Nunca Mais Sem Você

20 Por toda a eternidade


Notas iniciais
Bom dia, pessoal! Vos trago mais um capítulo... Eternamente de vocês! Pra sempre, Amor!
Agradeço às revews maravilhosas da Lemony, Shunnie Sama e MilaAqua! Muito obrigada a todos os que favoritaram!
Boa leitura! u.u

P.S. Lemony e Shunnie Sama, ainda estou aprendendo a mexer aqui no Nyah, ai, li hoje as recomendações de vocês! Meu eterno obrigada às duas! Fiquei emocionada e muito feliz! Beijos!

Só consegui dizer seu nome. Eu sentia uma dor imensa... Cada batida parecia ser a última... Levei a mão ao peito e arfei, sem deixar de olhar para aquele que se aproximava. Eu não o enxergava direito, nem ao misterioso Cavaleiro de Escorpião que chamou de Kardia...

Seus passos pararam de ecoar pelo saguão de entrada da Casa de Aquário. Ele abaixou os olhos e acho que me encarou... Igualmente sério, imponente e frio...

– Deixe-o. – disse ele – Não irá resistir por muito tempo.

Pisquei os olhos e sacodi a cabeça. Aquela voz... Tão parecida com a dele...

– Dégel... – disse Kardia, abaixando o braço e retraindo sua unha escarlate. Olhou para o homem que o advertiu tristemente... Perdido... Pude jurar que o vi... Sorrindo...

Minha visão oscilou e conseguiu ver um pouco melhor. Ele voltou a olhar para mim, com os olhos de raiva.

– Maldição... – disse ele entre os dentes.

– M-mas... Quem são vocês?... – tentei dizer, mesmo sem forças, confuso – Por... Que... Estão...

– Eu já te disse, maldito! – se enfureceu Kardia, vindo na minha direção. Se ajoelhou e pegou meu queixo, encostando sua testa na minha e me encarando. Arfei... Era como se eu me olhasse no... Espelho?! – Olhe só pra você! Está quase morto...

Aquilo era muito surreal... Eu não tinha a menor condição de pensar no meu estado ou em como aqueles dois estavam ali, de maneira tão real que eu pudesse até senti-lo fisicamente.

– Não consegue mais suportar, não é? – continuou Kardia – Até que você resistiu bem até agora. – me ergueu do chão – As coisas vão começar a esquentar...

– RESTR...

– Como ousa tentar me atacar?! – disse ele, me prensando numa pilastra com toda a força – EU TE ENSINEI TUDO QUE SABE, DESGRAÇADO!

– Me... Ensinou?...

– ACHA QUE CHEGOU A TODO ESSE PODER SOMENTE POR SER PREDESTINADO?! ACHA MESMO QUE APRENDEU TUDO SOZINHO?!!

– ...Mas... Não... Foi a Armadura?...

– Pois é... – disse ele, me soltando — ... Ela não poderia ter te ensinado nada sem a minha presença aqui. – e apontou para o meu coração.

De repente... Eu me lembrei de sua voz... Sim... Muitas vezes eu o ouvia, ao longe e desde que me conheço... Me dizia claramente o que fazer durante os treinamentos... Batalhas... Meu... Mestre?

– ...

Aquela voz e presença que vinham de dentro de mim desde sempre.

– S-se chama... Kardia... Não é? – suspirei.

Ele me olhou.

– É.

– De...

– Escorpião. – suspirou, impaciente – Cavaleiro de Ouro Guardião da Oitava Casa que te antecedeu. Humpf... – ele olhou para o misterioso Cavaleiro de Aquário tristemente, que retribuiu com ar de reprovação.

Ergui minha cabeça com dificuldade. O olhei dos pés a cabeça e engoli seco. Ofeguei... Meu corpo caiu pesadamente no chão... Me encolhi de dor... Não conseguia mais suportar...

– Tisc...

