Nunca Mais Sem Você

3 Sete anos depois - Parte 2


Lutei ao lado de Camus contra o deus dragão, uma das estrelas protetoras de Cronos. Ele traçou um plano genial e disse (nunca me esqueço de suas palavras) “Eu não tenho nenhuma dúvida da força do meu melhor amigo”. Ouvir sua voz daquele jeito, saber o quanto ele acreditava em mim e me considerava seu amigo me faria alcançar até o infinito sentido para derrotar aquele monstrengo infeliz. Claro que acabamos com ele: eu com minhas Agulhas Escarlates e ele com a Execução Aurora! O título de matadores de dragão era nosso! Derrubado o feioso congelado e perfurado, fomos concentrar nossos cosmos juntamente com Aldebaran, Shura e Shaka para apoiarmos Aiolia durante sua batalha final contra Cronos, o rei dos deuses (humpf... O bichano é muito mole. Eu teria acabado com a graça daquele deus bosta em dois tempos.).

Terminada aquela batalha que parecia não ter fim contra deuses/titãs, gigantes, bestas e tudo mais, seguimos para o Santuário, que se encontrava destruído. Nossos companheiros seguiram um caminho diferente do nosso (sim, fui eu que os induzi a isso, dando uma desculpa de que devíamos checar os arredores e verificarmos se havia mais alguma ameaça por perto). Enquanto eu e Camus caminhávamos, fomos conversando e rindo sobre as batalhas e perrengues que já tínhamos passado. Como o sorriso dele é perfeito, o mais autêntico que eu já vi (charmoso da p&*%$, só me encanta cada vez mais).

- Uma vez eu encarei um Necromancer louco que planejava conquistar o mundo com um apocalipse zumbi... Hahahahahahaaha! – eu gargalhava enquanto contava e lembrava da situação – Chegava a ser cômico do jeito que ele falava “Cavaleiro de Atena, eu te derrotarei com meu exército de mortos-vivos comedores de carne humana... Huhuhuhuhuhuhuhuuuu...” – eu imitava a voz e os gestos engraçados do sujeito.

Camus ria das minhas histórias e eu das dele, enquanto ia ridicularizando ainda mais os meus ex-oponentes para extravasar da melhor maneira a minha vontade de estar cada vez mais perto dele, tocar seu rosto, beijar aqueles lábios que expressavam a mais pura felicidade... Nossa como eu o desejava. Meu coração batia acelerado e forte. Como eu te quero, Camus de Aquário...

Acho que devo ter mudado de expressão muito rápido, pois ele logo notou que o Milo brincalhão e sarcástico se transformou em pensativo num piscar de olhos, e me encarou com um ar de preocupado. Como eu queria tocá-lo, como queria aquele corpo colado no meu... Comecei a sentir meu membro pulsar e ficar molhado de desejo (é eu tava beeeeem descontrolado). Ainda bem que a armadura escondia o volume que surgia ali. Olhei pra baixo e devo ter ficado corado.

- O que houve meu amigo? – disse ele, se aproximando de mim – Sentiu alguma ameaça? Algum cosmo agressivo por perto?

Ahhh, seu maldito. Não fale assim comigo, com essa voz baixa, esse perfume, chegando perto e se importando com o que sinto que a “ameaça” vou ser EU querendo te estuprar, Aquário! Cosmo agressivo eu não sei, mas cheio de tesão tá o meu! Comecei a ficar zonzo de tão excitado.

- Camus... – sussurrei. Minha racionalidade estava se esvaindo, só conseguia chamar por ele.

- O que foi? – disse ele num tom ainda mais preocupado e pôs a mão no meu ombro.

Por Atena! Seu filho da p&%*! Não faça isso... Não me toque...! Fico ainda mais louco!

- Camus... – gemi dessa vez, não conseguindo conter na minha voz o desejo que me tomava por inteiro. Cai sentado e apoiei com as mãos no chão, deixando meu tronco inclinado pra trás. Minhas pernas já não conseguiam me manter de pé.

- Milo, o que houve? Está com dor? Aonde? Por Atena! – Ele se ajoelhou e ficou me olhando, sem saber o que fazer.

Lerdo do car$%&*... É, meu saco tava começando a doer de tesão e meu pau, tão duro que quase atravessava a armadura. Sabe o que você pode fazer? Me dar uma mão com isso aqui (ou então outra coisa, se me entendem)... Eu podia ser um Santo de Ouro de Atena, mas não passava de um adolescente completamente apaixonado e desejando desesperadamente o meu melhor amigo. Fechei meus olhos para tentar não encará-lo naquele momento, com medo que ele percebesse o que realmente estava acontecendo. Minha respiração acelerava como se o ar começasse a se extinguir... Eu só conseguia dizer seu nome, que soava como uma doce música, e sagrado, sempre.

- Camus... ahhh... Camus... – eu já não estava em plena consciência. Era como se eu estivesse nos Elíseos. – Camus...

- Milo, eu... Não entendo. O que você... – e se inclinou e repousou a mão na minha coxa, agora com a voz um pouco trêmula. Ah, não. Essa foi demais pra mim. Não dava mais para segurar... Eu ia gozar, e muito. Aquela sensação deliciosa foi se espalhando rapidamente por todo o meu corpo. Ainda de olhos fechados, eu o envolvi e o abracei com força. Comecei a tremer agarrado a ele, ofegante, suando, até que atingi o clímax...

- Aaaaahhhhhhhhhrr... – gemi alto, afundando meu rosto no pescoço e nos cabelos dele. Aquele cheiro, aquela pele alva macia, eu delirava... Aquela sensação era o sinônimo do Paraíso! Senti meu gozo quente descer pelas minhas coxas e melar a calça. Eu não acreditava que tinha feito aquilo. Não mesmo, mas o desejo foi mais forte. Atena, o que eu fiz?!

Mas depois do prazer, veio o medo... Muito medo. Comecei a tremer de pavor. O que ele estaria pensando? Será que me odiaria? Sentiria repulsa? Nunca mais falaria comigo? Atena, por que eu fiz isso?! Por que fui tão impulsivo e irracional? Logo agora que estávamos nos reaproximando, que eu ainda tinha esperanças de tê-lo ao menos como amigo. Posso perdê-lo para sempre?! Não, isso não, por favor...