Notas iniciais
OOie meus amores. Como vocês vão? Cá estou eu de novo depois de, sei lá, uns três dias, com capítulo novo. rápido dessa vez, não? Enfim, espero que vocês gostem desse capítulo. Não tenho nada a comentar, acho. Fiquei meio triste com a falta de comentários no último capítulo, porque eu me espelho muito na opinião de vocês na hora da escrita. Mas vou continuar firme e forte aqui! Enfim, espero que vocês gostem e até mais... Beijo Beijo ;)

11 MESES ANTES

1 de Janeiro de 2015, Quinta-feira, 1:10

– Ô, minha querida, quem tu pensa que é? Nem salto de 20 cm consegue usar direito sem tropeçar...minha irmã de 13...quantos anos tu tem, Nina?...parece menos uma jiboia grávida que você...ah, vá, tua doida, tomar no...aquilo é bolo de chocolate?

Eu estava gargalhando no canto da sala, enquanto todo o resto da minha família revirava os olhos ou resmungava sobre os ataques de bêbada da minha irmã mais velha.

Já passava da meia noite, o que significava que o ano de 2014 já estava entre nós. Entre os abraços, desejos e toda aquela história de ano novo, a Áurea foi tomando uma taça de vinho aqui, uma taça de vinho lá, mais uma taça, mais três taças... E no começo da madrugada ela já estava tropeçando de bêbada.

Na maior parte do tempo, a Áurea estava bêbada. E não só no ano novo. No natal,meu aniversário, páscoa, até no dia dos finados ela geralmente estava bêbada. Desde quando fez 15 anos e minha mãe a deixou tomar sua primeira taça de vinho, minha irmã se apaixonou tão perdidamente por álcool que nunca mais parou de tomar.

A minha mãe se arrepende até hoje por aquela taça de vinho.Mas eu a agradeço por ter feito isso, já que adoro gente bêbada, ainda mais a Áurea.

E, apesar de tudo, mesmo quando ela não estava bêbada, ela parecia estar. Áurea tinha um estilo meio hippie. Ela usava umas roupas estranhas, cheias de estampas da natureza, compradas em brechós e algumas coisas até com material reciclado. Ela vivia falando sobre aquecimento global e essas coisas meio naturebas. Só para completar o pacote, às vezes ela parava no meio do corredor e resolvia meditar sobre a vida. Sentada, com as pernas cruzadas e fazendo “ihummm...” exatamente como nos filmes de monges. Já tropecei nela algumas vezes, admito.

– Áurea, minha filha, vou te levar para cama. Vamos – meu pai disse, puxando delicadamente minha irmã para longe da mesa de doces.

– Tô com sono não, pai. Ainda é cedo! Olha, o sol ainda tá raiando!

– Querida, aquilo é o abajur.

– Ah...por isso que é um sol tão feiozinho? Tipo o os Teletubbies. Só falta o sorrisinho.

Minha risada não era nada discreta.

– Viu, a Nina concorda comigo!Não corda, Nina? – Ela apontou um dedo para mim.

– Não cordo? – perguntei, levantando uma sobrancelha.

– É. Corda. Do verbo de concordar. Pai, o senhor tem certeza que ela tá indo pra escola ou tá se agarrando com algum menino por aí?

Quem dera. Catorze anos nas costas e eu ainda não tinha beijado ninguém.

– Filha minha não faz essas coisas – meu pai a repreendeu em um resmungo.

– Então a mãe deve ter pulado a cerca na hora de fazer a Mariana, papito – Áurea estava gargalhando muito. Deve ser divertido entregar as pessoas assim.

– Cala a porra da sua boca, Áurea! – Mariana gritou de algum lugar da sala.

– Não cala, não,Áurinha. Pode continuar a falar! – Rodrigou gritou, colocando mais lenha na fogueira.

– Ninguém vai continuar a falar nada. Áurea, vai logo pro seu quarto, pelo amor de Deus – minha mãe mandou – e Nina, já que está se divertindo tanto com a sua irmã, vai junto com ela e coloca a Áurea debaixo de um chuveiro bem gelado. Agora!

