Nyckop Life
4 Reconciliando
Notas iniciais
Bia: Você é idiota isso sim...
Alex: E você me ama!
Bia: Eu ia dizer a mesma coisa de você...
Legrand e Meglinay: Aaaaahhh CHEGAAAA!!!
Meg chegou à casa do rapaz e sem mais rodeios, bateu na porta. O garoto abriu a porta e ela sorriu quase imediatamente, o que não foi retribuído pelo rapaz, fazendo-a voltar ao aspecto sério que tinha antes. Ele estava bonito, usava uma camiseta polo branca e vermelha de manga longa, uma calça jeans azul-escuro e um tênis com molas, mas ela não foi lá para apreciar a beleza do “namorado”, ele a convidou para entrar, fazendo enorme força para estabilizar a voz.
-Entre.
-Com licença. –respondeu Meglinay, entrando.
-Então porque veio aqui?
-Você falou à Bia que queria conversar comigo.
-Ah, sim. Claro, sente-se.
-Pode falar.
-Eu acho melhor nós não nos vermos por um tempo.
-Sério? E você pensou nisso antes ou depois de brigar comigo sem razão nenhuma no dia do nosso aniversário de namoro e me evitar por dias?
-Desculpe-me. Eu tive um pesadelo muito estranho, não estava com cabeça para lembrar nada, fui grosso e me arrependo.
-Está desculpado, mais alguma coisa?
-Sim.
-O que?
-Eu descobri uma coisa, e achei que você deveria saber.
-Continue.
-A professora Agatha Fletcher... Ela está sendo controlada por um grupo que se auto intitula como os “Ballocardis”. São caçadores de “aberrações” como vampiros, bruxos, uma mistura dos dois, que seriamos nós.
-C-como assim controlada?
-É aquele machucado. Dentro daquilo tem um dispositivo que controla o cérebro dela. Quanto maior e mais aberto o corte está, maior é o controle.
-Como você sabe disso?
-Eu fui à sala dela hoje durante o intervalo da segunda pra terceira aula do dia e a ouvi falando sozinha, quando prestei mais atenção, percebi que tudo o que ela estava fazendo realmente era transmitir uma conversa, algo sobre não ter completado uma missão com sucesso.
-Eu devia ter imaginado isso antes.
-Por quê?
-Porque talvez assim eu entendesse o porquê do meu braço e meu nariz estarem ambos quebrados.
-O que v-você quer d-dizer com isso?
-Eu quero dizer, que eu não caí da escada, quer dizer, eu caí, mas não foi por isso que eu quebrei o nariz e o braço. O nariz foi por causa de um soco que a professora me deu e o braço quebrado, foram por causa de um chute, um pisão e um golpe com um ferro que tinha na garagem, que ela usou contra mim antes de eu chegar à sala.
-Por que você não disse nada?
-E eu ia falar o que? “Olha professor, eu vou para a enfermaria porque a professora Agatha, que estava aqui antes de você, e por ironia do destino está ali fora no corredor, me atacou com um ferro de um metro”.
-Não, mas você não precisava sair...
-Eu precisava sim, meu braço estava doendo tanto só com o golpe com o ferro, que até a ideia de esperar até o fim da aula para estar segura parecia insuportável.
-Então você pensou que ganharia na corrida da professora que te ensinou a correr?
-Eu sei, foi idiotice, mas eu precisei!
-Agora você está bem. E se não estivesse? Pelo que eu ouvi, ela tinha que te matar. E se você não conseguisse Meg?
-Eu estaria morta.
-Estaria morta? Só isso, você estaria morta e acabou? E todos que precisam de você? E todos que te esperam todos os dias?
-Esquece isso, já passou, e eu escapei.
-Ãhn... Posso te abraçar? Eu sei que acabei de te pedir distância, mas eu senti sua falta.
-A Bia disse que você que você foi lá só uma vez, ficou cinco minutos e saiu.
-Se eu ficasse mais, ia chorar e você não precisa de mais drama na sua vida, correto?
-Correto. –respondeu Meg, desconcertada- Mas se vo...
Legrand a interrompeu com um beijo. Foi um beijo um pouco demorado, ele a levantou pela cintura, e a colocou do seu lado no sofá, ainda a beijando.
Os dois perderam o fôlego, ele a soltou, ela brava, gritou:
-Você tem que parar de me beijar!
-Desculpa. Por quê?
-Não interessa só que primeiro você pede distância e depois me beija, eu não entendo você nem um pouco.
-Desculpa não se irrita tá legal?
-Eu tenho que saber se você quer ou não que eu me afaste de você, não faz sentido você querer me beijar e querer distância.
-Esquece o que eu disse então, eu não quero distância.
-Eu acho que devo ir embora. –Meg mordia o lábio inferior.
-Tudo bem. Eu te levo até a porta. –Leg sorria e estendia a mão para a garota que a segurou para se levantar.
