Notas iniciais
Olá pessoal! Me desculpem, mas não deu pra terminar ontem e postar esse capítulo. Mas ai está ele. É, provavelmente, o penúltimo da fic.
Espero que gostem e boa leitura.

Continuei a encará-lo fixamente. Podia ser que eu não estivesse com a minha sanidade mental integra, mas ele não ia se aproximar mais, ao menos que quisesse sofrer como na Batalha das Doze Casas. Mesmo que eu estivesse muito fraco, acho que poderia causar um belo estrago nele com meu cosmo naquele estado. Se ele ousasse dar mais um passo a frente, mesmo eu não conseguindo me mexer direito, eu iria atingi-lo na velocidade da luz. Não sei como eu ia ficar depois, mas ele ia virar uma peneira viva com quatorze furos.

Hyoga somente conseguiu dar um passo para trás e parecia ter sido paralisado. Eu ouvi sua respiração e seus batimentos cardíacos acelerarem, e não tirei meus olhos dele. Não parecia estar conformado ou aceitar a ordem indireta que eu estava lhe impondo.

– Hyoga, continue a se afastar. – disse Camus.

O Cisne suspirou, inconformado. Ouvi os passos dele irem pra mais longe. Desviei o olhar e meu cosmo voltou ao normal. Somente iria ceder depois que ele fizesse o que eu queria. Senti um baque de fraqueza quando parei de ameaça-lo com toda a força, mas nunca teria deixado de fazer o que fiz. Fechei os olhos e relaxei um pouco, deixando minha cabeça pesar sobre o ombro dele.

Senti os cosmos de alguns dos outros Cavaleiros presentes hesitantes e espantados por eu ter agido daquela maneira, mas aquilo não me importou. Como eu já disse uma vez antes, tudo que me importava estava em meus braços.

– Cavaleiros, aqueles que desejarem se retirar, fiquem à vontade. – disse Saga, parecendo se afastar – Irei para a minha Sala.

Ouvi movimentos e passos dos que iriam deixar a Sala do Mestre.

– Seiya, vamos. – disse Kanon – Não pense que eu vou aliviar pra você hoje.

– Tá bem! – respondeu o Pégaso, como sempre, entusiasmado.

Passos se afastando.

– Estamos indo também. – disse Aiolia – Qualquer coisa, estamos na Quinta Casa. Hahaha!

– Adeus! – despediu-se Marin.

Mais passos em direção à saída.

– Camus, posso pegar o Hyoga emprestado? – disse Dohko, divertido – Tô precisando de uma companhia para treinar e desenferrujar! Hahaha!

Camus riu fracamente, e disse:

– Claro que sim. – estava muito cansado pra dar uma resposta maior.

– Vamos lá, Cisne! Quero ver, hien?! – brincou o Mestre Ancião.

Hyoga não respondeu nada. Senti que ele tinha ficado bastante entristecido e sem entender nada da situação que eu causei. Os dois deixaram o Planetário.

Passos na nossa direção. Abri os olhos, ergui a cabeça e encarei quem se aproximava.

– Calma, criança. – disse a voz de Shion – Está tudo bem. Não vou tirá-lo de você.

Continuei por mais uns dois segundos, mas, logo depois, abaixei os olhos e voltei a repousar o meu queixo no ombro de Camus. Mesmo assim, no milésimo seguinte, voltei a olhar para o Antigo Mestre, mas normalmente e sem encará-lo. Sei que devo respeitá-lo, mas eu não estava fazendo a menor questão de me conter em relação às atitudes que sou capaz de tomar se mais algum filho da pu#@ vier dizer algo sobre o Camus ir embora...

– Camus, o que era aquela criatura? – perguntou Shion – Sabe de onde ela veio?

Ele suspirou e respondeu:

– Mestre, eu não sei de onde veio, mas tem um cosmo imenso e muito poderoso. – estava meio rouco.

– Percebi, meu jovem... Você estava sangrando desde quando?

Sangrando?!

– Ah... Já parou. – disse Camus.

– Mas, que moleque rebelde... Não mudou nada! E eu perguntei isso?

Não deu... Eu dei um sorriso e ri um pouco. KKKKKKKK! Até o Mestre Shion percebe e se irrita com essa mania dele de responder o que quer: nada a ver com o que foi perguntado.

