Nunca te esqueci
1 Prólogo
Notas iniciais
A história é totalmente minha e espero que gostem dela!
Já faz dois anos desde a minha ultima luta contra Shizu-chan, exatamente dois anos, naquele inesquecível dia em que as ruas estavam lotadas, o brilho da cidade ofuscava minha visão, ódio, rancor e medo era enraizado no centro, o cheiro do sangue subia com o calor daquela noite. Tudo que conseguia lembrar era do olhar de um loiro, com feridas expostas e pouco se importando com elas. Única coisa que importava naquele momento era em me matar.
Patético.
Era um cenário perfeito. Uma morte ideal na qual não seria lembrado depois de alguns meses.
Infelizmente, graças a interferência do destino ou devido a uma sorte ridícula, acabei sendo salvo. Não lembro como aconteceu, todo o céu ficou preto, e quando percebi estava no banco do passageiro sendo levado para longe daquele local. Estava quase morrendo, o melhor seria fugir ... e nunca mais ter que me encontrar com aquele monstro.
Sim, foi um adeus mesmo Shizu-chan.
— Orihara-san ainda está na linha?
Fui obrigado a sair dos meus pensamentos para dar atenção no que esse velho tinha a dizer, era a segunda vez que repetia meu nome.
Por falta de opção e por causa do tédio, peguei esse trabalho de dar informações sobre um desvio de dinheiro que para o meu divertimento, quem fez esse desvio foi o filho do diretor para dar apoio a um projeto não governamental. Traições, traições e hipocrisia. Típico de humanos.
— Todas as cópias assinadas vão chegar em 5 minutos, ou menos tempo que isso, ou por alguma razão seu filho parar com o joguinho de papai preciso de atenção aí sim, talvez o dinheiro pare de sair da sua empresa pra ser jogado no esgoto com ratinhos viciados.
— Do que você ta falando?
— Eh, tem razão, também odeio esses ratos viciados. – E claramente entediado, como a voz desse homem é chata, espero que o pagamento seja melhor que esse trabalho de quinta. Em Ikebukuro não era assim.
Que saudades daquela cabeça.
Encerrei a ligação. Uma garçonete se aproximou e colocou uma xícara de café ao lado dos bolinhos que estavam em cima da mesa. Devo confessar que sempre gostei de bolinhos confeitados, é bom por na boca algo que seja doce e que não vá me matar tão cedo.
A cafeteria que estava era um lugar bem familiar, diferente de Ikebukuro, aqui pode tirar um rolo de dinheiro que ninguém vai ser sequestrado ou morto. Dá até um certo enjoou. Mas não é só mil maravilhas burguesas que estão a luz do sol não, só ficam em partes separadas. Escolhi essa cafeteria justamente para fazer meu trabalho em paz.
O lugar estava pouco movimentado. Duas garçonetes aparentando ter 19 e 23 anos, claramente com problemas na faculdade, notas baixas, pais decepcionados com a falta de capacidade delas e por isso trabalham meio período em uma cafeteria fingindo que isso ajudará no auto crescimento e a tornará independente. Na verdade elas estão xingando cada cliente, pelas míseras gorjetas e pelo esnobismo, o mesmo que elas fazem com alguém inferior a elas.
E esse casal que parece ter saído de um comercial de televisão, aposto que um seria capaz de matar o outro para ter sua salvação espiritual como muitos acreditam, uma completa fé cega, é até bonitinho, não é difícil isso acontecer... é bem normal na verdade. Suspiro, estava bem entediado.
Há meses estava entediado.
Peguei meu celular e disquei o número de Kine, foi ele que me salvou de ser morto junto com uma garota ruiva que não me lembro agora e tampouco quero lembrar.
Desde esse dia, Kine sempre esteve por perto me ajudando tanto nos trabalhos assim como em casa quando preciso, e incrível como ele está sempre a disposição. Quero saber quando chegará o dia que ele me cobrará por tudo que fez, deve ser um preço bem alto e espero que seja ao menos divertido.
Ele atendeu.
