Não Me Esqueça
7 VI - O Início do Fim do Mistério
Notas iniciais
Minha irmãzinha tah mandando um "Oi pas amiguinhas da Nandia!!" e acenando com a mão!! Ela eh mto fofa *-* Não puxou a irmã, garanto!!
Enfim, como eu disse, no caderno demora mais!!
Bom cap :)
Não sei bem o que aconteceu depois. Só me lembro de sentir seus lábios contra os meus. Havia um celular tocando, mas nenhum dos dois se importou com isso. O mundo poderia acabar naquele momento e nem eu nem Marcos nos importaríamos. Era uma sensação muito boa poder beijá-lo novamente. E naquele momento meu sonho se realizou... Eu não me sentia beijando Marcos, mas também não era Felipe. Era como beijar os dois ao mesmo tempo. Um pacote completo!, pensei.
Nem mesmo a falta de ar foi suficiente para nos separar. Quando o beijo acabou foi por que ou a gente parava e ficava no carro ou continuava e ia para um motel.
– Tá... O que foi isso? — sabe aquela coisa que "O amor nos torna bobos idiotas"? Acho que com a minha burrice contribuindo, eu acabei de perguntar a coisa mais idiota do mundo. Quer te eu explique o que aconteceu e o que teria acontecido se vocês não tivessem parado? meu lado lógico tentou falar com o que perguntou.
Me virei para encarar os olhos castanhos de Marcos, mas no lugar deles haviam os olhos verdes de Felipe. Que logo voltaram a ser castanhos. Aquilo foi a coisa mais estranha que eu já vi algum dia. Num momento eles estavam verdes, e no outro só se via o castanho.
– Droga! — ele murmurou abaixando a cabeça. Será que eu beijo mal? Pera aí, eu to mesmo me importando com isso?– Desculpa, Alice... Eu realmente não queria... É q-que...
O interrompi com outro beijo, mais quente e necessitado dessa vez. E novamente um celular tocou. Era o meu, reconheci pelo toque do Nirvana.
– Seu celular tá tocando. — Marcos disse interrompendo o beijo. Quem é o filho sem mãe que está me ligando?
– Alô?
– To interrompendo algo, Lili?
– Ta sim, Alexandre!
– Ui! Quem é o sortudo? É gostoso? Tá usando camisinha?
– Não te interessa, sim e vai te catar!
– Ih... A bixa tá irritada! Falo com você depois então! Bezos! — e desligou. AH MAS EU TE MATO ALEXANDRE!
– Quem era? — Marcos perguntou.
– Meu amigo. — respondi e recebi um olhar tipo: amigo, né?– Ele é gay. — completei.
– Ah... — novamente silêncio. — E o que ele queria?
– Sei lá. O idiota ainda me desliga sem falar... — respondi.
– Quer voltar pro shopping? — Claro que não ô idiota! Eu quero mesmo é ficar aqui te beijando o resto da by Text-Enhance\">vida! era o que eu queria responder.
– Ah, sim! by Text-Enhance\">Claro! — foi o que eu respondi.
Ele ligou o carro e manobrou pra fora da by Text-Enhance\">vaga. Liguei o rádio e começou a tocar Eduardo e Monica. Estranho tocar Legião Urbana numa rádio assim!
Ficamos ouvindo a música em silêncio. Ah mais que saco esse silêncio! Como não tinha mais o que fazer, e nenhum dos dois quebraria o silêncio, comecei a divagar sobre coisas idiotas, como "Qual a diferença entre verde limão e verde grama?" "Por que se chama pó de arroz se não é feito de arroz?". É, meus pensamentos não são muito intelectuais.
– Chegamos! — avisou Marcos dando uma de campainha. Olhei para o lado e vi a minha Cherokee linda estacionada.
– Obrigado! — falei. E antes que pudesse me conter dei um último beijo nele. Saí do carro e entrei no meu. Agradeci mentalmente por ter deixado as minhas compras nele antes de ir para a praça de alimentação.
Embora já estivesse dentro do carro, com o motor ligado, usando o cinto de segurança, não saí dali. Fiquei encarando o volante, na esperança de que ele se transformasse no Marcos, ou no Felipe. Infelizmente isso não aconteceu.
