Nuestro Amor
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Era começo da tarde e Emma se preparava para sair, ela ainda precisava investigar o assassinato do Archie e também conversar com seus pais e seu filho, todos precisavam saber o que descobrira para que a ajudassem na investigação, porém quando já estava na porta fora interrompida pela morena que até pouco tempo antes dormia.
– Você vai me deixar? – perguntou a morena assustada ao perceber que ficaria sozinha outra vez.
– Eu preciso continuar a investigação sobre o Archie, Regina. E também preciso ir pra casa contar tudo aos meus pais. – respondeu a xerife que agora voltara a ficar perto da morena.
– Não! Emma, por favor, não conta nada pra eles... – suplicou a morena que começou a entrar em pânico novamente com a menção dos pais da xerife. – Não diz nada ainda, Emma... Por favor, não conta pra ninguém sobre o bebê, eles não vão me deixar cuidar dele, eu sei que todos vão querer tirá-lo de mim. – chorava a morena copiosamente, ela agora tremia de tanto medo. A xerife ao perceber o que acontecia foi até a cama e lá gentilmente pegou a morena e a envolveu num forte abraço e começou a falar palavras que visavam acalmá-la.
– Ninguém vai machucar você ou tirar o nosso bebê, eles não vão fazer nada com ele eu prometo. – dizia a xerife num tom de voz que visava acalmar a morena que ainda tremia. – Eu vou proteger vocês e ninguém vai te separar do nosso bebê, confia em mim. Não entendo o motivo de ter ficado assim, mas vou respeitar o que me pediu e ninguém mais vai saber sobre o bebê e também vou ficar aqui mais um pouco, só preciso que se acalme e respire, ok? – terminou de falar a loira que ainda segurava a morena assustada nos braços.
– Sinto muito por isso, Emma. – falou a prefeita baixinho. – Eu só sinto tanto medo o tempo todo, não quero te prender aqui. – finalizou sem olhar nos olhos verdes que mexiam com seu coração.
– Hey, não precisa se desculpar e eu estou aqui porque me preocupo com você e com o bebê. – disse a xerife que mais uma vez abraçou a morena. – Você quer vê o nosso filho agora? – perguntou ainda segurando a prefeita, ela sabia que esse era o tipo necessário de conforto que ela precisava naquele momento.
– Eu gostaria, mas acho que depois de hoje ele não vai mais querer saber de mim. – respondeu tristemente a morena.
– O Henry foi o único que sempre acreditou em você e foi ele quem me convenceu de que era inocente, foi o nosso filho que me contou sobre o bebê, ele parecia tão assustado ainda mais depois que soube que você havia usado magia. – respondeu a xerife. – Nosso filho é um garoto esperto e me fez ir direto pra você então não se preocupe, tenho certeza de que tudo que ele quer é vê que vocês estão bem. – finalizou a loira.
Não muito tempo depois Henry chegou ao hospital, ele foi com Ruby, Emma havia pedido esse favor para sua amiga porque além que não querer perturbar a morena com a presença de seus pais no hospital ela precisava de alguém para investigar mais profundamente o assassinato já que depois do incidente mais cedo não teria coragem de deixar Regina sozinha, ela viu o quão vulnerável a morena ficou e isso fez com que seu instinto de proteção só se elevasse. Quando o menino e a garçonete chegaram Emma tratou de sair do quarto para deixar mãe e filho sozinhos um tempo e assim conversar melhor com a única pessoa na cidade que poderia ajuda-la. No quarto do hospital o momento entre Henry e Regina foi emocionante, apesar de estarem apenas algumas horas separados mãe e filho sentiram muitas saudades.
– Mamãe? – chamou o menino ao entrar no quarto.
– Henry. – disse a morena que agora se encontrava numa posição sentada na cama.
– Mãe, eu senti tanto medo de que algo acontecesse, desculpa ter contado pra Emma sobre o bebê, mas ela precisava saber pra te ajudar. – disse o menino já chorando nos braços de sua mãe.
– Tá tudo bem, meu pequeno príncipe. Você foi muito corajoso me defendendo, a Emma me contou tudo e se não fosse por isso não sei o que teria acontecido, você me salvou e salvou o bebê. – respondeu a morena que esfregava círculos calmantes nas costas do menino.