– Não... – respondeu Camus – Não sei exatamente desde quando.

– Como assim?

– Eu estava no aeroporto quando tudo escureceu. – disse ele – Acordei num lugar escuro e já sentia o sangue escorrer, isso há quase três horas.

Então, ele nem chegou a ir até a Sibéria... O que será que aconteceu realmente?

– Humm... Acha que foi obra de quem enviou aquela hidra?

– Sim. Tenho certeza.

– Camus, tire a armadura.

????? Hã???? Mas o que o Velho Mestre tava pensando?!

–... Mas... – hesitou Camus, meio sem reação.

– Tisc... Nem adianta teimar. Te conheço. Está sempre escondendo algo que faça com que os outros não devam se preocupar contigo, criança. Tudo para não chamar atenção. – disse o Antigo Mestre — Anda, tira e fica de pé.

Resisti para solta-lo de início, mas me preocupei muito quando ouvi Shion dizer coisas sobre ele que são as mais puras verdades. Estava sangrando por tanto tempo e nem fala nada, como se fosse a coisa mais normal do mundo... Quando eu o chamava de maluco quando éramos pequenos, tinha um fundo de verdade. Realmente, ele me supera na inconsequência (às vezes). O soltei devagar e me sentei no chão.

Senti que ele se levantou. Por mais que eu estivesse cego e deixasse de tocá-lo, eu sabia todos os seus movimentos nitidamente. Ele devia conseguir me “enxergar” desse mesmo jeito quando Shaka o atingiu com o TESOURO DO CÉU e tirou sua visão e mais três sentidos. Não era a mesma coisa com os outros Cavaleiros, os quais eu só podia sentir o cosmo...

– ... Por Atena!... N-Não... Isso não pode... – disse Shion.

“Do que ele tá falando?!”

“Deve ser pelas feridas.”

“São muitas?! Como você não fala que perdeu sangue assim?!!”

“Já tinha parado.”

“E daí?”

“Ahhh... Deixa pra lá. Esqueci.”

“????? Esqueceu?”

“Só tô pensando em você.”

“Eu também, meu amor...”

Sempre assim, querendo meu bem e me colocando em primeiro lugar, e esquecendo de si mesmo.

– Tisc... Pode vesti-la novamente. Vão descansar. – disse Shion com voz de choro – Precisam de ajuda para descer?

– Não, Mestre. Obrigado.

– Tudo bem. – disse Shion, emocionado – Qualquer coisa, estou aqui. Que Atena esteja com os dois.

– Que seja.

“Armadura de Aquário.”

Ele me pegou no colo.

“Espera. Você tá mal...”

“Por que acha isso?”

“Tá todo arrebentado... Perdeu muito sangue.”

“Tô tanto assim?”

“Pelo jeito que o Mestre chorou quando viu o seu estado...”

“Posso estar “todo arrebentado”, mas não para te levar.”

Ahh... É?

“É mais teimoso do que...”

“Onde você quer ficar?”

Começou. Sintam que me cortou e trocou de assunto no mesmo instante. Vou deixar dessa vez. Perai... Onde EU quero ficar?... Vai... Me deixar em algum lugar e vai...

“... Como assim?”

“Só perguntei onde você quer...”

“Onde você vá ficar comigo.”

Ele acariciou meu rosto com a testa.

“Eu vou, meu anjo. Só queria saber se vai querer ficar na minha ou na sua Casa.”

Suspirei. Primeiro, fala que vai me levar... Depois... Ele me chamou de... Anjo... Olhei para ele, apaixonado. Ele sempre só tinha me chamado pelo nome. O abracei mais... Tanto fazia o lugar... Desde que ele estivesse junto. Mas como?... Eu não merecia aquele amor depois de como o tratei...

Ele começou a andar.

“Vou ter que descer de qualquer jeito. Vai pensando...”

“... Em você.”

Me deu um beijo na testa. Tinha tanto medo... Eu podia impedir que qualquer um se aproximasse dele, mas se ele mesmo tomasse a decisão de ir embora...

“... É...”

