Nunca Mais Sem Você
22 Meu Matador de Dragões
Notas iniciais
-------------------------------------------------------------------------------------
- Por Atena e todos os deuses! – espantou-se Saga, sem saber o que fazer.
- O que fazemos?!! – desesperou-se Aiolia.
Shion e Dohko se entreolharam. A situação de 255 anos atrás se repetia. Porém, não havia esperança. O Antigo Mestre cruzou os braços e virou as costas, não suportando olhar a expressão de Milo.
- Nada... – disse ele, tentando não chorar – Nós iremos perdê-lo.
Dohko pôs a mão no ombro de Shion e ficou ao seu lado. Aiolia, Marin, Saga e Kanon se entreolharam, sem palavras a dizer.
- Não é... Possível. – indignou-se Kanon – Deve haver algum jeito! – e pareceu se lembrar – Atena! E-Ela pode salva-lo, não?!
Dohko virou-se e o encarou, tirando todas as suas esperanças somente com o olhar, e disse:
- Não. Nem mesmo Ela sendo uma Deusa, não pode salva-lo. Seu sangue nunca pode, nem mesmo Seu poder.
- Mas como sabe disso, Dohko? – perguntou Marin.
- Porque eu já A vi tentar mais de uma vez sem sucesso, até que Ela mesma admitiu que não era capaz sequer de acabar com essa febre que irá mata-lo.
- Mas, Dohko, eu estive presente no Santuário como Mestre por treze anos... – disse Saga, meio sem jeito, mas já passando a aceitar e superar seu passado – Bem, o Milo sempre esteve por aqui, e eu nunca o havia visto nesse estado! Como Atena já pode ter tentado?
- Saga, vocês não entendem. – suspirou Dohko – Eu e Shion somos Cavaleiros de Ouro da geração passada e conhecemos todos os seus antecessores. E o de Milo, bem... Ele também tinha essa febre...
Os quatro o olharam espantados. Shion continuou em seu lugar.
- Sim, e no nosso tempo, a encarnação de Atena, uma jovem chamada Sasha – limpou dos olhos uma lágrima que descia – tentou algumas vezes curar Kardia com Seu poder, mas sem sucesso.
- Kardia, desde criança, possuía essa maldição. – disse Dohko.
- Mas o Milo... – tentou dizer Saga.
- Eu sei, criança, – disse Shion – ele sempre aparentou não possui-la...
O Antigo Mestre possuía muita culpa dentro de si. Sempre havia desconfiado... Mas nunca quis acreditar...
#FlashBacks rápidos#--------------------------------------------------------
Milo com meses de idade, no dia em que Camus foi tirado do quarto dos bebês por Saga e retornou por si só. A mãozinha do neném ruivo repousava sobre seu peito, e ele a segurou e entrelaçou os dedinhos com os dele e dormiu profundamente ao seu lado, depois de chorar por horas.
-------------------------------------------------------------------------------------
Milo aos seis anos, dormindo ao lado de Camus do mesmo jeito, no dia em que o Cavaleiro de Aquário partiria para a Sibéria.
Com a mesma idade, várias, incontáveis vezes...
- Mestre, — com a mão sobre o peito e lágrimas nos olhos – dói muito...
Chorando em um canto com uma foto em uma mão, encolhido e com a outra no peito...
- Milo – disse Shion – por favor, não chore, criança.
Olhou para o Mestre, que o pegava no colo, e gritou com voz de choro:
- E-Eu tô... Com s-saudade... D-dele!...
-------------------------------------------------------------------------------------
Aos vinte anos, pelo jeito que abraçava seu amado e contava cada segundo que passava ao seu lado, quando este ressuscitou como espectro... Quando voltaram à vida, o jeito como se olhavam e se amavam de maneira inexplicável... O estado em que ficou e permanece com mais uma partida dele...
#Fim dos FlashBacks#-------------------------------------------------------
Shion não pode mais se conter. Chorou muito, sendo amparado por Dohko.
- N-não... – tentou dizer – Ele sempre... Demonstrou... E eu sempre deixei de lado... N-não tinha jeito. Eu tinha... Que separá-los... O-os tempos, infelizmente, são outros...
- Mestre... – disseram Saga e Aiolia.
