Now Is Good

38 Mais do que palavras


Notas iniciais
Oiiii *---------* Camila sua linda, que recomendação perfeita foi essa eim? Menina fiquei rindo feito boba muito tempo aqui, eu adorei cada palavra sua. Muitíssimo obrigada e espero realmente que eu continue agradando vc, e a todas as pessoas maravilhosas que leem. Gente, já respondi todos os comentários, todos lindos e eu amei, as always *-* Então, lembram-se que pedi a vocês que não se animassem muito com a melhora da Regina? Até coloquei uma frase no cap passado, me desculpem, mas é isso ai mesmo. Acho que o final desse cap deixa o espaço para as mentes pensarem um pouquinho sobre as coisas que eu disse anteriormente. Enfim ja falei muito aqui. Camila querida, esse cap vai especialmente pra vc *--* PS: Nome do cap é o nome da música que tem no meio. Que eu amoooo

~Dois meses depois~

O tempo passou tão rápido que 24 horas num dia só era pouco para Emma e Regina, que agora além do trabalho, também tinham que cuidar de Roland, leva-lo para a escolinha, sair para passear e afins. Mas estavam muito longe de reclamar de qualquer coisa. Regina ainda tinha algum mal estar, mas eram muito raros, a julgar que o numero de remédios que tomava havia diminuído, e segundo Whale, seu sangue estava quase completamente limpo. Emma estava radiante com tudo o que havia acontecido em sua vida nos últimos tempos, a melhora significativa de Regina, uma criança em sua vida, uma família que era dela. A não ser por Killian, que às vezes procurava encrenca com a loira, mas mesmo assim, nada poderia ser mais perfeito.

~Seis meses depois~

POV EMMA

Acordo sentindo um ar em meu rosto e tenho a impressão de que há mais alguém no quarto. Quando abro os olhos, me assusto com o grande par de olhos castanhos que me observavam de perto.

– Roland. – Sorrio ao ver que era o baixinho que provavelmente acordou e não encontrou ninguém, então veio até nosso quarto nos acordar.

– Oi. – O baixinho me cumprimenta, enquanto olho para trás e vejo que Regina continua dormindo, mais linda impossível.

– Que horas são? – Eu levanto e me apoio no braço para enquanto pego o celular com o outro. – Caraca, dormimos muito hoje, ainda bem que é sábado. Vamos acordar a mamãe Regina? –Pergunto travessa para o baixinho que abre um enorme sorriso.

– Vaaamos. – Ele fala um pouco alto e eu faço sinal para que ele fiquei em silêncio.

– Vem cá. – Sussurro baixinho, enquanto ele chega mais perto. – Eu vou fingir que estou dormindo, e você vai até a porta, vem correndo e pula em cima de nós, ta bom? – rio do meu próprio plano

– Ta bom. – O baixinho diz indo para a porta, enquanto eu volto a me deitar. Assim que fecho os olhos, sinto o impacto de seu pequeno corpinho sobre o nosso, enquanto abro os olhos e olho para Regina, que já estava sorrindo.

– Bom dia querido. – Regina passa os braços pelo corpinho de Roland, e eu faço o mesmo.

– Bom dia amores. – Abraço os dois.

– Bom dia querida. – Regina sorri para mim.

– Ai que família linda eu tenho, meu Deus, até acordando são bonitos.

– Eu soi bonito. – Roland diz, fazendo-nos rir.

– Você é sim, muito bonito garoto. – Bagunço os cabelos já desarrumados dele.

– Que horas são? – Regina pergunta.

– 10:30

– Meu Deus. – Regina arregala os olhos, e pensa em levantar-se.

– Vai levantar amor? – Arqueio uma sobrancelha olhando maliciosa para ela, pois ela estava completamente nua, por debaixo dos lençóis.

– Não. – Ela semicerra os olhos para mim, enquanto eu caio da gargalhada.

Poique não vai levantai mamãe? – Roland olha para Regina, curioso.

Poique a mamãe quer ficar aqui abraçadinha com você. – Ela imita o jeito dele falar, abraçando com força.