Eu comecei a suar e arder em febre... Que queimava profundamente todo o meu ser, até os confins da minha alma... Isso que ele quis dizer com... Esquentar?...

– Argh! – arfei e gemi de dor.

Meu coração... Doía insuportavelmente... Comecei a gemer alto a cada batida... Eu ia... Morrer... Definitivamente...

Tum-tum... Tum-tum... TUM-TUM... TUM-TUM... TUM... TUM....................................

“NÃÃÃÃÃOOOOOOO!! MILOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!”

..................................................T.....T...T...T.....T...............................................................

– Vamos ver se ele sabe gritar. – ecoou a voz sarcástica de Kardia.

Foi instintivo.

– CAAAAAAAAAMUUUUUUUUUUUSS!!!!!!!!! CAAAAAAAAAAAAMUUUUUUUUUUUUUSS!!!!!!!!

..............................................................................................................................................

– CAAAAMUUUUS!! Caamuus!

.............................................................................................................................................

– Ca... Mus...

............................................................................................................................................

–...

“MIIIIILOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!”

..........................................TUM.....TUM....TUM-TUM....Tum-tum.....Tum-tum.....

De repente, abri os olhos e ofeguei demoradamente, buscando sofregamente o ar... A febre havia passado e eu estava encharcado de suor gelado, muito... Gelado... Tremi e arfei, agora, de frio... Sentia meu corpo deitado diretamente sobre o chão de pedra... Minha armadura havia me deixado... Apesar de meio cego, meus olhos se encontraram com os dele.

Não... Não eram os mesmos... Mas quase iguais... Um azul um pouco mais claro, mas frios do mesmo jeito... Apesar de verdes, as sobrancelhas e os fios de cabelo de eu podia ver possuíam a mesma forma. O reflexo que eu via de sua alma era tão... Igual... Sua mão repousava sobre o meu peito nu... Seu toque era tão... Semelhante...

– Tira o olho! – disse a voz enciumada de Kardia.

Dégel fechou os olhos e se levantou. Ergui meu tronco com dificuldade. Sentia meu corpo formigar, mas já estava melhor.

– V-você... Me salvou? — continuei a olhar para o Cavaleiro de Aquário.

– Não. – disse ele com um gesto negativo de cabeça.

– Mas...

– Você o ouviu? – disse Kardia – O ouviu chamar o seu nome?

Sim... Eu sabia a quem ele se referia.

– Sim. – disse eu.

– Foi o que realmente te trouxe de volta. – disse Dégel.

– Mas... Por que você...

– Mesmo que eu tivesse usado todo o meu poder para acabar com a sua febre, você teria morrido se Camus tivesse ficado em silêncio.

Isso era verdade. Eu podia sentir no fundo da minha alma...

– Mas isso não irá te salvar. – disse Kardia, de longe – A dor e a febre irão voltar em breve.

Abaixei os olhos... Por incrível que pareça, eu sabia de tudo que eles falavam.

– Você é... Dégel de Aquário?

– Sou sim.

Até o jeito de falar eram muito parecido com o de Camus. Também percebi que o de Kardia era quase igual ao meu. Mas... Apesar de toda a nossa semelhança, não éramos idênticos. Aqueles dois...

Eu sentia que Kardia fazia parte de mim. Tínhamos o cosmo muito semelhante... Sentíamos do mesmo jeito, apesar de expressarmos de maneiras um pouco ou muito diferentes. Como ele mesmo disse... Era quem eu fui há 243 anos.

Eu era a encarnação mais recente de nossa alma. Me levantei e o encarei. Ele me olhou, marrento, tipo “Qual é?”.

– Kardia, — falei já recomposto – se você e eu compartilhamos a mesma alma, como pode estar fisicamente aqui, no meu tempo?

Ele deu uma gargalhada.

– Do que está rindo? – disse eu, irritado.

