Now Is Good

59 Agora e para sempre.


Notas iniciais
Oi gente, como vão? Me perdoem pela demora ridicula pra postar novamente o capitulo, mas é que eu estava sem tempo mesmo, mas finalmente consegui editar e vir postar pra vocês. Tenho tanta coisa pra dizer que nem sei por onde começar hahaha. Bem, vou começar agradecendo a Bitizy que recomendou a fic e me escreveu palavras tão adoráveis. Muitissimo obrigada minha flor, capitulo especialmente pra ti. Sobre o capitulo final, eu fiz tudo que eu pude para melhor-lo, não sei se consegui, espero do fundo do coração que sim, pois essa fic é especial para mim também, sempre me esforcei para dar meu melhor aqui, e espero que eu não tenha morrido na praia. Tentei englobar em 6 mil palavras hahaha, tudo que a Regina progrediu desde o inicio da história. Não só quanto a doença, mas como pessoa em si. Tentei demonstrar que muita coisa é possivel se você tiver esperança. Portanto, nunca percam a esperança, sei que tem muita gente lê a fanfic que passa pela mesma situação ou conhece algum familiar, amigo que passa também. Há vocês eu peço que não percam a fé nem a esperança, acreditem e tudo vai dar certo. Quero agradecer imensamente quem chegou comigo até aqui, a todos que favoritaram, recomendaram, comentaram, me cobraram e me xingaram hahahaha MUITO OBRIGADA, não existiria história sem vocês. Me perdoem por ter feito vocês sofrerem tanto, haha, e por talvez não ter agradado com algo que tenha escrito. Bem, acho que era isso, hahah uff. Vamos ao capitulo, nas notas finais eu falo mais. Boa leitura :)

Três semanas depois

– Regina, eu tenho uma ótima noticia para você. – Whale adentra o quarto dizendo.

– Qual? – Regina estava com uma aparência muito melhor do que há duas semanas, parecia ter recuperado parte da sua força e um pouco da cor rosada das bochechas.

– Lembra-se que você me disse que já não sentia mais sua boca seca, a garganta fechada entre outras coisas que você sentia logo após o transplante?

– Sim, me lembro. – Regina diz ajeitando o lenço na cabeça. Seus cabelos já começavam a crescer, apesar de ainda estarem fracos.

– Você se lembra do que eu lhe disse que isso significava? – Regina faz uma careta tentando acessar sua memória e lembrar-se o que Whale havia dito, quando um lampejo de luz se ascende em sua memória.

– Era sobre a “pega” da medula, não era? – Os olhos brilhavam de excitação.

– Sim, Regina, a sua medula “pegou”. – Whale diz com empolgação.

– Ai meu Deus. – Regina se agita, fica eufórica, feliz, solta uma gargalhada que não era ouvida ha muito tempo. Emma chega no momento certo.

– Ual, que noticia tão boa é essa que fez você rir assim? – Ela se aproxima pouco de Regina, e corta seu olhar para Whale.

– Emma minha medula pegou. – Regina diz e Emma sente seu interior se encher de felicidade, uma enorme felicidade. E não se importou ao vê-la transbordar. Começa a pular e dançar feito maluca, arrancando muitos risos de Whale e Regina.

– Jesus, que alegria. – Ela diz ainda rindo. Há muito tempo, não se sentia tão feliz.

– Vou falar com o Doutor Henry e ver quando podemos dar-lhe alta.

– Ok. – Regina olha para Emma e sorri.

Dois dias depois.

Regina via Emma juntando todos os seus pertences espalhados pelos quarto do hospital e levando para o carro. Ela já estava sentada na cadeira de rodas. Gostaria de poder ir andando, mas Whale recomendara que ela não extrapolasse muito, e todo esforço que pudesse evitar, era melhor. Aliás, os médicos haviam lhe mandado fazer tantas coisas, tomar tantos medicamentos e tomar tantos cuidados, que ela já começava a se preocupar em voltar para casa. Mas não abriria mão disso por nada. Emma poderia ajuda-la a tomar cuidado.

[...]

Quando Emma estaciona a Merdecez de Regina em frente à mansão, os olhos da morena se enchem de lágrimas ao olhar para a porta. Sua família estava a sua espera. Roland, David, Mary Margareth, e até Kathryn e Killian. Não sabia por que, mas tanto Killian quanto Kathryn pareciam mais próximos, e mais felizes. Regina com certeza torceria por eles.

A morena sai do carro com um sorriso enorme, e quando Emma se aproxima dela para ajuda-la, ela recusa dizendo que conseguiria sozinha. Swan então segura em sua mão, e lentamente elas caminham em direção a todas aquelas pessoas que logo que elas chegam à porta, se aproximam para cumprimenta-las e felicita-las pelo sucesso do transplante e epla volta de Regina. A morena usava uma mascara sobre nariz e boca, o contato direto ainda não era muito recomendado. Na realidade, nenhum contato muito próximo era recomendado, mas como ela poderia negar um abraço para todas aquelas pessoas que se locomoveram de suas casas só para estar ali e recebê-la depois de um tempo tão difícil?

Após abraçar a todos, Regina dá uma atenção especial para Roland, que estava empolgado com a sua volta para casa e não saiu de seu pé um instante se quer.

Havia muita comida e bebida em toda a sala de estar, Regina ficara realmente surpresa, e feliz, pois jamais imaginava que tantas pessoas assim tinham algum tipo de consideração por ela.

[...]

