Notas iniciais
Oi oi gentiiii o/ Olha só quem deu as caras :) Eu ;) Ah vá né?! Enfim, quero agradecer especialmente as lindas do meu coração que me pediram tanto pra postar, tanto em whats, face, twitter e até aqui mesmo. Sem vocês o que sera de mim, né?! Amo todas, obrigada. Obrigada também a quem favoritou e pelos comentários

CONTINUAÇÃO DAS NOTAS INICIAIS

Nyah... Nyah...

Obrigada também a quem favoritou e pelos comentários ♥
Capitulo dedicado especialmente á Mirache Kildren, que me fez chorar com a recomendação linda que me escreveu. Demorou mais saiu, e é especialmente para ti linda, obrigada ♥
Bem, acho que nesse capitulo encerra-se uma fase ruim da vida do nosso casal, e uma melhor já inicia. Como eu havia dito a fic acaba mesmo no capitulo 60, mas como o final foi modificado, a muito pedidos, eu irei postar um capitulo extra com um alternativo, que é o final que eu daria a fic, caso não resolvesse atender aos pedidos se vcs suas lindas.
Falei pakas, scrr :/ Desculpem, no próximo eu dou mais detalhes sobre isso. Espero que gostem.
Ps: Ouçam a musica e se puderem, leiam a tradução, vão entender o motivo de eu coloca-lá ai

FIM DAS NOTAS INICIAIS

POV REGINA

Sentia uma sensação estranha. Um misto de medo e esperança juntos. Ao perder Emma de vista, a sensação de medo “falou” mais alto em meu peito. Ela era meu porto seguro, mas agora ela estava longe. Ok Regina, vai dar tudo certo. Digo a mim mesma.

Eles me acomodam na mesa de cirurgia. Estava muito frio lá dentro. Vejo doutor Whale e o doutor Henry, o médico que me atendera em Boston.

– Olá Regina, como vai? – Ele me diz cortês.

– Já tive dias melhores. – Tento descontrair.

– Com certeza os que estão por vir entraram para essa sua lista ai.

– Espero que sim.

– Relaxe, e deixe o resto conosco, certo? – Aceno um sim com a cabeça, e fecho meus olhos, me sinto mais segura assim, só volto a abrir os olhos quando ouço doutor Henry me dizendo que o anestesista iria aplicar a anestesia e depois disso, mais nada.

POV EMMA

–Jesus Cristo, que demora.

– Emma sossega, não faz nem uma hora que ela entrou. – Minha mãe me diz, me segurando pelos ombros me fazendo parar de andar de um lado para o outro.

– Eu sei, mas ninguém veio dizer nada ainda. Será que algo deu errado? – Era impossível me manter calma.

– Emma, minha filha, para. – Mary pega em minha mão e me leva até a sala de espera, me fazendo sentar no sofá branco, daquela sala do terror. – Está tudo bem com elas, eles não podem ficar saindo para vir falar qualquer coisa.

– Ta certo. – Esfrego uma mão na outra e me levanto. – Mas eu não vou ficar aqui, essa sala me deixa mais nervosa ainda.

– Tudo bem, quer dar uma volta lá fora?

– Não, e se alguém vier com noticias?

– Pode ir, eu lhe aviso de qualquer coisa. – Já até havia se esquecido da presença de Cora no canto da sala. Encaro-a tentar ver algum indicio de mentira, mas não vejo nada.

– Não demoro. – Digo a ela e saio com minha mãe.

Já do lado de fora do hospital, consigo ficar um pouco mais calma. Minha mãe e eu caminhamos pelos arredores por certa de 15 minutos, conversando sobre outras coisas que não fosse Regina. Passamos em frente a uma sorveteria e como eu adoro sorvete...

– Mãe, eu quero sorvete. – Falo parecendo uma criança.

– Ótimo, eu ia sugerir isso. – Estávamos de mãos dadas e assim permanecemos. Percebi que atraímos muitos olhares pelo caminho, pois minha mãe tem uma aparência muito jovem e eu não me pareço em nada com ela. As pessoas já imaginam coisas. E não foi diferente ao entrarmos de mãos dadas na sorveteria, que estava bem cheia para aquela hora do dia.

– As pessoas estão olhando estranho para nós. – Falo baixinho para que só ela me ouvisse.

