Now Is Good
53 Milão
Notas iniciais
Após subirem novamente para o quarto, Regina vai para o banheiro tomar um banho, enquanto Emma fica encarregada com a tarefa de pegar algumas peças de roupas para elas na mala que estava já dentro do carro para irem para o aeroporto. Antes que a morena saisse do banho, Emma já havia voltado com as roupas e resolve juntar-se a Regina, dificultando e muito que o banho da morena fosse finalizado.
***
– Ai, me lembra de comprar bicicletas amor. – Emma diz praticamente dando um nó com o cinto em volta de si.
– Porque querida?
– Eu odeio voar. – Ela faz uma careta engraçada, e Regina cai na gargalhada.
– Deixa disso, quando você menos esperar já estaremos pousando.
– Espero que sim, porque não sou obrigada a morrer na minha lua de mel. – Emma estava realmente com medo e Regina divertindo-se com isso.
Várias horas depois, elas finalmente desembarcam no aeroporto internacional de Milão. Fazia muito frio. Caminham em busca de um taxi que as levasse até o hotel onde Emma havia feito reservas.
Ao finalmente chegarem ao hotel, Regina caminha até a sacada e fica observando a bela vista que tinha dali.
– É lindo.
– Muito lindo mesmo.
– To feliz Emma.
– Eu também estou amor, mais do que eu já era. – Regina se aperta ainda mais nos braços que Emma tinha em volta dela.
– Roland ia adorar isso aqui.
– Como assim?
– Ta nevando querida, ele ia querer ficar brincando na neve o dia inteiro.
– Ah sim, é mesmo. Já to com saudades do guri.
– Eu também.
– Quem diria né?
– O que?
– Eu e você assim, do jeito que estamos.
– Abraçadas?- Regina brinca.
– Não boba, assim, casadas, e com um filho.
– Pois é, quem diria que aquela loira abusada ia me laçar direitinho.
– Abusada era você, cheia de frescuras.
– Ta chamando tua mulher de fresca?
– Hmm... só um pouquinho. – Emma sorri e beija o topo da cabeça de Regina.
– O que vamos fazer? Temos a tarde inteira.
– Quero caminhar no parque
– Ham? – Emma estranha o pedido de Regina.
– É Emma, quero andar no parque
– Amor, mas você tem certeza?
– Sim, qual o problema?
– Ah sei la, eu achava que lua de mel era pra gente namorar.
– Mas isso não quer dizer que temos que fazer sexo 24 horas por dia.
– Ah, mas eu adoraria isso.
– Meu Deus, casei com uma ninfomaníaca. – Regina diz fazendo ambas rirem.
– Ai má ideia não é né? Mas ok, vamos trocar de roupa então.
Elas trocam de roupa, animadas, e Regina mais uma vez tem dificuldades em realizar essa tarefa, pois Emma ficava a agarrando a todo instante, impossibilitando-a de vestir as roupas. Alguns minutos depois por fim elas conseguem sair do quarto em meio a risos.
Procuram por um mapa turístico, já que dispensaram a companhia do guia turístico, gostariam de apreciar tudo, sozinhas.
O hotel que haviam escolhido ficava próximo dos mais frequentados pontos turísticos da cidade, e por isso não tiveram muito trabalho em encontrar o Parque Sempione. Regina fica encantada com o lugar, e logo trata de tirar algumas fotos.
Elas não vão muito longe, e Emma no fundo se contenta com isso, não queria que Regina se esforçasse muito, Whale havia permitido essa viagem com muito custo e insistência da parte da morena, e Emma tinha medo que algo acontecesse enquanto elas estavam longe, mas não queria deixar Regina perceber isso. Sendo assim, elas sentam em um dos bancos no meio do parque e tiram mil e uma fotos, cheia de caras e bocas, e então resolvem voltar para o hotel e aproveitar o restante da tarde em sua suíte.
– Esse pouquinho que andamos, eu já me cansei. – Regina diz um tanto ofegante.
– Pois é dona Regina, eu nem deveria ter deixado você ir, se Whale descobre, ele me mata.
– Mas nem bem casamos já quer mandar em mim senhorita Swan?
– Swan?
– Swan Mills. – Regina corrige.
– Melhor – Emma ri. – Mas aqui.. o que vc acha se fazermos algo mais interessante? – Emma sorri maliciosa.
– Acho ótimo senhorita Swan, assim que meu fôlego voltar.
–Amor, não sou só Swan mais.
– Ai eu esqueço disso, senhorita Swan Mills.
– Trate de lembrar.