E eu fui. Minha mãe era uma estraga-prazer mesmo. Fazia tempo que eu não ria assim.

Desde o comecinho de Dezembro do ano passado, o Matheus tinha começado a ficar com umas meninas. É claro que ele não era BV fazia muito tempo, mas até então, ele não era de sair pegando todo mundo. Mas as coisas mudaram, e ele tinha ficado com umas dez garotas diferentes nos últimos tempos e depois vinha se vangloriar para mim. Como se eu fosse um garoto. E não fosse apaixonada por ele há quatro anos.

Meu Deus, ainda bem que ele não sabia de nada.

Fui ajudando minha irmã a subir as escadas com calma. Com a mão direita ela se apoiava no corrimão e eu a dava mais suporte segurando seu antebraço esquerdo com força. Ela estava cambaleando. Se não fosse por mim, já teria levado uns dez tombos.

Depois de subir a escada, viramos a direita, entrando no meu quarto. Áurea ia dormir comigo.

A Áurea tinha ido para a faculdade uns 4 anos atrás, em 2010, e já era uma veterinária quase formada. Ela costumava dividir o quarto com a Elisa, já que as duas eram as irmãs mais velhas. Elisa tinha saído de casa uns dois anos antes da Áurea e já estava até noiva, então ia dormir em seu quarto antigo junto com o cara. Já que a Mariana, com quem eu dividia meu quarto até um ano antes,quando a mesma partiu para a faculdade, ia dormir na casa de uma amiga – pelo menos era o que ela dizia. Não que eu fosse acreditar, é claro – Áurea ia dormir junto comigo. Eu estava até animada com isso, mas agora...não vai ser tão divertido dormir no quarto com ela como eu achei que seria antes.

Joguei Áurea em cima da minha cama bagunçada e fui até meu banheiro minúsculo. Se ela começasse a vomitar, ia ter que se virar sem minha ajuda, já que nós duas não iríamos conseguir ficar lá dentro juntas nem com magia envolvida.

Regulei o chuveiro para o verão e liguei até o jato mais forte começar a sair. Coloquei minha mão sobre a água, medindo a temperatura. Congelante. Ótimo.

Voltei para o meu quarto, pronta para ter que acordar uma Áurea desmaiada em cima da minha cama, mas não foi uma Áurea desmaiada que encontrei. Pelo contrário. Ela estava de pé, de braços cruzados, em frente ao meu mural de fotos, o observando com cuidado.

Me aproximei dela.

– Áurea, o banho tá pronto – avisei.

– Você não tem nenhuma foto da Elisa.

Levantei uma sobrancelha.

– Como é que é? – perguntei.

Ela apontou para o meu mural, ainda de costas para mim.

– A Elisa. Você não tem nenhuma foto dela.

Observei o mural com cautela. Era verdade. Elisa não aparecia ali em nenhuma foto.

– Nossa, que comentário aleatório – comentei.

Áurea virou-se de frente para mim. Jesus, ela parecia muito bêbada. O cabelo estava bagunçado, a maquiagem estava completamente borrada e ela tinha olheiras profundas debaixo dos olhos. Minha irmã estaria acabada na manhã seguinte. Já tinha visto isso várias vezes antes para ter certeza.

– Porque você não tem nenhuma foto dela? – Áurea me perguntou – A Elisa ia ficar bem magoada se visse isso.

– Eu acho que ela já viu – falei, me lembrando daquela manhã mais cedo, quando Elisa entrou no meu quarto para tomar banho e eu a deixei sozinha por um tempo. Conhecendo-a, eu tinha certeza que ela tinha analisado cada pedacinho do meu quarto – Mas não sei se ficou magoada com isso. A Elisa nunca foi do tipo que se importa com essas coisas, né.

– Ela se importa – Áurea afirmou com convicção.

Dei de ombros.