O envolvi mais e fechei os olhos, por mais que não fizesse diferença nenhuma. Eu estava exausto e fraco, mas sorri abertamente, tentando afastar os pensamentos ruins da minha mente. Aquele colo gostoso tava me dando um sono... Suspirei e adormeci sem perceber.

Acordei ainda nos braços dele. Estreitei os olhos quando senti um pouco de luz penetrá-los. Eu não tinha ficado cego... Estávamos em um lugar que eu reconheci ser... O meu quarto? Estava enxergando meio embaçado... Senti que estávamos na minha cama... Sorri quando vi seu rosto... Estava de olhos fechados e com a expressão cansada... Já disse que eu o acho lindo de qualquer jeito?

“Ei...”

Ele abriu os olhos e me encarou, dando um sorriso triste. Levei a mão ao seu rosto e lhe fiz carinho.

“Pensei que eu nunca mais fosse te ver.”

Ele fechou os olhos e uma lágrima rolou até tocar a minha mão. Estava chorando... E eu era o motivo. Quando aquela lágrima me tocou, tudo o que eu havia dito e como eu o tinha tratado há umas horas atrás se passaram na minha mente... Me senti muito mal... Mesmo que ele estivesse demonstrando me amar com sempre... Eu duvidei de seu amor... Por que ele me trouxe pra minha Casa?! Talvez ele somente estivesse ali por consideração a mim... E ia me deixar ali dormindo e voltar para a Sibéria...

– Por que não me deixou morrer? – suspirei, precisando dizer aquilo de alguma forma.

Ele me encarou com os olhos mareados.

– Nunca. – meu coração acelerou quando ouvi sua voz ao mesmo que nos olhávamos. Eu precisava ouvi-la mais...

– Mas... Eu...

– Milo... – amo que ele diga o meu nome, mas mesmo assim eu não podia me deixar levar pelo efeito que isso me causa.

– ...Não... – tentei continuar.

– Mesmo que eu tivesse que atravessar o Universo inteiro, eu voltaria. – ele falava, respirando rapidamente.

Não pode ser... Não depois do que eu fiz.

– Eu não...

– Você... Já se esqueceu do que eu te disse e prometi antes de morrer? – por Atena... Aqueles olhos...

Nunca esqueci nem por um segundo. Abaixei os olhos e evitei seu olhar, ainda não me rendendo.

– Você tem dúvida, não é? – disse ele, chorando.

Voltei a encará-lo. Talvez... Eu estivesse hesitando naquele momento porque eu mesmo não seria capaz de me perdoar se fosse ele...

– Ainda sente o mesmo por mim depois do que eu te disse sem me conter? – disse eu, tentando conter minhas lágrimas – Isso não é possível...

Ele balançou a cabeça negativamente, e ficou sério.

– Não pode ser... Você só voltou pra me salvar porque é seu dever!!

– Então, é isso que você pensa??!! — ele se alterou e se levantou... Nunca o tinha visto daquele jeito.

Deixei as lágrimas caírem e abaixei a cabeça.

– E me deixar aqui... Vai embora de novo! – disse eu. Percebi que já havia recuperado minhas forças e também me levantei – Ia me deixar aqui enquanto eu dormia, não é?!

Ele suspirou, e me olhou tristemente. Depois, desviou o olhar. Eu só podia estar fora de mim... Louco... Camus expressa seu amor por mim de tantas formas... Nunca deixei de sentir o quanto sou importante pra ele e o quanto me ama... Seu cosmo expunha abertamente tudo que sente por mim...

– É isso que você está escondendo?! – disse eu, com a voz trêmula.

Continuou me olhando... Ahhh... Aqueles olhos... Meu coração acelerou ainda mais quando percebi o que estava fazendo... Podemos ser próximos dessa maneira inexplicável, mas ele não é igual a mim... Mais essa vez, me perdoou e continua me amando... E nunca deixou de me dar provas do quanto me ama... Como eu podia compará-lo comigo? E magoá-lo mais uma vez...

– D-Desculpe... – tremi, e estendi os braços para ele – Me abraça... Fica perto de mim...

E ele me abraçou. Chorei muito... Mais do que em toda a minha vida... Tinha muito medo de ter que vê-lo partir novamente... Ficar sem ele por mais muitos anos...

– Eu... Te amo tanto... Não posso... Mais viver sem você...

