Now Is Good

55 Difícil decisão


Notas iniciais
Oi oi gente :) Tudo bem com vocês? Espero que sim. Obrigada a todos que comentaram e favoritaram a fic. Amei cada palavra, e aos leitores novos, sejam bem vindos. Bem, como eu havia dito no capitulo anterior, esse capitulo não esta light, hahaa, desculpem, mas eu avisei eim. Quero dizer duas coisas. Primeira: A musica que eu coloquei, é repetida, eu já á usei, mas infelizmente para esse momento não poderia ser outra. Segundo: Direi nas notas finais, pra não dar spoiler hahaha. Não trapaceiem, eim, to de olho. Enfim, espero que gostem, e não me matem. Boa leitura :)

POV REGINA

Ao abrir meus olhos pela manhã, senti uma pontada forte na cabeça, seguida de uma dor latejante, para tentar aliviar a pressão, pressiono as laterais da minha cabeça com as pontas dos dedos, o que claro, só fez piorar. Desisto de tentar parar a dor e me sento na cama, só então me dando conta da presença da minha princesa sentada na cadeira ao meu lado. Ela dormia num posição completamente desconfortável, mas se bem conheço Emma, ela deve ter pego no sono mesmo sem querer, foi vencida pelo cansaço. Sei muito bem que ela não gosta de dormir quando fica cuidando de mim, pois tem medo que algo aconteça comigo enquanto ela dorme. Sinto-me culpada por isso. Detesto vê-la se sacrificando por minha causa. Ao vê-la ali, senti uma vontade imensa de me aninhar em seus braços, de sentir sua respiração contra meus cabelos e a ouvir dizer que tudo iria ficar bem.

Olho para o meu braço direito onde estava com o acesso para os medicamentos, e depois meus olhos sobem para a bolsa de soro que havia pendura logo ao meu lado, constatando que ela estava vazia, e se eu fosse até Emma, o fio alcançaria sem problemas, então jogo minhas pernas para fora da cama e me ponho de pé, estava fraca, mas firme, tenho o cuidado de não puxar com a agulha. Aproximo-me de Emma, e me sento lentamente em seu colo, passando o braço livre pelo seu pescoço, ela desperta imediatamente com meu contato, e me encara com seus olhos verdes, aqueles que me davam tudo que eu precisava com um simples olhar dela.

– Amor, o que ta fazendo? – Pergunta ainda meio sonolenta.

– Pedindo colo? – Devo ter feito uma cara engraçada, já que ela abriu um sorriso.

– Oh ta carente. Venha aqui bebê. – Ela se ajeita na cadeira e depois me ajeita em seu colo. Encosto minha cabeça em seu peito e me agarro nela, exatamente como um bebê sentindo a segurança que a mãe lhe dá.

Ficamos em silêncio algum tempo, simplesmente ouvindo a respiração uma da outra, o que já bastava para eu me sentir melhor. Algum tempo depois, Emma quebra o silêncio.

– Como está se sentindo hoje? – Ela pergunta sem fazer nenhum movimento, e eu agradeço mentalmente por isso.

– Minha cabeça está doendo muito.

– E o que mais? – Pergunta, enquanto inicia uma singela caricia em minha cabeça.

– Me sinto um pouco fraca, meu nariz ta ardendo por dentro e sinto alguns calafrios às vezes.

– Isso é por causa da febre e pelo sangramento de ontem, mas a dor de cabeça eu não sei, portanto, vou chamar o Whale. – Emma movimenta-se com intenção de levantar-se da cadeira, mas eu não a solto.

– Não, fica aqui.

– Eu já vou voltar amor, só vou buscar o Whale.

– Ainda não, espera só mais um pouquinho. – Sussurro e ela volta a recostar-se sobre a cadeira, e me aperta em seu abraço.

– Ta bom. – Silêncio novamente. Ficamos assim por alguns minutos, tantos que eu quase caio no sono novamente, só não o fiz por que sem que esperássemos, Whale abre a porta do quarto e entra de supetão.

– Bom Dia. – Ele diz sorridente.

– Bom Dia. – Emma e eu dizemos juntas.

– Como vai a nossa paciente, impaciente? – Ela diz tentando fazer piada. Dou um riso sem graça, e levanto-me do colo de Emma, sentando-me na cama novamente.

– Tou com muita dor de cabeça.

– E o que mais você disse agora pouco, amor? – Emma diz.

– Me sinto fraca, meu nariz arde e tou sentindo calafrios. – Digo de uma vez. – Não precisa de mais uma folha, não vai conseguir anotar tudo isso aí. – Digo ironizando o fato de estar sentindo tantas coisas ao mesmo tempo.

