Notas iniciais
Obrigada a todas que estão acompanhando a fic, vocês me incentivam a continuar escrevendo. Obrigada! ;)
Mais um capítulo para vocês!

Ela nunca se sentira tão nervosa como estava agora. Não imaginava que sua vida mudaria tanto e em tão pouco tempo. Ainda não conseguia assimilar as novidades em sua vida. Primeiro foi o bebê e depois a notícia de que se mudaria para Las Vegas. Las Vegas! Quem diria? Ela nunca imaginou que um dia iria para a Cidade do Pecado, ou melhor, a cidade de Grissom. Seu coração começou a bater acelerado ao pensar em Grissom e ante a expectativa do seu futuro. No começo teve medo, ou qualquer outro nome que se possa dar àquela sensação incômoda que ela sentia, no entanto, agora sentia um misto de angústia e apreensão.

Ainda se lembrava de sua conversa com Jack Johnson, seu supervisor, no escritório dele. Ela havia chegado ao laboratório como eles haviam combinado e assim que ela entrou , ele lhe comunicou:

_ Você vai para Las Vegas, Sara.

A cor fugiu de seu rosto. Devia ser alguma brincadeira. Ele não devia estar falando sério.

_ O quê? Acho que não entendi direito... – ela respondeu confusa. Sentou-se em uma cadeira próxima, temendo cair.

_ Um conhecido meu me pediu para que eu mandasse meu melhor perito para ajudá-lo em uma investigação interna – ele proferiu essas palavras olhando em seus olhos, ocultando-lhe que Grissom praticamente ordenara que a mandasse – E meu melhor perito é você Sara. Então decidi mandar você.

Ela estava emocionada, nunca ouvira nada parecido da parte de Jack. Ele não era um homem de fazer elogios, embora se preocupasse com sua equipe. Reprimiu uma lágrima que teimava em cair. Devia ser os malditos hormônios. Uma dúvida brilhou em seu íntimo e ela a expressou em palavras.

_ Posso saber quem é este conhecido? Ele tem nome ou é uma pessoa sem rosto, que não quer se identificar?

Jack pareceu hesitar, mas no fim respondeu. Era mais do que justo ela saber com quem trabalharia, a quem se reportaria.

_ Gilbert Grissom – respondeu sem rodeios – Ele será seu supervisor.

Ela empalideceu ainda mais. Trabalharia com Grissom? Não sabia se estava preparada para vê-lo novamente. Uma coisa era estar longe dele, outra totalmente diferente, era estar perto dele. Desconhecia que rumo havia tomado sua vida. Estaria casado? Estaria feliz? Não tinha certeza se queria descobrir. Talvez houvesse uma chance de evitar isso. Tentou sua última cartada.

_ Eu tenho escolha? – ela questionou com sinceridade, tentando não demonstrar o pânico que a assolava.

_ Recio que não, Sara. Você tem que ir imediatamente. Ele precisa de você o quanto antes. Suas passagens já estão compradas. Você viaja em três dias.

_ Três dias? – ela estava espantada – É pouco tempo. Nem dá para eu me organizar...

_ Sinto muito Sara, mas tem que ser assim. Você ficará por pouco tempo. Será o prazo de você resolver o caso e logo estará de volta. Se você quiser, tomo conta de seu apartamento. Ah, eu ia me esquecendo, seu emprego estará aqui também esperando por você – ele lhe sorriu, transmitindo confiança.

Ela teve a sensação de que talvez não voltasse. Não sabia dizer de onde vinha aquilo ou porque, apenas sentia que sua vida estava prestes a mudar novamente. Se para melhor ou pior, ela não sabia. Somente o tempo diria. Não comentou com Jack esses sentimentos. Ela saiu do laboratório, com votos de boa sorte por parte de seus colegas. Daqueles que durante muito tempo fora sua família. Sabia que sentiria falta. Muita falta.

Agora lá estava ela rumando para Las Vegas. Sentada na desconfortável poltrona do avião que a levaria para a famosa Cidade do Pecado, ela não conseguia disfarçar a ansiedade que lhe afligia. Passou a mão pelo ventre ainda liso. Ainda estava assustada com a ideia de ser mãe. Um filho não estava em seus planos de curto prazo, porém nem por isso o aborto passou pela sua cabeça. Não podia tirar a vida que se formava em seu ventre. Era a chance que tinha de ter uma família, de não ser mais sozinha. Nunca se imaginara cuidando de uma criança, não com o histórico que possuía e muitas e muitas vezes nos dias em que estivera se preparando para sua mudança de cidade, se perguntou se seria uma boa mãe, se saberia educar seu filho. Ao fim, soube que faria de tudo para ser a mãe que seu filho merecia, faria tudo para ser a melhor mãe de todas, para que seu filho não sentisse a falta do pai.

Ainda pensando em seu bebê, ela imaginou que precisaria de uma obstetra enquanto estivesse em Las Vegas, no entanto, deixaria para procurá-la quando soubesse se iria ou não ficar na cidade permanentemente. Enquanto esteve preparando suas coisas, debateu consigo mesma se devia contar ou não a Grissom sobre o bebê. Decidiu que não contaria, pelo menos não a princípio. Esperaria para ver como Grissom se comportaria em relação a ela.

A viagem transcorreu de forma tranquila. Durante todo o trajeto ela leu, dormiu, refletiu sobre a sua vida e quando menos esperou, o avião taxiava na pista de pouso do aeroporto de Las Vegas. Sentiu o coração ainda mais acelerado, a ansiedade crescia cada vez mais. Não saber o que a esperava a deixava muito nervosa. Tomou um táxi e pediu ao motorista que a levasse para um hotel. Somente agora percebia como estava cansada. Seu corpo pedia um bom banho e descanso. Precisava estar relaxada e revigorada para o trabalho que lhe esperava e para seu encontro com aquele belo par de olhos azuis que ainda lhe roubava o sono.

Ao chegar ao hotel, fez seu check-in sem problemas, deixando a conta em aberto, pegou as chaves e seguiu em direção ao local que durante algum tempo seria seu lar. Ao entrar, olhou atentamente para cada canto e não pode deixar de lembrar os doces momentos que vivera com Grissom em um quarto de hotel como aquele. Deixou esses pensamentos de lado, e dirigiu-se para o banheiro. Lá havia uma imensa banheira. Despiu-se e com tranquilidade entrou e desfrutou de um relaxante banho, como há muito tempo não tivera. Depois deitou-se na grande cama de casal e dormiu suavemente. Quando acordou, sentia-se revigorada. Nem o enjoo que sentia fora capaz de diminuir a boa expectativa que a dominava naquele momento.

Chamou um outro táxi e pediu ao motorista que a levasse para o Laboratório de Criminalística. Com um sorriso no canto dos lábios ela pensou consigo:

_ É hora de ver o que o futuro me reserva. É hora de começar uma nova fase!

Notas finais
O que acharam? Reviews? Já sabem, né? Comentários estimulam o escritor...
No próximo capítulo o encontro de nosso casal preferido!
Nos vemos lá! Até o próximo!