Ele também chorava como eu nunca tinha visto... Havia deixado todas as barreiras se desabarem... O puxei em direção a cama e nos deitamos, ainda abraçados. O trouxe o mais perto possível de mim e deitei minha cabeça em seu peito, e ele descansou o rosto em meus cabelos. Fechei os olhos ao ouvir seu coração acelerado... Sempre dizendo meu nome como se me chamasse... Como um apaixonado que, ao dizer ou ouvir o nome do ser amado, lhe soa como a mais doce melodia...

Ele respirava e o ar morno que expelia aquecia gostosamente minha cabeça e pescoço... Me sentia feliz e cheio de amor por estar com ele ali... Era perfeito, mas chorava, sabendo que eu ia perdê-lo de novo para suas obrigações como mestre... Ordenei que minha armadura saísse do meu corpo... E o olhei com os olhos mareados. Ele fez o mesmo... Nossas peles se tocaram e ofegamos, nos abraçando mais forte...

O beijei demorada e sofregamente... Era como se eu tivesse ficado longe dele por anos... Meu amor... Meu desejo... Meu sonho... Minha vida... Meu anjo... Tudo pra mim...

– Esta cama esteve esperando por esse momento, sabia? – disse eu.

– Ah é? – ele me encarou e ergueu uma sobrancelha, desconfiado, mas sorrindo. Não se importava com a fama que eu tinha levado durante o tempo que fiquei sem ele. Realmente... Me ama do jeito que eu sou.

– É sério... Só você deitou nela comigo. – sorri.

Ele retribuiu o sorriso e acariciou meus cabelos. Senti que ele amou o que eu disse, por mais que não expressasse com palavras... Queria tanto faze-lo se sentir especial assim sempre... Peguei uma mecha dos dele e comecei a enrolar.

– Por que logo você tinha que nascer com o cabelo dessa cor, hien? – brinquei.

– Pra acrescentar mais apelidos à minha lista. – respondeu ele, me fazendo rir.

– Hahahaha! Iam existir uns dez a menos só. – ri – Você não tem como fugir... Hahaha! Hahahahaha!!!! Lembrei do Máscara aquele dia... La Frutta de morango! Pffffff... KKKKKKK!

Ele riu também. Amo quando ele sorri... Lindo... Voltei a deitar a minha cabeça em seu peito e suspirei de alegria... Olhei para sua pele perto do ombro e vi uma das feridas... Era pequena, porém, profunda... Me lembrei de repente que ele devia ter muitas pelo corpo que eu ainda não tinha visto...

– Estou te machucando? – perguntei.

– Não. Por quê? – disse ele.

– Por causa dos seus ferimentos. – me preocupei.

– Não... – disse ele, e sorriu – Mas vai me machucar se não me abraçar mais.

Fiquei olhando hipnotizado para ele. Meus olhos brilhavam, o coração pulava, a respiração acelerada... Totalmente apaixonado... O amo mais do que tudo...

– Queira saber... – fui com meu rosto até o dele -... Que eu pensei muuuito em você aqui... – o encarei e fui passando a mão por seu abdômen definido -... Nos meus... – fui até seu ouvido e sussurrei -... Momentos de solidão... – seus olhos brilharam e ele me agarrou pela cintura...

O Sol terminou de se pôr e deu lugar à Lua e à noite. Levei minhas mãos ao seu rosto e o beijei mais e mais... Mesmo que ainda não estivesse totalmente recuperado, eu o desejava... Sempre... Um desejo puro, intenso ao máximo... De tê-lo... Seu corpo por inteiro...

– Eu... Te... Amo... – suspirei entre os beijos e carinhos que iam se tornando mais intensos...

O puxei para cima de mim, sem deixar de beijá-lo... Meu membro já estava duro de tesão, e eu sentia o dele roçar a minha coxa, me deixando ainda mais excitado... Beijei e lambi seu pescoço... Levei a mão até dentro de sua calça e comecei a acaricia-lo e masturbar seu membro rígido e melado...

– Aaaaaaahhhhhh... – ele gemeu gostoso...

– Delicia... Fico mais louco assim... Geme mais pra mim...

Continuei, enquanto desci mordiscando, beijando e lambendo seu corpo... Até que cheguei lá embaixo e o abocanhei...

