Nuestro Amor
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Cora que ainda estava sob disfarce no hospital, ao ficar sabendo sobre a condição de sua filha decidiu que mudaria seus planos e esperaria mais alguns dias para finalmente se apresentar, nesse período separaria sua filha da salvadora assim seria mais fácil se livrar da criança e quebrar completamente Regina. A rainha dos corações aproveitaria esse período oculta para mexer mais com a mente da Regina, algo que aprendera a fazer durante os anos que passou no exílio e assim faria com que a salvadora desistisse da ideia de continuar com Regina, a bruxa sem coração queria que sua filha não tivesse mais ninguém, porém não esperava encontrar alguém disposto a amar e cuidar dela e isso certamente mudava tudo. A bruxa decidiu que assim que Regina tivesse alta começaria sua nova fase, ela só precisaria de um momento onde Emma não estivesse por perto e faria sua primeira jogada, colocaria Regina para dormir e mais uma vez se apoderaria de sua mente, dessa vez a faria vê exatamente que vai fazer aos seus filhos e a salvadora.
Logo após chegaram á mansão Emma levou Regina para o quarto e ao se assegurar que a morena estava confortável ligou para seu filho, ela pediu que ele voltasse para casa porque precisava ir até o apartamento pegar algumas coisas, mas não queria deixar a morena sozinha, ela sabia que Regina ainda estava sensível e insegura e preferiu não arriscar. Dez minutos após o telefonema o menino estava de volta e logo fora ficar com sua mãe, Emma então se despediu de ambos prometendo voltar, ela quase não o fazia ao vê o olhar de tristeza e insegurança nos belos olhos cor de chocolate que aprendeu a amar ao longo do tempo, porém se forçou a sair para pegar algumas coisas desde que era impossível ficar na mansão sem nada, além disso, devia uma explicação aos seus pais sobre algumas coisas apesar de que ainda ocultaria a gravidez. No apartamento as coisas não foram fáceis, nenhum dos Charmings aceitou bem a decisão da xerife e logo acusaram Regina de forjar os acontecimentos para se vingar o que causou uma explosão da xerife que imediatamente pegou tudo que podia e saiu de casa sem proferir mais nenhuma palavra, ela não conseguia acreditar que mesmo depois de tudo seus pais ainda julgavam Regina tão mal, era inaceitável pra ela ainda mais porque naquele momento eles já sabiam o quanto ela estava ligada a morena, a salvadora simplesmente não aceitava que eles não percebessem o quanto aquele sentimento era real e não fruto de um feitiço ou maldição.
Enquanto a salvadora fora ao apartamento a rainha dos corações aproveitou para colocar a primeira parte de seu plano em ação, mas antes colocou o menino para dormir em seu quarto com um feitiço simples, ela não poderia correr o risco dele chamar a salvadora caso percebesse algo errado e depois deu início a primeira fase de seus planos para quebrar e destruir sua filha. A bruxa sem coração projetou no subconsciente de Regina algumas cenas que visavam perturbá-la a ponto de colocar a criança bastarda em risco.
Era uma bela tarde de outono em Storybrooke e Regina observava de longe seu filho brincando no parque da cidade junto com sua outra mãe enquanto ela descansava a sombra de uma bela árvore a acariciava sua barriga de quase oito meses. O dia não poderia está melhor e mais tranquilo, essa era a primeira vez em muito tempo que apenas desfrutava de um momento de paz com sua família, isso até que uma figura apareceu bem na frente do Henry e sem aviso nenhum o congelou no lugar bem como as outras duas pessoas no local. Essa figura que ainda não se mostrara enfiou a mão no coração do menino e o arrancou sem pensar, só então se virou.
– Regina, você não aprendeu nada? – questionou Cora. – Não aprendeu ainda minha querida que o amor é fraqueza? Seu amor por esse menino me deixa enjoada, não te criei pra acabar assim tão fraca e agora toda sua família irá pagar. – falou a rainha sem coração e logo depois esmagou o coração do menino que caiu sem vida, um segundo depois fez o mesmo com o coração da salvadora e por fim foi até sua filha e sem aviso colocou as duas mãos no ventre dela para em seguida arrancar a criança por nascer e também tirar seu coração. E com isso desapareceu e junto com ela levou tudo de Regina.
– Não! Não, mãe! – gritava a morena em seu sono. – Eu vou ser boa, não machuca minha família. – chorava a morena sem parar.