– Eu te amo tanto, mamãe. – disse o menino que abraçava ainda mais sua mãe morena.
Na lanchonete do hospital Emma contou resumidamente o que acontecera deixando de fora a gravidez da morena conforme o prometido. A xerife pediu a Ruby que continuasse a investigação a fim de descobrir quem poderia se disfarçar a ponto de levar a todos a acreditar na culpa da prefeita, a xerife pediu também que a garçonete evitasse contar o que ela descobrira ali, disse que temia que se soubessem que Regina não estava podendo se defender que alguém a atacasse. A garçonete a princípio não acreditara nas palavras da amiga, mas depois de um tempo percebera que de fato Emma estava certa e se dispôs a fazer de tudo para descobrir o culpado pela morte do Archie. Ao final da conversa Emma foi até o quarto chamar seu filho, ele precisaria voltar com a morena de mechas vermelhas, mas ela o assegurou que cuidaria de Regina e do bebê e só então ele aceitou sair, mas prometeu voltar no dia seguinte para visitar a mãe novamente.
Não muito longe dali Cora observava tudo através de um feitiço especial, ela quando percebeu que seu plano inicial não dera certo e que sua filha fora parar no hospital deu um jeito de se infiltrar entre os enfermeiros e assim descobriu sobre a criança que Regina espera e decidiu que não poderia deixar esse bebê nascer, ele seria um empecilho e mais uma fraqueza na vida de Regina algo que definitivamente teria que sumir e foi por isso que a rainha dos corações decidiu que faria de tudo para tirar mais essa criança de sua filha, assim ela ficaria sozinha e só então a bruxa se revelaria, esse plano teria que funcionar, ela precisava de poder e só com ajuda de sua filha seria possível, por isso decidiu que começaria a mostrar pra Regina que ninguém fica em seu caminho, assim quando chegasse o momento da revelação Regina não hesitaria em escolher o poder. A primeira coisa que a bruxa sem coração fez foi decidir esperar sua filha dormir, depois a faria reviver o momento em que perdera o filho bastardo do cavalariço, uma criança que seria criada como da realeza, mas que nunca seria nada além de uma fraqueza na vida da rainha, e ser fraca era tudo que Regina não poderia ser.
Era noite e a morena exausta dormia pacificamente, ao perceber que finalmente Regina estava tranquila a xerife se permitiu relaxar também e foi até o sofá que ficava em frente a cama onde Regina dormia e lá ela também se entregou ao sono. Durante a madrugada Cora finalmente colocou seu plano em prática e com auxílio de magia negra entrou no subconsciente da sua filha e de lá tirou uma das lembranças mais dolorosas que pode, ela fez com que a morena relembrasse o que aconteceu tantos anos atrás, ela reavivou o momento exato em que Regina tinha seu filho morto tirado de seus braços.
Era uma tarde fria no castelo quando a jovem rainha sentiu as primeiras contrações, ela que estava grávida de pouco mais de seis meses e meio sabia que não era o momento para a criança nascer, logo tratou de mandar um dos servos informar ao rei o que acontecia, apesar dessa criança não ser dele e sim do Daniel, todos acreditavam que era, com ajuda de Rumplestilskin ela magicamente fez com que só começasse a mostrar no tempo certo e por isso todo o reino acreditou que a jovem rainha engravidara após a noite de núpcias. O rei estava feliz com a possibilidade de ter um filho para assumir o trono e governar, ele nesse período sempre se mostrava prestativo as vontades da rainha e ordenara que os servos lhe desse o que desejasse, ele era um bom homem que apesar de não amar sua nova esposa nutria certa afeição por ela que salvara sua amada Snow. Quando um dos seus servos o chamou e lhe informou sobre a condição da rainha o rei imediatamente ordenara que o médico real fosse levado aos aposentos da jovem rainha para verificar o que acontecia e assim foi feito. Não muito tempo depois o médico se encontrava nos aposentos da rainha, no momento em que verificou como ela estava pode constatar que a rainha estava em trabalho de parto e que nada poderia ser feito a não ser esperar o momento do nascimento. Horas de dor agonizante se passaram e Regina cada vez mais tinha certeza de que algo muito errado acontecia com seu bebê, ele já não mexia mais e a dor era cada vez mais intensa até que chegou o momento de empurrar e quando finalmente não havia mais dor e o bebê nasceu não houve um ruído sequer, sem choro, sem nada, apenas o silêncio.