– Olhe só, Dégel! – riu ele – Ele está achando que estamos aqui em vida e corpo! Hahahahaha!

E não estavam?!!!! Como não poderiam?! Eu senti o Kardia me tocar, sua respiração, quando me ergueu do chão, quando me prensou na pilastra, quando me deixou cair no chão!

– Milo, — disse ele – sou somente uma projeção da sua alma. Só existo em você.

– Como?!

– Não sou um fantasma. – disse ele, tentando ser mais claro – Mas também não estou vivo. Você mesmo me trouxe aqui, por mais que não se lembre.

Mas... Nossa! Será que eu inconscientemente... Precisava conversar comigo mesmo? Não... Isso não daria certo. Eu não preciso dos meus próprios conselhos, nem de ouvir a minha própria voz. Minha mente, no momento em que entrei na Casa de Aquário, estava em completo caos... Em um turbilhão de sentimentos sem fim, que era engolido pelo desespero e arrependimento. Por como eu tratei Camus... Por ele ter partido mais uma vez...

Kardia é um eu que, apesar de ser a encarnação passada da minha alma, possuía outra vivência, outros pontos de vista, outro modo de se expressar... Meu próprio cosmo e alma se manifestaram através dele para que eu voltasse a ser eu mesmo... Ou talvez melhor.

– M-mas... E Dégel? – perguntei.

Nós dois o olhamos: eu, perdido, e Kardia, com um leve sorriso.

– Milo... – suspirou ele, e me encarou... Por Atena... Seus olhos... Eram... – Você deveria saber, melhor do que nós – Os olhos que tanto me afetam de... — que quem me trouxe aqui o ama mais do que qualquer algo que possa existir ou não neste Universo. – Camus...

“Camus... Você... Meu amor... Mesmo depois de tudo o que eu te disse... Mesmo que eu tenha te tratado tão mal...”

Caí de joelhos e meus olhos se encheram de lágrimas... Ele ainda me amava. Nunca deixei de sentir a presença de seu cosmo em mim, me chamou desesperado, fez meu coração voltar a bater... Mesmo quando ele traiu Atena e eu o repudiei, mesmo quando disse que o odiava e para me deixar em paz, mesmo que eu tenha dito que não queria ouvir mais sua voz, não tenha dado chance de falar e dito que era o motivo do meu sofrimento...

Ele não me deixou...

Ouvi passos e olhei para onde vinham. Kardia andava devagar em direção a Dégel...

Naquele momento, eu senti que os dois... Também se amavam, assim como eu e Camus... Seus olhares um para o outro, seus sorrisos e expressões... Eram os mesmos que os nossos.

Mas Kardia não pode se aproximar mais. Foi forçado a ficar longe de Dégel por uma espécie de... Barreira invisível... Que os separava a uma distância de uns oito metros. O antigo Cavaleiro de Escorpião encostou as duas mãos nela e olhou desesperado para seu amado, abaixou a cabeça e chorou... Suas lágrimas molhavam o chão de pedra... O antigo Cavaleiro de Aquário deixou sua postura fria e séria, e tentou ir até seu amor... Mas não podia abraça-lo e enxugar suas lágrimas...

Assisti aquilo com ainda mais lágrimas... Eles eram a mais perfeita representação... De nossas almas. Será que... Nunca puderam ficar juntos... Assim como nós?... Viviam assim desde suas mortes? Num sofrimento eterno... Fechei os olhos, já sentindo meu coração voltar a latejar.

Por Atena... Nossa ligação...

#Flashback#------------------------------------------------------------------------------------------------------

– Milo, Milo... – disse Shion, preocupado com meu choro e tristeza inacabáveis – Venha cá, pequeno – e me pegou no colo — Ahh! Sim, sim... – ele suspirou e bagunçou meus cabelos, carinhoso – Vou ver se encontro umas pinturas para você ver os meus amigos...

– N- Não são fotos, Mestre? – perguntei, inocente e com voz de choro.

