Now Is Good

54 Sempre ao seu lado.


Notas iniciais
Oi gente, não demorei dessa vez :) Obrigada pelos comentários e a quem favoritou a fic *-* Super beijos pra vocês. Como eu havia dito, o drama volta a reinar por aqui, nesse capitulo ele ainda está light, digamos, mas nos próximos fica um pouquinho pior, e depois o fim :) Espero que gostem. Boa leitura.

Quando Emma estaciona em frente ao hospital, Regina havia dormido, ou isso era o que Emma achava que havia acontecido. Ela sai do carro e abre a porta do carona, libertando Regina do cinto, e a levantando no colo.

O corpo da morena estava mole, e mais pesado do que normalmente e Emma tem um pouco mais de dificuldade de carrega-la.

– Amor, acorda. – Emma sacode Regina em seus braços.

– Hmm. – A morena se sentia sem forças para tudo, até para falar.

– Acorda, por favor, segura em mim. – Ao ouvir isso Regina com certa dificuldade passa o braço ao redor do pescoço de Emma e tenta livrar a loira de seu peso quase morto. Emma anda o mais rápido possível até a recepção, e ao entrar com Regina nos braços, dá de cara com Whale.

– Whale, me ajuda.

– Oh meu Deus Emma. – Ele diz olhando para Regina nos braços da loira. A morena tinha os olhos pequenos, e uma de suas mãos estava no nariz e na boca, tapando-os – Providencie uma cadeira de rodas urgente. – Ele diz dirigindo-se a enfermeira agora. A enfermeira sai de vista alguns segundos, e logo volta empurrando uma cadeira de rodas. – Coloque-a aqui. – Emma cuidadosamente coloca Regina sentada na cadeira e só então se dá conta de que a morena tentava estancar o sangue que lhe escorria pelo nariz. Os olhos de Emma ficam marejados, mas ela tenta disfarçar, e sorri para Regina abaixando-se até ficar na sua altura.

– Já vai passar, amor. – Ela não sabia se Regina lhe sorriu de volta, pois a mão ensanguentada ainda tapava-lhe metade do rosto.

– Vamos cuidar dela, fique aqui e logo lhe trago noticias. – Whale diz enquanto começa a empurrar a cadeira de Regina.

– Ta. Ela ta com febre.

– E quando começou essa febre?

– Hoje, mas já começou bem alta, ela estava delirando no avião.

– Eu sabia que não deveria ter permitido que ela fizesse essa viagem, ela já deveria ter começado a quimioterapia.

– Sinto muito. – Emma sentia-se culpada.

–Você não tem culpa, Emma. E no fundo sei que se eu não autorizasse ela iria assim mesmo. — Whale ri.

– Provavelmente. – Emma sorri.

– Fica tranquila, ela já vai melhorar. – Emma confirma com a cabeça, enquanto Whale entra com Regina, pelas portas de acesso restrito.

Emma já era conhecida da equipe médica do hospital, tanto por ser a xerife, quanto por sempre estar ali acompanhando Regina. O casal havia encantado a todos com sua história, suas lutas e suas vitórias, e o que tinha tudo pra ser recriminado, foi rapidamente acolhido por todos. Enquanto esperava por noticias, ela caminha com seu Starbucks na mão. Detestava aquela salinha branca, com luz fraca, que era a sala de espera, parecia mais sala de funeral.

Por volta de uma hora após Regina ser hospitalizada, Emma lembra-se de avisar seus pais que elas já haviam voltado de viagem, e em menos de 20 minutos, David, Mary e surpreendentemente Cora, aparecem no hospital.

– Oi filha. – David e Mary abraçam Emma.

– Onde está, Regina? – Cora pergunta sem nenhuma educação

Emma olha para Mary e pergunta indignada: — Por que vocês trouxeram ela?

– Eu posso te ouvir, viu queridinha. – Cora diz debochada.

– E eu com isso? Não quero você aqui, você vai irritar a Regina.

– Você não tem que querer nada meu bem, eu sou a mãe dela.

Emma olha para Mary incrédula, perguntando-se porque eles haviam levado Cora.

