Não Me Esqueça
6 V - Ser o seu cara
Notas iniciais
OLHA EU TO VIVA!
Seguinte: Sabem o que é um computador filho da mulher que dá na esquina?
É o meu computador. Eu salvei esse cap umas dez vezes, e NENHUMA FOI!
Enfim, sabem quando vc desliga o pc sem salvar um arquivo no Word e quando você abre ele aparece lá o arquivo, pra recuperar? Então, toda vez que eu abria o Word aparecia isso, como se eu tivesse desligado o pc sem salvar, e tinha tudo o que eu tinha digitado ali. Mas aí, quando eu finalmente havia chegado na parte final do capítulo, eu resolvi dormir e postar no dia seguinte (segunda), mas aí eu liguei o pc na segunda e o arquivo havia sumido! A MAS QUE RAIVA!!!!!
Então eu tive que escrever tudinho de novo, e ficou quase totalmente o oposto do antigo cap, e beeem menor! E eu meio que pulei pra uns dois capítulos a frente...
Enfim, vou parar de encher o saco de vcs, Bom Capítulo! :)
Uma semana.
Tem uma semana que eu fui na praia com o Marcos. Tem uma semana que a gente não se fala. Uma semana que eu não consigo tirá-lo da minha cabeça. E o estranho: Eu tentava me decidir entre ele e o Felipe.
Comecei a enxergar os dois como a gema e a clara de um ovo. Um completa o outro. Marcos era um lado do Felipe que eu nunca conheci. Um lado mais despojado, mais “livre”, menos preocupado com as coisas. E um lado que eu adoraria conhecer.
O problema é que havia um clima tenso entre a gente desde o dia da praia. Não sabia o por que, mas toda vez que nos esbarrávamos, no elevador, na portaria, na entrada do Retro, ele fingia não me notar, ou então ficávamos nos encarando até algo nos atrapalhar, antes que pudéssemos falar algo um com o outro. E ele ainda estava me devendo uma ida ao Cristo.
Bom, hoje era um dia qualquer. Acordei com a Vilma chegando pra faxinar a casa, tomei um banho, coloquei um vestido balonê verde musgo, peguei minha bolsa e fui pro shopping. Embora eu odeie toda essa coisa de grã-fina, formalidade, rosa e afins, eu sou apaixonada por shopping, e adoro comprar sapatos.
Entrei e saí de várias lojas. A maioria não me agradava, então eu saía sem comprar nada. Outras eu amava e levava várias sacolas de lá. Já lá pelas três da tarde resolvi comer alguma coisa na praça de alimentações, mas me mantenho firme sobre odiar comida de restaurante e lanchonete!
Pedi um McLanche Feliz no McDonalds, já que é uma das poucas coisas de rua que eu como. Fiquei na fila pra pegar o lanche durante um certo tempo, até que sinto alguém me abraçando por detrás. Mesmo sem encará-lo, sabia que era Marcos, por causa do perfume.
- Sentiu saudades, ruivinha? — ele perguntou bem perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar.
- Sai daqui, Marcos! — falei afastando as mãos dele da minha cintura. O lanche ficou pronto e eu o peguei, me dirigindo a uma mesa vazia. Vi que Marcos me seguia e quando eu me sentei ele se sentou de frente para mim. — Falei para sair daqui, Marcos!
- Será que eu posso conversar com você? — perguntou e eu assenti. — Olha, desculpa por ter te ignorado essa semana. É que tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e ...
- Passemos pro que interessa? Que muita coisa? E... E o quê você quis dizer aquele dia no carro?
- Aquele dia eu disse o que eu disse e...
- Nossa, você é um gênio!
- ...Essas muitas coisas são coisas pessoais, não é algo que eu queira falar com você!
- Valeu por me esnobar. – disse e comecei a comer meu hambúrguer com MUITO ketchup.
- Não to te esnobando, Alice. Só que não é algo que eu queria falar com outra pessoa! Porque é pessoal! – ele parecia estar falando com uma criancinha de dois anos de idade que não entende nada. Odeio quando as pessoas fazem isso, e elas insistem em fazer comigo!
- Marcos, faz o favor de me deixar comer meu lanche em paz? – pedi tentando não deixar minha irritação com ele transparecer. – Você está me atrapalhando!
- Me surpreendo cada vez mais com a sua educação, Alice! – ele falou e eu mostrei a língua. – Quero conversar com você direito!
- Pode conversar, desde que responda direito minha perguntas e não me irrite! – devolvi soltando um suspiro.
- Ok, desculpa. – disse levantando as mãos em rendimento. – Primeiro, eu aindato te devendo uma ida ao Cristo...
- E tem que ser hoje?
- Bom você pode escolher: Hoje, Agora, Daqui a Cinco Minutos, Nesse Exato Momento ou Nunca! – tive que rir.
- Daqui a Cinco Minutos! – falei ainda rindo. Terminei de comer o meu Emicida Pato Feliz e me levantei, acompanhando-o até o estacionamento. – Depois você vai ter que me trazer aqui de volta, Marcos! – disse pensando no meu carro lindo estacionado do outro lado do shopping.
