Não Deixe O Amor Passar
6 Capítulo 6 - No Pensamento e no Coração
Notas iniciais
Espero que gostem!!
Como sempre vinha acontecendo nesses últimos dias, desde que ele conhecera Sara, ele acordara pensando na jovem. Mal havia acordado e aquele rosto precioso, aquele sorriso encantador, aquela fragrância que o inebriava, já estava em seus pensamentos e tomava conta de todos os seus sentidos.
Ela parecia estar tatuada em sua pele. Ela estava presente em seu pensamento e no seu coração. Ela era um vício do qual não queria se livrar. Ele se perguntava em que momento o seu coração se rendeu à magia do amor. Aquela era uma sensação muito boa, embora fosse aterrorizante. Nunca imaginara que o amor pudesse deixá-lo assim, tão sensível e ao mesmo tempo tão selvagem. Seria capaz de fazer tudo por Sara. Tudo.
Rolou pela cama e lembrou-se do beijo que trocara com Sara. O toque dos lábios foi suave, mas o que sentiu estava longe de poder ser descrito com palavras. Foi algo além da imaginação, algo... algo... mágico, por fim encontrou a palavra que queria.
Levou a mão para a mesinha de cabeceira e pegou o seu caderno. Aquele mesmo caderno que dias atrás olhara com certo desprezo e curiosidade. Abriu-o na página que deveria ler e o conselho que encontrou foi o seguinte:
“Meu filho, eu tenho a plena convicção de que se você tiver dado ouvidos aos meus conselhos e se tiver atentado os sinais, você com certeza já encontrou uma mulher que mexeu com seus sentimentos. Você ainda deve estar se perguntando qual foi a minha intenção ao entregar esse caderno contendo apenas conselhos para você. Não se preocupe, que logo você saberá, por ora, digamos apenas que eu tenho meus motivos.
O conselho para esse dia é esse: Se o primeiro e o último pensamento de seu dia for essa pessoa que ganhou seu coração, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino – o amor.”
Ele pensou um pouco sobre aquele conselho. Ele pensava em Sara em todo momento. A vontade que tinha de ficar com a jovem perita era enorme. Era tão forte, tão grande que chegava a apertar. Mas seria justo com ela? O que ele tinha a lhe oferecer? O que ele, um homem de quase quarenta anos, tinha a oferecer para uma linda jovem como Sara? Ela merecia alguém melhor do que ele. Merecia um rapaz que a amasse. Ele observava atentamente vários jovens que tentavam chamar a atenção de Sara. Ela lhes oferecia um belo sorriso. E ele tinha ciúmes. Era contraditório o que sentia, mas queria aquele sorriso só para si.
Levantou-se e começou a se arrumar para as palestras do dia. Todos os dias ansiava por aquele momento porque podia admirar a beleza de Sara. Era como se ela se arrumasse somente para ele, como se ela quisesse intencionalmente conquistá-lo, no entanto, ele duvidava. Ele não se achava bonito. Talvez a única coisa que fosse bonita nele fossem os seus olhos... Era isso o que ele pensava. Não tinha consciência de como sua beleza chamava a atenção das mulheres.
Terminou de colocar a roupa que havia escolhido e foi para a entrada do Hotel, onde o taxista que havia contratado para levar-lhe ao Centro de Convenções já lhe esperava. Entrou ansioso para chegar logo. Queria muito ver a dona daqueles olhos castanhos e dentinhos separados.
Ao chegar na entrada do Auditório, seu coração acelerou antecipando a alegria que sentiria ao encontrar Sara ali, suas mãos começaram a suar frio e as pernas começaram a bambear. Se sentia um tolo, por agir como um adolescente apaixonado. No entanto, era exatamente assim que se sentia: um adolescente apaixonado.
Entrou com um sorriso largo nos lábios. Embora estivesse muito feliz com a expectativa de encontrá-la, ele se sentia nervoso também. Precisava muito falar com ela. Precisava explicar-lhe que não poderiam sair como haviam combinado. Ele tinha de explicar-lhe seus motivos de não poderem continuar se encontrando. Não queria magoá-la. Não sabia como ela reagiria.
Colocou sua pasta em cima da mesa, e só então olhou para a platéia. O sorriso morreu em seus lábios. Ela não estava ali. O que teria acontecido? Ela estaria bem? Sentia a súbita necessidade de saber como ela estava. E só então deu-se conta de que não possuía o número do celular de Sara. E agora o que faria? Ele precisava pensar em tudo o que estava sentido, em tudo o que estava acontecendo com ele.
Começou sua aula. Era tão diferente fazer sua palestra sem a presença dela. Não que os outros inscritos em seu curso não participassem. Não era isso. O fato era que ela lhe fazia perguntas diretas. Ela não tinha medo de perguntar, de arriscar. Talvez fosse por isso que ele a achava tão fascinante. Vez por outra lançava o olhar para o local que ela costumava sentar-se. O dia passou arrastado, pareceu uma eternidade. Em alguns momentos de sua palestra ele se atrapalhou. Sara tinha mais influencia sobre ele, do que ele queria admitir.
Voltou para o hotel se sentindo um pouco culpado. Não se encontraria com Sara naquele dia. Precisava dar a chance para que ela pudesse encontrar uma pessoa que realmente a amasse. Ele estava ciente de que a amava, mas não era justo com ela. Não era justo ela ficar presa a um homem bem mais velho que ela. Que futuro poderia oferecer-lhe? Com esses pensamentos e a lembrança do rosto sorridente de Sara, ele dormiu.
Notas finais
A opinião de vocês é muito importante!!
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