Não Posso Deixar De Respirar.

2 A noite que passou como um borrão.


Notas iniciais
Segundo capítulo...Sei lá, tava meio sem criatividade u.u eu gosto de começar histórias, mas continua-las é meio complicado x.x

Naquela noite fria, as grandes mentes do CERN repousavam, enquanto outras jogavam, enquanto outras estudavam, entre outras atividades comumente praticadas pelos membros da instituição científica. Luce estava em seu quarto com o notebook no colo, lendo as notícias da semana. As vezes o trabalho exigia tanto dela, que mal se lembrava que existia um mundo além daqueles muros e das paredes super resistentes à prova de mísseis.

Meio sem esperanças de encontrar algum parente online, Luce entrou no facebook. Encontrando a rede social vazia, deixou um recadinho para seus amigos e familiares. Ela ainda não estava acostumada a trabalhar/estudar no CERN. Há 4 meses não via sua família, todos tão longe, na Inglaterra, mal haviam mantido contato nesse meio tempo e seu coração quase explodia de saudades.

Mas algo lhe tirou de seus devaneios: um gemido no quarto ao lado. "Ótimo", ela pensou com sarcasmo, "Quais as chances de isso acontecer numa concentração nerd? No quarto ao lado? Constrangedor." Colocou os fones de ouvido, mas antes pode ouvir mais uma sequência de gemidos.

— Isso tá me parecendo meio sério... — sussurrou consigo mesma, colocando de volta os fones na mesa de cabeceira e se levantando. Abriu a porta do quarto e encarou a ponto do seu vizinho de dormitório, pensando se deveria ligar ou algo assim. Como resposta, houve um estrondo do lado de dentro, fazendo Luce recuar até bater as costas numa porta atrás de si. Estava com a mão no pulso, sentindo sua frequência cardíaca se acelerar. Tomou coragem e deu um chute na porta e algo tombou do outro lado. Girou a maçaneta e logo tampou a boca de susto, e em seguida tampou o nariz por causa do mal cheiro que infectava o ar. Elioth gemia no chão, a pele estava esverdeada ou rocha, mas diferente de hematomas. Também tinha os olhos esbugalhados e enlouquecidos.

— Meu Deus! — ela sussurrou se aproximando e BAM! Ele agarrou sua perna. Ela só soube gritar e puxar, mas ele tinha força em seus dedos frios e ossudos. Ela tentava desprender seus dedos de sua perna mas gritou imensamente quando um dedo do colega saiu da mão. Ela o jogou longe, enojada, e com alguma força se livrou daquelas garras, mas uma arranhão ardia no local.

Ela correu corredor à fora, sem saber exatamente pra onde. Pegou o elevador e desceu ao térreo, correu desenfreada pelo pátio e só parou quando chegou ao prédio da enfermaria. No piso branco, pode perceber que por onde passava deixava um rastro de sangue. Mas não podia evitar, a dor começou a queimar na perna e agora sentia ela se espalhar por cada centímetro do corpo. Com a vista meio embaçada viu uma enfermeira se dirigir à ela, mas Luce mal escutava mais...Era tudo um grande zumbido.

— Dormitório...7º andar...Elioth...Virou um monstro! — conseguiu dizer, depois sentiu um grito escapando por seus lábios e tudo ficou escuro.

Notas finais
Fechando o CERN em 3, 2...NOW.