Não Deixe O Amor Passar
16 Capítulo 16 - Inesquecível
Notas iniciais
Bem, aqui está mais um capítulo da fic para vocês!! Espero não decepcioná-las...
Enjoy!!
São Francisco – Califórnia
O toque do despertador a acordou. Ela suspirou, aliviada pela interrupção do pesadelo que a atormentava, noite após noite, nos últimos dois meses. Já o conhecia muito bem e já se habituara às sensações de impotência, frustração e abandono depois de cada sonho. Novamente havia sonhado com o dono daqueles maravilhosos e brilhantes olhos azuis, com o glamuroso homem que lhe roubara o coração e com a separação deles naquele maldito dia em que estavam no quarto de hotel em que ele se hospedara. Todos os dias era a mesma coisa, eram sempre as mesmas cenas vívidas, um pouco distorcidas da realidade que apareciam para o seu desespero. Ela estava nos braços de Grissom em uma entrega total, corpo e alma, no momento seguinte ele lhe dizia que tudo o que viveram juntos não passara de uma breve aventura sem importância e depois ia embora sem ao menos dizer adeus. Na primeira vez que tivera o pesadelo, ela acordou chorando, mas agora estava anestesiada, aquilo já não doía tanto. Porém não podia deixar de se sentir vulnerável. Se ainda tinha pesadelos era porque essa questão ainda lhe afetava.
Ela suspirou tristemente. Devia saber que pessoas como ela não foram feitas para serem amadas, para terem família, para serem felizes. Prova disso era ter crescido em um orfanato, depois de sua mãe ter esfaqueado seu pai, e ter sido levada para uma clínica psiquiátrica. Mesmo tendo sido adotada, não se sentia fazendo parte daquela família. Acostumou-se a viver sozinha, a não depender de outras pessoas. Talvez fosse por isso que era um pouco rígida demais, que se preocupasse tanto em mostrar que era boa no que fazia que se fizesse de forte, quando na verdade, era muito fraca. Quando conheceu Grissom, pensou que sua sorte iria mudar, mas enganou-se. Deixá-lo partir fora a decisão mais difícil que já tomara. Fora um verdadeiro sacrifício. Mas o que estava feito, estava feito! Não havia como mudar.
Naquele dia que mudou sua vida, ela descobriu como era difícil abrir mão da pessoa mais importante já conhecera, a pessoa que ganhara seu coração. Ela se lembrava muito bem de estar sentada no sofá esperando que ele voltasse do quarto, onde fora redigir alguns relatórios da Conferência da qual ele fora palestrante. Lembrava também de ter encontrado o caderno dele que estava cheio de instruções e de tê-lo lido. Uma lição chamou sua atenção e foi a que ela seguiu, quando o ouviu conversar por telefone com uma tal de Cath e dizer que estaria de volta a Vegas o quanto antes. Ela preferira morrer por dentro a vê-lo partir. Também facilitara as coisas para os dois ao desfazer-se do seu número de celular. Ele não teria como entrar em contato com ela. Poderia ser feliz com Cath ou com qualquer outra mulher. Ela já não podia dizer o mesmo de si mesma. Quanto mais lutava para tirar Grissom de sua cabeça, mais pensava nele. Como tirar alguém que está no coração? Sim! Estava perdida e totalmente apaixonada por ele e isso a deixava triste porque sabia que não daria em nada. Tinha de esquecê-lo!
Sara sabia que Grissom havia sido um divisor de águas em sua vida e reconhecia isso. Era como se sua vida se dividisse em duas fases: uma antes de Grissom e outra depois de Grissom. Aprendera tantas coisas! Coisas sobre ela mesma, sobre sentimentos... Às vezes ela se perguntava como teria sido sua vida se não tivesse conhecido Grissom. Será que sua vida teria sido a mesma? Perguntava-se também se ele pensava nela, da mesma forma que ela pensava nele e com a mesma intensidade. Podia senti-lo respirar embora não estivesse ali. Faria as mesmas coisas que ela? Será que se escondia como ela fazia, se apertava forte o travesseiro e se punha a chorar? Era bem provável que não, no entanto não custava nada sonhar.