– Sinto muito, majestade. O menino não sobreviveu ao parto. – informou o médico em tom solene.
– Deixe-me segurá-lo só uma vez, por favor, não o levem pra longe. – pediu a rainha aos prantos. Mas ela nunca pode segurar o seu bebê, o médico apenas deixou que ela o visse por breves segundos e depois a criança fora levada para longe, a rainha fora cuidada e deixada sozinha para lidar com a perda. O rei também de luto apenas fora até os aposentos de sua esposa para lhe informar que a criança seria enterrada com o nome de Carlo Leopold III e depois saiu.
Naquela mesma noite Regina recebera uma visita inesperada, Cora, sua mãe que ela banira no dia de seu casamento estava bem na sua frente, ela com toda frieza então contara pra Regina o que fizera.
– Eu sabia que você é fraca, Regina, só não esperava que fosse tanto. – disse com desdém em sua voz. – Chorar a perda de um bastardo, não foi assim que te criei, mas pelo menos pude fazer algo para impedir que essa criança viesse ao mundo, demorei a conseguir uma forma de voltar, mas valeu todos os meses em que trabalhei a fim de conseguir criar portais temporários, o primeiro já me foi muito útil. Agora sim minha missão está completa e você vai se focar apenas no poder, finalmente encontrei uma poção indetectável que fez com que todos acreditassem que a criança não sobreviveu ao parto, mas a verdade minha filha, é que a poção que criei a matou no segundo em que nasceu, eu fiz tudo isso com esse bastardo e você nunca mais terá uma fraqueza, esse é meu presente pra você. Até algum dia. – finalizou a bruxa sem coração deixando uma Regina totalmente quebrada e com o coração mais escuro.
– Meu bebê, não o levem. Me deixem segurá-lo. – chorava a morena durante o sono. – Ele precisa de mim, me deixem vê-lo, ele não pode tá morto. – falava a morena que estava visivelmente tendo um pesadelo. A xerife imediatamente acordou e foi correndo tentar confortar a morena.
– Regina, acorda. – falava a xerife calmamente, ela temia perturbar ainda mais a mulher assustada. – Regina, abra os olhos, vamos. – continuava a falar enquanto segurava a morena.
– Eles não me deixaram vê o meu bebê. – falava a morena ainda desorientada.
– Regina, o bebê está seguro, ele está bem e ninguém vai tirá-lo de você, foi só um pesadelo. – dizia a xerife que ainda não soltara a morena.
– Emma, eles o levaram. – chorava a morena. – Eles não me deixaram segurar o meu filho, eu não posso perder o nosso bebê também. – soluçava a morena que agora segurava fortemente a xerife.
– Regina, o que aconteceu? – perguntou a xerife confusa ao perceber que provavelmente havia mais alguma coisa por trás do medo da morena.
– Eu tive um bebê há muito tempo atrás e ele morreu, minha mãe o matou. Ele nasceu morto, Emma, eu não segurei o meu menino, eles o levaram pra longe. – falava a morena aos prantos, ela entre soluços contara o que aconteceu e ao final desabou de vez em meio as lágrimas.
– Gina, eu sinto muito pelo seu bebê, mas preciso que agora se acalme e respire fundo, tudo bem? – falou a xerife a fim de acalmar a morena. – Eu não posso imaginar o que você sentiu e nem o quão ruim foi tudo o que me contou, mas eu posso prometer que o nosso bebê vai ficar seguro e que ninguém vai machucá-lo, mas é preciso que se acalme.
– Emma, eu tenho medo de perdê-lo como aconteceu antes, a médica mesmo disse que ele não está fora de perigo. – falava a morena ainda chorando.