– E o que tem de mais eu pagar um sorvete para minha filha? — Ela fala mais alto do que o habitual, imagino que de propósito, e as pessoas que nos olhavam logo desviaram os olhares.

– Nada de mais. – Sorrio quando vejo seu sorriso.

– Qual você vai querer? – Ela me pergunta e antes mesmo que eu responda ela diz: — Passas ao rum? – Sorrio mais uma vez, ela sabia que esse era meu sabor preferido.

– Sim. – Digo empolgada, enquanto a vejo pedir o meu sorvete de passas ao rum. Pego o meu e procuro uma mesa para nós, enquanto ela pedia o dela. Sento-me e a fico observando, um sentimento de nostalgia me invade. Minha mãe parecia tão jovem, parecia ter a minha idade, o que eu não sabia se era bom para ela ou ruim para mim. Sorrio. Esse momento é igual quando eu era criança, saíamos sempre para tomar sorvete, e eu sempre pedia o mesmo. Só faltou meu pai aqui, mas como eu estou fora da delegacia, pedi que ele me substituísse para Jefferson não ficasse tão sobrecarregado. Ela caminha até, com o sorvete derretendo dos lados, enquanto ela tentava impedir isso.

– Ai, isso derrete muito rápido, pisquei e já está pingando tudo. – Ela reclama, sorrindo, sentando-se de frente para mim. – Aliás, o seu também está derretendo. – Ela aponta para o meu sorvete e só então me dou conta de que eu havia se esquecido do meu sorvete, olhando-a, estava pingando tudo.

– Ai meu Deus, socorro. – Pego um guardanapo antes que eu me sujasse toda. Ela riu.

Após passar esse tempo divertido com a minha mãe, consegui me distrair um pouco, mas não por muito tempo, e logo começo a me sentir incomodada, querendo voltar logo para o hospital.

– Mãe, será que podemos voltar?

– Claro, já consegui fazer você se acalmar um pouco.

Continuamos conversando enquanto voltamos para o hospital que ficava na quadra de cima. Entro ansiosa na sala de espera, e vejo Cora sentada no mesmo lugar de antes, lendo uma revista de moda, tão fútil quanto ela.

– Noticias? – Pergunto assustando-a.

– Whale disse que eles terminaram, e que aparentemente foi um sucesso, mas que agora precisamos aguardar como o organismo dela irá reagir, ele deve voltar logo, ele poderá lhe explicar melhor. – Aceno um sim com a cabeça e viro de costas. – Emma. – Cora me chama, e quando me viro ela está em pé a minha frente. – Será que eu poderia entrar para vê-la primeiro? Whale disse que pode entrar só um de cada vez, e eu tenho um voo para Dubai daqui 3 horas e gostaria de passar no apartamento para tomar um banho antes de ir. –Não acredito que ela fará isso, depois da encenação que havia feito a Regina. Ah, pobre Regina, ficaria ainda mais decepcionada com a mãe.

– Você é muito cínica mesmo. E aquele papo de fazer parte de um novo começo com a sua filha? – Faço uma cara de desdém. — Não demore lá dentro. – Viro as costas antes que ela diga qualquer coisa. A raiva e a repulsa me invadem.

Fico aguardando a volta do Dr. Whale junto com minha mãe, bem longe de Cora, e quando ele vem, me adianto:

– Como ela está?

– A transfusão foi um sucesso, mas ela ainda permanece desacordada por conta da anestesia, mas deve acordar nas próximas horas.

– Então ela está curada?

– Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, Senhorita Swan.

– Como assim?

– Precisamos que o organismo dela reaja bem a nova medula e ao novo tipo sanguíneo.

– E se não reagir?

– Então teremos problemas. – Congelo. – Mas não vamos pensar nisso, ela tem tudo para reagir muito bem, precisamos ser otimistas, senhorita Swan.

– Claro.

– Quer vê-la? Ela ainda dorme, mas talvez queira vê-la assim mesmo.

– Eu quero, mas cora quer vê-la antes.

– Claro. – Ele caminha até a sala de espera e chama por Cora, e quando ela passa por mim nem consigo olhar sua cara. Ela demora um tempo lá dentro, nãos ei o que poderia estar fazendo, já que segundo Whale, Regina ainda estava dormindo. Mas ela demora, demora e demora, e eu já estava começando a ficar inquieta. Quando penso na possibilidade de ir atrás dela e manda-la sair, a vejo sair com os olhos vermelhos e molhados. Estava chorando? Ao passar por mim ela para e não consigo sentir pena, apenas desprezo, e acho que ela vê isso em meus olhos.