O casal passa o resto do dia trancadas no quarto, Emma não força muito a barra, pois percebera que Regina não estava se sentindo muito bem, então deixa que a morena tome a iniciativa de fazer amor.
[...]
Os três dias que elas haviam reservado para a viagem, resumiram-se a conhecer a cidade e ficarem trancadas no quarto aproveitando cada segundo juntas e sozinhas, sabiam que ao voltar para Storybrooke às coisas voltariam ao normal, e a rotina voltaria a ser cansativa, principalmente para Regina que voltaria a fazer quimioterapia.
Visitaram o maior numero de lugares que conseguiram, e provaram do mais variado cardápio da comida italiana, que Regina tanto adorava. Compraram presentes para levar para todos, e em uma das lojas na qual entraram, Regina resolve retribuir o presente que Emma lhe dera a algum tempo atrás, e compra um panda de pelúcia para a loira, escondendo-o juntamente com os brinquedos que haviam comprado para Roland. Ao voltarem ao hotel, Emma entra no banho e Regina aproveita para passar um pouco de seu perfume pelo Panda, e o deixa em cima da cama, do lado onde Emma dormia. Assim que a loira sai do chuveiro, Regina entra para tomar banho, e sorri para si mesmo imaginando o quando Emma gostaria daquele presente, já que ela já dissera muitas vezes o quanto amava o bicho.
Ao ver o urso sobre a cama, com um bilhete romântico e o perfume de sua mulher, Emma abre um sorriso enorme, e não contem o impulso de invadir o banheiro e encher Regina de beijos.
[...]
A folga chegará ao fim e no fundo Regina queria muito voltar para casa, ver Roland, estava morta de saudade do filho, além do fato de que se sentirá mal varias vezes, e tentou disfarçar para que Emma não ficasse preocupada e não estragasse a viagem.
O voo estava previsto para as 13:00, o que era uma boa coisa, já que elas chegariam no mesmo dia em Storybrooke.
– Amor, posso confessar uma coisa? – Emma diz quando elas já estavam dentro do taxi.
– O que?
– Eu to feliz em estar voltando. Não por nada assim, eu adorei nosso tempo sozinhas, estar com você me faz a mulher mais feliz do mundo, mas eu to morrendo de saudades do baixinho e dos meus pais. – Emma faz uma cara de culpada, e Regina sorri.
– Eu também Emma.
Emma passa o braço pelos ombros de Regina, e ao sentir a pele do rosto da morena em seu queixo, ela percebe o quanto Regina estava quente.
– Ta se sentindo bem? – Emma se preocupa.
–Estou sim. – Na verdade ela não estava.
– Você não me engana mais amor, todos esses dias eu vi o esforço que você fez para esconder de mim que não estava se sentindo muito bem.
– Como você sabe disso?
– Eu sou sua mulher. – Ouvir isso era sempre muito bom. Regina sorri e se aconchega mais nos braços de Emma. Alguns minutos após chegarem ao aeroporto, o voo para o Maine é anunciado, e uma hora após chegarem ao aeroporto, elas embarcam de volta para casa.
No meio da viagem, Regina que dormia no ombro de Emma, começa a ter delírios, causados pela febre alta. Emma tenta não desesperar-se e procura um antitérmico em sua bolsa e o dá para Regina, que falava coisas desconexas.
O tempo passa e a febre não baixa e agora sim Emma começa a se desesperar. Toda vez que ela olhava para Regina, ela parecia estar mais pálida, e tremendo cada vez mais. Ela olha para o relógio em seu pulso e calcula uns 30 minutos para desembarcarem no aeroporto do Maine, e assim que o fizessem, levaria Regina imediatamente ao hospital. Segura com força a mão fria de Regina, e reza mentalmente para que a febre não aumentasse até que elas chegassem ao hospital.
Quarenta minutos depois, o avião pousa no aeroporto, e Emma trata logo de encontrar onde haviam deixado o carro de Regina, e pede que coloquem as malas no porta malas, enquanto ela prende o cinto em Regina, no banco do carona.
– Emma, vamos pra casa, isso já vai passar.
– Não, eu vou te levar ao hospital agora, você queimou de febre quase a viagem toda.
– Só preciso de um comprido e isso passa.
– Já dei dois, não passou, vamos ao médico e ponto final. – Regina não discute, se encolhe no banco e abraça a si mesma, sentia muito frio. – Não vou te dar a minha jaqueta por que quanto mais roupa mais quente você vai ficar.
– Eu sei.
– Você já vai melhorar, amor. – Emma odiava mais que tudo na vida, ver Regina daquele jeito, e enquanto dirigia ela não pode deixar de pensar que as férias acabaram literalmente.
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