– Ela estava lá em casa quando você ligou, insistiu em vir junto, e ela é a mãe da Regina, Emma.

– O que ela tava fazendo lá? – Emma pergunta confusa.

– Disse que queria conversar sobre vocês.

– Não acredito, que abusada. – Emma olha com raiva para Cora, mas logo volta sua atenção para Mary. – Cadê o Roland?

– Ficou com a Kathryn.

– Ótimo, não gosto de deixa-lo ver Regina assim.

– Conta direito o que aconteceu com a minha filha. – Cora novamente se impõe.

– Ela tava com febre a viagem toda, e resolvi trazê-la, e quando chegamos ela teve sangramento nasal. – Emma diz sem olhar para a sogra.

– E onde ela está agora?

– Estão cuidando dela, se você ainda não percebeu. – Emma rebate com raiva. Cora não diz nada, caminha até a sala de espera e senta-se. – Mulher insuportável. – Emma reclama para seus pais.

– Tenha paciência Emma, se não por ela, por Regina.

– Ai, nem a própria filha aguenta, eu que não sou obrigada.

– Sabemos disso filha, mas você vai terá que ter paciência, pelo bem da sua esposa.

– Sim, eu sei. – Emma suspira. – Mas me digam, como está o Roland?

– Morrendo de saudades das mamães dele. – David diz sorrindo.

– Ai, eu também estou. Eu e a Regina, claro, até disse pra ela que estava feliz em estar voltando, mesmo que nosso tempo sozinhas tenha sido ótimo.

– E como foi a viagem? – Mary questiona.

– Foi bem, vimos muitos lugares lindos, uma pena não podermos ficar mais, se Roland tivesse ido junto e se Whale desse mais alguns dias, seria perfeito. Por outro lado, estou dando graças de estar voltando exatamente hj que a Regina ficou ruim. Na verdade, ela me escondeu algum mal estar, mas ruim mesmo ela só ficou hoje.

– Ah sim, ainda bem mesmo. – Mary concorda.

– Tiramos mil fotos, aonde íamos Regina tirada uma selfie. – Emma sorri.

– Que bom né, por que no que dependesse de você, nem por fotos conheceríamos Milão. – Mary diz e Emma semicerra os olhos para ela.

–Whale ta demorando, já to ficando preocupada.

– Vamos até a recepção perguntar. – Cora se mete oura vez, fazendo Emma virar os olhar, sendo repreendida por Mary.

– Pois vá. – Emma responde sem educação.

– Emma. – David é quem repreende dessa vez.

– Bela educação que deram a sua filha. – Cora reclama, se dirigindo a David que não dá muita bola.

Cora vai até a recepção e pede por informações de Regina, mas a enfermeira diz que ainda não havia nenhuma informação que ela pudesse divulgar. Cora sai contrariada da recepção, mas como era uma mulher de classe, não discutiu, somente virou as costas, indo para a sala de espera e se pôs sentada novamente, ficando fora da visão da família Swan.

– Eu vou ir lá. – Emma diz indo até a recepção. Chegando lá, ela pede com educação por informações sobre o estado de Regina, e alega ser sua esposa, o que não causa surpresa alguma, já que a maioria das pessoas ali já a conheciam. Ao ser informada de que não havia nada sobre o estado de Regina que pudesse ser dito, Emma fica ainda mais preocupada. – Era só febre. – Ela diz já junto a seus pais novamente.

– Mas no caso da Regina, uma febre é algo um pouco mais grave. – Ela é surpreendida pela voz de Whale, a suas costas. Ela vira-se de imediato.

– E então?

– Ela está bem, mas a febre ainda não baixou completamente, desconfio que ela possa estar com alguma infecção, e prefiro mantê-la internada, até descobrir a causa dessa febre.

– Mas que droga, eu sou muito imbecil mesmo, não devia ter levado-a para essa viagem, vai ver ela pegou essa infecção lá.

– Fique calma xerife, no estado em que Regina se encontra, um mínimo resfriado pode se tornar algo grave.

– Mais um motivo para eu não ter levado ela para aquele frio.