Emma que estava abrindo a porta da mansão ouviu os gritos e sem pensar correu para o quarto principal e lá encontrou a morena que claramente estava tendo um pesadelo, ela então foi até a cama.
– Regina! Regina, acorde. – chamou a salvadora baixinho para não perturbar ainda mais a morena.
– Emma... – disse a morena quase sem ar ao abrir os olhos. – Emma, eu não posso perder minha família. Eu não posso perder vocês. – chorava a morena que tremia agora nos braços da xerife.
– Gina, você não vai nos perder. Estamos seguros, todos nós. – dizia a xerife na tentativa de acalmar a morena. – Baby, você precisa se acalmar por causa da nossa princesinha, acha que consegue? Depois se quiser pode me contar o que aconteceu. – pediu a xerife que percebera que a morena ficou tensa ao mencionar o pesadelo.
– Eu só quero esquecer. – respondeu a morena que agora estava agarrando com toda sua força a salvadora.
– Tudo bem então, mas agora eu vou colocar você na cama e volto em um minuto, só preciso fechar a porta. – disse a xerife que logo depois saiu e que em menos de 30 segundos já estava de volta, ela então foi até o outro lado da cama e colocou a morena que ainda tremia em seus braços. Elas ficaram assim até que Regina voltou a dormir, dessa vez num sono sem sonhos.
Algumas horas mais tarde Regina acordou ainda nos braços de Emma e logo se lembrou do pesadelo e com isso abraçou ainda mais forte a xerife que ao perceber que sua rainha acordara a olhou com todo amor do mundo e a beijou numa tentativa de confortá-la e garantir que tudo ficaria bem. A xerife tinha consciência de que enfrentariam muitos obstáculos pelo caminho, mas ela não desistiria nunca de fazer Regina feliz, não depois de tantos anos de sofrimento e dor que ela passara, a missão da salvadora agora era garantir o final feliz de sua rainha. As duas ficaram na cama mais algum tempo até que a morena finalmente quebrou confortável o silêncio que se instalara.
– Emma, como foi com os seus pais? – questionou insegura.
– Não muito bem, mas não se preocupe. – respondeu a xerife que percebeu a insegurança da morena. – Eles não entendem que eu te amo, mas isso não muda nada e enquanto precisar e me quiser estarei com você e ninguém pode nos separar.
– Promete? – perguntou a morena que precisava ter certeza de que não teria seu coração quebrado outra vez. – Promete que vai ficar comigo, que não me deixar como todos fazem? Emma, eu não posso te perder ou perder os nossos filhos... – completou a morena que mais uma vez tinha lágrimas nos olhos. Ela não sabia o motivo, mas seus medos e inseguranças que já eram fortes antes se intensificaram por causa das magias que sua mãe secretamente estava usando contra ela na tentativa de no final provar que isso a tornou fraca.
– Eu prometo. – respondeu a salvadora no mesmo instante. – Prometo que nunca mais você ficará sozinha e que sempre a protegerei e a nossa família também. – finalizou a salvadora.
– Emma, eu só estou com medo e é tão difícil admitir que me sinto assim... Eu me sinto fraca e vulnerável e sinto que a qualquer momento você vai se cansar de mim, que vai me deixar... – confessou a morena que por mais que tentasse não conseguia se convencer de que agora estava segura.
– Gina, eu não posso imaginar o que você passou ou tem passado e sei que agora com a gravidez tudo se intensifica, mas se preciso for todos os dias vou fazer você saber o quanto eu te amo. – disse a xerife com carinho.
– Obrigada por não me deixar. – disse a morena um pouco mais tranquila.
Dois dias se passaram desde que Regina saíra do hospital e as coisas estavam se encaixando, Henry estava na escola e Emma ainda não havia voltado a trabalhar, ela pediu que Ruby continuasse no caso sobre a morte do Archie, a xerife não queria ainda deixar Regina sozinha, a morena apesar de demonstrar um pouco mais de confiança ainda ficava insegura toda vez que a salvadora precisava sair de perto dela, era como se a cada vez que Emma a deixava fosse a última que ela a veria então ao perceber como a sua rainha ficava a xerife optou por delegar todo o trabalho para sua amiga que estava cuidando muito bem de tudo apesar de nenhuma pista ter sido encontrada. Passava das 9 am quando a campainha tocou, Regina que preparava o café da manhã pra ela e Emma foi atender e se assustou ao vê quem era, ela nem ao menos teve tempo de reagir quando as agressões verbais começaram.
