Nunca Desista
2 Capítulo 2 - Adormecida
No dia seguinte acordei com o hospital em movimentação.
Escutei pelos arredores que estavam preparando a sala de cirurgia. Eu só pensava que era para mim. E eu estava certa. Depois de terem botado aquela substância em mim, eles iam colocar outra coisa em mim. Não eram injeções. Meu medo aumentou mais que o normal. Eu andei pelo hospital, pelos corredores, passei em frente a essa tal sala e eles estavam lá arrumando tudo.Só sei de uma coisa, eu nunca entrarei nessa sala. Eu vou em busca do meu enfermeiro, aquele que segurou minha mão. Ele vem em meu encontro e ele segura minha mão.— Você precisa sair daqui, eu vou com você. Eu coloquei a substância em mim e estamos curados. — Ele me diz com som de preocupação. — Você é inteligente, conseguirá sair. Estarei logo atrás de você.No momento que ele diz essas palavras, ele está segurando minhas mãos perto do rosto dele, olhando dentro dos meus olhos e me dizendo tudo. É hipnotizante.Então, comecei minha fuga. Eu estava com roupas do hospital e caminhava discretamente até a porta da entrada. Tinham muitos enfermeiros que não me conheciam e muitos pacientes que podiam andar para fora do hospital. Eu caminhava, ninguém ligava para mim. Até que...— Paciente fugitiva, usa mocassins marrons. — uma voz diz isso pelas caxinhas de som que haviam no hospital.Eu olhei para os meus pés, desde quando uso mocassins marrons? Me descobriram. Eu estava bem próxima da entrada faltava alguns passos. Uma mulher estava ao lado da grande porta de vidro e apertou um botão, e logo em seguida as portas se trancaram. Ficaram alguns pacientes ainda lá fora que entravam e saiam. Mas para minha sorte na hora que ela apertou o botão, uma mulher ainda segurava a porta aberta oara entrar e foi nessa hora que eu sai. Eu olhei em volta, era totalmente no meio do deserto, parecia uma fazenda, mas só havia um hospital. Em volta plantações muito secas.Quando vi a distância que eu estava do hospital eu corri. Cadê meu amado enfermeiro? Quando olhei para trás, ele estava vindo da parte de trás do hospital, correndo em minha direção. Ele segurou minha mão e começamos a correr.Um som de latidos muito altos reçoavam no meu ouvido. Quando vejo eram três cachorros bem ferozes correndo atrás de nós. Corremos, corremos e corremos. Era uma lugar muito grande, separado por cercas e porteiras velhas. Os cachorros nos cercaram. Sério isso? De novo? Havia duas interseções que juntas eram uma pilastra fina, e ali nos escondemos. Era um lugar pequeno e eu estava totalmente nos braços dele. Ele falava comigo. Era hipnotizante.— Eles estam chegando perto. — Disse ele.— Fale baixo eles vão nos ouvir. — Eu disse muito espantada.Eu fechei os olhos e abracei o meu enfermeiro, quando vi que um dos cachorros chegava perto, ele nos viu e deu um latido muito forte do meu lado, meus ouvidos doeram. Eles só latiam não faziam nada. Nós saímos da onde estavamos, e percebemos que os cachorros eram inofensivos. Nos cheiraram e agiam como se nem estivessemos ali.— Nosso sangue está mudado, nós temos a cura. — Disse ele bem feliz.A voz dele era tão calma e serena, que trasnmitia calma pra mim. Eu mal conhecia ele, mal sabia seu nome, mas eu já sentia um amor inexplicável por ele, como se já o conhecesse a muito tempo e pelo jeito ele sentia o mesmo por mim, além do mais ele está me ajudando a fugir do hospital onde ele trabalhava. Eu tenho muitas perguntas. Mas no momento eu só penso em estar o mais longe possível daqui.— Você vai vir comigo?— Sim, agora sou como você, lembra? Injetei a substância em mim. Eu estou com você não se preocupe. — Ele disse removendo os sapatos e as roupas de enfermeiro.Nós só corriamos em uma direção, como sempre, de mãos dadas.O caminho foi ficando repleto de objetos, principalmente, colchões. Nós íamos pela lateral para não ter que passar por tantos colchões. Eu ouço uma música. — Ei, vamos por aqui. — Eu digo. Ele me segue.Entrei no meio dos colchões.