- A-a maldição estava, de alguma forma... Adormecida... Ou... Não sei muito bem... – chorou mais.
- Mas o que será que... – tentou dizer Saga.
- Maldição, Saga! Cada dor! Cada sofrimento... Foram dilacerando seu coração! – Shion se alterou – Dessa última vez... Ele não pode mais suportar! Foi por isso que eu, por pouco, te implorei para não tirar Camus de perto dele!! Você não entende! Veja o passado, Saga! Olhe quantas vezes ele o teve afastado!!! Foi como se inúmeras feridas que não cicatrizam tivessem sido abertas em sua alma a cada despedida e aprofundadas a cada dia longe de Camus! Tente imaginar... Toda a dor de ter uma parte sua arrancada várias vezes! – suspirou – Saga, você sentenciou o Milo a morte quando o fez passar por mais essa dor.
Lágrimas caíram dos olhos do Mestre do Santuário. Shion foi até ele e o encarou de perto.
- Não... Você não precisa imaginar. – disse o Antigo Mestre – Foi por isso que você não teve mais forças para lutar contra seu lado maligno, não?
Saga chorou desesperadamente.
- Você não soube controla-lo e o prendeu para a morte! – e olhou para Kanon, que abaixou os olhos – Mas ele sempre foi quem te manteve são... Mas você negava isso, não é?! E enlouqueceu totalmente quando descobriu que ele havia sumido daquela prisão! Veja o que acontece quando não acreditamos ou aceitamos o amor, Saga de Gêmeos. – o olhou fundo nos olhos – Não foi o Kanon que despertou o mal em você... Mas sim a falta que ele te fez. Você sabe disso. Não negue mais... Veja como ele te trouxe de volta em tão pouco tempo. – e suspirou, cansado.
Silêncio... Mas...
- Armadura... De... Escorpião.
O brilho dourado veio na velocidade da luz e o envolveu.
-------------------------------------------------------------------------------------
Minha consciência vinha e desparecia depressa... Tudo escurecia e clareava... Eu ouvia vozes... Mas não sabia identifica-las. Eu só via as sombras de quem entrava no meu campo de visão... Mas elas foram desaparecendo. Estava difícil demais pra respirar... E eu tremia de fraqueza... Meu corpo queimava... Meu coração batia fracamente...
Tive forças para chamar a armadura... Nem sei por que fiz isso... Devo ter achado que ela me daria algum suporte para tentar me mover... Tentei erguer o tronco com uma força que eu não tinha... Consegui... Olhei pra cima... Uns brilhos desfocados, mas inconfundíveis tocaram meus olhos nublados...
Eu podia sentir seu cosmo muito próximo... Isso... Me mantinha vivo por mais algum... Tempo...
- Ca...Mus...
-------------------------------------------------------------------------------------
- Milo! – disse Aiolia.
Todos se aproximaram dele. Dohko franziu a testa e, sem nem perceber, acompanhou o olhar do Cavaleiro de Escorpião.
- Minha Atena! – sorriu ele, esperançoso – Vejam! – e apontou para o céu estrelado do Planetário.
Olharam para o décimo primeiro espaço da Eclíptica, que havia voltado a se iluminar com sua Constelação.
-------------------------------------------------------------------------------------
“Maldição...”
Mais e mais bestas, monstros, soldados, e outros inimigos eram postos em seu caminho. Se não fosse por Ela, havia chegado ao Santuário em menos de um segundo... Ao menos havia conseguido chegar ao bosque de Rodório.
Suas feridas ainda sangravam sem parar e ele respirava aceleradamente. Seu corpo doía demais... Mas nada se comparava... Nada o impediria, somente uma nova morte (mesmo ela, por pouco tempo) de chegar até Milo. Seu tão amado Milo...
- Hahahahahaha!! Pode ter acabado com aquele corpo... Mas ainda não com a minha paciência... Estou impressionada de ter chegado até aqui tão rápido! Vamos brincar mais! Quero ver até onde você é capaz!
Ele cerrou os punhos e franziu a testa.
-Meu brinquedo favorito! Divirta-se!
Um urro altíssimo ecoou pelos arredores. E tudo se tornou vermelho.
-------------------------------------------------------------------------------------
- Ouviram isso?!! – espantou-se Marin.
- Veio lá de fora! – disse Aiolia.
