Notas iniciais
OIIIII eu (Gi) e a Cla fizemos essa fic pra vocês hahahaha. Vamos logo avisando: essa fanfic é pra gente meio que desabafar e fazer o German pagar por tudo o que ele ta fazendo com a Angie. Nossa vingança contra Germán Castillo. Não sabemos se terá Germangie... risos

Eu estava entediada. Mais um dia que eu tinha que dar aulas no Studio... mas pra falar a verdade, não estava com a mínima vontade de dar aulas. Meu estado emocional me deixava sem condições. Tudo que aconteceu até aqui me deixou sem chão, sofrer por amor, na minha humilde opinião, é a pior coisa que pode acontecer. Quando você ama alguém, mas infelizmente ela não sente o mesmo por você. Pior ainda quando o sentimento era recíproco e de repente, acaba.

Tudo era um conto de fadas, sabe? E do nada, puft! Deixou de existir. Era como se eu estivesse sonhando e minha mãe me acordasse, acabando com o sonho na melhor parte, como normalmente acontecia quando eu era pequena. Sensação horrível. Ouvir a pessoa que você denominava ser "o amor da sua vida" falar que tudo foi uma ilusão é muito doloroso, como levar mil facadas de uma vez só. Pior do que isso é saber que não posso lutar por seu amor por dois pequenos, porém muito significantes, motivos: ele vai se casar e somos cunhados.

Sofrer por isso era um pesadelo. Eu não aguentava mais passar as noites em claro, chorando feito uma condenada, escrevendo músicas de desilusões amorosas e coisas do tipo. Eu estava virando uma Taylor Swift da vida, daquelas que só sabem sofrer e reclamar. Não aguentava mais minhas profundas olheiras, meu cansaço, minha fraqueza. Eu estava destruída. Como já disse, sofrer por amor é um pesadelo. Não! Um pesadelo não! Sofrer por amor é ridículo, isso sim. Eu sabia que tinha que esquecê-lo mas continuava correndo atrás. Como era possível que ainda haja alguma esperança? Sabe, às vezes nem eu me entendo.

- Angie! — Pablo estalava os dedos em frente ao meu rosto, tirando-me de meus devaneios. Uau. Acho que nunca fui tão longe em meus pensamentos como fui agora. — O que está fazendo aqui?

Olhei volta e franzi o cenho. Qual era o problema de estar na sala dos professores? Voltei a olhar Pablo com um olhar de dúvida.

- Estou na sala dos professores, qual o problema? — meu tom de voz era fraco.

- Faz dez minutos que seu horário de dar aulas começou! Os alunos estão esperando! — ele cruzou os braços. Arregalei os olhos e me levantei na cadeira um piscar de olhos.

A aula até que foi tranquila, eu me disperçava algumas vezes, mas fora isso eu consegui chegar até o fim da aula sem ter algum tipo de ataque. O problema mesmo surgiu depois. Não culpo Violetta pelo que aconteceu, eu acho.

Flashback On

- Angie, tudo bem com você? — ela chegou perto de mim, quando todos os alunos já tinham saído da sala.

- Oi, Vilu! Eu tô bem... — menti. — e você?

- Eu tô ótima, super feliz. Papai e Esmeralda vão se casar e... — ela abriu um sorriso enorme e pela primeira vez, o sorriso de minha sobrinha me trouxe dor.

- Eu já tô sabendo disso, Vilu — tentei mudar de assunto.

- E você já sabe que vai ter uma festa pra comemorar? Acho que não hein... — disse risonha, fazendo graça. Aquilo era algum tipo de provocação ou o quê? Minha paciência começou a esgotar.

- Violetta, eu não tô afim de escutar nada sobre o casamento do seu pai tá? É difícil entender? — elevei o tom de voz.

- Ai, Angie, por quê? Que mau-humor, credo. — resmungou.

- Não é mau-humor. Eu só não aguento mais! Só sabe falar deste casamento, é? Não tem outro assunto? Que saco!

- Ai, nossa, Angie! Que saco digo eu, nem dá pra falar com você e você já me trata assim. — elevou o tom de voz também.

- Eu não quero falar sobre isso! Qual o teu problema em entender essa afirmativa?

- Meu problema é que eu quero puxar assunto com a minha tia, mas claro, ela nem liga mais pra mim! Só pensa em você mesma, Angie! — ela começara a gritar e seus olhos encheram de lágrimas.