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhnnn...

Suguei, subindo e descendo... O sentia pulsar na minha boca, que deslizava e o fazia delirar de tesão... Meu membro se molhava todo, meu desejo aumentava cada vez mais... Eu sentia falta dele dentro de mim... Ele arqueou o corpo de tesão... E eu, amando lhe dar prazer... Comecei a me masturbar enquanto lhe arrancava mais gemidos...

Ele ergueu o tronco e me encarou com os olhos nublados de prazer... Me puxou pra cima dele e agarrou meu membro deliciosamente... Me masturba melhor que eu mesmo... Porque sempre me surpreende, faz diferente de mim, sempre me dá um tesão imenso... Sabe como me dar prazer perfeitamente...Foi a minha vez de gemer...

– AAAAAAAhhhhhh... Não para... Eu quero assim...

Me olhou tipo “Só isso mesmo?”... Fiz que sim com a cabeça... Ele me beijou e continuou a me deixar louco... Desceu para o meu pescoço com sua língua gostosa e quente... Arqueei meu corpo de prazer... E gritei quando ele agarrou minha cintura e me puxou vigorosamente pra mais perto de si... E gozei muito, lambuzando sua mão e coxas...

Eu tremia de fraqueza, e arfava enquanto o encarava... Não me contentaria só com aquilo... Tinha feito tudo intencionalmente... Peguei sua mão melada e levei até minhas nádegas, gemendo quando seus dedos tocaram minha entrada apertada... Por mais que eu tivesse acabado de atingir o clímax, meu membro já pedia por mais...

Insaciável por ele... Por seu amor... Seu toque... Pelo prazer tão intenso que me dá... Estendi os braços para ele, que deitou por cima de mim...

– Faça... Amor... Comigo... – sussurrei em seu ouvido.

Ele me beijou mais, acariciando meu corpo todo... Suas mãos tocando deliciosamente a minha pele, que gritava por mais... Cada carinho fazia com que eu me arrepiasse todo e ofegasse de prazer... Me deitei de bruços e o encarei sôfrego de desejo...

– Me faça... Seu... Mais uma vez...

Fechei os olhos... Ele foi me dando beijos, lambidas e mordidas leves pelas costas enquanto se deitava sobre mim... Senti o peso de seu corpo sobre o meu... Meu membro pulsava e eu arfava de desejo... Seu hálito quente tocou o meu pescoço, me causando mais arrepios e tesão... Ele colocou suas mãos sobre as minhas, e as entrelaçamos... Ofegamos e gememos alto quando ele começou a me penetrar devagar... Doía sim, mas muito pouco perto do prazer imenso que me tomou todo... Até que já estava todo dentro de mim... Apertei carinhosamente suas mãos, e ele fez o mesmo... Começou a se mover lentamente, enquanto gritávamos, gemíamos...

– Aaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Aaaahhhhhhrrrr...

Eu ia morrer de tesão daquele jeito... Meu coração pulava acelerado... Minha respiração falhava... Ele me ama de maneira perfeita... É tudo o que eu preciso para ser feliz... E me deixa louco... Foi aumentando a velocidade e a força das estocadas... Eu delirava, sentindo cada movimento de seu corpo, seu peso sobre mim e como me dominava... Só você... Meu amor... MEU... Sua respiração começou a falhar e acelerou mais... Uma sensação indescritível de tão gostosa se espalhou por todo o meu ser quando ele gemeu e tremeu totalmente entregue... E gozou tudo dentro de mim... Imediatamente, eu também expeli meu líquido quente sobre o lençol da cama...

Eu sentia seu coração bater acelerado... Sua respiração ofegante... Olhei para ele e segurei suas mãos, fazendo com que seus braços me envolvessem. Suspirei e lhe fiz carinho nas mãos... Queria ficar assim pra sempre.

Senti algo quente molhar meus dedos, e levei minha mão até uma fresta de luz da Lua que tocava a cama. Uma mancha vermelha viva havia se formado nela... Sangue. Mas... Não! Peguei sua mão direita e levei não precisei mais enxergar com luz. Minha visão noturna voltava a se recuperar como todos os meus poderes e cosmo... Suas duas mãos sustentavam feridas que sagravam mas, graças à Atena, não muito. Talvez eu tenha causado suas aberturas quando as segurei com força...