Porque eu não tinha nenhuma foto da Elisa, afinal? Ela era minha irmã mais velha. Eu a amava, é claro, mas...

– Ela saiu de casa faz seis anos – respondi – e eu só a vejo no natal e ano novo. Ela só me liga no meu aniversário, que é uma vez por ano. Porque eu deveria ter uma foto dela aqui?

A Áurea parecia pensar um pouco.

– Porque ela é família.

– Tá, esse é um bom argumento. Mas é da família e eu praticamente não a vejo, Áurea.

– Você não vê a tia Clara há anos também, mas tem umas 3 fotos com ela aqui.

Áurea apontou para o mural de novo. Era verdade. Eu tinha três fotos diferentes com a tia Clara.

Em uma delas, era no meu aniversário quando fizemos um piquenique. Ela estava fazendo cócegas em mim em cima de uma toalha xadrez jogada por cima da grama. Na outra, eu ela e Rodrigo mostrávamos e língua para a câmera, com os rostos um do lado do outro. Na última foto, eu, ela e o tio Fernando sorríamos para a câmera na frente da piscina da antiga casa deles.

Balancei a cabeça.

– É diferente. Não é como se ela tivesse opção. Se pudesse, ela estaria aqui – afirmei.

– A Elisa também. Ela é super ocupada. Você sabe – minha irmã rebateu.

– Não justifica. E você sabe que são situações completamente diferentes, Áurea.

Eu tinha a sensação de que ela ia me falar mais alguma coisa e não teve tempo, já que todo o vinho que ela bebeu e toda a comida de ano novo saíram voando pela sua boca.

Ela vomitou bem em cima dos meus pés.

Ah, que ótimo. Era só o que me faltava.

9 de Novembro de 2015, Segunda-feira, 19:09

Sentada em uma limusine branca, com Lary dirigindo em uma velocidade bastante lenta, como eu pedi, foi quando realmente comecei a pensar de verdade no que eu tinha feito.

Primeiramente, aquilo tudo era real. Aquela moça me concedeu três desejos, eu fiz três desejos que, na hora, me pareceram completamente aceitáveis, e agora o que eu pedi havia se tornado realidade.

Eu não conhecia mais Matheus.

Meus tios estavam vivos.

Minha mãe era podre de rica.

Ah meu santo pai Deus. No que eu estava pensando ao brincar com as coisas daquele jeito?

Coloquei as mãos entre a cabeça, em luto pela minha própria inteligência que parecia ter morrido no último dia.

Comecei a pensar com cautela nas coisas que eu tinha pedido.

Cada faísca de felicidade que se acendia dentro de mim por ter meus tios de volta se apagava por não ter mais Matheus. Eu amava todos eles com tanta intensidade que chegava a doer. Mais que o amor romântico que eu sentia pelo Murilo, vinha um amor mais puro que esse também. Amor de querer bem, de se importar. Amor de amigo, eu acho. Não só amigo, mas família. O Matheus era minha família também.

Eu ganhei parte da minha família de volta para perder outra parte?

Não, não poderia ser. Tudo aquilo com certeza era um tremendo engano. Eu tinha certeza. Lary poderia ter me confundido com outra menina chamada Severina, meu celular deve ter apagado o número de Matheus sem querer, e aquelas roupas...bem...droga, eu não conseguia achar alguma explicação para aquelas roupas!

Mas eu não ia chorar, me desesperar ou me desanimar. Não, eu tinha certeza absoluta de que as coisas continuavam igualzinhas de quando eu as deixei antes de sair correndo para aquele parque.

Minha mãe ainda seria uma enfermeira que trabalhava feito louca para manter a casa. Meu pai continuaria a ser um simples jornalista. Eu não teria nenhum motorista particular. Nenhuma daquelas roupas pertenceria a mim. Meus tios ainda estariam num cemitério no interior de São Paulo. Murilo ainda seria meu melhor amigo.

Eu seria eu. A Nina de sempre.Tinha certeza absoluta. Precisava ter.

(...)