– Você não entenderia meus motivos, por isso não irei explicar. Adeus, senhorita Swan. Cuide bem da minha filha. – E assim fico olhando suas costas, até que ela suma de vista.

– Que mulher estranha. – Minha mãe diz.

– Meu desprezo e minha pena vivem numa linha tênue quanto a essa mulher. Bem ela não importa para mim, mas Regina irá sentir isso com certeza.

– Coitada!Não merece essa mãe.

– É... bem eu irei entrar para vê-la mãe, ou você quer ir antes? – Emma pergunta pois já sabia que iria demorar lá dentro.

– Não, tudo bem, eu espero você aqui.

– Não precisa mãe, pode ir descansar.

– Te certeza filha?

– Tenho mãe, pode ir, obrigada.

– Promete ligar se precisar de qualquer coisa?

– Eu prometo.

– Tudo bem então, se cuida filha e dá um beijo na Regina por mim, mais tarde passo para vê-la. – Ganho um beijo na testa e um abraço e logo minha mãe vai para casa. Encontro Aurora e Phillip no bebedouro. Não os havia visto ali antes, e ela me disse que como sabia que o processo iria levar algum tempo, fora comer alguma coisa com seu noivo, na cantina do hospital. Despeço-me deles e procuro Whale, quando o encontro ele me dá uma mascara e luvas, me pede para não chegar muito próxima de Regina. O risco de infecção era altíssimo. Concordo com tudo e então entro na sala de recuperação, e lá estava ela, deitada, dormindo, parecia tranquila, feliz, relaxada. Não contenho um sorriso. Aproximo-me um pouco mais, mas não muito, como Whale havia recomendado. Ela estava tão pálida, os lábios vermelhos de sempre, estavam brancos e secos. Estava tão magrinha, isso me entristece tanto. Mas agora isso estava prestar a mudar.

– Oi amor, estou aqui. – Falo mesmo sabendo que ela não estava me ouvido. – Deu tudo certo, viu?! Agora só preciso que você acorde logo e fique bem pra gente poder comemorar. Você, Roland e eu. – Silêncio, ela não se mexe. Continua dormindo. Puxo uma cadeira para o meio da sala, e me sento ali, esperando que ela acorde logo.

Acho que acabo cochilando, pois me assusto com a mão de Whale em meu ombro.

– Desculpe, não queria assusta-la.

– Tudo bem, acabei cochilando eu acho. – Olho rapidamente para Regina, que estava se mexendo, enquanto a enfermeira preparava um medicamento.

– São antibióticos e imunossupressores.

– Imuno o que? – Whale ri.

– Imunossupressores, eles ajudam a impedir a rejeição da nova medula, enquanto ela não “pega”.

– Entendi. E você acha que a medula nova vai “pegar”?

– Estou bem confiante, Zelena era 98% compatível, as chances são de 98% então.

– Isso é bom né?

– É ótimo. – Sorrio. Até que enfim íamos poder viver nossas vidas juntas e tranquilas.

– Porque ta demorando tanto pra ela acordar?

– É a anestesia, mas você pode chama-la, isso ajuda ela a despertar.

– Ta bom. – Whale sai dizendo que volta mais tarde, e pede mais uma vez que eu não me aproxime muito, mas me permite tocar a perna dela coberta pelo lençol. Eu chacoalho de leve as pernas e a chamo.

– Regina. – Não vejo nenhum movimento. – Regina. – Nada. – Amor, acorda. – Dessa vez parece ter surtido algum efeito, pois vejo suas pálpebras de mexerem. – Acorda, amor. – Chacoalho com um pouco mais de força, e ela se mexe abrindo os olhos devagar. Afasto-me enquanto a vejo despertar. Não demora até seu olhar encontrar com o meu. Sorrio e espero que ela faça o mesmo. E ela faz.

– Emma. – Sua voz estava rouca e baixa. Aproximo-me um pouco mais.

– Como está se sentindo?

– Não sei, um tanto estranha. – Vejo a umedecer os lábios. – Estou com sede.

– Vou perguntar a Whale se você já pode beber. Ta com fome também?

– Não, só sede.

– Ta, eu já volto. – Sabia que Whale estaria por perto, então ao abrir a porta do quarto de Regina já o vejo falando com outro paciente, e quando ele olha para trás, chamo-o com um aceno. Ele não demora.

