Notas iniciais
o capitulo ta bem legal! aproveitem e leiam agora =)

quanto eu mais gritava, mas ele acelerava.

–pode gritar ninguém vai te ouvir mesmo!

eu joguei um olhar maligno pra ele. e ele riu.

eu estava tão nervosa. mas eu tinha um plano. quando a gente chegasse e saísse do carro eu iria sair correndo e voltar pra casa.

Arthur andou rápido como sempre. e chegamos num bairro onde só tinham casas grandes e portões enormes, câmeras, piscinas...

vi que Arthur parou na frente de um portão de uma casa gigante. pegou um controle no porta-luvas do carro e abriu o portão da casa com um click.

–chegamos!

ele me avisou estacionando o carro no meio da entrada da garagem.

ele saiu do carro. mas a minha porta continuava trancada.

ele ficou analisando a casa dali, pra ver se tinha alguém ali.

então eu pulei pro lugar do motorista procurando o botão que destrava as portas. não sei como mas o meu pé ficou preso entre o acelerador. e o carro começou a andar.

eu estava desesperada e comecei a gritar. vi Arthur gritando também:

''pisa no freio'' ''freie!!''

eu estava tão apavorada, que nem lembrava onde ficava o freio.

então o carro parou!

resultado: o carro bateu no murro da casa.

finalmente eu pude sair dali de dentro. vi que saía uma fumaça do capô do carro. não foi uma batida forte, mas o carro e o murro tiveram estragos. eu vi Arthur se aproximar com as mãos na cabeça.

–puta que pariu! olha o que você fez!

–para de falar palavrão! que coisa mais feia.

–caralho, tô fudido! meu pai vai me matar...

–bem feito. -cruzei os braços.

–você tá bem?

–tô.

–vem!

ele me puxou pelo braço em direção da casa.

–solta meu braço! você ta me machucando!

–para de reclamar.

não tinha quase ninguém na casa, vi que tinha apenas alguns empregados que nem questionaram a minha presença.

era uma casa enorme, eu podia me perder ali dentro. era linda!

–onde você ta me levando?

ele não me respondeu.

–me solta!

ele segurou meu braço ainda mais firme. chegamos num jardim lindo. tinha varias flores, arvores, cadeiras de descanso, e uma piscina enorme.

–eu tô com tanta raiva de você que podia te...

–podia o que garoto???!!

–vamos tomar banho de piscina.

–eu não vou molhar a minha roupa, não vou chegar em casa encharcada !

–vai sim!

– nem morta!

–então terei que te matar. -ele riu.

–cala a boca, seu.. seu.. seu imbecil!

–para de falar palavrão! que coisa mais feia. -ele ironizou.

eu bufei de raiva.

–espero que você saiba nadar...

então, ele me empurrou na piscina.

eu afundei com o mergulho. e quando subi, vi que ele tirou a camiseta e pulou na piscina também. como ele ia nadar com uma calça jeans apertada daquele jeito?

eu quis sair da piscina, mas ele me segurou. e jogou agua na minha cara. eu joguei agua nele também. depois ele me colocou em pé nos seus ombros e eu saltava na agua. ficamos ali brincando. e a nossa raiva um do outro passou.

depois que saímos ele disse pra mim o seguir.

chegamos num quartinho pequeno a alguns metros da piscina. então ele pegou toalhas e nos secamos.

depois ele usou roupas secas, e eu me virei pra não vê-lo somente de cueca.

ele disse pra mim me vestir e estendeu um vestido pra mim.

–de quem é esse vestido?

–não importa...

–importa sim!

– da rúbia.

eu arregalei os olhos:

–não vou usar um vestido dela!

–prefere pegar um resfriado?

eu bufei. -ok, ok!

ele se virou, mas eu mandei ele sair do quartinho pra mim me vestir. contrariado, ele saiu e eu me vesti.

–cabeu direitinho!

–foi o que eu pensei.

–como você tem um vestido da rubia aqui? ela frequenta muito a sua casa?

não sei por que, mas eu tive de perguntar.

–ela já dormiu aqui algumas vezes!

eu ergui as sombrancelhas.

–umas duas vezes, então ela esqueceu o vestido.

–meu deus!

ele riu.

–vem conhecer o meu quarto!

eu fiquei muito insegura, mas o segui. subimos uma escada em forma de espiral. chegamos num corredor com quatro portas. uma delas me chamou a atenção. a do fundo tinha uma placa pendurada.

– ''não entre! área restrita'' ??

ele riu — é o meu quarto.

entramos na tal 'área restrita'.

era um quarto imenso, na cor azul forte, tinha vários CDs caídos no chão, fotos de mulheres nas paredes... tinha uma varanda à direita. uma cama de casal, um guarda-roupas, uma mesinha com revistas, um computador, um radio.... me aproximei da mesinha de revistas e me assustei:

– ''playboy''? ''sexy'' ??

–ah desculpa! -ele riu e escondeu as revistas no criado-mudo.

eu neguei com a cabeça e sorri. ali também tinha varias roupas dele jogadas no chão. vi duas camisinhas embaixo da cama. será que ninguém arrumava aquele quarto? tinha bolas de futebol espalhadas por todos os cantos.

–que absurdo! -eu disse e ele riu.

ele pegou um violão no meio daquela bagunça, e se sentou na cama. eu me sentei ao lado dele, só que mais distante.

–você sabe tocar? -perguntei

–fiz aula.

eu sorri.

–que musica quer que eu cante?

eu parei pra pensar, e sorrindo disse: -Charlie brown jr!

ele sorriu, e eu me surpreendi por que ele começou a tocar, e logo depois a cantar.

– '' Como se o silêncio dissesse tudo, um sentimento bom que me leva pra outro mundo, a vontade de te ver já é maior que tudo, Não existem distâncias no meu novo mundo...''

nossa foi incrível! eu não resisti e cantei junto com ele. até me emocionei e lagrimas caíram. ele sorria, olhava pra mim e voltava a olhar para o violão enquanto tocava.

'' Vem dançar comigo
Aproveita e me sequestra''

rimos nessa parte.

então ele parou de tocar na metade da musica. colocou o violão deitado sobre a cama. e se aproximou de mim. deixou de tocar o violão e tocou meu rosto. secou minhas lagrimas e sorriu.

eu sorri também..

Notas finais
chorão embalando corações.. gostaram? thanks *-*