– Hahaha! Não, Milo... – e se levantou -... Não tenho fotos dos meus amigos. A fotografia ainda não tinha sido descoberta naquele tempo.

– Nossa! – me espantei, parando de chorar.

– Espere aqui. Já volto. – disse o Mestre.

– Tá! – concordei, me animando.

Uns minutos depois, ele voltou com alguns quadros de diversos tamanhos.

– Pronto. Foram os que eu consegui encontrar. – disse ele, se sentando e me pondo no colo.

Ao olhar a primeira das pinturas, fiquei boquiaberto e comecei a perguntar os nomes de cada um deles para o Mestre.

– Bem, vejamos se você está sabendo identifica-las e se sabe o nome de todas as Armaduras de Ouro. – disse Shion – Se você acertar, te falo o nome e um pouco sobre meu amigo que a está vestindo.

– Aham!

– Vamos lá, então, esse aqui. — Apontou para um homem sério, de cabelos negros e curtos.

– Humm... – pensei – Capricórnio!

– Sim. Esse é o El Cid. – disse Shion.

– Ele é tão sério...

– Hahaha! Sim... Mas tinha um dos maiores sensos de honra e justiça que eu já conheci, se não o maior. E um coração muito bom. Derrotou muitos deuses! Ninguém o vencia com sua espada sagrada EXCALIBUR.

– Nossa...

– E esse? – mostrou um homem com a expressão serena, cabelos lisos e azuis e uma rosa vermelha na boca.

– Fácil! Peixes! – disse eu, com toda a certeza de ter acertado – Parece o Dite com suas rosas!

– É! Esse é o Albafica. Um dos Cavaleiros de Ouro mais amável e querido do meu tempo. Derrotou Minos, um dos Três Juízes do Inferno de Hades. Eu tive a honra de presenciar essa grande batalha e de carregar meu querido amigo a seu descanso eterno...

– Poxa... Todos eles... Morreram, Mestre? – perguntei, triste.

– Só há dois vivos... Eu e esse homem aqui.

– Libra!

– Sim... – ele olhou tristemente e sorriu para o Cavaleiro que sorria divertido na pintura.

– É seu melhor amigo, Mestre?

– Ahhh... Ele é Dohko, e certamente meu melhor amigo... – suspirou ele – E esse aqui?

O homem apontado era alto e dava um meio sorriso. Seus longos cabelos azuis esvoaçavam pelo vento que devia bater no momento da pintura.

– Esse é... Gêmeos!

– Correto. Esse é o Defteros. Um homem de um poder imenso, que foi capaz de abrir mão d todo seu orgulho para se tornar um com seu perigoso, porém redimido irmão, Aspros, que salvou minha vida e a de Dohko. Devemos a ele o fato de ainda estarmos vivos.

– Uau...

– E esse?

O Cavaleiro tinha um tom alegre e muito divertido. Sorria e possuía cabelos curtos e azuis.

– Câncer! Parece muito com o Máscara!

– Esse homem se chama Manigold. Foi capaz de desafiar a Morte em forma de Deus, Thanatos. Juntamente com seu mestre, o antigo Mestre do Santuário e irmão de meu mestre, Sage, foi capaz de selar o maldito!

– Incrível!

– E esse?

– Leão! – disse eu, olhando para o que parecia ser o mais jovem de todos aqueles homens.

– Sim, esse é o Regulus. O mais novo do meu tempo e, sem dúvida, um dos mais poderosos! Derrotou muitos inimigos poderosíssimos, além de ter realizado um dos milagres mais fantásticos daquela Guerra Santa!

– Legal!

– Esse?

– Nossa! É... É você Mestre! Aries!

– Hehehe! Sim... Este sou eu. – riu Shion – E esse aqui?

– Virgem! Parece muito com o Shaka!