– Eu sei que dá medo, mas o nosso bebê é forte e ele vai ficar bem. Logo estaremos em casa e vamos poder aproveitar o fato de que em poucos meses o teremos em nossos braços. Nesse meio tempo vou fazer tudo o que me pedir e comprar as coisas mais estranhas que desejar, mimar você e sabe por que? – falava a xerife com voz suave, ela finalmente decidira contar pra Regina o que tinha medo de admitir até para si mesma. – Sabe por que eu sei que tudo vai ficar bem? Por que eu te amo, Regina. Tive medo de confessar meus sentimentos, mas não importa mais, eu quero que saiba que nunca precisará ficar sozinha, você tem a mim agora. Eu te amo e amo o nosso bebê. – finalizou a loira em tom apaixonado.
– Você me ama? – perguntou a morena com medo, ela temia ter entendido errado, pois sabia que amava a xerife apesar de sempre ser lembrada de que o amor é fraqueza.
– Amo, Regina. Eu amo você. – confirmou a xerife.
– Mas como? Você não pode me amar, Emma. Todo mundo que me ama ou que eu amo é tirado de mim ou me deixa. Eu não quero perder você, por favor, não repete mais isso, eu posso acreditar e se acontecer e eu te perder eu não vou suportar. Já perdi muito nessa vida, Emma. – dizia a morena entre lágrimas.
– Regina, o amor não se escolhe ele acontece e eu te amo. Não conheço muito sobre o seu passado, mas eu prometo que ninguém mais nos separar. – respondeu a loira com convicção. – Eu vou sempre ficar com você e nunca mais você vai se machucar. – finalizou com o mais doce dos beijos nos lábios da morena.
– Eu tenho medo de me deixar amar você, Emma. Tentei muito não sentir isso que sinto só que eu te amo e dói porque sei que a qualquer momento vou te perder e mais uma vez serei deixada de lado, ninguém nunca me escolhe e eu nunca sou o suficiente. Quando seus pais souberem vão fazer você me deixar... – falou a morena que agora se aconchegou ainda mais nos braços de sua salvadora.
– As coisas podem não ser fáceis, mas nós vamos sobreviver a tudo juntas e meus pais não vão poder nos separar e se tiver que escolher eu sempre vou escolher você. Agora volte a dormir, vou ficar aqui com você e quando acordar ainda estarei bem do seu lado, não tenha medo. – disse a xerife que agora deitara ao lado da morena na cama, ela sabia que ambas precisavam dormir, mas não teve coragem de deixar a morena fragilizada sozinha, não depois de tantas emoções.
O resto da noite fora relativamente tranquila, Regina apesar de todo o stress conseguira se sentir segura ao sentir o calor do corpo de Emma contra o seu, a morena sabia que nada seria fácil, mas ao ter alguém para compartilhar seus medos tornou o processo menos doloroso. Quando a manhã chegou e os acontecimentos do dia anterior mais uma vez vieram a tona a morena teve medo, ela por mais que tivesse confiado nas palavras da xerife temia acordar e perceber que tudo fora dito no calor do momento e que Emma a deixaria como todos em sua vida e por isso tentou se preparar para o pior, mas o que teve ao abrir os olhos foi a visão da sua salvadora a olhando com olhos apaixonados e um carinho que nunca tivera antes e isso a fez chorar, eram muitos sentimentos que podia sentir só com aquele olhar.
– Hey, o que foi? – questionou a xerife ao perceber as lágrimas silenciosas que caiam do belo rosto da morena.
– Você ficou. – respondeu a morena. – Você não me deixou sozinha, ninguém nunca se preocupou tanto comigo antes, Emma.
– Eu disse que ficaria. – respondeu a xerife docemente.
– Obrigada por ficar e se preocupar comigo e com o nosso bebê. – falou a morena ainda com voz de choro.
As horas seguintes passaram lentamente, as duas esperavam pela chegada da médica que lhes diria como o bebê estava até aquele momento. Assim que a Drª Cruz entrou Emma notou que Regina ficou muito mais tensa, aquela seria a primeira vez desde que ela dera entrada no hospital que falaria diretamente com a médica, das outras vezes foi sempre Emma quem ouviu as notícias.