Eu realmente beijei o Felipe? era só o que eu conseguia pensar. Por fim resolvi que ficar ali o resto do dia não faria o Marcos aparecer na minha frente magicamente, então manobrei para fora da vaga e segui para casa.
Chegando no meu apartamento, Vilma se aproximou meio nervosa.
– Alice, subiu uma mulher e eu não consegui impedir ela de entrar. Ela falou que é sua tia.
– Alice! Querida, você chegou? — a mulher com voz de bruaca que acabou de falar é a minha tia, Suzana Motta.
– Oi tia! — falei de má vontade, dando um sorriso mais amarelo do quê o cabelo tingido dela. — O que a senhora está fazendo aqui?
– Só estou fazendo uma visitinha à minha querida sobrinha, oras! — a bruaca falou como se fosse óbvio.
– Só tem o quarto do Alex livre, tia. — falei para ela. — Pretende ficar quanto tempo?
– Uma semana, não mais do quê isso. — respondeu minha tia. — Estou precisando de um casal de modelos para um desfile semana que vem. Estava pensando em você para a modelo!
– Tia, você sabe muito bem que eu não gosto de me meter nesses desfiles! E eu to bem aqui no Rio! — falei tentando soar o mais educada possível. Embora não goste muito da minha tia, ela é o mais perto de mãe que eu já cheguei a ter. E sou grata por isso.
– Tudo bem, Lice. Já sabia que você não ia querer, mas é que eu precisava tentar... Pelo menos você conhece algum rapaz bonito pra fazer o modelo masculino?
– Talvez, pergunto pra ele mais tarde! — disse. Seria uma desculpa para ver Marcos... Eu to mesmo procurando motivos para falar com ele? Ah meu deus!
– Ok. Vou-me para o quarto de hospedes então. — Suzana se retirou e eu me atirei no sofá, pondo-me a pensar no que acontecera mais cedo... A primeira coisa que me veio à cabeça foi a mudança repentina dos olhos verdes para os castanhos. Ali revivendo as imagens, percebi que não era só a cor que se transformara naquela hora.
Os olhos verdes me encaravam com um brilho que ia de amor à saudade, enquanto só havia desejo e decepção nos olhos castanhos, mas não decepção comigo ou com o nosso beijo, parecia decepção, acredite se quiser, com a própria mudança de cor.
Uma ideia começou a se formar na minha cabeça. Uma ideia muito maluca, estranha e impossível, para dizer a verdade. Se eu estivesse certa, nunca mais me auto chamaria de burra.
A campainha tocou e quase me derrubou do sofá. QUE IMPLICÂNCIA É ESSA DAS COISAS BARULHENTAS EM ME DEIXAR SENTADA NOS LUGARES? Caminhei até a porta e a abri, me deparando com Marcos.
– Oi... — disse um pouco vermelho. — Eu queria conversar com você... Posso entrar?
– Uh... Não dá pra conversar aqui em casa, minha tia resolveu fazer uma visita surpresa e ela não é lá muito amistosa...
– Que tal na minha casa? Não fica lá muito longe... – disse ele apontando para a porta do apartamento da frente. Nós dois rimos e eu o acompanhei até o outro lado do corredor. Não sei bem o que eu esperava da casa dele, mas não tinha nada haver com o apartamento lotado de CD's, com discos de vinil pendurados nas paredes, moveis retro anos oitenta, guitarras autografadas por diversos cantores em uma das paredes que havia na minha frente. Confesso que gostei do quê vi ali
– Belo apartamento! — comentei me virando para ele.
– Primeira pessoa que não critica! Normalmente me acham maluco só de olharem para as guitarras... — comentou rindo. Realmente eu não conseguia pensar em ninguém que não criticaria as guitarras a não ser, talvez, Alex.
– Sobre o que quer conversar? — perguntei.
– Direto ao ponto, né? — disse — Vamos fazer assim: eu pergunto e você responde sem questionar, pode ser? — me limitei a concordar com a cabeça, achando meio estranho o pedido. — Qual a sua melhor lembrança do tal Felipe? — ele perguntou. Tá, por que ele está me perguntando isso?