– Eu já sei de tudo, Regina e posso garantir que se essa criança que carrega for mesmo minha neta ela não será criada por você. – gritou Snow assim que Regina abriu a porta. – Eu fiquei sabendo hoje cedo no Granny’s que está grávida e todos estão dizendo que é da minha filha, claro que não acreditei, mas depois tudo fez sentido, você a manipulou a tal ponto que agora ela virou as costas pra gente, sua família, pra ficar aqui sabe-se lá por quais motivos, talvez ela tenha medo que você estrague essa criança que ela acredita ser dela. Ela não te ama, não adianta usar qualquer maldição por que o beijo de amor verdadeiro vai quebra-la e ela finalmente vai perceber quem você é e nesse dia, Regina... – falava a princesa antes de parar para se recompor, ela não poderia ser fraca agora, tinha que proteger sua família e então recomeçou. – Nesse dia ela vai sair e levar o Henry e essa criança e nós a criaremos como nossa, depois de tudo que vez será o seu castigo. Você vai perder tudo e eu vou ter a minha vida de volta, a vida que roubou de mim no dia que lançou a maldição e que perdi a minha filha. – continuava a falar a morena de cabelos curtos até que sem aviso fora arremessada a alguns metros da porta.
– Você não sabe o que está falando, Snow. Emma me ama e eu a amo. – respondeu a morena com raiva, ela estava perdendo o controle da sua magia mais uma vez e começava a sentir os efeitos. Ela numa tentativa de se defender havia jogado a outra mulher longe e ainda não sendo o suficiente começara a sufoca-la, mas fora interrompida por uma forte dor em seu ventre e logo depois ouviu uma voz que sempre a acalmava.
– Gina, calma. – disse a xerife que terminava de tomar banho quando ouviu vozes alteradas no andar de baixo e logo descera para verificar, foi quando ouviu o final das palavras de sua mãe e viu Regina a jogar longe, ela então desceu correndo as escadas e chegou na hora que a morena levava suas mãos a barriga. – Você precisa parar agora com isso, nossa menina não gosta quando usa magia e também precisa se acalmar, não quero que nada aconteça a vocês. – pediu a xerife que nem sequer se preocupara em verificar sua mãe que agora se aproximava com mais raiva que antes.
– Emma, eu não acredito que ainda vá defendê-la depois que me atacou. – disse indignada a princesa mimada.
– Mary Margaret, sou eu que não acredito que você teve coragem de vir na minha casa, porque essa é minha casa agora, aqui onde a minha família está, para ofender a mulher com quem eu escolhi ficar, eu a escolhi e não foi nenhuma magia que me obrigou. Eu escolhi a mãe dos meus filhos, a ex- Evil Queen pro resto do mundo e Regina Mills pra mim, eu quero ficar com ela pra sempre e esteja avisada, você nunca vai chegar perto da minha filha. – respondeu a xerife furiosa. – Você nunca vai conhecer a sua neta e nem tente se aproximar do nosso filho, assim que o Henry chegar eu pessoalmente contarei o que aconteceu então nem tente envenená-lo contra Regina, ele vai saber que veio na nossa casa e disse o que disse mesmo sabendo sobre a gravidez. Se acontecer qualquer coisa com a minha filha ou a minha namorada eu a farei pagar. – terminou de falar a xerife ainda com muita raiva, ela então fechou a porta e foi até a morena que agora estava no sofá ainda passando a mão sobre seu ventre e com um semblante muito preocupado.
– Eu perdi o controle, ela começou a ameaçar a nossa menina e eu reagi. – falava a morena sem olhar pra xerife, assim que as primeiras palavras saíram seus olhos começaram a se encher de lágrimas. – Emma, eu não queria machucar a sua mãe, eu juro, mas ela sabe agora sobre a nossa menina e eu sei que nada vai impedi-la de tirar ela de mim, agora a cidade toda sabe e eles não vão me deixar ficar com o nosso bebê. – falava a morena já aos prantos.
– Hey, calma. – começou a falar a xerife que estava agora ao lado da morena. – Você só estava com medo, mas já passou e eu estou aqui pra cuidar de vocês, ninguém vai tocar na nossa filha. Mary passou dos limites, mas garanto que ela não vai fazer nada, eu falei sério quando disse que ela não vai nem conhecer a nossa princesinha e nem vê mais o Henry. – continuou a loira que agora esfregava círculos nas costas da morena numa tentativa de confortá-la, era preciso que Regina se acalmasse logo por causa da bebê, a morena não poderia está sob tanto estresse.