– Regina, vejo que está bem melhor essa manhã e isso me deixa contente, mas estive estudando o seu caso mais profundamente e cheguei a conclusão de que devemos fazer um exame específico para verificarmos o feto. Com a maldição e o tempo parado não posso ter certeza sobre como esse bebê está, em casos normais não passaria esse exame por apresentar alguns riscos, mas sinto que precisamos nos assegurar que sua gestação não terá intercorrências e que o bebê é completamente saudável. O que quero dizer é que o seu organismo pode vir a ter o metabolismo acelerado e causar algum problema genético no feto e por isso devemos fazer um exame chamado amniocentese, que consiste basicamente em retirar um pouco do líquido amniótico para uma análise detalhada, com ele poderemos descartar problemas genéticos já que infelizmente para a parte mágica nada podemos fazer.
– Quais são os riscos? – questionou a xerife ao perceber que Regina não conseguiria falar naquele momento, pelo olhar em seu rosto ela estava apavorada.
– Há sempre o risco de aborto, mas os casos estão cada vez mais raros. O exame pode provocar cólicas e contrações e por isso não o faremos de imediato. Precisamos primeiro ter certeza de que o bebê esteja seguro o que só poderei afirmar ao final do dia, mas por hora posso dizer que estou satisfeita com o ritmo dos batimentos fetais, desde que Regina deu entrada eles subiram consideravelmente e estão dentro do padrão. Dentro de mais algumas horas se tudo correr bem Regina será liberada e só deverá manter repouso moderado e em hipótese alguma usar magia, não vejo a necessidade de mantê-la aqui por mais tempo, percebi que o que causou a desaceleração dos batimentos fetais fora o uso intenso de magia e tendo em vista que sabemos disso não será necessário que Regina fique aqui mais tempo.
– Tudo bem, obrigada. – falou por fim a morena que ainda estava paralisada com as informações.
Após a saída da médica Regina voltou a ficar mais calada e Emma por algum tempo deixou a morena com seus pensamentos, mas depois ela finalmente percebeu que era hora de descobrir o que a bela morena tinha em mente.
– Gina, você não falou nada desde que a médica saiu, o que está pensando? – questionou a xerife usando um tom de voz que agora era dedicado somente a morena.
– Estou com medo de que nosso bebê não fique bem, você ouviu o que ela disse e talvez tudo o que fiz no passado agora venha cobrar o seu preço e a culpa será minha. E se algo estiver errado? Eu sei que você não vai suportar ficar comigo e não sei se posso passar por tudo isso, Emma. – respondeu a morena com os olhos cheios de lágrimas.
– Eu também estou assustada com o que ela disse, mas nós não podemos deixar o medo dominar. Quando chegar a hora nos preocupamos, agora tudo o que importa é que o nosso bebê está bem e eu sei que ele vai continuar assim e se nosso bebê tiver algum problema ainda assim estarei com vocês, nada vai nos separar e eu não a deixaria, não por isso, só faria se me pedisse e se algum dia quiser que saia eu saio, mas de coração partido. Regina, eu nunca fui boa em relacionamentos e não sei bem como fazer funcionar, mas por nós eu estou disposta a tudo. – respondeu a salvadora com ternura e sinceridade.
– Não é só isso Emma... – disse a morena agora sem olhar pra sua salvadora. – Eu não quero voltar a ficar sozinha, me sinto segura quando estou com você e quando voltar pra casa serei só eu e o Henry outra vez. – finalizou ainda fitando o lado oposto ao da xerife.
– Regina, olha pra mim. – pediu a loira que sentiu seu coração apertar ao perceber que a morena ainda acreditava que ficaria sozinha. – Eu não vou deixar você passar por isso sozinha e se me quiser com você vou ficar ao seu lado.
– Você quer mesmo ficar comigo? Mesmo quando eu sair daqui? – perguntou a morena surpresa apesar das declarações anteriores da xerife.
– Por que ainda duvida? – questionou a loira que sentia seu coração apertar cada vez que via a dúvida nos olhos da bela morena.
– Por que é difícil de acreditar que quando você puder sair ainda vai querer ficar comigo, não é fácil e eu tenho medo de que logo se canse e me deixe. – respondeu a morena que estava ainda muito triste.
