com Alice e me permitido a sair mais. Caroline e eu passamos o dia juntas, mas eu estava morrendo de saudades da Ali, voltei para casa no anoitecer e encontrando a seguinte cena: Daniel, Alice e Dylan no sofá. Sim, nessa ordem. Mas não tão simples. Daniel com uma cerveja na mão, Alice com sua mamadeira entre suas perninhas e suas mãozinhas, e Dylan com sua cerveja. Todos hipnotizados com a tv.
Me aproximo e encontro um desenho colorido com uma música bem contagiosa passando na tela, todos assistiam aquele desenho animado concentrados. Começo a rir e dou leves tossidos para perceberem a minha chegada e nada.
— Olá pessoal, como foi o dia de vocês? — finalmente falo.
—Legal — Dylan e Daniel responderam juntos sem olhar pra mim e ALice só soltou um grunhido tentando imitar sons.
— Só legal? O que vocês estão assistindo? — me posicionei atras do sofá.
— Eu já dei a mamadeira dela.. — Dylan respondeu ainda concentrado na tv.
— Mas não foi isso que pergunte...
— Shiu! Ele vai encontrar o tesouro. — Daniel me repreendeu e o olhei boquiaberta.
Alice agora batia palmas e ria.
Peguei o controle e desliguei a tv, logo depois peguei ALice no colo.
— Vocês podem, por favor, não viciá-la nessas coisas. — Disse os repreendendo e eles tinham caras de decepcionados por interromper o desenho.
— E peguem a maturidade de vocês aí no chão e tratem por favor de arrumar essa bagunça. — disse rindo subindo as escadas.
Quando chego finalmente ao segundo andar da casa, Alice já está sonolenta em meu colo, sem muito esforço ela adormece em meus braços assim quando chego em seu berço. Fico ali velando seu sono por alguns minutos até ouvir alguns ruídos no andar de baixo.
Desço a escada rapidamente curiosa, e encontro Dylan e Daniel agora discutindo algo sobre o futebol que agora passava na TV, reviro os olhos e vou direto a cozinha.
— Apostado! — ouço os dois gritando novamente.
Ah não!! Mais uma aposta daqueles dois não!
— O que vocês estão apostando dessa vez? — perguntei curiosa voltando para sala.
— Aposta secreta, love. — Daniel respondeu e eu apenas ignorei eles e voltei para o andar de cima.
***
—Você não acha que é cedo demais pra deixá-la sozinha com a babá?
—Já saímos outras vezes e ela ficou bem
—Mas deixamos ela com seus pais e com sua irmã, é diferente agora.
— A babá é de confiança, qual é , Bia? — Dylan falou ansioso para sairmos, era uma festa na boate de Daniel e confesso que precisávamos daquela diversão.
— Tudo bem, só eu estou com uma sensação estranha que deveria ficar aqui, mas acho importante sairmos hoje também. -Disse distribuindo beijinhos nele que sorriu satisfeito.
—Você está incrivel nesse vestido, absurdamente linda. — Ele disse gentil e fiquei mais louca em beijá-lo.
...
Chegamos na festa e estava tudo fantástico, Daniel tinha contratado um atração internacional e a casa estava cheia. Dylan e Caroline dançavam muito na pista, realmente acho que Dylan havia roubado a minha melhor amiga, mas eu meio que o roubei o melhor amigo dele também.
— Sabe que eu tenho uma filha em casa esperando, não posso voltar bêbada. — Disse segurando mais um copo de bebida que Daniel havia colocado em minha frente.
— Tudo bem, mas vamos mais essa jogada. Eu desafio você paquerar um cara nessa festa, e é claro, que não pode ser o Dylan. — Daniel disse fazendo cara de jogador.
— O que? Que absurdo!
Daniel e eu estávamos brincando de um jogo de desafios, cada um fazia um desafio quem perdesse virava um copo de vodka pra dentro.