– Ei, e eu? –Faço um bico por não ter sido incluída no abraço.

– Você também. – Emma me puxa para o abraço e ficamos mais algum tempo ali deitadas, até que Roland reclama de estar com fome. Somos obrigadas a pedir que ele nos espere fora do quarto, já que ambas estávamos nuas.

Regina levanta primeiro e troca de roupa com muito custo, por que eu ficava puxando-a para a cama toda vez que ela levantava. Ela termina de se vestir e sai do quarto indo preparar o café para nós, enquanto eu continuo jogada na cama com a maior preguiça que existia no universo, mas me obrigo a levantar.

Quando desço, a mesa já esta quase toda posta, e Roland ajudava Regina colocando as xícaras sobre a mesa.

– O que vamos fazer hoje? – Pergunto sentando a mesa, logo sendo acompanhada por Regina e Roland.

– Eu quelo soivete. – Roland já se manifesta.

– Podemos ir dar uma volta no parque. – Regina diz juntando-se a nós a mesa.

– Ótima ideia amor. – Concordo com ela, enquanto vemos Roland dar pulinhos na cadeira.

– Querido, você quer beber o que? – Regina pergunta pro baixinho.

– Suco de maça. – Ele abre um sorrisão, e quando Regina faz menção em levantar eu digo:

– Deixa que eu pego amor. – Me levanto e vou até a geladeira pegar a caixinha de suco, voltando para a mesa e entregando-a para Roland.

Obigado.

Por nada tampinha.

Tomamos nosso café em poucos minutos, e enquanto Regina tirava a mesa, eu subo para trocar de roupa no baixinho, que escolhe sozinho o que queria vestir. Deixo-o escolhendo sua roupa, enquanto vou até o quarto e troco também a minha, por uma mais fresca, pois o sol finalmente resolveu aparecer na cidade. Coloco uma bermuda um pouco acima dos joelhos, e uma regata branca, prendo meus cabelos num rabo de cavalo, coloco um chinelo e meus óculos de sol. Roland também estava com uma bermuda verde limão, hiper chamativa, uma camisa polo branca e com um adidas branco no pé.

– Nossa baixinho, ta bonitão. – Cutuco seu lado com o cotovelo e ele me olha rindo.

– Você também está mamãe. – Ele faz um sinal de beleza com o dedinho.

Desço com Roland, e esperamos por Regina que havia ido trocar de roupa também. Pego o controle e ligo a TV, enquanto Roland brincava com seu aviãozinho correndo de um lado pro outro na sala.

– Woooah. – Ouço a voz do pequeno alguns minutos depois. – Você está linda mamãe.

– Uh, obrigada querido, você também está ótimo. – Ela para no fim da escada esperando por mim.

– Ai Regina. – Passo direto por ela, indo em direção à porta. Ela usava um vestido comprido, que ia até os pés, todo florido azul, um chapéu de sol preto, e óculos também preto, e claro a inseparável bolsa.

– O que foi agora Emma?

– Essas suas roupas aí. – Digo me referindo ao decote gigante do vestido dela.

– Emma, não tem nada de mais aqui. – Ela me diz tirando os óculos do rosto.

– Como não? Olha o tamanho desse decote ai. – Aponto para os peitos dela.

– Não é grande Emma, e eu estou com você querida, deixa de ser boba. – Ela beija minha bochecha, enquanto pega a mão de Roland e sai porta afora. Suspiro e a saio fechando a porta atrás de mim, trancando-a.

Caminhamos os três pelas ruas, indo ao parque central de Storybrooke, que por incrível que pareça tinha um parque muito bonito. Regina segurava uma mão de Roland, e eu segurava a outra, enquanto ele dava alguns pulinhos e nos obrigava a segurá-lo firme, para que não desse de cara com o chão.

Quando chegamos ao parque, soltamos as mãozinhas de Roland, para que ele pudesse correr livre, e é exatamente o que ele faz, já arrumando companhia para brincar. Regina e eu sentamos em um banco, embaixo de uma arvore gigante, que fazia uma sombra fresca em nós, enquanto observávamos Roland descer no escorrega, rindo com a amiguinha que tinha encontrado.