Meu Deus, como eu estava errada.

A primeira coisa que eu vi quando Lary abriu a porta da limusine para mim – eu estranhei na hora, mas porque reclamaria? – foi minha tia Clara. A que tinha morrido anos atrás. Me dando um abraço de urso e começando a falar coisas que eu não conseguia me concentrar para processar.

Ela estava lá. Comigo. Com os braços magros em volta das minhas costas, falando palavras sem sentido, acariciando meus cabelos e me apertando contra ela. Lá. Viva. Real.Não em um cemitério, sete palmos abaixo da terra.

Senti meus olhos se enchendo de lágrimas.

Eu não conseguia acreditar! Tantos anos sofrendo por um morte, chorando de madrugada...tanta dor apagada em um simples desejo. Uma parte do meu mundo que poderia me abraçar de volta agora. Uma pessoa que tinha sido reduzida a memórias e a fotografias se reerguendo, ganhando seu espaço.

Eu estava chorando.

Meu peito doía de felicidade. Eu nem sabia que isso era possível.

Ela tentou se afastar de mim, mas relutei em permanecer no abraço aconchegante. Eu não queria soltá-la, deixá-la ir, não agora que a tinha de volta.

Eu não conseguiria descrever aquele momento só com palavras.Durou segundos. E não sou boa com palavras, Leitor, nunca fui. Você pode estar achando que eu estou sendo muito sentimental, usando metáforas sem sentido que eu prometi que não usaria. Tá, confesso minha culpa.

Mas você por acaso perdeu alguém e a ganhou de volta depois de muito tempo?

Se sim, sabe como é a sensação extraordinária e aquela dor no peito. Se não, fica quietinho aí. Deixe-me apreciar falar sobre esse momento mágico. Que durou muito pouco.

Eu tinha noção de que se todo aquele sonho que eu tive foi realidade, os desejos eram reais. E tudo tinha mudado.

E eu tinha tanta coisa para pensar sobre isso, mas simplesmente não conseguia. Não naquela hora. Minha cabeça ainda estava tentando processar a informação de ressureição ou que sei lá que tinha sido o que aconteceu com minha tia. Eu ainda processava a informação de que eu a tinha de volta.

– Nina, querida, você está bem?

Ela me olhava com feições preocupadas.Eu deveria estar muito acabada, com o vestido sujo, o cabelo desengonçado, a maquiagem borrada e os olhos inchados. Mas ela estava linda. Clara usava um vestido azul-marinho longo simples,justo na cintura, com um decote em forma de coração apertando a parte do busto. Seus cabelos loiros – tão parecidos com a cor dos do Rodrigo – caiam em uma cascata até perto da cintura, perfeitamente arrumados. Os olhos azuis – também iguais aos do meu primo – ganhavam destaque devido a maquiagem preta não tão pesada.

– Nina, você está me ouvindo? – ela perguntou com um tom de voz mais pesado.

– Tô sim. Érr, desculpa. Só meio distraída, tia, sabe como é.

Ela soltou meus braços e deu alguns passos para trás. Com as mãos na cintura, me olhou zangada. Ai merda,eu conhecia aquele olhar. Eu tinha feito alguma coisa muito errada.

– Você está muito encrencada, Severina. O que estava passando na sua cabeça?

Ela estava muito, muito zangada.Eu conseguia ver por causa da postura corporal e do olhar profundo. E eu não fazia nem ideia da razão.

– Eu não sei – respondi, ficando nervosa.

– Não sabe o quê?

– O que estava passando na minha cabeça – falei.

– Ninguém sabe! Tem ideia de como nos deixou preocupados? Mas é claro que não! Você não estava lá!E coitada de Elisa, pobrezinha. Não pensou nem por um momento na sua irmã antes de fazer uma coisa como essa, Severina?

Elisa? O que Elisa tinha a ver com o que raios eu fiz? A última fez que vi Elisa ou sequer falei com ela foi no ano novo!

– Eu...érr...han... – merda, tia Clara queria que eu a respondesse. Mas como poderia?