– Esse é o Asmita. Também, sem dúvida, um dos Cavaleiros mais poderosos de meu tempo. Se sacrificou para criar o Rosário de 108 Contas, que impede os malditos espectros de Hades de terem a vida eterna, selando suas almas imundas!

– Isso é... Nossa!

– Esse aqui?

– Hum... Sagitário! Podia ser o irmão mais velho do Aiolos!

– Sísifo era o homem mais bondoso e fiel à Deusa que eu já conheci. Realizou muitos feitos importantíssimos em minha época, inclusive o de buscar Atena pelo mundo e trazê-la ao Santuário para crescer junto de nós.

– Uau!

– E esse daqui?

O homem apontado era muito alto e forte, possuía cabelos longos e grisalhos. Dava um leve sorriso.

– Hum... Touro! Ele é grande e forte igual ao Deba!

– É sim. Esse é Hasgard. Ele era muito poderoso, e tinha ótimos pupilos que o amavam muito. Um deles, Teneo, assumiu a Armadura de Touro depois de sua morte, seguindo os passos de seu mestre. Um coração tão puro quanto o dele jaz no peito do pequeno Aldebaran, certamente.

– Legal! Eu também vou ter um mestre?!

Shion coçou levemente a cabeça, e disse:

– Claro que vai. Você partirá em dois meses, mas já o conhece, por mais que não saiba... – sorriu para mim e olhou para a pintura – Vê este homem?

Olhei para aonde ele apontava. Franzi a testa e o olhei fixamente. Depois olhei para Shion, meio perdido ao olhar para o homem que sorria e parecia me fitar profundamente através da pintura.

– Esse... É... Escorpião...

– Sim, criança. Esse é o Kardia, seu antecessor.

– Ahh... — Olhei de novo e sorri, apesar de confuso e emocionado por ver a imagem do Cavaleiro de Escorpião.

– Sabe de uma coisa?

– O que?!

– O Kardia não tinha medo de nada. Derrotou muitos inimigos de extremo poder, inclusive Rhadamanthys, um dos Três Juízes do Inferno. Te ensinará tudo que sabe, Milo... E você será um grande Cavaleiro de Ouro.

– Mas... Como, Mestre? – perguntei, ainda mais confuso – E-Ele não está...

– Criança... Você ainda não entende... Para nós, Cavaleiros de Atena, nada é impossível. – e acariciou meus cabelos – Bem... O deixei para o final... E esse ao lado do Kardia?

Olhei para a imagem, e fiquei meio hipnotizado... O homem ao lado de Escorpião era... Alto, sério... Seus cabelos verdes eram muito longos e voavam com o vento... Seus olhos me tocaram de uma tal maneira que voltei a chorar.

– A-Aquário... – disse eu, levando as mãos ao rosto.

– Não chore, criança... – disse Shion, carinhoso – Esse é o Dégel.

Olhei para ele, deixando uma lágrima cair sobre a pintura.

– Foi um homem de extremo poder, que foi capaz de derrotar e trazer de volta ao lado do bem o seu próprio mestre, o homem que viveu quase 500 anos, Krest. Deixou esse mundo para deter o grande Posseidon, sendo capaz de congelar Atlântida inteira.

Sorri para a imagem, com os olhos irritados do choro.

– Queria conhecer ele...

Shion retribuiu meu sorriso e disse:

– Milo – tentou conter suas próprias lágrimas, que desceram – v-você já o conhece... Desde sempre...

#Fim do Flashback#-------------------------------------------------------------------------------------------------

Dégel desviou seu olhar triste para mim e Kardia me encarou com os olhos mareados e levou a mão o peito... Inconscientemente, fiz o mesmo...

#Flashback#-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

– Argh!... – arfou e gemeu de dor o jovem Cavaleiro de Escorpião.

“Dé... gel...”

Caiu no chão com um baque e se encolheu...

– DÉÉÉÉÉÉÉÉÉGEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLL!!!