– Fique sentada assim, deixe-me te examinar. – O médico põe de lado a prancheta onde estava notando o que eu dizia, coloca o estetoscópio nos ouvidos, e encosta a outra extremidade em meu peito. Ele move de um lado pro outro aquele objeto frio, que mesmo por cima da camisola, eu sentia em minha pele. – Você pode erguer a camisola um instante? – Ele me pede, e no mesmo instante corro os olhos para Emma, que fez uma cara impagável. Não contive o riso.

– Qual é Whale? – Ela se aproxima cruzando os braços.

– Emma, é um procedimento comum para que eu possa examina-la mais a fundo.

– Tou vendo o mais fundo nisso aí.

– Não seja maliciosa, esse é o meu trabalho e eu gosto de fazer direito. – Ele pareceu ofendido. – Preciso detectar qualquer anormalidade que possa haver, e isso inclui os pulmões.

– Ta bom, desculpa. – Emma levanta os braços como quem se rende, mas permanece ao lado, vendo tudo que ele fazia, enquanto faço o que Whale pediu, levanto a camisola verde do hospital, deixando meu colo à mostra, e agradeço internamente por estar usando sutiã. Ele encosta novamente o metal em minha pele, e eu me encolho. Era muito gelado. Ele logo dá a volta na cama, e encosta novamente o objeto em minhas costas, fazendo-me dar mais um pulo.

– Ok, sem chiado algum. – Ele retira o estetoscópio dos ouvidos, e volta para minha frente e me dá um termômetro, que eu logo coloco embaixo no braço. – A quimioterapia começa hoje. – Ele diz retirando o termômetro e constatando que a febre havia baixado um pouco.

– Ah, que ótimo. – Viro os olhos.

– E por que ela ta sentindo dor de cabeça? – Emma pergunta.

– Provavelmente pelos medicamentos fortes que recebeu ontem, e foram direto na veia. Se quiser posso prescrever um analgésico antes da sessão de quimio.

– Por favor. – Peço desanimada em saber que teria que ir para a quimio logo cedo. – Será que dá tempo de ver meu filho antes da sessão? – Pergunto a Whale, que um pouco, mas no final acaba cedendo.

–Só não demore muito. – O médico diz saindo da sala.

– Emma traga-o aqui por favor. – Estava morrendo de saudade do meu baixinho.

– Vou ligar pro meu pai trazê-lo. – Emma diz já pegando o celular e discando o numero de David.

Uns 15 minutos depois, ouço batidas na porta e logo em seguida a cabeça de David aparece pela abertura.

– Com licença. – Ele entra segurando a pequena mãozinha do meu pequeno príncipe. Automaticamente, sinto meu rosto se esticar num largo sorriso, e me levanto da cama, indo de encontro a ele que também sorria. Aproximo-me dele, e me ajoelho em sua frente, envolvendo-o em meus braços. Que saudade.

– Oi mamãe. – Ele diz bem próximo ao meu ouvido, e sua voz me traz uma paz tremenda.

– Oi meu amor. – Era maravilhosamente bom abraçar seu pequeno corpinho.

– Eu estava com saudades.

– Eu também estava com muita, muita mesmo, e mamãe promete que da próxima vez, você vai com a gente, por que eu não aguento ficar longe de você não, sabia? – Pergunto bagunçando seu cabelo.

– Eu sei, você e a mamis me ama- Todos riem do comentário.

– Amamos sim, e muito. – Ele sorri, e quando o solto, ele vai até Emma abraça-la também. Eu adorava ver como a relação dele com ela havia crescido, pois no inicio, ele ficava só comigo, era bem mais tímido com Emma. Levanto-me do chão, após ter babado bastante sobre a cena de Emma com Roland, e cumprimento David. – Oi David. – Ele me abraça.

– Como está?

– Estou bem, desculpa o incomodo em pedir que viesse até aqui tão cedo.

– Imagina, não é incomodo algum.

– Tenho uma sessão de quimio daqui a pouco, e não queria ver meu filho depois disso. – Faço uma careta.

– Entendo, e não se preocupe. – Ele sorri e eu retribuo.

– Ficamos algum tempo coversando, na verdade Emma e David ficaram, enquanto eu paparicava meu filho. Uns dez minutos depois Whale volta dizendo que o horário de vizitas já havia acabado, e que eu precisava ir para a quimio. Despedimo-nos e eu quase me recusava e deixar Roland ir, mas com muito esforço, permiti que fosse, prometendo que logo estaria em casa.