Eles foram até a porta e Legrand não se segurou. Perguntou por fim.
-Bom, se eu te beijar agora não tem problema não é? Afinal, eu já disse que não quero distância de você. Posso ou não te beijar?
Meg respondeu beijando-o novamente, ambos perderam o fôlego, até porque o beijo foi mais sedento, mais faminto, algo semelhante a uma droga, quanto mais se tem, mais se quer. Não queriam se soltar, mas precisavam de ar nos pulmões. E a eletricidade que corria por cada parte do corpo em que se tocavam era incrível.
-Obrigante, quer dizer, obrigado. –respondeu Legrand.
Meglinay foi embora, ainda recuperando o fôlego quando encontrou o professor Noah saindo de um banco e indo ao seu encontro.
-Meglinay, você está bem?
-Sim, na medida do possível. –falou Meg, levantando o braço na tipoia.
-Creio que já ficou sabendo da viajem ao Hotel-Fazenda do meu pai.
-Sim, fiquei sabendo.
-E você e Legrand vão?
-Vamos sim.
-Perfeito. Todos devem estar na faculdade às 21h30min, tudo bem?
-Tudo. Estaremos lá.
-Agora tenho que ir. Nos vemos amanhã pela manhã.
Noah seguiu até seu carro e foi em bora, deixando Meg na calçada. Ela voltou para casa e se deitou no sofá. Não teve pesadelos, mas também não teve sonhos. Foi um sono tranquilo, porém não chegou a ser bom.
Eram quase 20h00min quando a garota acordou. Seus pais ainda não tinham voltado do trabalho e ela não sabia realmente o que fazer. Então seu telefone tocou, Beatriz estava com a voz animada, mas ainda assim pronunciava as palavras ritmada e corretamente.
-Oi Meg!
-Oi Bia!
-Correu tudo bem ai depois que eu saí?
-Sim, meus pais ficaram só quinze minutos depois que você foi para sua casa. Já o Alex ficou até as 16h00min.
-Aham sei. Ficou né? –era impressão de Meg ou Bia estava com ciúmes?
-Pare com isso.
-Certo me desculpe. É só que parece que ele gosta de você...
-Toda garota que você perto dele, te faz pensar que ele gosta dela.
-Está bem, não falo mais.
-Tudo bem, mas não faça isso novamente.
-Falou com o Leg?
-Falei.
-O que ele queria?
-Não sei ao certo, mas ele primeiro me pediu distância, depois me pediu pra esquecer o pedido. –Meg não iria falar nada para a amiga, era assunto dela, não tinha que por mais ninguém nisso.
-Então ele terminou com você? Estou confusa.
-Na verdade, ele fez o contrário, ele pediu desculpas.
-Você não aceitou certo?
-Errado. Eu aceitei sim. E porque não aceitaria? Ele me disse que teve um pesadelo e por isso não se lembrou do aniversário, e claro, ele grita direto.
-Eu não acredito, mas tudo bem. E vocês fizeram as pazes?
-Você está fazendo de novo.
-Desculpa, mas responde.
-Não quero responder. –Meglinay estava agradecida pela amiga não poder vê-la corando nesse momento.
-Fizeram, não foi? Me fala, quem beijou primeiro?
-E você continua?
-Responda e eu paro.
-Sim, nós fizemos as pazes.
-E quem beijou quem? Quem teve a iniciativa?
-Você disse que ia parar.
-E você devia parar de acreditar em mim quando eu digo isso.
-Só vou responder a última pergunta. -respondeu a garota, bufando.
-Quem teve a iniciativa? E me conta como foi!
-Foi ele. No começo eu fiquei brava porque ele tinha acabado de pedir distância, mas quando ele retirou esse pedido eu o beijei de volta. Não foi algo pensado, quando vi já estava segurando na nuca dele.
-Isso é muito bonitinho. Isso me lembra o motivo de eu ter te ligado.
-E qual foi?
-Sabe aquele garçom, o Diego? Ele me ligou hoje.
-E o que ele queria?
-Dizer que tinha se esquecido de perguntar meu nome, e outras coisas idiotas. E o convidei pra vir comigo para o hotel.
-E ele vai?
-Ele disse que vai. Isso significa que ele também vai estar na tarde preparatória na sua casa.
-Eu sei, espera um pouco. Ele vai com você. O Alexandro sabe disso? Ele gosta de conhecer a todos que vão. Ele vai surtar você sabe né?
-Sei, e estou ansiosa por isso. –Bia assumiu uma voz maliciosa e divertida.
Meg soltou um risinho.
-Vocês dois se amam. Só pode.
-Vish, nem brinca com isso pelo amor de Deus. Agora eu tenho que desligar. Meu pai está chegando. Tchau.
-Tchau, boa noite, se faltar amanhã eu encomendo sua morte.
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