O jovem Cavaleiro de Aquário subia correndo as escadas que levavam à Primeira Casa.

– Permissão para passar pela Casa de Áries! – disse ele, apressado.

– Acalme-se, Dégel! – disse o jovem Shion de Aries – O que há com você?!

– Preciso subir, Shion! – disse Dégel, quase passando por cima de Shion.

– Por Atena! É algo como o... – disse Aries, finalmente.

– É!

– Sobe, então! – disse Shion, dando passagem.

As escadas pareciam infinitas para o jovem Dégel, mesmo que estivesse na velocidade da luz. Touro, Gêmeos e Câncer vazias, graças a Atena. Ao chegar a Leão...

– Oi, friorento! – zoou Regulus.

“DÉÉÉÉÉÉÉÉÉGEEEEEEEEEEEEEEELLLL!”

– Permissão para passar pela Casa de Leão. – disse Dégel – Me deixa subir, Regulus, por favor.

– Mas por que a pressa?! – disse o Leão Dourado – Lembra que você tinha me dito que ia me ensinar a jogar xadrez?

– Olha, eu te ensino ainda hoje se me deixar passar. – com o Leão que não esqueceu uma promessa, tinha que ser negociado.

– Feito. – piscou um olho para o amigo e lhe deu passagem.

O Cavaleiro de Aquário passou na velocidade da luz. Virgem vazia. Libra...

– Opa! Se não é o meu amigo Dé...

“DÉÉÉGEEELL!”

– Permissão para passar pela Casa de Libra.

–... gel. Calma! Eita!

– Dohko, é o Kardia. Por favor, meu amigo. Perdão pela minha pressa.

– Tudo bem. Pode passar. Depois volta aqui pra gente con... (vácuo ¬¬)

Mas Dégel já estava na Oitava Casa. Se ajoelhou e pegou Kardia no colo, encostando-o numa mureta.

– Dégel... – sorriu Kardia ao vê-lo.

– Shhh... – calou o amigo carinhosamente. E pôs a mão sobre seu peito, que ardia como brasa...

O jovem Escorpião Dourado ofegou... Repousou a mão sobre a de Dégel, e o encarou profundamente. Seus sentimentos ainda não declarados pelo amigo totalmente expressos em seu cosmo e nas batidas de seu coração...

– Ei... – chamou ele.

– Hum? – Dégel o olhou.

– Me deixa te abraçar?... – sussurrou Kardia – Por favor...

– Mas... Eu ainda não ter...

– Ele só vai melhorar se você deixar...

– Kardia...

O Cavaleiro de Escorpião levou sua mão livre até a cintura de Dégel e o segurou.

– Você não me quer?...

O Cavaleiro de Aquário o encarou... Aqueles olhos... Que nos deixam... Desarmados... Encantados... Levou a mão ao rosto do amigo e o acariciou... Sorriu puramente...

Kardia pulou nos braços de seu amado, que o abraçou gostosamente.

– Você é meu, Dégel...

O jovem de cabelos verdes lhe deu um beijo cálido na testa.

– Sou seu... Sempre fui... Hoje... Por todos os dias... Até o fim... Por completo... Sempre... Por toda a eternidade...

#Fim do Flashback#------------------------------------------------------------------------------------------

Éramos... Todos um... Mesma alma... Mesmo amor... Que nos ligava perfeitamente.

Abri os olhos. A imagem dos dois se esvaiu aos poucos, até que sumiram totalmente. A Armadura de Escorpião voltou ao meu corpo.

Me levantei e corri para a Casa de Escorpião. Fui até meu quarto, tirei a armadura e vesti uma roupa comum (calça jeans, camisa de malha, tênis). Corri na velocidade da luz para sair do Santuário e na direção da cidade...

Meu único objetivo era o aeroporto de Atenas...

Notas finais
Nhaa, pessoas! Espero que tenham gostado!

;)