Whale entra para me dar o remédio para a dor de cabeça e sai para providenciar os medicamentos da quimio.

Percebo que Emma olhava para o relógio a todo instante.

– Querida, você tem algo para fazer?

– Humm, eu? Não. – Ela responde meio sem graça.

– Então por que não para de olhar para o relógio?

– Hmnm.. – Ela coça a parte de trás do pescoço, do mesmo modo que fazia quando estava em uma situação embaraçosa. – É que eu tinha combinado com Jefferson de ajuda-lo com uma papelada na delegacia. – ela me olha com um sorriso culpado. Sorrio.

– E toda essa enrolação pra me dizer isso? – Me aproximo dela e coloco uma mexa de seus cabelos atrás da orelha, enquanto ela me segura pela cintura. – Você é muito boba, sabia?

– Por que? – Ela faz uma cara confusa.

– Estava com vergonha de me dizer isso, não estava?

– Eu não.

– Tava sim.

– Ah, é que eu não queria deixar você aqui, hoje é o primeiro dia do novo tratamento, e eu queria estar junto.

– Não tem problema nenhuma querida. Teram muito dias pra você estar comigo.

– Eu sei, mas... – Ela desvia o olhar. – Na verdade, eu preferia que não tivesse. – Ela volta a me encarar.

– Eu também. – Ela me abraça e para tentar dispersar o clima ruim, mando que ela vá para o trabalho. – Vai querida, eu ficarei bem.

– Tem certeza?

– Tenho. – Falo e sorrio.

– Ta bom, eu prometo que volto quando acabar.

– Tudo bem. – Ela me beija e sai da sala caminhando de costas, olhando para mim, e quando chega na porta, sopra um beijo para mim, que retribuo antes dela desaparecer de vista.

Sento na cama, esperando por Whale, mas quem entra pela porta pouco depois de Emma sair, não é Whale, e sim Zelena.

– Olá Regina. – Ela sorri para mim exibindo seus lindos dentes branquinhos.

– Oi Zel. – Ela caminha até mim e me abraça. – O que faz por aqui?

– Vim visitá-la, e Emma me disse que ficaria sozinha na quimioterapia, então estou aqui para ficar com você.

– Oh. – Fico feliz por sua presença ali.

Alguns minutos depois, já estou sentada na poltrona, enquanto o medicamento entra por minhas veias, e começa a me causar todo tipo de reação. Zelena está ao meu lado, e não se distancia nenhum segundo, o que me dá um pouco mais de tranquilidade. Ela já havia passado por tudo isso com Aurora, então estava acostumada com tudo.

Uns quinze minutos após eu iniciar a sessão, já sinto vontade de vomitar, e ela me ajuda, dando tapinhas nas minhas costas, enquanto boto tudo pra fora. Sinto o quanto esse medicamento é mais potente que o outro, pelo seu efeito quase imediato sobre mim. Em uma das vezes que vou vomitar, Zelena junta meu cabelo segurando-o para cima, e ao soltá-lo, percebo que um maço dele ficou em suas mãos, e decido que assim que Emma voltar, irei pedir que chame meu cabeleireiro até aqui. Não adiantaria adiar algo que aconteceria mais cedo ou mais tarde.

Ao terminar minha sessão sinto-me muito mal, como se um dos dementadores do livro Harry Potter, tivessem sugado toda minha felicidade. Zelena me acompanha de volta até o quarto, onde eu vomitei a cada 10 minutos. Ela passou toda a manhã comigo, e boa parte da tarde também, mesmo eu não tendo muita força pra conversar, ela esteve comigo o tempo todo. Depois da sessão da manhã, tive mais 2 durante a tarde.

Ás cinco da tarde, Emma chega, e eu nem feliz consigo me sentir, pois quando ela chega, eu estava mais uma vez, vomitando até minha alma.

Passado uns trinta minutos, consigo não vomitar tão seguidamente, e me alegro por isso.

– Bem, agora eu preciso ir, Aurora e Philip irão jantar lá em casa hoje. – Zelena anuncia.

– Me desculpe, nem pudemos conversar direito.

– Não se preocupe Regina, teremos muitas oportunidades. – Ela sorri para mim, enquanto vem em minha direção e me abraça. – Nos vemos logo.

– Com certeza.

Ela despede-se de Emma, e logo vai embora. Quando estamos sozinhas lembro-me de pedir a Emma, o que eu precisava.

– Emma, peça que Troy venha até aqui.

– O seu cabeleireiro, por quê? – Ela não entende o meu pedido.