Mas algo me chamou atenção naqueles ferimentos: sua localização. O que será que o havia atacado dessa maneira tão... Específica?... Tudo bem que ele usa suas mãos para atacar quase sempre, assim como todos nós, Cavaleiros de Ouro. O inimigo pode ter tentado inutiliza-las para dificultá-lo de atacar, mas essa teoria não me soava muito convincente...

Daí me lembrei que também tinha uma em seu ombro direito...

– Camus...

– Hum...

– O que foi que te atacou? – perguntei, querendo muito saber. Me deitei de frente para ele e lhe dei um beijo na testa – Me conta o que aconteceu...

Ele suspirou... Não queria falar sobre isso. Mas...

– Me lembro de estar no aeroporto, quando perdi a consciência muito rapidamente. Acordei em um local escuro, que parecia ser uma espécie de arena, envolvido por um cosmo gigantesco, extremamente poderoso e tomado pelo ódio. – disse ele, se deitando ao meu lado – O ser que concentrava tamanho poder tinha a forma de uma mulher pálida... Me disse que eu deveria sofrer como ela. Queria se vingar de mim...

– Você a conhece? – perguntei, enciumado. Afinal, não sei se alguma ou várias pessoas passaram por sua vida enquanto esteve longe...

– Não... Entenda, Milo... Ela não parecia humana. E não dizia quem era ou de onde veio. – disse ele – Falava de algo totalmente sem sentido.

– O que?

– Falava sobre meu... – ele franziu a testa, achando estranho demais falar aquilo – pai...

O olhei com uma expressão ainda mais espantada e desentendida.

– Pai???! Mas nós não... Não conhecemos nossos pais.

– Sim... Não entendo porque ela falava tanto desse que chamava de meu pai. Dizia que ele a tinha feito sofrer muito e que eu tinha que pagar por isso, que eu sou muito parecido com ele. Ah... Não queria pensar nisso agora. – disse ele, passando a mão pelos olhos e sujando o rosto de sangue.

– Conseguiu derrota-la? – perguntei, limpando a mancha vermelha em seus olhos.

– Consegui mantê-la uns minutos longe e acordei na Sibéria. Se a maldita não tivesse posto mais de mil inimigos no meu caminho, e depois aquela hidra, eu teria chegado até você em menos de um segundo. – disse ele, olhando para o que eu fazia.

Parei de limpá-lo e o encarei...

– Você ia vir de lá até aqui na... – meus olhos ficaram mareados... -... Velocidade da luz...

Se mover na velocidade da luz é um poder nato que temos, mas ele deve ser utilizado somente para desviar e aplicar golpes durante batalhas. Se usado para locomoção, deve ser a curtas distâncias, como eu e Aiolia fizemos para ir até o aeroporto... Isso porque utiliza o Sétimo Sentido e o cosmo ao máximo, e pode causar morte instantânea por exaustão se for usado para se mover a longas distâncias... Se não, o Santuário nunca precisaria gastar com passagens de avião ou sei lá que meio de transporte para nós. Não passamos de mortais, enfim...

– E se... – chorei, não consegui mais falar.

Ele me abraçou e me fez carinho nas costas.

– Incon... Se... Quente... Logo... Você...

Me deu beijo no rosto. Olhei para ele, enquanto enxugava minhas lágrimas com o dedo.

– O que eu posso fazer... – disse ele, me encarando com aqueeeles olhos... Ai, ai... -... Se você acaba com a minha racionalidade?

Suspirei e o beijei. Quando nos afastamos, notei outra ferida em seu ombro esquerdo.

– Por Atena... – me assustei, ao ver mais muitas por seus braços e pernas – Deixa eu te ver...

Me afastei dele, me levantando da cama. Ele me olhou, virando a cabeça sem entender.

– Vem cá... Fica de pé aqui... – disse eu, ansioso e assustado.

Ele se levantou e se colocou na minha frente.

Comecei a contar todas elas, temendo a soma final... Mas não havia mais como lutar contra a verdade...

Notas finais
Espero que tenham gostado, pessoal... U.U
Até o próximo... Bye! ;)