– Acho que foi no hospital, logo depois do acidente em que meus pais morreram... Eu acordei e ele estava lá, com um sorriso gigante no rosto, embora a aparência dele estivesse cansada como quem não dormia a cinco noites. — as palavras simplesmente fluíam para fora da minha boca, enquanto eu revivia aquele dia. Eu havia achado estranho o pedido logo de cara, mas depois de me lembrar da minha suspeita sobre a mudança de cor dos olhos dele (ou deles), resolvi contar. — Me lembro que senti uma enorme gratidão por ele ter se importado comigo quando eu não tinha ninguém mais. Ele fez o que ninguém teria feito... Ele esteve ali, naquele quarto de hospital, dormindo num sofá duro durante cinco dias, preocupado comigo, sem dar notícias à família enquanto podia estar jogando vôlei com o time do colégio, só por mim. Acho que foi a primeira vez que me senti realmente amada por alguém, não que eu duvidasse do amor dele antes, mas foi a primeira vez de verdade que alguém se preocupou comigo...
– Você começou a namorar ele com quantos anos? — perguntou quando eu terminei.
– Pode falar que eu era jovem demais, mas eu tinha treze anos e meio. A gente namorou por uns oito meses só...
– Qual é o seu maior sonho? — sério que ele tá me perguntando isso de novo?
– Já te disse que é complicado, Marcos... — ele quis interromper o que eu falava, mas eu o cortei de qualquer forma. — Não é algo quê eu possa simplesmente te contar, e pra dizer a verdade ele já se realizou... Mas acho que...
– Qual era? — me interrompeu.
– Olha, Marcos, por que você quer saber isso, ein? Por quê isso te interessa? E se eu não quiser te contar?
– Alice, por favor... Só me responde isso! — ele pediu suplicante, e novamente eu vi um pouco do verde ali. — Qual era o seu maior sonho?
– Isso. — me aproximei dele e o beijei como nunca antes. O beijei colocando todos os meus desejos, meus sentimentos, tudo naquele beijo. Eu estava novamente beijando os dois, não só Marcos ou só Felipe. Eram os dois ali comigo ao mesmo tempo. Enquanto o beijava, tentava puxar de volta o Felipe, mas continuava a prender Marcos do meu lado. Sabia que, naquele momento, os olhos dele (deles) estavam verdes. E esperava que, quando acabássemos o beijo, eles permanecessem verdes.
Foi o beijo mais longo da minha vida, e eu temia que depois dele minha respiração não voltasse ao normal nunca mais. E na verdade a de Marcos/Felipe não parecia muito melhor. Me virei para encarar os olhos verdes que me encaravam. Aqueles meus lindos olhos verdes... Naquele momento nada mais me interessava a não ser tudo que havia guardado naquele verde. Todas aquelas lembranças nossas, antigas, estavam ali. Tudo que eu pensava estar esquecido se encontrava ali.
– Ally...
– Lipe...
Se me pedissem para descrever como eu cérebro ou meu coração estavam naquele momento, não saberia nem por onde começar. Ele se lembra de você, Alice! O Felipe não te esqueceu!
Mas então o verde tornou a ficar castanho, e eu soube como era ficar sem chão. No momento que vi o verde ali, aquilo se tornou meu chão. E no momento que o castanho retornou, meu chão desapareceu. Marcos me encarava com certa decepção, e por duas vezes fez menção de abaixar o olhar, mas eu não permiti.
– Você me deve uma explicação. — falei.
Notas finais
Esse cap é só metade dq eu havia escrito no q eu perdi, fora a visita da titia (nem tão) adorável!!
Gente, eu tenho 5 leitoras e só uma me deixa reviews!! Assim eu vou desanimar!!
Eu tenho mais uma fic pra atualizar e outra pra iniciar e eu escolhi essa pra atualizar só pra não deixar vcs esperando!! Não custa gastar mais um minuto pra escrever um review, né?
Façamos assim: eu tenho um PoV do Marcos aqui, pronto, e eu vou enviar pra quem me deixar o melhor review, pdc??
Desculpa, tive q apelar...
Bjuuusz
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