– Olha só quem acordou, como se sente Regina?

– Ela ta com sede. – Respondo por ela.

– Bem, já passou mais de uma hora, acho que podemos lhe dar água.

– Vou buscar. – Havia um bebedouro próximo a porta do quarto, então não tenho que ir muito longe.

– Dê goles pequenos Regina. – Ele diz quando volto com a água. – Emma você vai fazer isso? Troque as luvas. – De inicio não entendo muito mas depois entendo que tive contato com coisas onde muitas pessoas tem contato também e provavelmente minhas luvas estavam contaminadas. Troco rapidamente e então Whale me instrui.

– Levante um pouco a cabeça dela e deixe que ela beba. – Aceno com cabeça e faço o que ele mandou. Regina tentar tomar de uma vez, mas eu afasto o copo de sua boca. – Regina, devagar, pequenos goles. – Ela obedece dessa vez, e em alguns segundos o copo já estava vazio.

– Obrigada. – Ela sussurra para mim, e eu aproveito para pegar sua mão e beijar por cima da mascara mesmo.

– Melhor? – Whale pergunta. Vejo-a acenar um sim.

– Então, como se sente?

– Não sei, me sinto meio estranha, cansada talvez.

– Bem, então descanse, terá bastante tempo para conversarem depois, e já adianto que seu trabalho não será fácil.

– Como assim? – Pergunto.

– Regina vai ser grande colaboradora para a “pega da medula”, vai ter que seguir a risca todas as minhas recomendações e as do doutor Henry.

– Enquanto isso não posso toca-la?

– De preferência não, o menos contato que pudermos fazer será o melhor. Só o estritamente necessário. – Suspiro.

– E quanto tempo vai levar?

– Há casos e casos, Emma. Não tenho como lhe dizer isso.

– Entendi. Posso ao menos trazer Roland para vê-la? Ele pergunta por ela todos os dias.

– Pode trazê-lo, mas devidamente protegido e sem contato direto.

– Ta bom, será que você pode pedir para a enfermeira da recepção ligar para meu pai trazê-lo, por favor?

– Mas hoje? Achei que se referia há outro dia. Hoje não seria uma boa, ela precisa ganhar alguma força.

– Ah, tudo bem então. – Whale sai do quarto deixando-nos sozinhas. – Amor, falta pouco agora.

– Sim. – Percebo que ela quase dormia novamente.

– Descanse, eu estarei aqui quando acordar. – Não sei se ela me ouviu.

[...]

Emma puxa a cadeira para o canto da sala, se ajeita da melhor maneira que pode e tenta dormir um pouco. Algumas horas passam, enquanto ambas dormem e quando Emma desperta a noite já havia chegado e fazia muito frio. Ela então se lembra de que não havia perguntado por Zelena. Sente uma pontada de culpa, olha para Regina que ainda dormia e não parecia que iria acordar tão cedo, e então resolve procurar Whale para saber algo da ruiva. Ela o encontra em sua sala, um andar abaixo de onde a sala de recuperação ficava.

– Com licença? – Bate e logo abre a porta.

– Claro, senhorita Swan. Aconteceu alguma coisa?

– Não, eu só queria saber como está Zelena, não perguntei por ela, e nem a vi na sala de recuperação.

– Ela está no quarto, está ótima, para o doador é bem menos complicado. Amanhã cedo ela terá alta.

– Nossa que rapidez. – Emma sorri. – Que ótimo que ela esta bem, preciso agradecer mais uma vez.

– Ela está no quarto 229 se quiser ir até lá.

– Ok, darei uma passada lá, obrigada Whale.

– Por nada senhorita Swan. – Ela sai da sala do médico e procura o elevador, tencionando ir até o quarto de Zelena.

Desce no segundo andar e procura pelo quarto 229, batendo antes de entrar.

– Alguém em casa? – Diz ao abrir a porta e colocar a cabeça para dentro do quarto.

– Emma. – Zelena parecia ótima;

– Zel, como está?

– Estou ótima e Regina?

– Ta dormindo, só dorme. – Emma faz uma careta, fazendo Zelena, Aurora e Phillip rirem.

– Normal, também fiquei dormindo por algumas horas.

– O pior de tudo e sequer poder toca-la. Que agonia.