- Agora sou eu que não ligo mais pra você? — gritei com a voz trêmula, o choro estava prestes a escorrer. — Não acredito no que eu to ouvindo. Olha, Violetta, chega. Agora tenho muitas outras coisas pra fazer. Tchau. — saí e deixei ela falando qualquer coisa, escutei uns gritos, mas estava nervosa demais para olhar pra trás.

Flashback Off

Que lindo. Brigada com minha sobrinha, ignorada pelo homem que eu amo, tratada mal pelo próprio melhor amigo... tem como o dia ficar pior? Acho que não.

Voltei com a cara fechada para a sala dos professores, sorte que não havia ninguém. Me esparramei na cadeira e deitei a cabeça na mesa gelada. Pus-me a chorar. Eu sou uma idiota, isso que eu sou. Uma idiota por dar minha vida a um homem que hoje não se lembra mais de mim. Idiota por dedicar meu tempo inteiro e todo o meu carinho à minha sobrinha que agora vem e me diz que eu não me importo com ela.

Sabe qual é o meu problema? Eu me importo demais com as pessoas. Eu faço tudo para ver quem eu amo bem, todavia isso não acontece comigo. As pessoas não se preocupam comigo do mesmo jeito, e é assim que eu acabo me machucando. Tenho que parar de pensar tanto nos outros. Tenho que pensar mais em mim. Se não, minha vida se tornará uma completa perda de tempo. Só que... eu não consigo. Chorei mais ainda, e mais alto também.

"Ai, Angie! Quanto drama! Tudo bem que aceitar tudo isso está sendo muito difícil pra você, mas também não dá pra ficar se lamentando pelos cantos para o resto da vida, né! Vamos, be strong!" pensei a mim mesma. E com isso, levantei a cabeça e enxugei as lágrimas com as costas das mãos.

- Eu posso ser forte. Eu acho.. — funguei pela última vez e escutei a porta se abrir. Olhei para o lado e vi Pablo adentrando a sala enquanto folheava alguns papéis.

Ele levantou o olhar e encarou meu rosto triste. Estranhou a minha aparência e se aproximou. Afagou meu cabelo.

- Angie! — ele finalmente diz. — O que foi? Por que seu rosto está todo e vermelho e molhado? Você chorou? Minha nossa! Você está com olheiras imensas! O que aconteceu?

Respirei fundo e tentei fazer a voz menos embargada possível:

- Não... não é nada, Pablo. — mas mesmo tentando, minha voz ainda era trêmula. — Só cansaço.

- Eu sei que tem alguma coisa. Mas se não quiser me contar, tudo bem...

- Não tem nada, é sério. — merda de voz trêmula, que deixa evidente que eu chorei. — Viu o Jeremias por aí? — tentei mudar de assunto.

Pablo demorou um pouco a responder, parecia estar pensando. Seu semblante era, como na maioria das vezes, indescritível. Mas logo ele disse:

- Está na sala de canto, tocando piano. — suspirou.

Agradeci e fui até a sala de canto. Cheguei lá, a porta estava encostada e ele tocava o teclado, cheguei perto da porta para escutar melhor a melodia. Fiquei apenas observando, realmente a melodia era linda e seus olhos brilhavam, Jeremias não me via ali. Observá-lo sem ser vista me acalmou um pouco, esqueci-me das mágoas. Será que há esperanças amorosas em minha vida?

Sorria enquanto espiava. Era uma melodia nova, não conhecia. Mas... quando eu achei que nao poderia ficar pior, tudo piorou.

Jeremias virou a cabeça e de repente, seu cabelo caiu. Espera! Cabelo caindo? Aquilo era uma peruca! A peruca dele caiu! Como assim peruca? Olhei bem e me assustei ao ver que Jeremias era na verdade...

- GERMÁN?! — berrei enquanto adentrava a sala com os olhos marejados.

Ele me olha com uma cara de assustado e chega perto de mim, mas meu ódio foi mais forte que eu. O empurrei peguei as partituras e saí dali o mais rápido que pude. A vida não parava de me surpreender, e não era de um jeito bom. Amar duas pessoas ao mesmo e tempo, mas no fim descobrir que eram uma só.

Notas finais
Continuamos? kkkkkk