Dohko e Kanon correram até a entrada da Sala do Mestre.
- Mas... O que é aquilo?!
-------------------------------------------------------------------------------------
Ele a olhou das patas as... Cabeças, que desceram todas ao mesmo tempo para encará-lo. Devia ter mais de trezentos metros de altura. Suas escamas eram muito brilhosas e translúcidas. Os quatorze olhos amarelos e de pupila fina o olharam.
- Gosta de brincar com fogo, — silvaram as cabeças, com a mesma voz feminina Daquele ser que ele não estava em condições de se importar em saber quem era – senhor Mago do Gelo?
“As escamas devem ser de diamante.”
Algumas cabeças tentaram atingi-lo, mas sem sucesso.
- PÓ DE DIAMANTE!
As cabeças foram congeladas, mas as que sobraram cuspiram fogo sobre elas, derretendo o gelo. Sete rajadas de fogo foram expelidas sobre ele, mas foram desviados na velocidade da luz. Mas...
Ele sentiu seu corpo queimar, não podia ser...
- Realmente acha que pode me vencer?! – silvaram as cabeças – ISSO NUNCA ACONTECERÁ!!!
-------------------------------------------------------------------------------------
- Que criatura é essa?!! – espantou-se Kanon com o tamanho do monstro.
- É uma hidra*... Nunca havia visto uma ao vivo, mas não sabia que eram tão imensas! – disse Dohko.
Aiolia e Marin chegaram até eles.
- Atena do Olimpo! – gritou a Amazona de Águia.
- Esse monstro vai destruir o bosque e atacar o vilarejo! Temos que fazer algo!
- Não... – disse Dohko – Ele não tem essa intenção. Já teria destruído tudo se quisesse.
- Mas por que está aqui, então?! – disse Kanon.
- Aquele... É o Camus!!!! – espantou-se Aiolia, ao ver o companheiro dourado se esquivar das cabeças e dos golpes de cauda do monstro ao longe.
-------------------------------------------------------------------------------------
- Morra!! Pague por tudo que eu sofri pelo Seu maldito Pai!!!!!
Estava muito ferido... O fogo que o atingia sem piedade tentava consumi-lo por inteiro.
- Eu... Não tenho... Pai...
Os olhos amarelos o encararam.
- Ahhh... Tem sim. Não há como negar... É quase idêntico a Ele! Olho pra você... – o agarrou com a cauda e o ergueu - ... E vejo nesses olhos... – o encarou ainda mais de perto... Ele pode sentir seu hálito fervente de enxofre — ... O reflexo dos Dele... A mesma arrogância, a mesma frieza, a mesma inteligência, o mesmo amor...
- Sejam lá Quem for e quais os seus motivos para desejar tanto a minha morte... – suspirou ele – Não tenho mais tempo... – elevou seu cosmo.
- Cale-se!! E morra!
-------------------------------------------------------------------------------------
Abri os olhos... Eu estava completamente cego. Ouvia distorcidamente... Sentia que havia alguém perto de mim... Ou talvez mais de um alguém... Sentia um líquido quente escorrer por minhas narinas e olhos... Tossi e expeli bastante... Tinha gosto de ferro... Devia ser sangue...
Ergui mais uma vez o tronco, desesperado quando senti seu cosmo mais forte... Tremi, e tentei me levantar... Ele estava aqui... Muito perto...
“Você... Voltou!”
Meu coração bateu mais forte, mesmo que fracamente...
“Voltou pra mim...”
Caí de joelhos... Arfei... Fui segurado pelos dois braços por alguém...
“Cadê... Você?...”
Inclinei meu corpo para frente e tentei dar um passo, mas fui impedido por quem me segurava...
- CAAAAAAAAAAAAMUUUUUUUUUUUUUUUUUUSS!!!!!!
-------------------------------------------------------------------------------------
A voz de Milo ecoou pelos arredores...
Ele ergueu os olhos e olhou fixamente na direção do Santuário... Milo...
- MIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIILOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!
Milo...
Seu coração parou de bater por alguns milésimos de segundo...
Milo...
Sua respiração cessou...
Milo...
Seus punhos se cerraram, e fechou os olhos...
Milo...
Seus olhos se abriram... Estavam tão congelantes quanto seu cosmo...