Extreme — More Than Words

Regina tira o chapéu deixando que a brisa entre pelos seus cabelos, trazendo até meu nariz o aroma doce que ela tinha. Meus braços a apertam mais, enquanto enfio meu rosto na curva de seu pescoço.

Saying, "I love you"

Dizer, "Eu te amo"

Is not the words I want to hear from you

Não são as palavras que quero ouvir de você

It's not that I want you not to say

Não é que eu não queira que você diga

But if you only knew

Mas se você apenas soubesse

How easy it would be to show me how you feel

Quão fácil seria mostrar-me como você se sente

– Você é tão cheirosa.

– Obrigada. Você também é. – Ela levanta uma mão acariciando meus cabelos. – Eu te amo tanto Emma. – Ela diz inclinando a cabeça para trás, apoiando-a em meu ombro, enquanto encara meus olhos.

– Eu também te amo muito, muito, muito. – Falo também olhando em seus olhos. – E cada dia que passa eu amo mais. – Ela sorri e alcança meus lábios, num beijo delicado, carregado dos mais puros sentimentos.

More than words

Mais do que palavras

Is all you have to do to make it real

É tudo o que você tem que fazer para tornar isso real

Then you wouldn't have to say

Então você não precisaria dizer

That you love me

Que você me ama

'Cause I'd already know

Porque eu já saberia

– Você mudou quem eu era. Ensinou-me coisas que eu nem fazia ideia que eram importantes. – Ela faz uma pausa e logo continua. – E o mais importante, você me ensinou a amar de novo, na verdade você me ensinou a amar de verdade. – Sinto meus olhos se encherem de lágrimas, e abro um enorme sorriso para ela. – Você é a mulher mais linda do mundo. – Ela continuava, e suas palavras haviam tocado no mais profundo do meu coração, fazendo com que a emoção daquelas palavras batesse contra meus ouvidos, enquanto era liberada pelos meus olhos. – Eu devo ter feito algo muito bom na vida pra merecer tudo isso. Você e Roland são a minha vida agora Emma. E acredite, minhas palavras não poderiam expressar nem metade do que eu sinto por você.

What would you do if my heart was torn in two?

O que você faria se meu coração se partisse em dois?

More than words to show you feel

Mais do que palavras para mostrar o que você sente

That your love for me is real

Que o seu amor por mim é real

What would you say if I took those words away?

O que você diria se eu jogasse aquelas palavras fora?

Then you couldn't make things new

Então você não poderia renovar as coisas

Just by saying I love you

Apenas dizendo "eu te amo"

– E vocês são a minha também. – Regina se vira e cola sua testa com a minha, segurando meu rosto entre as mãos, enquanto tínhamos as duas os olhos fechados.

– Casa comigo. – Abro meus olhos e vejo que ela continua com os dela fechados, e não sorria. – Casa comigo Emma. – Ela repete.

More than words

Mais do que palavras

– Como assim casar? Casar, casar? – Um sorriso volta a tomar conta do meu rosto.

– Sim querida, casar, casar. – Ela descola sua testa da minha, mas mantém suas mãos em meu rosto. – Eu seu que tecnicamente já somos casadas, pois moramos na mesma casa. Mas eu quero casar de verdade, com vestido, véu, quero festa e tudo que temos direito.

Now that I've tried to

Agora que eu tentei

Talk to you and make you understand

Falar com você e te fazer entender

All you have to do is

Tudo que você tem a fazer é

Close your eyes and just reach out your hands

Fechar seus olhos e só estender suas mãos

And touch me, hold me close

E me tocar, me abraçar apertado

Don't ever let me go

Nunca deixe-me ir...

– E o baixinho pode ser nosso daminho. – Me animo, já começando a imaginar tudo.

– Besta, não se diz daminho. – Regina ria, e ah, como eu adorava aquele riso. – Se chama pajem.

– Ah ta. – Rio junto com ela. – Eu falo daminho. – Digo levantando os ombros.