– Gina, eu sei que não vou conseguir mudar facilmente esses sentimentos, mas vou tentar todos os dias fazer você se sentir amada e protegida. – disse a xerife que em seguida foi até a morena que ainda insegura e então lhe deu um beijo apaixonado e cheio de sentimentos.
O resto da manhã foi passado muito lentamente para as duas mães preocupadas, Regina depois de se abrir tanto ficou o resto do tempo mais calada, ela parecia tentar processar todas as mudanças das últimas horas. Emma também não fizera questão de conversar, ela estava ainda tentando assimilar o fato de quem em pouco tempo teria um bebê com a mulher que povoara seus pensamentos nas últimas semanas, a morte de um amigo causada por alguém com poder suficiente para se disfarçar como a morena, e por fim os possíveis riscos que essa gestação oferece. A salvadora se sentia impotente nessa parte e só desejava que seu bebê fosse completamente saudável, ela não saberia o que fazer caso algo desse errado, Regina provavelmente não suportaria a culpa e isso era o que mais a assustava, porque amar o seu bebê ela amaria de qualquer jeito. Horas após a primeira visita a Drª Cruz retornara com um aparelho de ultrassom portátil, ela faria uma última avaliação antes de liberar a morena que até aquele momento estava fisicamente bem.
– Regina, eu só farei um último exame para me certificar de que o seu bebê está bem e então você poderá ir pra casa. – disse a médica ao iniciar o exame. Alguns minutos tensos se passaram até que ela finalmente falou outra vez. – Pelo que vejo está tudo bem apesar dos acontecimentos do último dia e meio. O feto está com 17 semanas e ainda não há como afirmar que nada vai acontecer, mas até agora não vejo motivos para maiores preocupações. Você só precisa de repouso moderado e quero que volte aqui na semana que vem para que façamos o exame que falei anteriormente. E se desejar podemos descobrir o sexo, seu bebê está numa posição que nos favorece. – finalizou a médica.
– Eu gostaria muito de saber. – respondeu a morena ainda preocupada, mas um pouco mais confiante. –Emma, quer saber o sexo do nosso bebê? – questionou a morena.
– Eu também gostaria. – respondeu a salvadora visivelmente surpresa com a pergunta da morena. – Após a afirmação de ambas as mulheres a médica novamente passou o aparelho no ventre levemente protuberante da morena e em poucos minutos anunciou o sexo do bebê.
– Parabéns, vocês estão tendo uma menina. – disse a médica feliz por poder dá pelo menos uma boa notícia. – Agora vou deixa-las a sós e em poucos minutos uma enfermeira virá com os papéis de liberação, Regina.
Assim que a médica saiu Emma não pôde mais conter a emoção e de um beijo apaixonado seguido de um forte abraço na morena que estava ainda sem esboçar nenhuma reação até aquele momento, mas que ao sentir os braços de sua salvadora desabou em mais lágrimas, algo comum nos dias atuais para ela que estava sentindo tudo com muito mais intensidade. Emma preocupada com as lágrimas tratou de aprofundar o abraço numa tentativa de passar segurança pra morena e ainda nessa posição ela finalmente falou.
– Hey, você não está feliz com a nossa menina? – perguntou a xerife ainda com a morena nos braços.
– Emma, eu não sei cuidar de uma menina. Eu não quero me tornar a minha mãe. – chorava ainda mais a morena.
– Gina, você não vai se tornar a sua mãe e você vai cuidar da nossa menina tão bem quanto sempre cuidou do nosso filho. – respondeu a xerife numa tentativa de confortar a morena aos prantos.
– Eu tenho medo... Não quero estragar tudo e agora eu não sei se posso continuar, eu não sei se vou ser capaz de criar um outro bebê. – falava agora sem fazer sentido.
– Gina, você já cuida da nossa menina muito bem e quando ela nascer será igual, não tenha mais tanto medo e se permita ser feliz. Nós vamos ter uma princesinha em nossos braços e isso por si só é motivo de alegria e agora temos uma a outra. – disse a salvadora que agora olhava para sua rainha, ela sabia que essa jornada não seria fácil, mas agora mais que nunca faria de tudo para manter as mulheres da sua vida protegidas assim como já faz pelo seu filho.
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