— Não precisa realmente ficar com o carinha, só quero saber se o casamento enferrujou você. Sabe, no lance de conquista. — Daniel me fez rir, ele ainda era um pervertido idiota.
— Eu consigo essa facilmente. — Me levantei confiante e arrumei o meu decote, Daniel riu com a atitude.
— Eu escolho o alvo. — Ele disse estimulado a me fazer perder.
—Tudo bem, não estando acompanhado, eu consigo. — Disse segura.
—Ta vendo aquele cara sozinho no bar. — Ele disse me fazendo olhar na mesma direção que ele observava — Steves Campelo, ele é um novo empresário do ramo de bebidas do país, ele é rico, bonito, misterioso e sempre vem aqui sozinho , passa a noite sentado naquele bar e sai sozinho, mesmo com todas as mulheres se jogando aos pés dele.
— Ele é gay? Isso não vale. — Disse encarando Daniel novamente.
—Não, Não... Eu também pensei, mas uma amiga me garantiu que não. -
Respirei fundo e observei o carinha de novo, ele realmente era lindo.
— E Dylan? — Falei preocupada com meu esposo interpretar tudo aquilo de forma errada.
— Ele sabe que estamos jogando. — Daniel me tranquilizou.
Já estava pronta para ir até Steven Campelo, mas Daniel fez mais uma observação:
— Ah e você tem que conseguir arrastá-lo para pista de dança em menos de três minutos.
— O quÊ? Isso não é justo. — Falei fuzilando Daniel com os olhos.
— O tempo já esta passando. — Ele disse rindo.
Caminhei até o bar e pedi uma caipirinha e sentei ao lado de Stevens que pareceu nem me notar até então, olhei em direção a Daniel que sinalizou com as mãos que eu tinha dois minutos.
— Oi, meu nome é Bianca Hamilton. — Disse falando com Steves.
— Oi, Steves! — Ele disse curto e grosso.
Engoli o seco e pensei que tinha apenas um minuto e meio.
— Olha, eu estou jogando. — Falei pra ele que me olhou com ponto de interrogação na face.
— Sei que estou trapaceando, mas eu tinha que vim aqui com você conquistá-lo e fazer você dançar comigo, se não eu perco e virarei mais um copo de vodka. Só que agora só tenho um minuto para fazer isso e sinceramente não posso dar esse gostinho ao cretino do meu amigo, então acho que contar a verdade a você é o mais esperto para tirar você dessa cadeira e dançar comigo. — Soprei as palavras rapidamente atropelando qualquer tentativa de Steves dizer algo e no fim ele gargalhou.
— Ok
— O que? É serio? Eu ganhei? — Eu disse assim que vi ele levantar e estender a mão pra mim e me puxar para pista de dança;
— Sabe na próxima vez que fizer isso, podia ao menos tirar a aliança. -
Steven disse enquanto dança comigo, e sorri envergonhada.
— Por acaso o seu amigo cretino é aquele que não nos tira os olhos e esta boquiaberto?
— Sim, é ele mesmo. Obrigada, acho que não aguentaria virar outro copo de vodka.- disse rindo.
— De nada! — Ele disse gentil e me rodopiou, ele dançava bem.
— Por que fica sempre sentado ali? Você é um ótimo dançarino.
— O meu namorado barman é bem ciumento. — Ele disse apontando para o carinha que havia me servido a caipirinha que nos olhava.
— Você é mesmo gay, mas...
— Que foi a surpresa? Não tinha cogitado isso antes — Ele disse rindo.
— Meu amigo garantiu que tinha informações que não era.
— É complicado, minha família não aceita, por isso de fachada já tive algumas namoradas. Mas ele é o amor da minha vida e aqui é o unico lugar em que posso conversar com ele sem insinuações e interrogações sobre minha vida afetiva. — Steves garantiu.
— Sabe, eu entendo de fachada. O meu casamento no inicio era um. — Disse o fazendo ficar boquiaberto.