– Boba. Minha boba. – Ela diz e senta novamente de frente para que pudesse olhar Roland que a essas alturas já estava sujismundo. Arrasto-me mais para a ponta do banco e deito, apoiando a cabeça no colo de Regina, que logo começa acariciar meus cabelos.

–Você já havia imaginado tudo isso alguma vez? – Regina pergunta-me.

– O que?

– Isso que estamos vivendo, nossa família.

– Nem em sonho. Quando eu cheguei à cidade eu queria voltar imediatamente.

– Ah é? Por quê?

– Ai, aqui é tudo muito parado e eu gostava de agito.

– E agora não gosta mais?

– Eu gosto de outro tipo de agito agora. – Sorrio de lado. – Gosto do agito que as cobertas fazem quando estamos embaixo delas. – Regina solta uma gargalhada.

– Você não vale nada eim Swan.

– Não valho, mas você bem que gosta.

– Já disse que amo. – Ela me dá um tapinha leve na testa. – Levanta, vamos tomar um sorvete.

– Opa, demorou. – Em um segundo já estou de pé. E quando Regina vai se levantar ela cambaleia um pouco e volta a sentar-se. – O que foi amor? – Pergunto preocupada.

– Levantei rápido demais. – Ela força um sorriso e eu já conhecia seu sorriso forçado.

– Tem certeza?

– Tenho sim, vá chamar Roland para irmos tomar o sorvete. – Ela recoloca seu chapéu e os óculos, mas continua sentada.

– Ok. – A cada passo que eu dava olhava para trás preocupada, e via Regina sorrir e balançar a cabeça.

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POV REGINA

Fico sentada no banco, esperando que Emma voltasse com Roland para que fossemos tomar sorvete e ir pra casa, vendo que o sol já estava indo embora e começava a ficar frio. Sei que não convenci Emma quando disse que só tinha me levantado muito rápido, mas foi à primeira desculpa que me veio a cabeça, eu sabia que esses mal súbitos eram ainda pelos medicamentos que ainda me atacavam de leve, por isso não quis preocupar Emma.

Observo Emma se abaixar e pegar algo do chão e voltar até onde eu estava.

– O que foi? – Pergunto a ela.

– Dá sua mão direita.- Ela pede e eu estendo minha mão para ela. Ela enrola uma espécie de galho no meu dedo anelar para depois abaixar-se e beijar minha mão. – Nosso anel de noivado. – Fico olhando para minha mão com um sorriso bobo no rosto, e só volto a mim quando ela estende outro galhinho para mim. – Sua vez. – Diz e estende a mão para mim. Eu repito o que ela havia feito comigo.

– Eu te amo. – Eu nunca me cansaria de dizer isso a ela. Ela se inclina e deixa um beijo na minha testa.

– Te amo também. – Só então ela vai buscar Roland.

Observo os dois amores da minha vida, virem um correndo um atrás do outro, e penso que eu iria casar com uma criança grande, e era exatamente isso que me encantava mais em Emma. Quando chega perto o suficiente, Roland se joga em meus braços para que eu o proteja de Emma, então ele entra debaixo do banco e eu o cubro com meu vestido, Emma o tinha visto, claro, pois estava bem atrás dele, mas continua brincando quando chega perto.

– Amor, você viu aquele garoto por ai? – Ela pergunta piscando para mim.

– Que garoto querida? Não sei de quem você está falando? – Pudemos ouvir a risadinha de Roland embaixo do banco.

– Um baixinho, bem fofinho, que tem as bochechas furadas. – A descrição que Emma faz de Roland, me faz rir.

– Não sei mesmo de quem você está falando.

– Então eu vou continuar procurando. – Ela diz abaixando-se próxima as minhas pernas e enfia a mão por trás do meu vestido tocando Roland que solta um grito. – Mas olha quem eu achei aqui. – Emma diz pegando-o pelo braço, fazendo-o sair debaixo do banco enquanto começa enche-lo de cócegas.