Encarou os olhos amarelos com toda a frieza, que vacilaram e recuaram...
Deixou que seu coração se congelasse, como faria a treze anos se não fosse seu amor...
A neve começou a cair pelo céu da Grécia...
A cauda que o prendia se despedaçou e o sangue jorrou vorazmente pelo que restou dela...
As sete cabeças expeliram o fogo que iria mata-lo...
Solto, o Cavaleiro de Aquário caiu por dentre as chamas...
- AAAAAAAAHHHHHHHHHHH!
Com o Sétimo Sentido, ele o ouviu bater alto quando passou por ali durante a queda... Congelou e quebrou as escamas mais duras que podiam existir, pele, músculos, ossos, até...
O coração... Ele o agarrou, enquanto o monstro urrava desesperado...
Sem piedade... Sem compaixão... Pena... Nada... Todos essas emoções baratas foram extintas de seu ser... No fundo, tornou-se aquele sem sentimentos que tanto temeu... Um monstro mais cruel do que o que tinha o coração na mão...
Os olhos amarelos fincados o encararam pedindo clemência, cheios de lágrimas de dor...
- P-Por... Favor...
Ele os encarou, fazendo-os arregalarem-se de medo... Pavor... Sem deixar de fita-los com o mais desumano dos olhares, fez parar súbita e dolorosamente o órgão enorme que batia acelerado em sua mão.
A besta deu mais um berro agudo e demorado... E foi congelada por inteiro.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!
E desabou pesadamente sobre as árvores, provocando um grande estrondo. Estilhaços de gelo eterno se espalharam pelo bosque, e a hidra desapareceu, despedaçada.
-------------------------------------------------------------------------------------
Saga e Shion seguravam Milo pelos braços, que havia perdido a consciência. Eles se entreolharam e concordaram, sem uma palavra dita, em leva-lo para cama. Mas...
O Antigo Mestre teve os olhos cheios de lágrimas ao ver o que acontecia. Os outros quatro voltaram da entrada para dar a notícia de que o monstro havia caído, mas...
O Antigo Cavaleiro de Escorpião surgiu ao lado de Milo, o olhou tristemente, e caminhou para longe, parecendo dar adeus a si mesmo... E desapareceu.
- Kardia... – disse Shion, chorando.
E o Antigo Cavaleiro de Aquário apareceu... Chorava desesperadamente, parecendo gritar por seu amado, que o deixava... Caiu de joelhos e estendeu a mão... Sua imagem se esvaiu.
- Dégel... – chorou Dohko.
- Não... Por Atena! – desesperou-se Saga.
O Cavaleiro de Escorpião deu um longo... Sôfrego... E último suspiro.
Mas...
-------------------------------------------------------------------------------------
- Aaaaahhhhhhrrrrrrrrrrr!
Ofeguei sofregamente... O choque térmico foi muito alto... E comecei a tremer e respirar aceleradamente... O sangue morno descia pelos meus olhos fechados e narinas... A cada movimento, minhas costelas trincavam... Eu estava muito fraco... Não tinha forças para sequer abrir os olhos...
Em pouco tempo, o ar de calor infernal que era expulso dos meus pulmões começou a ter sua temperatura voltando ao normal, assim como todo o meu corpo. Tremi e ofeguei mais... Meu coração... Batia fraco, mas... Eu já não sentia que a próxima batida seria a última. A dor ainda estava presente, mas... Era mínima...
Tentei abrir os olhos, mas não consegui por completo... Ardiam muito, e estavam nublados... Não enxerguei ninguém, nem nada... E o frio que me tomava parou de imediato. Eu tinha me esquecido de como era a sensação de não estar com aquela febre e estar à beira da morte... E-Eu estava vivo... Mesmo que totalmente inválido, mas vivo...
Seu cosmo... Eu podia senti-lo ao meu lado. Será que eu estava tão fraco que... Estava me iludindo por um desejo tão puro de tê-lo ali?... Só podia... Ter sido... Ele... Que me salvou... Dessa vez, por completo... O quero muito... Infinitamente...
Criei forças... Para tentar chamar... Seu nome...
- C-Ca...
- Eu tô aqui...
Minha mão foi certamente até a dele, que jazia no meu peito e a segurei desesperado... Queria senti-lo... Era ele! Meu Camus... Meu amor... Voltou por mim... E para mim...