— Então aquela historia do jornal de Sara Cooper era verdade? — Steves fez cara de surpreso.
— Espera você acompanha essas fofocas e sabe quem eu sou?
— Querida, assim que se sentou do meu lado eu reparei que você é a modelo da capa da minha revista favorita. — Ele disse me fazendo rir.
— Quer saber? Eu posso te contar essa historia com mais detalhes se formos ao bar e pedir três cervejas, é claro, que seu namorado ficará confortável em saber da historia também.
Steves sorriu e cruzou seus braços ao meu e me conduziu até ao bar.
...
Steves e seu namorado Thiago eram bem divertidos, passamos a metade da noite conversando, mas estava na hora de esfregar na cara de Daniel de minha vitoria, mesmo que fajuta, peguei o telefone de Steves, certamente ele seria um grande amigo.
— Já estava quase acabando com esse jogo idiota. — Dylan disse me puxando para um beijo assim que me aproximei da mesa.
— Então vencedora — Daniel ingeriu o copo de vodka de uma vez — me conte o que falou pra ele, isso foi surpreendente, ele nunca ficou com ninguem aqui na boate, mas você dançou com ele e passou a noite conversando com ele, e o fez sorrir pra vocÊ.
—O casamento não me enferrujou na paquera, Daniel. Eu sei como conquistar um homem. — Disse sustentando minha mentira.
— Ah eu sei disso, você me conquista todos os dias. — Dylan disse beijando meu pescoço.
— Então é isso, fim da noite? — Carol perguntou sentando no colo de Daniel.
— Sim, por favor, vamos aproveitar que estou bastante bebado e fazer um sexo incrivel. — Daniel e Carol se beijavam.
— Que nojo! -Dylan e eu repetimos juntos.
...
Nos despedimos de Car e Daniel, e voltamos para casa. Chegamos em casa, e digamos que todas as bebidas ingeridas na festa esquentou um pouco o clima entre mim e Dylan.
—Ei, calminha; — Disse tirando as mãos de Dylan do meu vestido — Vamos subir ao nosso quarto primeiro, a babá está em casa. — Disse risonha e finalmente conseguindo abrir a porta de casa.
— Ela deve estar no quarto com Alice. — Daniel reparou olhando a sala vazia e voltou a me beijar.
— Ei, o que tanto falou com aquele Steves? — Dylan disse com um leve tom de ciumes e distribuindo beijos em meu pescoço.
— A verdade e então ele também me disse a verdade sobre ele ser gay. — Disse fazendo Dylan rir.
— Trapaceira. — Ele disse me jogando no sofá e me beijando com muita vontade.
— Ei, preciso ver Alice, que tal me esperar no quarto? — Disse e Dylan assentiu.
Ele se sentou no sofá e olhou para mesinha de centro:
— Acho que Maria recebeu visitas. — Ele disse observando as duas xícaras de chá já frias em cima da mesinha.
— Estranho, ela não veio nos receber ainda. — Disse e levantei decidida a subir ao quarto de Alice.
Entrei no comodo e vi Maria dormindo na poltrona, um sono profundo. O quarto estava silencioso, balancei os ombros de Maria, mas ela não acordava.
— Nossa, Alice sua babá é tão dorminhoca como você, deve ter dado bastante trabalho a ela não é? — disse me aproximando do berço e tudo paralisou.
Olhei o berço e estava vazio, Alice havia sumido nenhum sinal dela.
— ALICE! — Gritei desesperada — AH meu DEus! — gritei desabando em choro.
Não demorou muito segundos e ouvi a porta se abrir com tudo e Dylan surgir ali no quarto :
— O que houve, meu amor?- Ele me olhava assustado sem entender nada.
— Alice, ela... ela não ta aqui.
...
— Acho que ela foi dopada, ou algo assim. — Dylan disse colocando Maria em uma cama, já havíamos tentado acordá-la, mas nada.