— Eu reconheço essa música de algum lugar. Olhe isto era meu. — Havia um edredom branco azulado preso a um colchão.Continuamos caminhando pelo colchões, sem entender nada. Parecia um labirinto. Estavamos chegando no final, havia um colchão como uma rampa e eu ia subir quando um homem botou a cabeça lá em cima.— Eu achei eles! — O homem gritou.— Corra, fuja! — Eu gritei para o meu amado, que correu até que sumiu da minha vista. Óbvio que eu não seria pega tão facilmente, já fugi uma vez, fujo de novo e de novo. Eles são muito insistentes. Eu corro, só tem uma direção e é onde as pessoas que querem me pegar estão. Eu corro desvio de tudo, uma ou outra van derrapava perto de mim com pessoas dentro. Essas pessoas tinham armas para me sedar. Eu corria, desviei de uma ou três vans. Até que pela terceira vez me cercaram. Mas eu não desisto fácil. Continuei correndo na direção deles. Escutei um tiro bem baixo. Desviei. Outro. Desviei. Uma mulher (com roupa parecendo daqueles filmes, com lugares para colocar armas, cheia de munições) vinha na minha direção, embravecida, com uma arma apontada para mim, eu estava pronta para desvia. Mas ela estava muito perto. Escuto o som do tiro bem baixo. Ela acertou o dardo no meu ombro. Eu começo a sentir meu corpo parando, mas minha mente não. Eu luto contra o sono que estava abalando meu corpo e continua caminhando. Não conseguia correr.
— Não é possível que ainda esteja de pé! — O chefe diz surpreso.Eu caminho, com uma raiva que eu era capaz de agredir alguém naquele momento. Eu caminho e chego perto da mulher e do chefe. — Vai! Pega! — Ela retira e bota de novo o dardo do meu ombro. Agora realmente eu ia apagar. Eu ali em pé, sonolenta, olho para o céu e vejo um incrível pôr do sol. — Por favor, só deixa eu ver pela última vez o céu. Está tão bonito. — Eu já não falava coisa com coisa, mas realmente estava bonito. Eu fiquei analisando o céu e só imaginando a próxima vez que veria ele, por minhas atitudes eu achava que iria ficar presa sem ver a luz do dia. — Não você não... — A mulher é interrompida pelo chefe.— Deixe ela. — Ele sentou no chão a mais ou menos um metro de distância de mim e me observou maravilhado.Eu não sei o que aconteceria comigo depois disso, mas eu estava me sentindo plena. — Ei eu vi você, saia com as mãos para o alto! — Um dos homens do chefe grita, apontando a arma para o meio das árvores.— Oh não. — eu lamento.Sim, era o meu enfermeiro. O que ele está fazendo aqui? Por que não fugiu? Então, ele é pego e os homens ficam o olhando para não fugir. Eu estou um pouco sedada e viajando em minha mente. Mas estou acordada, vejo e ouço tudo. Eu estava saindo da minha sonolência, estava saindo o efeito do dardo. Eles estavam me levando para uma cabine, parecia um quadrado, uma prisão que estava ali no meio da rua. Do lado tinha um helicóptero. Dentro do helicoptero o piloto, e ao longe meio drogada eu vejo o meu amado enfermeiro lutar com o piloto. Ele faz um sinal para mim, eu pego alguns dardos das pessoas em minha volta sem elas verem. Eles me colocam na cabine, e, antes deles fecharem a porta eu jogo os dardos em todos eles.O enfermeiro liga os motores do helicóptero, e começa a decolar puxando a cabine e aos poucos tirando ela do chão. E eu estou ali, meio drogada olhando o chefe, a mulher e mais uns 2 homens adormecidos e sendo carregados pelos outros. Eu estou dentro da cabine, que voa pelo céu. Adormeço.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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