Caminhamos os três de mãos dadas até um buffet de sorvetes, e como eu já esperava Emma fica mais empolgada do Roland, com todas aquelas delicias para escolher. Ela pedia um, depois mudava de ideia, fazendo o atendente de bobo, enquanto eu Roland riamos da cara dela. Quando finalmente Emma consegue se decidir pelo dela, peço o meu e o de Roland.

Estava perto da hora do almoço, mas tudo estava tão bom que não queríamos voltar pra casa, então Emma sugere irmos ao Granny’s, eu não era lá muito fã de comer lanches no almoço, mas não me oponho. E assim que entramos no estabelecimento, damos de cara com Ruby e Killian conversando no balcão. Corro imediatamente meus olhos para Emma, que fingiu que não havia visto nada e me olha sorrindo.

– Vamos sentar ali. – Ela aponta uma mesa no canto, e nos dirigimos para lá. Ruby não demora muito a vir até nós.

– Xerife, quanto tempo. – Ela sorri para Emma.

– Oi Ruby, ah nem faz tanto tempo, eu vivo aqui comprando almoço.

– Ah, mas nunca senta para conversamos. – Ela diz sorrindo e se vira para mim.

– Prefeita. – Ela me cumprimenta mais formalmente, e parecia meio sem graça por me ver ali, talvez por causa de Killian, que por sinal não parava de olhar em nossa direção.

– Como vai Ruby? – Pergunto educada oferecendo-lhe um sorriso.

– Vou bem, obrigada. – Ela me responde e vira para Roland. – Oi fofinho. – Ela obviamente já sabia sobre a adoção, pois cidade pequena às vezes era um saco.

– Oi. – ele responde a ela.

– Então, já sabem o que vão pedir? – Ruby pergunta.

– O que você quer baixinho? – Emma pergunta para Roland.

– Sanduiche, batata frita e refrigerante. – Ele diz de uma vez e fico boquiaberta.

– Só pela cara da sua mãe, ela vai reclamar disso. – Emma diz olhando para mim.

– Isso não é nem um pouco saudável. – Reclamo.

– Ah eu te avisei ...- Ela começa, mas eu a interrompo.

– Mas eu vou abrir uma exceção, só hoje.

– Eeeeh, olha só a evolução. E eu também vou poder comer batata frita ou é só exceção pro baixinho? – Emma pergunta sorrindo.

– Você também. – Digo revirando os olhos, sorrindo.

– Oh, meu Deus. Acho que um ET abduziu a minha Regina e deixou essa mulher parecida com ela no lugar. – Emma diz olhando para Ruby, que ri da piada dela.

– Haha, engraçadinha. – Faço uma careta. – Vai fazer o pedido ou não?

– Eu vou querer tudo que o baixinho pediu.

– Ok. – Ruby anota o pedido de Emma e olha para mim. – E a senhorita?

– Eu vou querer o mesmo, mas quero um suco natural de maça no lugar do refrigerante. – Digo olhando para Ruby, enquanto vejo a boca de Emma escancarar-se olhando para mim.

– Meu Deus, alguém chama um médico.

– Para de ser besta Emma.

– Não amor, é sério, você não está normal. – Ela se inclina sobre a mesa e coloca a mão em minha testa.

– Para. – Afasto sua mão rindo.

– Já já trago seus pedidos. – Ruby diz e sai sorrindo.

Ficamos rindo das piadinhas de Emma sobre o que comeríamos, mas não deixo de notar que Killian continuava com o olhar fixo em nossa mesa. A sorte é que Emma parecia nem estar vendo, se não o estrago estaria feito. Quando Ruby volta com nossos pedidos, Emma e Roland pareciam dois moradores de rua que não comiam há anos.

– Meu Deus, há quanto tempo vocês não comem? Há umas 3 horas? –Pergunto olhando assustada para eles.

– Ta muito gostoso mamãe. – Roland diz com a boca cheia, e toda suja de Ketchup.

– Querido, não fale com a boca cheia. – Digo passando um guardanapo ao redor dos seus pequenos lábios.