– Ah isso é muito importante Emma, ela está 100% a mercê de infecções, e afins, não queira que ela pegue nada disso, pode ser muito perigoso nessa etapa. –Zelena alerta.

– Eu sei. – Novamente uma careta de Emma faz os ali presentes rirem. – Bem, eu preciso voltar, queria mesmo saber como estava e lhe agradecer mais uma vez, jamais poderei agradecer o suficiente. – Emma segura às mãos da ruiva e as aperta.

– Não tem que me agradecer, ou melhor, sejam felizes, é isso que quero como agradecimento. – Ambas sorriem. Emma abraça Zelena, depois Aurora e Phillip. Despede-se e volta para a sala de recuperação.

Quando chega vê alguns enfermeiros no quarto, juntamente com doutor Henry.

– O que está havendo? – Pergunta assustada ao ver os enfermeiros movendo Regina para uma maca.

– Senhorita Swan, certo? – O médico pergunta.

– Oh sim, desculpa. – Ela estende a mão para ele.

– Doutor Henry. – Ele esse apresenta. – Não se assuste, estamos levando-a para um leito normal.

– Ah tá. – Emma se alivia.

– Posso-te dizer que estou surpreso com a força e a persistência de Regina.

– Posso-te perguntar por que diz isso?

– O estado dela era gravíssimo, senhorita Swan. Ela aguentou muito tempo, bravamente. Achei que após o segundo diagnostico, ela não suportaria a pressão. Ela não era muito otimista.

– Mas ela ficou depois.

– Com certeza, ou ela não estaria aqui nesse momento. – Emma o encara e pensa em suas palavras, e só o fato de pensar naquilo, lhe causava náuseas.

Eles instalam Regina no quarto 302, e logo que os enfermeiros saem, outros entram para medica-la. No quarto pelo menos havia uma poltrona um pouco mais confortável, onde depois de algum tempo Emma se aconchegou e dormiu a noite toda.

[...]

A luz do dia já iluminava todo o quarto, mas Emma permanecia adormecida, enquanto Regina finalmente despertava de seu longo sono. Sente mais uma vez sua boca seca, pela sede, mas não acorda Emma. Espera mais alguns minutos, para que a loira acorde, o que de fato acontece em pouco tempo. Emma se espreguiça na poltrona e estica as costas e ao olhar em direção a Regina, ela vê a morena acordada.

– Bom dia, bela adormecida. – Ela faz menção de se aproximar, mas esquece de que não poderia falar muito de perto, e estava sem luvas também.

– Bom dia querida. – Emma percebe que a voz estava menos roupa e mais audível.

– Como se sente?

– Estou com sede.

– Vou pegar água para você. – Emma sai num pé e volta n’outro e então ajuda Regina a beber a água.

– Também estou com fome. Muita fome. – Emma sorri.

– Meu Deus, Regina Swan Mills dizendo que está com fome, essa eu tinha que registrar. – Regina curva os lábios num sorriso e ouvem junto o barulho da barriga de Regina roncar. – Vou ver o que podemos fazer quanto a isso.

Emma avisa a enfermeira que Regina havia acordado, e a mulher providencia algo que Regina pudesse comer. Mas dessa vez não fora Emma quem dera comida a ela. Precisava de uma pessoa com técnica. Após “tomar” o café da manhã, a enfermeira inclina um pouco a cama, para que Regina ficava meio sentada.

– Quando eu vou embora?

– Não sei, mas Whale disse que não deve demorar.

– Quero ver meu filho.

– Isso eu posso resolver. – Emma manda uma mensagem de texto para seu pai levar Roland para que Regina pudesse vê-lo.

– E Cora onde está? – Emma engole seco.

– Ela foi embora. – Ela prefere não enrolar muito.

– Foi embora? Mas ela vai voltar aqui depois? – Regina parecia meio confusa.

– Não amor, ela foi para a casa dela, nos Emirados Árabes. – Ela vê os lábios de Regina formar uma linha rígida. – Ela mandou dizer que te ama.

– Posso ver o amor. – Regina estava decepcionada. Mais uma vez Cora havia conseguido fazê-la de palhaça.

Elas mudam de assunto logo, e Emma fica contando o quanto nervoso passou enquanto Regina estava na sala de transplante. E alguns minutos mais tarde uma batida na porta às interrompe.