– Emma, você não esta entendendo. – Whale sorri, e se aproxima. – Não importa o que você faça ou deixe de fazer, Regina está com a saúde muito debilitada, está com a imunidade baixíssima, e não importa onde ela esteja, ou faça, a qualquer instante algo muito simples pode lhe trazer reações. Há cuidados que podem ser tomados para evitar certas coisas, mas há outras Emma... que são inevitáveis. – Por algum motivo, desconhecido a Emma, ou nem tanto, o tom de Whale lhe causa um frio na espinha.

– O que ta querendo dizer?

– Nada que eu já não tenha dito. – Ele vira as costas e caminha de volta para dentro. – Daqui a pouco libero para você ir vê-la. – Ele diz sem nem olhar para trás, deixando Emma pensativa e perturbada.

– Relaxa filha, ele só disse que a saúde dela é mais frágil que a nossa.

– Acho que ele quis dizer mais que isso. – Emma continua pensativa. – Mas depois eu pergunto, preciso ir em casa buscar algumas coisas para ficar com ela. E quero ver meu filho também. – O tom de Emma era sério, até o momento ela estava tentando descontrair, mas depois das palavras de Whale, a vontade de fazer qualquer brincadeira se dissipou.

– Você não prefere que Mary e eu, busquemos para você? – David sugere.

– Não, eu quero ver meu filho antes.

– Oh sim, então vamos.

– Sim, vou falar com a Cobra.

– Emma. – Mary repreende novamente.

– Cora, vou falar com ela. – Emma vai até a sogra. – Você pode ficar aqui até eu voltar?

– Voltar de onde?

– Da minha casa, vou buscar alguns coisas para passar a noite com Regina.

– Como assim? Deram noticias?

– Sim, Whale prefere mantê-la internada para descobrir a causa da febre.

– Era só o que me faltava.

– Não se preocupe Cora, ninguém vai te pedir nada, além do que eu estou lhe pedindo agora. – Cora encara Emma, que tinha uma expressão extremamente séria.

– Não demore.

– Sim senhora. – Emma debocha, e caminha rapidamente para encontrar seus pais no estacionamento.

Após a saída de Emma, Whale volta e fica a sua procura, sendo informado pela enfermeira que Emma havia ido buscar alguns pertences, mas que a mãe de Regina se encontrava na sala de espera, então ele se dirige até ela.

– Boa noite. – Ele a cumprimenta.

– Boa noite.

– A senhora é mãe da Regina?

– Não me chame de senhora, e sim, sou eu.

– Me acompanhe, por favor. – Cora não diz mais nada, e segue o médico. Ao para na porta do quarto, o médico avisa que a morena estava dormindo, e pede que Cora não a acorde.

– Certo, só vou esperar a... a... – Ela sente um gosto amargo na boca, com a palavra esposa.

– A esposa dela, Emma.

– Sim, ela.

– Ok, fique a vontade. – O médico estranha o jeito frio de Cora.

Cora entra no quarto e se aproxima de onde Regina repousava, a observa alguns instantes, e depois senta-se na cadeira ao lado e pega o celular, distraindo-se com algum jogo.

Cora era mulher difícil e confusa. Ao mesmo tempo em que ela importava-se com a filha, ela também não se interessava muito em saber seu verdadeiro estado. Esteve morando fora, por muitos anos e até tentou contato com Regina, mas a filha a havia rejeitado, pelo acontecido com seu pai a vários anos atrás, e mesmo assim não se importou em continuar longe, e nem tentou uma aproximação com Regina, e desde que chegara a cidade, tudo que havia causado era estresse e irritação a filha. Às vezes Cora era uma incógnita até para ela mesma.

[...]

– Mamis. – Emma ouve o grito e não teve tempo de mais nada, antes de ser atingida por um pequeno cometa.

– Oi baixinho. – Ela o abraça e o levanta no colo, enquanto vê Kathryn se aproximar.

– Olá Emma. – A loira diz sorrindo.

– Oi Kathryn. – Emma devolve o sorriso.

– Que saudades eu estava. – Roland diz beijando-lhe a bochecha.

– Eu também estava. – Ela diz sorrindo para o filho.