– Preciso que seja ele. – Fico olhando-a até que sua ficha cai.

– Amor... – Ela inicia, mas não permito que termine.

– Eu preciso Emma. Olha isso. – Passo as mãos por meus cabelos, e eles caem como se estivesse soltos na minha cabeça. Ela me encara alguns instantes e concorda. Pega o celular e disca o numero que eu lhe dito.

Enquanto esperemos troy chegar, não falamos muito. Emma sabia o quanto estava me custando essa decisão, mas eu não tinha outra saída. Quando Troy chega, meu coração dispara.

– Olá amore mio. – Ele me diz com seu italiano fajuto.

– Oi Troy. – Ele sabia o motivo pelo qual eu o havia chamado, e acho que no fundo estava sofrendo tanto quanto eu, ele sempre amara meu cabelo. Caminha até mim e beija no rosto –Como esta?

– Estou bem, e você?

– Bem tbm.

– Oi loirão. – Ele cumprimenta Emma com dois beijinhos no rosto.

– Oi viado. – Ele e Emma haviam ficado um pouco próximos depois do nosso casamento, no qual ele cuidou dos nossos cabelos.

– E então, quem será a primeira? – Ele brinca, tirando a tesoura da bolsa.

– Eeeeeu. – Finjo animação, enquanto me levanto da cama e vou até o banheiro onde havia um espelho, onde eu poderia me ver. Emma logo leva uma cadeira para que eu me sente. Troy dispõe seus instrumentos pela bancada, enquanto Emma observava tudo em minha frente, de costas para o espelho.

– Pronta amore? – Troy me pergunta olhando para meu reflexo no espelho. Assinto com um meneio de cabeça.

Love By Grace -Lara Fabian

Ele toca meus cabelos, e eu fecho meus olhos. Ele os penteia devagar, suas mãos são macias. Sinto a mão de Emma segurar a minha, e abro meus olhos. Vejo pelo reflexo do espelho que Troy segura à tesoura, e logo após, vejo uma mecha do meu cabelo cair sobre meus ombros. Aperto a mão de Emma. Dali a pouco, outra mexa, mais uma, mais uma e mais uma. Pouco a pouco meus fios mais compridos se foram, e eu estava fazendo uma força enorme para segurar o choro que subia pela minha garganta. Emma aperta mais a minha mão, e eu a dela. Desvio meu olhar para ela um instante, e ela sorri para mim. Volto meu olhar para o espelho, enquanto Troy finalizava com a tesoura.

Após ele retirar tudo que podia, com a tesoura, ele se afasta para pegar a maquina, e eu levo minhas mãos até a cabeça, e sinto o que restou do meu cabelo. Não suporto mais segurar, e deixo que as lagrimas escorram pelo meu rosto. Eu sabia que de toda a situação, ficar sem cabelo era o que menos importava, mas na deixava de ser doloroso.

Troy se aproxima novamente com uma maquina. Retiro minhas mãos da cabeça e olho novamente para Emma, vi seus olhos brilharem por conta das lagrimas que ela tentava conter. Sem sucesso.

Ouço o barulhinho da máquina ligada e volto a encarar meu reflexo, enquanto Troy passa a maquina, retirando quase todo o restante de cabelo que havia ali. Agora meu choro era desesperado, não tinha mais volta. Quando Troy se afasta para pegar outra maquina, levo novamente minhas mãos até onde até poucos minutos, havia meus cabelos, e tudo que sinto, são mínimos fios espetando minhas mãos, retiro as mãos da cabeça e cubro meu rosto, enquanto as minhas lagrimas descem descontroladas. Sinto a mão de Emma em meu joelho, e olho para ela. Ela também tinha o rosto lavado de lagrimas, e vendo-a chorar por minha causa, me faz ter ainda mais vontade de chorar.

Troy passa a maquina zero, e rapidamente, não tenho mais absolutamente nenhum fio de cabelo. Permaneço chorando por não sei quanto tempo, e quando Emma me abraça, encosto-me a ela, enquanto ouço seus soluços se misturando com os meus.

Notas finais
E então? Gostaram? HAHAHAHAHA Segunda coisa que eu ia dizer: Foi clichê, mas sim, eu me inspirei na cena clássica da novela pra escrever o trecho final. Essa cena https://www.youtube.com/watch?v=xbHI3QQARAo Enfim, espero vocês nos comentários, por favor, não me odeiem. Perdoem qualquer erro que possa haver. Aaah, e provavelmente NIG acabará no capitulo 60. Beijos mozis, até o próximo.