Stronger- Joseph Goldberg (Kelly Clarkson)

– Bom dia, olha só quem veio visitar a mamãe – Whale entrará segurando a pequena mãozinha de Roland. Um sorriso rasga o rosto de Regina, e Emma a olha sorrindo também.

– Mamãe. – Roland quase grita e vai em direção a Regina.

– Hey guri, eu não ganho nenhum beijo? – Roland abraça Emma e dá um beijo em sua bochecha. Quando Emma o solta ele faz menção novamente de ir em direção a Regina. — Não pode chegar muito perto da mamãe ainda.

Poique não? – Pergunta decepcionado.

– Porque a mamãe ta fraquinha e você já está um homem grande, pode machuca-la.

– Eu não voi machucai.

– Eu sei que não baixinho, mas é melhor esperar né?

– Ta bom. – Ele baixa o olhar e corta o coração de todos.

– Ok Roland, Tio whale vai buscar uma mascara para você poder dar um abraço bem rápido na mamãe pode ser?

– Siiiiim. – O baixinho pula de alegria.

Whale sai por alguns instantes e logo volta com mascara, luvas e uma roupa de proteção.

– Toma, vista. – Ele entrega a Emma, que logo trata de vesti-lo. Ao desenrolar uma das capas de proteção, Emma percebe que havia duas delas.

– Tem duas aqui. – Ela faz menção de devolver uma para o doutor, mas ele recusa.

– Sim eu sei, vista também, lave as mãos e troque as luvas e a mascara. – Emma sorri, e faz o que o médico mandara. – Após ambos estarem vestidos, Whale inclina cama ao máximo, para que Regina ficasse completamente sentada. – Consegue jogar as pernas para fora da cama, Regina?

– Acho que sim. – Ela se esforça e ele a ajuda. Ele a deixa de costas para Roland e Emma e lhe entrega luvas e uma mascara.

– Agora levante os braços e coloque os para trás, com cuidado. – Ela obedece. – Permaneça assim. Ele dá a volta e levanta Roland em seu colo, levando-o até o alcance das mãos de Regina. Ela o toca, seus cabelos, seu pequeno rostinho, olhos, nariz boca. Ela sentia cada parte de seu ser se fortalecer na esperança de poder ver seu filho crescer, dar amor, carinho e tudo aquilo que lhe faltou.

– Que saudade meu amor. – Ela diz com lágrimas escorrendo dos olhos.

– Que saudade mamãe. – Ele toca suas mãos, e Regina as segura com força.

– Mamãe te ama, e logo vamos estar em casa, ta bom?!

–Eu sei, mamis disse que você é foda e que vai logo pa casa. – Regina arregala os olhos ao ouvir o filho fala um palavrão, enquanto Emma sabia que estaria encrencada mais tarde.

– Ah, eu sou né Emma? – Regina diz a ela, com tom de repreensão. Emma sorri amarelo. – Querido, não repita as coisas que sua mãe diz, ela fala coisas feias.

– Nem sempre. – Emma protesta.

– Ok, tio Whale está ficando cansado, afinal você já um homem e homens são pesados. – Whale diz e Regina dá mais um aperto nas pequenas mãozinhas do filho.

– Te amo querido.

– Eu também. – Ao ouvi-lo dizer isso, Regina sente as mãozinhas dele se soltando das duas.

– Agora você senhorita Swan, do mesmo jeito que fiz com ele.

– Ta bom.

Emma se aproxima e segura com força às mãos de Regina.

– Parece que faz uma eternidade que não a toco.

– De certa forma faz. Deixa-me te tocar. – Regina pede e Emma direciona suas mãos para seu cabelo, seu rosto, enquanto Regina tateia como pode.

– Que saudade amor.

– Vamos mata-la logo. – Emma sorri ao ouvi-la dizer isso. Até que enfim, Regina estava sendo otimista.

– Eu mal posso esperar.

Notas finais
Gostaram amores? Espero que sim. Eu disse que o sofrimento estava chegando ao fim, assim como a fic :(. Sentirei muita falta. Falei mais que a boca nas notas iniciais, então irei poupa-los aqui. Perdoem qualquer erro gente. Ah, eu li nesse site sobre tudo que escrevi, sobre o transplante e tal, quem se interessar a se aprofundar mais no assunto, aqui está http://www.ameo.org.br/paciente/informacoes-para-o-paciente/152-passo-a-passo-do-transplante-de-medula-ossea-tmo Um beijo enorme mozis, até o próximo.