— Eu já liguei para um médico e para seu pai. — Disse em choro — Alguém levou ela, Dylan, por que levaram ela? — Disse chorando e ele me abraçou;
— Eu vou trazer ela de volta. — Ele disse beijando minha testa e discando algum numero.
— Alo, é da policia? Eu quero comunicar um sequestro.. — Dylan saiu do quarto falando no telefone.
Sequestro.. policia... Eu precisava de ajuda para recuperar minha filha, eu queria ela de volta em meus braços.
...
A sala estava cheia de seguranças de José Alfredo e alguns policiais, o pai de Dylan mobilizou tudo muito rápido para tentar encontrar a nossa Alice. Dylan e seu pai explicavam tudo que havia acontecido e esperavam Maria acordar para dar seu depoimento, só assim saberíamos o que realmente aconteceu com Alice.
Daniel e Carol me davam apoio e tentavam supor varias coisas que poderiam ter acontecido e me dar esperanças, mas eu não conseguia me concentrar no que eles falavam, apenas agarrava o coelhinho de pelúcia preferido de Alice com muita força.
A campainha tocou e antes que qualquer um fosse abrir, eu corri para porta:
— Finalmente, você veio! — Disse abraçando Gabriel que retribuiu o abraço reconfortante.
— E como eu não veria? — Ele disse beijando meus cabelos e tentando me acalmar, todos nos observavam na sala.
— Eu preciso da sua ajuda, eu não consigo pensar em outra pessoa para me ajudar achá-la. — Disse enxugando minhas lágrimas.
— Você confia em mim? — Ele perguntou segurando o meu rosto e afirmei apenas balançando a cabeça.
— ótimo, então iremos achá-la. — ele disse confiante.
Dylan então se aproximou de nós junto com Alfredo:
— Eu não sabia que tinha chamado ele. — Dylan disse sério.
— Eu confio no Gabriel, ele vai ser de grande ajuda. — Falei e Dylan apenas assentiu, mas sabia que se sentia meio que contrariado de alguma forma.
— Isso é ótimo, com a policia federal será muito mais rápido, está sendo difícil convencer a policia militar a trabalhar nisso com mais fervor. — Alfredo disse dando aperto de mão em Gabriel.
— Ok, eu preciso falar com a ultima pessoa que viu Alice. — Gabriel anunciou.
— Foi a babá, mas ela esta desacordada, o médico disse que foi dopada. — Dylan respondeu.
— Ta, esperamos. Mas enquanto isso, verifiquei que quando cheguei que sua casa tem câmeras na entrada. — Gabriel falou.
— Sim, eu já mandei recolher as imagens, apenas um carro preto entrou de diferente da casa, mas a família não reconheceu e a imagem não nos mostra quem dirige. — Um policial militar chamada por Alfredo entra na conversa.
— Placa ? Nada?
— A placa só aparece as primeiras letras falta o restante, bom estamos providenciando ainda o paradeiro do carro.
— Ainda? Vocês tem as iniciais , o modelo e a cor do carro? O quão isso é difícil pra vocês ? — Gabriel falou indignado e o capitão militar ficou devidamente sem graça — pegue as imagens e entregue aquele cara. — Gabriel disse apontando a um colega que tinha entrado com ele na casa, nem havia notado sua presença até então, era alto, magro e uma pele morena e uma aparência bem bonita.
— Senhor Sherman, a babá acordou. — O médico anunciou a Dylan que logo assentiu subindo as escadas, comigo , Gabriel e Alfredo atras do mesmo.
...
— Oi Maria.. — Dylan disse sentando ao seu lado.
— Desculpe, Senhor Sherman, eu não sabia que ela iria levá-la. — Maria disse chorando.
— Ela? Ela quem? -Disse me aproximando;
— A loira, Ísis, ela me disse que se chamava assim. Primeiro se apresentou como tia de Alice que havia acabado de chegar de Londres para vê-la, eu falei que tava tarde, mas ela insistiu em tomar um chá e depois subimos ao quarto, tudo ficou escuro.