Ele sorriu para mim e entrou em seu carro. Entrei também e reparei que havia algo diferente nele, mas não consegui dizer o que era. Acho que a minha burrice tornou a entrar em ação. Liguei o rádio em uma daquelas estações que só tocam músicas “populares”, normalmente ignoradas por mim, mas até que eu estava gostando da música, era Glad You Came, se não me engano.
Marcos começou a cantar (destruir) a música e eu soltei uma gargalhada.
- Tá rindo do que, Ruivinha? – ele perguntou.
- Acho que tem uma hiena com dor no pâncreas dentro do carro!
- Tá, já parei de cantar! – disse em um tom magoado. – Infelizmente minha voz não é divina como a sua!
- Own, o bebê tá tistinho puquê num sabe cantá, é? – perguntei imitando voz de bebezinho.
- Tá! – falou também imitando bebê e depois balançando a cabeça em afirmação três vezes. Nós dois começamos a rir.
Ficamos ouvindo música, falando igual a um bebê e rindo durante o resto da viagem, e durante o percurso para subir pro Cristo também. Foi um saco subir até lá, mas valeu a pena. Não havia quase ninguém lá, já que era dia de semana. O cristo de perto era muito lindo. Não é à toa que é uma das sete maravilhas do mundo, né? Ficamos lá por cerca de meia hora, tirando fotos, comprando aquelas canecas com uma foto sua no Cristo, fazendo uma mini prece na capelinha que tem nele...
- Feliz, Ruivinha? – perguntou quando entramos no carro novamente.
- Ficarei quando você parar de me chamar de Ruivinha! – respondi fazendo cara de brava.
- Ok, Ruivinha!
Rimos e depois tudo ficou em silêncio, a não ser por um tucano fazendo aquele barulho estranho com o bico em uma das árvores ali. Novamente aquela atmosfera da ultima semana pairou sobre nós dois.
- Tá bom! Acabou com esse climinha ridículo! – falei por fim. Já disse que eu odeio silêncio? – Por que toda vez que a gente tá junto a gente fica nesse silêncio, Marcos?
- Sei lá! Eu que tenho que saber? – perguntou.
- Sim!
- Tá! Sobre o que você quer conversar?
- Hum... Qual é o seu maior sonho? – perguntei encarando aqueles olhos castanhos. Com o sol batendo, pude vislumbrar um pouco do verde que ali ainda habitava. Era pouco, mas era aquele antigo verde que eu tanto amava. Vai parecer clichê, mas enquanto eu encarava aquele verde, senti meu coração bater mais forte, quase rasgando meu peito. Senti um frio na barriga, meu cérebro só sabia falar: “BEIJA LOGO ELE!” Atá, cérebro! Pra ele me achar uma atirada idiota, né? Mas o fato é que eu realmente queria beijá-lo. Queria sentir novamente aqueles lábios, aquele gosto de menta, pressionados contra mim. Queria ele para mim novamente!
- ...Talvez acabar morando de frente para uma praia grega. – ele passou esse tempo todo falando? E o que eu respondo agora? AI MEU DEUS!
- Ah... Nossa, que legal! – falei tentando soar o mais entretida no assunto possível.
- Eu sei que você não ouviu nada do que eu falei, Alice! Tava em que mundo?
Felimarcolandia...
- Sei lá! Acho que viajei totalmente! – respondi soltando uma risada nervosa.
- E você? Qual é o seu sonho?
- Ele é... Complicado.
- Tem haver com o tal cara lá? – ele perguntou e eu assenti. – Você o ama muito, não é?
- Você nem tem noção! – respondi já sentindo meus olhos molhados. Resolvi mudar de assunto antes que começasse a chorar. – E qual é o seu sonho? Sabe, eu não o ouvi!
- Você vai achar estranho, mas é ser o seu cara. — pera aí.... OQUE?
Notas finais
HAHAHAHAHA ESTÃO COMPLETAMENTE ENGANADOS!!
Ok, chega de spoiller. Nesse cap vcs iam finalmente ter uma ideia do que aconteceu com o Marcos, mas com a raiva que eu estou dessa merda que eu chamo de computador, eu não tive capacidade de escrever o cap fofo, romantico, lindo e perfeito que eu havia escrito anteriormente. Eu até que tentei, mas desisti quando escrevi: "Ele foi se aproximando... QUEM ELE PENSA QUE EU SOU? UMA DAS PUTAS QUE ELE PEGA NA ESQUINA?"
Enfim.... Sorry por esse capítulo horrível, prometo compensar no próximo, que eu vou escrever todinho num caderno pra isso não acontecer de novo, mas eu demoro um pouco mais quando escrevo em cadernos, ok??
VAI VILA ISABEL! (gosto de acompanhar o Carnaval do Rio, ok? Embora seja verde e rosa, amo a Vila e a Tijuca u.u)
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