– Cadê a mamãe? – Emma olha para seus pais que estavam próximos.

– A mamãe teve de ir ao médico hoje, mas amanhã eu te levo para ver ela, você quer ir? – Emma o coloca no chão, mas se mantém abaixada, na mesma altura.

– Eu quelo, mas o que a mamãe tem?

– Nada de mais, sabe quando vc fica um pouco quente?

– Sim.

– Então, a mamãe estava um pouco quente, eu a levei ao doutor para que ele cuide dela.

– Ah, entendi. – Ele abre um sorriso enorme, deixando suas covinhas em evidencia.

– Eu vou precisar voltar para ficar com a mamãe, mas amanhã vovó te leva pra ver ela, ta bom?

– Ta bom, mamis. – Ele sorri novamente e passa a mão nos olhinhos, bocejando. Emma então resolve bota-lo para dormir antes de sair.

– Olha ai, parece que tem alguém com sono. – Ela diz sorrindo e ele faz a carinha mais fofa que Emma já havia visto. – Vamos, vou te colocar na cama.

– Ebaaa. – Ele esse anima e pula novamente nos braços de Emma, que sobe as escadas com ele no colo. Após coloca-lo na cama, e cobri-lo, ela beija a pequena testa do garoto, e deita-se com ele, até que ele pegue no sono, e vencida pelo cansaço, acaba adormecendo junto com o filho.

[...]

– Nossa, será que Roland ainda não dormiu? – Mary fala para David.

– Impossível, o guri já estava caindo de sono.

– Emma, ta demorando, e ela não queria deixar Regina muito tempo com a Cora.

– Como está a Regina? – Kathryn pergunta.

– Vai ficar internada, o médico disse que não sabe a origem da febre, e disse que pode ser uma infecção, então preferiu deixa-la. — Mary explica.

– Ah, entendi. – A loira se entristece. – Amanhã irei vê-la.

– Faça isso, ajudara a anima-la, por que certamente o humor dela por ter que ficar lá, vai estar péssimo. – Mary sorri.

– Acredito. – Kathryn sorri também. – Eu ia esperar Emma, mas ela está demorando, e eu preciso ir, tenho um trabalho amanhã cedo, deixe um beijo para ela por mim.

– Claro. – Mary responde, eles despedem-se e a loira segue para o apartamento que havia alugado próximo dali.

– Eu vou ver o que houve. – David diz subindo as escadas, sendo seguido por Mary. Ao chegarem ao quarto de Roland, e abrirem a porta, que estava ligeiramente encostada, não poderiam agradecer mais, por ter visto tal cena.

Emma dormindo abraçada ao filho, e ele ao seu inseparável Batman de pelúcia. Eles sentem dó de acorda-la, mas precisavam então Mary chega perto da cama, e chama baixinho, por ela, que logo desperta, e sorri, percebendo que havia pegado no sono ali mesmo.

Alguns minutos depois, ela já estava a caminho da mansão, Toma um banho rápido, pega algumas roupas para ela, e para Regina também caso precisasse, e mais alguns pertences pessoais, e logo em seguida volta ao hospital, já havia se demorado demais.

Chegando lá, ela passa direto pela recepção, que já sabia que ela iria, e vai direto para o quarto de Regina. Chegando lá, ela vê Cora sentada ao lado de Regina, enquanto observava a morena dormir.

– Desculpe a demora. – Ela diz baixinho ao entrar.

– Não demorou. –Cora diz, já se levantando e pegando sua bolsa. – Diga a ela que venho vê-la amanhã.

– OK. – Elas se despedem com um simples aceno de cabeça, e Cora se retira do quarto, deixando-as sozinhas. Emma se aproxima de Regina, e beija sua testa. – Cheguei amor, te amo viu?! Vou estar aqui do seu ladinho agora e quando acordar também. Aliás, vou estar do seu lado, sempre. – Ela sabia que Regina não ouviria, mas precisava dizer assim mesmo.

Notas finais
E ai mozis, gostaram? Espero que sim. Me desculpem qualquer erro. Espero vocês nos comentários eim *-* Até o próximo, beijos. :*