Eu não o enxergava, embora meus olhos se movessem em sua direção... Mas podia ouvir claramente a sua voz, sentir seu toque... E seu cosmo... Estendi o outro braço, sem solta-lo com o que segurava sua mão... Meu corpo, minha alma e meu cosmo imploravam por um abraço... Precisava senti-lo mais... Mais...
Ele me pegou no colo e abraçou... Retribui com todas as forças que me restavam... Apoiei meu queixo em seu ombro, como sempre fiz pra pedir sua atenção só pra mim... Não ia soltá-lo por nada... Senti que meu cosmo voltava a se reavivar aos poucos...
- Camus... Você tá muito ferido, parceiro, – pelo jeito, minha audição também. Mesmo que meio estranha, eu identifiquei que era a voz de Aiolia – e mais branco do que já é.
Ferido... Sim... Eu sentia seu cosmo fraco pela dor... Mas por quê? Uns passos entraram correndo por onde estávamos.
- O que era aquele monstro imenso no bos... Nossa... – disse uma voz que parecia ser de Seiya -... O que aconteceu com o Milo e com o Camus?
- Se feriram lutando contra ele, oras! – não sei se era o Kanon ou o Saga contando uma mentira pro moleque.
Monstro?... Que monstro?
- Ahh... Tá. – conformou-se Seiya. Depois, disse animado – O Hyoga está com você, Camus? Ele tinha que ter visto isso! Ia ficar muito orgulhoso do mestre dele!
Tinha que ter visto o que?!
Hyoga... Sibéria... Camus longe de mim...
O abracei mais forte quando ouvi o nome do Cisne, demonstrando tudo que eu sentia num só gesto... Sabia que não precisaria dizer uma palavra.
- Não, Seiya. – respondeu ele, com a voz cansada – Ele ficou na Sibéria com Jacob.
Ótimo. Fiquem pra sempre lá.
- Ahhh... – suspirou o Pégaso, meio desapontado por saber que não ia ver o amigo. E voltou a se animar – Caramba! Tinha um monte de cabeças e uns trezentos metros! Virou um monte de cacos! Uau! Foi fantástico!
- Iiihhh, Seiya... – disse Aiolia – É melhor dar um tempo ai... Acho que alguém aqui tá com ciúmes...
- Humpf... – fez Marin u.u.
Um monte de cacos... Então Camus havia derrotado esse tal monstro que o Seiya disse. Mesmo cego, olhei diretamente em seus olhos... Sabia que ele correspondia.
- Bem, vocês dois precisam de um bom descanso para se recuperar. – disse Shion.
Mais passos correndo. Esse cosmo...
- Mestre!
Essa voz... O abracei com ainda mais força e voltei a encaixar minha cabeça em seu ombro.
- Hyoga... – disse ele – Por que veio?
- Segui seu cosmo até aqui, mestre. Meu caminho é sempre claro: virei atrás de você.
O que?... Experimente...
- Não morre tão cedo! – disse Seiya – Tava falando de você agora mesmo.
- Ah é? – disse Hyoga – Por quê?
- Tava falando com o Camus de quanto você ia ficar orgulhoso dele. – disse Seiya – Ai, ele transformou em pó de gelo um dragão de várias cabeças de uns trezentos metros em uns poucos minutos de batalha!
Dragão... De várias cabeças... Imenso... Sim... Nós dois... Nosso título...
Dei um sorriso leve.
"Meu Matador de Dragões..."
"Hum..."
"Só meu?"
"Só seu."
E me deu um beijo na cabeça.
- Ahhh, sim. Eu fico muito... – se espantou – Mas, agora percebi o quanto você está ferido, mestre. – deu uns passos, se aproximando de nós – E o que aconteceu com o Mi...
Meu cosmo que ressurgia tornou-se numa atmosfera pesada e extremamente agressiva... Ameaçadora ao extremo... Dei uma espécie de rosnado que soou como a morte na alma de todos... E encarei o moleque diretamente de onde eu estava... Meus olhos nublados, injetados de sangue e ódio.
“Ninguém... Mais... Tira... Você... De mim.”
Notas finais
É, Hyoga... Melhor você meter o pé dai...
Fui pessoal! Até o próximo capítulo.
Fale com o autor