– Eu não quero que você se afaste deles por minha culpa, não posso fazer isso... – disse a morena que ainda olhava pro chão.
– Gina, minha escolha é você. Eu escolhi, Mary passou dos limites ao não aceitar que eu te amo, já havia deixado isso claro quando vim pra cá e ainda assim ela não aceitou, você não me afastou deles, foram eles quem fizeram isso por contra própria. – finalizou a xerife. – Agora é melhor você se deitar e que faço o nosso café da manhã, não é bom que se estresse tanto, tudo bem?
– Não quero ficar sozinha agora. – respondeu timidamente a morena.
– Ok, mas você fica pelo menos no sofá enquanto termino? – pediu a xerife. – A distância é pequena e ainda assim lá você fica mais confortável, eu prometo que termino rapidinho.
– Tudo bem, mas você pode ficar falando comigo? Preciso ouvir sua voz.... – disse a morena ainda com vergonha de se mostrar tão vulnerável.
– É claro que sim, Gina. Tudo o que fizer você se sentir melhor. – veio a resposta da salvadora seguida de um beijo apaixonado.
Cora com a ajuda de um feitiço especial observara tudo, ela esperava que a salvadora desistisse de sua filha quando confrontada com a princesa mimada e foi por isso que ainda se passando por uma enfermeira do hospital comentara casualmente sobre a gravidez da prefeita durante uma pausa para um inocente café da manhã no Granny’s, ela sabia que logo Snow saberia e era só esperar o momento de se revelar, mas outra vez ela se enganou com relação a Emma Swan, não seria fácil fazê-la desistir de Regina e caso nada mais desse resultado ela daria o golpe final, um que nunca falha. A rainha dos corações já até tinha destino certo para o coração da salvadora, ela o controlaria e faria a xerife matar seus filhos, depois a mataria e tudo isso diante dos olhos de Regina, dessa forma sua filha ficaria sozinha outra vez e veria que ninguém fica entre a rainha dos corações e o seus objetivos.
De volta a mansão o clima melhorara um pouco, as duas ocupantes da casa comeram o café da manhã preparado pela xerife e depois voltaram para o quarto, Emma fez com que Regina ficasse de repouso depois de tudo, a filha delas ainda poderia correr perigo e por isso a salvadora se certificou de manter sua namorada mais relaxada, os últimos dias haviam sido muito complicados e tensos e tudo que ela queria era um pouco de paz e por isso decidiu que seria um bom momento para conversar sobre assuntos mais leves e optara por começar falando sobre a filha delas.
– Gina, você já pensou em nomes pra nossa menina? – questionou a xerife que tinha envolvido a morena em seus braços e passava suavemente a mão sobre o ventre levemente protuberante da morena.
– Ainda não, Emma... Esses dias têm sido tão complicados. – respondeu a morena tranquilamente, ela finalmente estava começando a ficar mais relaxada depois de tudo.
– Eu também não, mas acho que ainda temos tempo. – falou a xerife em tom sonhador. – Mas sabe, eu acho que devemos começar a pensar em como arrumar o quarto da nossa princesa...
– Você não acha muito cedo, Emma? E se algo der errado? – veio o questionamento da morena que apesar de tentar não conseguia esconder o medo de não chegar a conhecer sua menina.
– Gina, vai ficar tudo bem e é ok que a gente comece a preparar as coisas pra chegada dela. Você não vai perdê-la e um quarto de bebê não fica pronto rapidamente, precisamos pensar em tudo. – respondeu a loira que secretamente sempre sonhara em ter um segundo filho e dar a ele o melhor e agora que essa segunda chance chegou ela queria aproveitar, além disso, ela sabia que assim seria uma forma de garantir a Regina que elas estariam bem.