— Kine já terminei, me leve para casa.
— Estou indo.
Desliguei o celular, olhei para a janela e vi uma multidão se formar no outro lado da rua. Na mesma hora uma mulher abriu a porta e entrou aflita.
— Com licença mas o que está acontecendo ali? – Perguntei gentilmente para a mulher.
— É uma briga de gangues, dois homens estão armados e muito machucados, acho que vão matar um ao outro. – Ela tremia a voz, até parece que não gosta de emoção em plena tarde.
Olhei mais uma vez para a janela.
— Lutar até a morte ein, onde que já vi isso?- Sem perceber eu já abria um sorriso, como um pintor apreciando sua obra de arte. E por que não por meu nome nessa arte?
— Izaya, vamos. – Vine havia chegado, sempre sério e apático. Ele se ofereceu para me ajudar mas recusei.
Peguei o controle da cadeira e me dirigi até a saída, o carro de Kine estava em frente na altura onde poderia me locomover para o banco do passageiro. Mesmo assim Kine me segurou e me colocou dentro do carro, depois pegou a cadeira, ou melhor trono de ferro como costumo chamar e a colocou no porta-malas.
Íamos passando ao lado da briga que estava tendo. Pedi que parasse alguns metros antes.
Peguei meu celular e disquei um número, já ansioso pelo resultado.
Olhei pela janela, e vi que um dos homens atendeu o telefone, além de estar todo machucado ele teve tempo de atender.
— Alô, quem é? – A voz dele estava bem falha e apressada.
— Ah, oi, meu nome é Izaya Orihara é um prazer, e está vendo esse homem a sua frente que está prestes a ser morto por ele? Ele é o homem que sequestrou sua filha.
— MAS DO QUE DIABOS ESTÁ FALANDO? QUEM É VOCE PORRA?!
— Hanna-chan sua filha não é, bom eu sou um informante e é meu trabalho saber Ukai-san, e o senhor está prestes a perder e junto perder a sua filha.
— VOCÊ ESTÁ MENTINDO!
— Você quer arriscar, só por que dúvida que sua filha pode ser morta por puro capricho de um homem egocêntrico que prefere a própria vida do que a da filha, nossa, vocês humanos são de arrepiar.
— EU NUNCA DEIXARIA MINHA FILHA MORRER SEU MALUCO!
— Então se mata antes, não é difícil não é , é o momento certo de ser um grande covarde e se matar. Ou melhor fugir do que enfrentar o homem que ta na sua frente. Que vergonha, se dissesse que preferia que ela morresse e continuasse vivo e vingar a morte dela...seria melhor, assim eu veria como você iria conviver consigo mesmo, acabaria se matando ou gostando do prazer de matar outros por pura covardia.
— Mas o qu- Ah, ele já morreu, que idiota não se deve tirar os olhos do inimigo.
O carro passou ao lado da multidão, vi que o humano idiota que falei estava no chão com um buraco no peito, e o outro estava mais longe arfando e com os olhos ardendo de ódio. Rapidamente a multidão se dissipou com a chegada da polícia.
Eu já vi esses olhos antes, mas eram olhos muito mais nojentos. Olhos de um certo loiro
Continuei olhando através do vidro do carro, todo esse sentimento junto, por um fim a uma história ou simplesmente aquela sede irracional de fazer a vida de um ser o inferno, e no final vê-lo se contorcer de dor por não ter aguentado. Ou apenas pegar um canivete e enfiar no crânio, uma, duas, cinco, seis vezes até não sobrar nada dele ...
— O que foi isso? – Kine estava me olhando pelo retrovisor.
— Nostalgia.
Se eu o tivesse matado? Continuaria tendo alguma razão para viver?
Notas finais
Se tiverem gostado dessa fic então faça um autor feliz e comente o que achou, assim pode me dar ideias para melhorar a fic e os personagens.
Será que Shizu-chan vai aparecer no próximo capítulo? Hmmm?
Beijos e não esqueçam de comentar, favoritar e guardar no coração.
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