Não era uma vez
6 Primeiras impressões
Notas iniciais
Bernard retirava as malas do carro enquanto eu permanecia imóvel em frente à casa, sé e que isso e uma casa, fico maravilhada e surpresa para o local onde permanecerei. A casa de minha madrinha fica em um condomínio chique onde há casas tão grandes que poderia muito bem abrigar uma cidade inteira nelas, a de minha madrinha não é diferente.
– Quantos quartos têm isso? – Pergunto a Bernard sem tirar os olhos da propriedade.
– Dezesseis quartos e vinte e cinco banheiros. – O chofer responde como se a quantidade de cômodos fosse normal. – Também temos piscina, sauna, sala de cinema e a praia particular fica nos fundos, só precisa descer uma escada.
– O que? – Digo surpresa.
Ele apenas começa a rir e carrega minhas malas para dentro da casa, se o exterior do imóvel e bonito o interior e magnifico, todos os moveis são chiques perfeitos, cada coisa milimetricamente organizada e no meio da grande sala a uma escada de mármore que leva ao andar de cima. Fazemos um tour pela mansão, visitamos todos os cômodos da casa e se não fosse por Bernard eu teria me perdido umas dez vezes, ele também me apresentou a todos que trabalhavam ali e uma coisa estranha que eu percebi foi que quase todos não me olhavam nos olhos eles pareciam meu apreensivos, achei estranho.
No final do tour já estava exausta e com os sapatos na mão, Bernard me levou até o quarto onde seria meu a partir de agora, ele e quase como os outros cômodos de hóspedes que visitamos a única diferença e que este está mais decorado e aconchegante.
– Muito obrigado por me mostrar tudo Bernard. – Agradeço e me jogo na cama macia exausta. – Mas duvido que consigo andar de novo sem me perder.
– A garota... – O senhor começa a rir. – Se precisar de qualquer coisa pode me chamar. Agora vou deixar você descansar um pouco antes do jantar, ele será servido ás oito em ponto.
– Ok.
O quarto e enorme, provavelmente maior que a sala de estar da minha casa, o banheiro fica do lado direito e bem na minha frente se abre uma sacada com vista para o mar, consigo até ouvir o barulho das ondas aqui, estou tão exausta que custo me levantar para ir tomar um banho. Ligo o chuveiro e deixo a água gelada cair pelo meu corpo, lavo meus cabelos e demoro mais um pouquinho aproveitando a água.
Enrolo meu cabelo na toalha e visto um short jeans e uma blusinha verde folgadinha, abro a porto do banheiro e dou de cara com um garoto que assim que me nota deixa as coisas em seu braço cair.
– Eu... eu sinto muito senhorita. – O garoto se agacha no chão e começa a recolher as toalhas espalhadas. – Eu bati na porta, mas como ninguém respondeu eu pensei que você estaria andando pela casa, eu juro que não ouvi o chuveiro ligado senão é claro que eu não teria entrado, eu não quis invadir sua privacidade, mas meu avô pediu para mim trazer as toalhas para o caso de você quiser tomar banho antes do jantar, mas como eu posso notar você já fez isso, eu...
– Ei calma aí. – Começo a rir do nervosismo dele. – Está tudo bem! Ainda bem que eu levei a minha roupa para o banheiro senão você ia me pegar só de toalha.
– O céus não, eu não queria... – O garoto fica mais vermelho que tomate o que me faz rir ainda mais. – Essa não foi minha intenção...
– Eu sei, só estou brincando. – Estendo a mão e ajudo o menino a se levantar. – Eu sou a Angelina a propósito.
– Breno. – O garoto ajeita seus óculos no rosto e volta a encara seus tênis. – Me desculpe, eu juro que não queria invadir a sua privacidade.
Começa a rir de novo o que deixa Breno mais envergonhado ainda, seu rosto está muito corado e o garoto não para de ajeitar sua armação preta de óculos de grau, ele até que é bonitinho, naquele estilo geek, seu cabelo preto está penteado para trás e cada fio permanece no lugar graças ao gel, seus olhos são de um preto que chega a brilhar e seus braços parecem forte. O garoto percebe que estou o analisando é e minha vez de ficar corada, tento disfarçar procurando meu pente na mala já toda bagunçada em cima da cama. Ele pigarreia e coloca as toalhas na beirada da cama.
– Meu vô pediu para trazer isso para você. – Ele já está perto da porta quando eu o chamo.
– Quem é seu avô? – Pergunto curiosa.
– E o chofer... – Breno parece meio sem jeito, ele encara o corredor.
– Bernard e seu avô? Que legal! – Diga contente e Breno me olha sério. – Se você puder agradece a ele por mim, seu avô foi muito gentil comigo e me mostrou toda a casa.
– Uhn pode deixar. – Breno me encarava como seu eu tivesse acabado de rir da cara dele.
– Você mora aqui perto? – Pergunto esperançosa. – Seria legal ter alguém da minha idade para conversar.
– Você está gozando da minha cara? – Breno cruza os braços e me encara. – Sério. Eu já to de saco cheio disso...
O garoto simplesmente vira as costas e me deixa falando sozinho, fica parada sentada na cama com uma mão ainda erguida no ar com o pente de pentear. “O que acabou de acontecer?”. Fico um minuto em parada tentando entender o que eu fiz de errado e assim que me descongelo vou para o corredor, estou com os cabelos ainda molhados e todo embaraçado, descalça e com um pente de pentear na mão quando me trombo com uma mulher.
Meu rosto se enfia no meu dos peitos da mulher e acaba deixando todo o seu vestido vermelho molhado na região do busto. Fico assustada parada no lugar olhando para os enormes peitos da mulher quando ela pigarreia chamando minha atenção para seu rosto. Ela e linda, possui enormes olhos azuis que me encaram e seu cabelo castanho está preso um perfeito rabo de cavalo.
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