– Desculpe. – Ele diz com a boca cheia de novo, e não posso conter o riso.

– Tudo bem, mas quando for falar, engole primeiro.

– Ta bom. – Ele assente.

– Amor, você ainda não comeu quase nada. – Emma também fala de boca cheia.

– Belo exemplo querida. – Digo pegando uma batata do prato levando aos lábios.

– Desculpa. – Ela faz cara de arrependimento.

– Definitivamente, eu tenho duas crianças.

– Você vai ver a criança, quando eu... –Percebo o que ela ia dizer, e lhe lanço um olhar repreensivo, por causa de Roland.

– Quando você o que mamãe? – Roland pergunta a Emma.

– Quando eu ... – Emma para pra pensar no que diria, enquanto eu apoio os cotovelos na mesa e apoio meu queixo nas mãos, esperando uma resposta dela. – Quando eu ajuda-la a lavar as costas no banho. – Emma diz e não contenho a gargalhada. – Só os adultos conseguem ajudar a lavar as costas, não é? Não é sempre ela ou eu que ajudamos você?

– Sim. – Ele nem dá muito atenção e volta a comer seu lanche.

–Você vai me ajudar a lavar as costas então? – Pergunto provocando.

– Oh sim, eu vou adorar. – Ela retribui a provocação.

Terminamos o nosso “almoço” e enquanto eu limpava Roland, Emma foi pagar a conta. Fico da mesa olhando para ela, pois ela havia parado bem ao lado de Killian.

– Ai. – Ouço a reclamação de Roland, e me viro para olha-lo. – Você esfegou meus olhos.

– Me desculpe querido, mamãe estava distraída. – Nesses poucos segundos em que me virei para falar com Roland, já ouço alguém bater forte sobre o balcão do caixa, e ao virar para olhar, vejo Emma encarando Killian com sangue nos olhos. – Ah meu Deus, venha querido. – Pego Roland pela mão, e ando até onde estava Emma.

– Olha só, agora a família está completa. – Killian diz com tom debochado.

– Vamos embora Emma. – Seguro ela pelo braço e puxo-a em direção a saída. A nossa sorte era que o horário de almoço já havia passado, portanto Granny’s estava vazio agora.

– Ei xerife, não se empolgue muito, por que a Regina é insaciável e logo ela vai precisar de algo que você não tem pra enfiar nela. – Ao ouvir essas palavras, Emma puxa seu braço da minha mão, e vai para cima de Killian, antes que eu pudesse impedir, acertando-lhe um soco no nariz.

– Dobre a merda da sua língua, pra falar da minha mulher. – Ela grita.

– Não se esqueça de que ela foi minha antes de ser sua. E garanto xerife, que ela gemia muito mais quando eu estava dentro dela do que... – Emma não o deixa terminar, e já lhe dá outro soco, derrubando-o da cadeira dessa vez. Ruby, Roland e eu, estávamos parados próximos à porta sem saber o que fazer, então peço que Ruby leve Roland para fora, e vou até Emma, que estava em cima de Killian enchendo a cara dele de socos, enquanto ele tenta se defender, tento puxa-la para longe dele, mas não sou forte o suficiente, então recorro a minha única arma.

– PAREM AGORA. – Grito ao lado deles, mas eles fingem não me ouvir. –MANDEI PARAR, AGORA. – Meus nervos já estavam aflorados, e um mal estar começa a tomar conta de mim. – Emma. – Chamo-a já não conseguindo mais gritar, só então ela sai de cima dele e vem ao meu encontro, tendo tempo só de segurar o peso do meu corpo, que eu mesma já não pude mais suportar.

Notas finais
E então, o que me dizem? HAHAHAHA. Podem me xingar se tiverem vontade, mas não deixem de me dar a opinião de vocês. Ah, eu inclui mais uma coisinha que a Vivi me pediu, sobre casamento e tals, acho muito justo elas casarem mesmo, espero que tenham gostado disso. PS: Como eu disse no cap anterior, eu nunca vejo meus erros, então desconsiderem qualquer um que haja. Enfim, beijos e até o próximo