— Eu não acredito! Foi ela, Ísis entrou na minha casa, dopou a babá e levou a minha filha. — Disse gritando raivosa — Aquela vadia!
— Calma, amor. Vamos achar Alice. — Dylan disse segurando minha cintura.
— Ah, sim. Nós vamos e eu vou acabar coma raça daquela vaca obsessiva do mal. — Disse tirando as mãos de Dylan de mim.
—Bia, agora que sabemos quem levou Alice, vamos encontrá-la, preciso que mantenha calma. — Gabriel disse me segurando agora com a tentativa de me deixar calmo.
— Certo, você precisa achar minha filha agora. Ísis é surtada, o que ela pode fazer com Alice? Eu nem quero imaginar.
—Eu vou encontrar essa vadia antes dela tentar qualquer coisa e ela vai ser punida, eu te prometo. — Gabriel disse convicto.
De repente, Alfredo se apoiou na parede e estava pálido.
— Pai, tudo bem? — Dylan o segurou.
— É culpa minha, tudo culpa minha.
— Ei, calminha, vamos chamar um médico. — Dylan disse tirando seu pai do comodo e o levando para um outro quarto de hospedes.
— Por onde vamos começar? — perguntei.
— O que? — Gabriel perguntou confuso.
— A encontrar Ísis, e não me venha dizer que isso é algo para policial, porque é da minha filha que estamos falando e você tem que me deixar envolvida nisso.
— Tudo bem, mas acho que Dylan não vai gostar nada disso.
— Ele não precisa gostar, vamos! Eu sei que tem algo em mente e eu não quero ficar aqui parada esperando noticias. Eu quero a minha filha e eu quero logo; — Disse com a voz embargada pelo choro.
— Ok, sei que você tem um conhecimento incrível com computadores, então vamos lá achar esse carro.
Entrei no meu quarto, tirei a roupa de balada que eu ainda usava, vesti uma calça jeans coloquei um tênis e vesti umca camiseta mais folgada e confortável. Peguei minha bolsa, chaves do carro e em um ultimo detalhe amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo. Já estava pronta para ir ao escritório de Gabriel junto com ele. Mas Dylan entrou no quarto, o mesmo desabotoava a camisa social em que usava na festa também e só depois me encarou.
— A onde vai?
— Ajudar a Gabriel a achar minha filha e a surtada da sua ex namorada. -Disse firme.
— Espera, não. Eu estou cuidando disso, você precisa ficar aqui segura.
—Me desculpa, Dylan, você não vai me impedir, é da minha filha desaparecida que estamos falando.
— NOSSA FILHA! — Ele gritou — E eu estou fazendo de tudo para achá-la.
— Eu também, e tenho certeza que Gabriel vai me ajudar a achá-la.
— Parece que está botando a culpa disso tudo em mim, parece que confia mais nele para achá-la do que em mim. — Dylan disse revoltado.
— Nenhum momento disse isso e não é horas para um ciume bobo contra o Gabriel .
— Não falou, mas está olhando para mim com esse olhar, desde que descobrimos que foi a Ísis que a levou, você me olha como o responsável disso tudo e enquanto a ele, é verdade, porque esta junto dele tentando achá-la, como se só ele estivesse ao seu lado para isso.
— Esta sendo injusto e deduzindo besteiras. — Respondi fugindo de seus olhos.
— Estou? Se acha, pode ir. Mas ela é minha filha e eu estou aqui me desdobrando com meu pai passando mal, uma casa cercada de jornalistas e policiais, uma família e amigos atordoados e pensando em Alice.
—Gabriel está me esperando, eu mandarei noticias. — Disse indo em direção a porta.
— Ah... Eu ficarei sim aqui esperando sentado e ansioso por noticias do time Gabriel e Bianca. — Dylan disse sarcástico e o ultimo barulho ali foi da porta do quarto se fechando com minha saída.
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