Era véspera do exame que Regina faria para verificar mais profundamente a saúde da sua filha e ela estava muito nervosa, Emma percebera e por isso decidiu que naquele dia seria tempo pra família, Henry não foi a escola e todos os três passaram uma agradável manhã em casa, a xerife teria que ir até a estação por algum tempo para terminar uma papelada que precisaria ser enviada a Kathryn, que atualmente tomava conta da prefeitura a pedido de Regina, a morena não estava em condições de trabalhar e confiou seu cargo a sua amiga, apesar da quebra da maldição elas ainda mantiveram contato e a filha do rei Midas pode finalmente conhecer um pouco melhor a mulher em quem confiara durante o período que estava amaldiçoada e essa Regina que conhecera era ainda melhor e isso fez com que ela não desistisse da amizade delas. Emma estava perto de terminar suas panquecas quando a campainha começou a tocar freneticamente, ela então correra para atender a porta com medo de que fosse sua mãe ou seu pai tentando perturbar a paz outra vez, mas se surpreendeu ao encontrar Archie na porta, ele que deveria está morto estava ali de pé, mais magro e com bolsas sob os olhos, mas perfeitamente vivo e visivelmente assustado.
– Archie?! – disse a loira confusa.
– Emma, que bom que está aqui... Eu preciso contar o que aconteceu, você precisa proteger a Regina. – disse o psiquiatra assustado e ofegante. – A mãe dela está na cidade, ela armou pra Regina e isso não é o pior... Ela sabe sobre o relacionamento de vocês e que Regina está grávida e quer matar a criança. – continuou a falar ainda em tom assustado e no calor do momento nenhum dos dois percebera que a morena estava a poucos metros ouvindo tudo, só se deram conta ao ouvi-la falar.
– Não! Não! Não! – dizia a morena que começara a hiperventilar. – Emma, ela vai matar a nossa filha.
– Regina, olha pra mim. – pediu a salvadora que agora segurava a morena. – Baby, olha pra mim e respira. – continuava a falar calmamente apesar do pânico que estava sentindo, ela agora sabia um pouco sobre essa mulher que tanto fizera sua namorada sofrer. – Nada vai acontecer, agora que sabemos que ela está aqui eu vou poder proteger vocês melhor, tudo bem? – falava a loira sem desviar o olhar da morena em pânico. – Eu só preciso que se acalme e respire, é tudo que precisa fazer agora. – orientava a salvadora. Depois de alguns minutos a respiração da morena voltara ao normal.
– Eu estou com medo, minha mãe não vai desistir até tirar tudo de mim. – disse por fim a morena que apesar de já respirar normalmente não conseguia conter as lágrimas e o medo em sua voz. Naquele momento ambas se esqueceram do menino que agora ouvia tudo e do psicólogo, Regina só conseguia manter o foco nos olhos da xerife e a xerife nos olhos da morena.
– Vai ficar tudo bem. – reafirmou a salvadora que agora envolvia a morena num abraço completo.
Após a saída do Archie o clima ainda continuava tenso, Henry ficara sabendo algumas coisas sobre essa mulher que assustava tanto a sua mãe e também ficou com medo do que poderia acontecer, o menino não queria nem pensar em perder sua mãe ou irmã, não agora que tudo estava bem e ele tinha a família que tanto desejava. Suas mães conseguiram tranquiliza-lo dizendo que dariam um jeito e que ninguém se machucaria e assim o clima aliviou um pouco, a morena ainda estava com medo, mas o amor e carinho que estava recebendo fizeram com que por algum tempo seu coração acalmasse e relaxasse, eles ainda conseguiram ter o tempo de família e conversaram sobre coisas simples, falaram sobre a chegada da baby e sobre cores para o quarto, assistiram filmes de super-heróis e comeram macarronada preparada pela salvadora. Ao final do dia estavam todos mais relaxados e felizes na medida do possível, em nenhum momento deixaram a morena sozinha, ela precisava se sentir segura era a prioridade para Emma e Henry, ambos sabiam que toda essa tensão era prejudicial e até mesmo o menino sabia sobre o exame do dia seguinte e o quanto era importante, ele fora informado sobre tudo para que assim também desse o apoio necessário a sua mãe. As 8pm o garoto estava exausto e fora dormir, Regina o colocou na cama e desejou boa noite, quando já se preparava para sair fora interrompida.
– Mamãe? – chamou o menino sonolento.
– Sim, Henry.
– A senhora sabe que eu te amo, não sabe? – questionou com voz de sono. A morena ao ouvir as palavras de seu filho se emocionou e algumas lágrimas começaram a aparecer sem seus olhos, elas não estava mais acostumada a ter tanto amor direcionado para ela.
– Sei, meu pequeno príncipe. – respondeu depositando um beijo na testa do menino.
– Que bom, mãe. Eu amo a senhora e minha irmã e amanhã tudo vai ficar bem. – finalizou e logo em seguida fechou os olhos.
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