Daiara despertou de madrugada com um barulho na porta do quarto. Passos. Seus sentidos se aguçaram. Uma mulher morando sozinha era o principal alvo de bandidos. Mal sabiam eles que Daiara vivia sob a filosofia VOGA de autodefesa: Vacilou, otário, vou garantir seu assassinato.

Alcançou o fiel pau-de-dar-em-doido embaixo da cama e caminhou na ponta dos pés. Preparou o golpe antes de escancarar a porta. Por pouco a cabeça de Vitória não rodopiou pelos ares.

Tinha esquecido das crianças.

— Porra, garota!

Vitória arregalou os olhos inundados de lágrimas.

— Eu quero a minha mãe — soluçou.

Daiara gemeu. Antes fosse um bandido.

Notas finais
Palavra-chave: voga Pau-de-dar-em-doido: pedaço pesado de madeira, literalmente um pau para bater nos outros. Décimo dia de desafio! Faz um longo tempo que não escrevo dez capítulos de uma única história. Obrigada a todos que tem acompanhado esse desenvolvimento. ♥