Nunca Desista

1 Capítulo 1 - Perdida


De onde eu me lembro, eu apenas fugia, havia uns lugares abandonados ao decorrer da cidade e eu me escondia, mas não permanecia nem 5 minutos em um esconderijo porque eles me encontravam. Quem são eles? Eu não sei ao certo, eles apenas corriam atrás de mim.

Até que eu entrei em um cômodo de uma casa, era no 2º andar. Eles me cercaram, eu não tinha pra onde correr. Um helicópitero sobrevoando o local, parou próximo à uma janela que eu estava localizada, além do piloto, um homem apareceu para me pegar. Eu não fui com a cara dele, comecei a sentir sono, ele me sedou, adormeci.

Quando acordei, eu já não reconhecia mais o lugar, parecia um hospital, pela estrutura e pelas roupas dos enfermeiros. Dois homens estavam me levando para algum lugar. Estou com mal pressentimento. Na minha cabeça só se passavam ideias de como sair dali, eu pensava em tudo, mil coisas. Chegamos em uma sala, estava repleta de enfermeiros e enfermeiras, e lá no fundo o homem que me sedou. Eles conversavam entre si para decidir alguma coisa, eu não entendia. Ouço o barulho da porta abrindo em meio ao silêncio, quando vejo é um enfermeiro, um pouco atrasado pelo visto, mas ele tem um bom semblante, não é como os outros. Ele aparenta ser bem novo, e é bonito.

Escuto uma palavra que soa no meu ouvido como uma prisão, acabo de descobrir que onde estou é um hospício. Eu sou louca? O que eu fiz? Estou com medo.

Eu nem conheço o enfermeiro bonitão, mas eu cheguei perto dele. Eu olho para ele e simplesmente pego na mão dele, coloco meus dedos entre os dedos dele, e fico ali, como se nada estivesse acontecendo. O que deu em mim? Ele olha pra mim com um olhar bondoso e segura minha mão. Ele caminha comigo até onde eu estava e presta atenção no que os outros estão conversando.

Pelo jeito eles acabaram a discurssão, vem uma das enfermeiras na minha direção com uma seringa na mão, era verde e a ponta era como de uma caneta. Eu não gosto de agulhas. Não importa o tamanho.

Eu resisto, eu não quero tomar injeções.

— Se não vai ser por bem, vai ser por mal. — diz a enfermeira um pouco agressiva.

— Calma, calma, eu vou deixar, só deixa eu respirar. — eu digo tentando manter a calma de ambas pela situação.

Então ela injeta a seringa em mim e puxa meu sangue.

Realmente, não sei o que está acontecendo. Por que estou ali? Por que querem meu sangue? Quem são eles? Eu não largo a mão do enfermeiro. Eu o observo, ele é tão gracioso. Ele está sentado em frente a uma mesa e ao meu lado, eu estou em pé. Eu me abaixo e digo no ouvido dele:

— Você é legal. — Eu sussurrei.

Ele sorri.

— Agora poderemos testar nela, vamos. — Diz o homem que não fui com a cara dele, parece ser o chefe.

Dessa vez eu estava me sentindo aflita, algo ia acontecer. Eu não quero mais injeções, por favor não solte minha mão!

Todos os enfermeiros me rodiaram, o enfermeiro bonito já não estava mais segurando minha mão. Estou com medo.

A enfermeira que tirou meu sangue retorna. É uma seringa parecida, tinha uns tubos finos presos a ela, e havia um líquido dentro. Eu não gostava daquilo. Alguém me ajuda!

Quando ela injetou aquilo em mim, eu só senti meus olhos fecharem. Foi uma sensação horrível, parecia que eu tinha morrido, mas ainda estava ali. Eu ainda conseguia pensar e imaginar mil probalidades deu estar ali.

— O que é isso? — Eu disse aflita.

— Você consegue nos escutar? — Disse o chefe.

— Sim, eu me mexo também. Só não consigo abrir meu olhos.

— Isso é incrível!

É, pelo jeito era pra estar totalmente apagada, mas por alguma forma eu estava consciente, embora não sentia nada. Então eu podia falar, escutar e mexer os braços, e para eles isso era impressionante.

Dormi de vez agora. Quando acordei estava em um quarto do hospital. Eu só pensava no enfermeiro. Queria muito saber o nome dele! Eu me levanto e saio a sua procura.

Eu ando pelos corredores, tem muitas pessoas aqui. Todos com as mesmas roupas de hospital, são pacientes. Pessoas loucas que perambulavam pelos corredores do hospital. O que eu estou fazendo aqui?

Uma enfermeira educada me avista.

— Eu sei quem você está procurando.

Eu a sigo e ela me leva até uma salinha, onde os enfermeiros passavam o tempo. Dentro da sala só havia um homem. Sim, era o enfermeiro que eu procurava. Não sei por que eu me encantei por ele desde o primeiro momento que eu o vi. Ele olha pra mim graciosamente. Eu gosto dele. Poderiam estar me dando mil injeções mas eu me sentia segura com ele.

Eu vou em sua direção e pego sua mão de novo.