Farta do rumo que seus pensamentos seguiam, ela jogou o lençol que cobria seu corpo seminu para um lado e tentou levantar-se. Uma forte vertigem a impediu. Sentou-se, respirando profundamente. Não era a primeira vez que isso acontecia, no último mês ela vinha sentindo enjoos e vertigens com frequência, porém não deu atenção julgando que era por causa de sua rotina agitada e desregrada de trabalho. Não podia mais deixar de lado.
_ Preciso de um médico! Não posso ficar doente logo agora – ela disse para si mesma enquanto pegava o celular. Buscou em seus contatos um número e apertou chamar. Uma voz masculina do outro lado da linha respondeu:
_ Johnson!
_ Jack, sou eu Sara – ela se apresentou e hesitou, não sabendo se era uma boa ideia o que pediria para o seu supervisor. Ele no entanto, pareceu satisfeito com sua ligação porque disse:
_ Sara! – disse ele com evidente prazer – Parece que você adivinhou, preciso falar com você! Algum problema?
Ela tomou coragem para pedir-lhe o favor:
_ Preciso chegar um pouco mais tarde Jack, tudo bem?
_ Você está bem? Está doente? – perguntou preocupado.
_ Está tudo bem – ela torcia para que estivesse – Apenas preciso resolver algumas questões pessoais, antes de ir para aí.
_ Tudo bem, mas quando você chegar preciso que passe em meu escritório. Tenho algo muito importante para comunicar.
_ Combinado!
Ela desligou a chamada, tomou um banho rápido, se arrumou, pegou as chaves de seu carro e seguiu em direção ao consultório de sua amiga e médica a doutora Taylor. Tentaria um encaixe. Taylor com certeza entenderia sua urgência.
-o-
_ Acho que sei o que está causando suas náuseas e vertigens, Sara.
Sentada na mesa de exame e usando o ridículo traje de algodão. Ela fitava a loura de olhos azuis, sua amiga e médica, doutora Taylor.
Ansiosa, Sara inclinou o rosto e esperou o diagnóstico, torcendo intimamente para que não fosse uma doença grave. Não estava preparada para o que ouviu:
_ Você está grávida!
_ O quê?
_ Grávida! Você está esperando um bebê. Saberemos melhor com exames mais detalhados, mas ao que tudo indica sua gestação é de oito semanas...
Grávida! Sara agarrou a beirada da mesa, sentindo uma nova vertigem. A doutora Taylor continuou a falar porém ela nem sequer assimilava as palavras. Grávida! Ia ter um bebê... Um filho. A notícia reverberou em sua mente. Ia ter um filho de Grissom.
A voz da médica lhe tirou do devaneio:
_ Você me parece gozar de perfeita saúde. Vou prescrever algumas vitaminas. Marque outra consulta para o próximo mês com minha secretária.
Durante a hora seguinte, Sara vagou pela cidade, ainda atônita, comprou as vitaminas e parou numa lanchonete para alimentar-se. Como ainda fosse cedo, o estabelecimento estava vazio. Tinha muito que pensar. Que faria? Ela estava sozinha, não tinha família e não tinha notícias de Grissom e talvez nunca tivesse. Seria mãe solteira, no entanto de uma coisa tinha certeza, faria tudo para criar bem o seu bebê. Ela se perguntou muitas vezes se saberia esquecer Grissom, agora ela sabia que ele seria inesquecível.
Fez sua refeição e voltou para o laboratório como havia combinado com Jack. Assim que entrou, foi direto para o escritório dele. Perguntava-se o que ele tinha de tão importante para falar com ela. Bateu e esperou que ele lhe desse permissão para que ela entrasse.
_ Entre! – ele disse numa voz suave.
_ Oi Jack, queria falar comigo? – ela perguntou assim que entrou.
_ Queria sim. Você vai para Las Vegas.
Notas finais
Meus amores, apesar de me inspirar em alguns epis da série, como vocês já sabem a fic vai seguir um rumo um pouco diferente, como vocês já viram nesse capítulo. No entanto, espero que não decepcioná-las... Críticas são bem vindas (por MP)
Nos vemos no próximo capítulo!!
Bjinhos da Bia Malvada!!
Fale com o autor