– Não sabe nem o que falar, não é? – NÃO! – Você foi tão irresponsável e egoísta, Severina. Eu estou decepcionada com você.

Ai. Doeu. Decepcionada? Ela nunca tinha sido tão dura comigo antes.

Não imaginei que nosso reencontro depois de anos seria justamente daquele jeito.

– Me desculpe, tia – falei baixinho, envergonhada, mesmo sem saber o que tinha feito.

Ela não me respondeu de imediato. Apenas me observou por alguns segundos, me analisando por completo. Eu sabia que ela não estava feliz, conseguia sentir isso. Eu tinha feito uma grande burrada. Mas o que?

Tia Clara suspirou, chegou perto de mim e, inesperadamente, me abraçou com força.

Sorri. Passando meus braços em volta de suas costas com calma, retribuindo o abraço. Me senti segura.

Uma vozinha dentro de minha cabeça me alertava que alguma coisa estava errada. Que alguma coisa ia dar muito errada. Mas, Leitor, eu ignorei essa voz por um momento e, merda, eu deveria ter escutado.

– Não é comigo que você tem que se desculpar, Nina, e sabe muito bem disto.

Na realidade, não, eu não sabia, mas concordei levemente com a cabeça.

– Vamos entrar – disse ela, me puxando em direção a algo.

E nessa hora eu prestei atenção pela primeira vez na paisagem a minha volta. E. Meu. Santo. Deus. Cristo.

Eu não estava na minha casa de tamanho mediano em um bairro residencial nos limites da cidade. Pelo contrário, acho que eu estava no campo. Conseguia sentir o ar puro e o singular cheiro de grama molhada – que eu adorava, só para constar – conseguia também ouvir vozes distantes e o barulho de água em uma cascata em algum lugar por ali, conseguia ver as árvores ao meu redor, as diversas flores em um canteiro ali próximo e o céu azul cheio de estrelas.

E conseguia ver a casa. Uma casa gigante, bem na minha frente, onde minha tia estava me levando através de um caminho de pedras.

Leitor, eu não conseguiria descrever aquela casa com perfeição. Mas era uma mansão, bem no meio do campo. Com uma chaminé, várias janelas, feitas de tijolos brancos e marrons. Era moderna e antiga ao mesmo tempo. Era linda.

E minha tia estava me levando de encontro a enorme porta com uma naturalidade que me fez cair na real: eu morava ali. Ou, talvez, ela morasse ali. Mas já que eu pedi que a minha mãe fosse podre de rica, bem...eu tenho certeza que se mamãe fosse rica, compraria uma mansão exatamente que nem aquela. Era a cara dela.

Conforme nos aproximávamos na porta, senti minha tia ficar mais tensa. Eu não sei o que tinha acontecido, mas definitivamente não foi algo bom. E julgar pelos gritos e vozes altas que eu conseguia ouvir com mais nitidez a cada passo que dava, definitivamente tinha sido algo terrível.

Abrindo a porta com cuidado, tia Clara me lançou um último olhar signiticativo. Repreensão? Sorte?Coragem? Eu não sei o que ela queria me lançar com aquele olhar, mas eu sentia que iria precisar.

E eu precisei.

Porque havia várias pessoas naquela casa. Rostos que eu conhecia, sem dúvida, mas não prestei atenção em nenhum deles, e sim na pessoa jogada em cima do sofá que levantou o rosto com raiva quando abri a porta.

Arfei em surpresa. A pessoa era Elisa, com o rosto inchado, parecendo um panda com o rímel borrado escorrendo até o seu pescoço. Seus cabelos estavam completamente bagunçados. Elisa usava um vestido branco longo, cheio de babados e mais detalhes que não pude observar de longe.Ela estava péssima!

–Sua vadia! – ela gritou com todas as forças, no segundo em que me viu.

Nesse momento, percebi que o seu vestido branco não era só um vestido branco comum. Era um vestido de noiva.

Merda.

O que eu tinha feito?