Algum tempo após todos terem voltado para suas casas, Regina se sentia exausta, mesmo tendo ficado a maior parte da festa sentada batendo papo.

Após ter tirado todo o lixo pra fora, Emma volta para a sala e se joga no sofá ao lado de Regina, que parecia até mais corada.

– Muito cansada? – A loira pergunta

– Um pouco. Mas não sei se quero ir pra cama, passei tanto tempo sobre uma que agora estou com certo trauma.

– Ai, como assim trauma de cama? Onde vamos fazer amor então? – Emma a olha com uma careta e sorri da expressão de Regina.

– Ai Emma. – Regina ri. – Larga de ser pervertida, sua esposa ainda esta debilitada.

– Aquele dia no hospital não pareceu eim. – Regina solta uma boa gargalhada.

– Me esforcei, pois pensei que seria a ultima vez. – Elas ficam silêncio um instante. Até que Emma se ajoelha em sua frente.

– Eu cheguei a pensar que fosse perder você.

– Eu também, Emma.

– Não sei o que eu faria sem você, e Roland... – Regina toca os lábios de Emma com o dedo, calando-a.

– Não vamos falar disso, já passou, e agora temos muito com o que nos preocupar.

– Tem razão. O que você quer jantar?

– Não estou com fome amor, meu estomago está revirando, acho melhor não forçar nada agora.

– Ah, tudo bem.

– Onde está Roland?

– Já mandei ir tomar banho.

– Sozinho?

– Sim, ele já um homenzinho agora.

– Ele é muito pequeno, Emma, não sabe como fazer isso sozinho.

– Amor, você passou algum tempo no hospital e está meio por fora dos últimos acontecimentos nessa casa.

– Você também passou muito tempo fora, como sabe disso, e eu não?

– Eu vinha aqui com mais frequência. Mas foram meus pais que ensinaram a ele como tomar banho sozinho para que quando você voltasse você se sentisse orgulhosa dele.

– Oh meu Deus. – Regina estava imaginando Roland fazendo tudo àquilo só para agradá-la.

– Nosso guri é uma fofura, né?

– Até demais.

– Amor, se você não se importar em ficar um pouquinho sozinha, eu vou ali fazer alguma coisa de comer pro baixinho e para mim.

– Claro, vai lá. Vou subir e tomar um banho decente. – Emma beija sua testa e levanta-se do chão indo para a cozinha.

Regina para antes de subir o primeiro degrau da escada e vê aquilo como um grande desafio. Teria que subir devagar para evitar perder todo o fôlego. Respira fundo e inicia sua “escalada” e ao chegar ao fim, surpreende-se, pois não se sentia tão fadigada.

Segue rumo ao seu quarto e de Emma, e ao passar pela porta do quarto de Roland, ela pode vê-lo por um espaço entre aberto da porta. Ele estava em frente ao espelho, já com seu pijama do Batman, e tinha um pente nas mãos, penteando todo seu cabelo para trás. Regina para ali, e fica observando-o, parecia tão crescido, tão homenzinho. Ela sorri para si mesma e antes que ele pudesse vê-la, ela continua seu percurso até o quarto. Entrando, ela observa suas acomodações por alguns instantes, e pensa como sentira falta de tudo aquilo.

Vai até o banheiro e deixa a banheira enchendo enquanto volta até o closet e não encontra nada muito confortável, apenas vestidos e roupas elegantes demais para ficar em casa, então abre a parte do closet onde ficava as roupas de Emma e escolhe um moletom e uma camiseta larga e volta para o banheiro, encontrando a banheira quase cheia.

Ao relaxar seu corpo dentro da água morna, Regina sente como se um peso de mil quilos saísse de seu corpo. Permanece ali por vários minutos, até que sente a água começar a esfriar, então deduz que já é hora de deixar a banheira.

Após ter sido do banheiro, ela ouve uma batida leve na porta.

– Entre. – Ela diz. Roland entra no quarto, com a postura ereta e uma expressão seria.

– Oi mamãe.

– Oi meu amor, nossa, como está bonito, tomou banho sozinho? E esse cabelo está lindo penteado assim.

Obigado. – Ele diz ainda sério. Regina morde o lábio para não sorrir.

– Em que posso ajuda-lo, senhor? – Regina diz também séria, arrancando um sorriso dele, que acha graça na forma como ela falara com ele.

– Em nada, eu só quelia deitai aqui com você. – Ele diz abandonando a postura e a expressão rígida.

– Mas é claro, venha aqui. – Regina bate na cama, no espaço ao seu lado, e Roland logo pula até ali.

– Estava com saudades. – Ele diz enquanto deitava sobre o colo de Regina.

– Eu também estava com muita. – Os olhos da morena se enchem, mas ela trata logo de afasta-las. Um silêncio se instala entre eles, enquanto Regina acariciava de leve os cabelos bem penteados do pequeno. – Você não está crescido o suficiente para brigar com a mamãe por estar bagunçando seu cabelo recém arrumado, não é?

Calo que não mamãe. – Regina sorri, enquanto continua acariciando os cabelos de Roland. — Mamãe? – Roland diz.

– O que, querido?

– Eu tive medo. – Ele fala baixo como se confidenciasse um segredo.

– Medo do quê? – Regina sente seu coração se apertar.

– Medo de que você não voltasse mais. Sempe que eu via a mãe ela estava tisti e eu fique com medo que você não voltasse mais.

– Oh meu amor. – Regina puxa-o para que ficasse frente a frente com ela. – A mamãe sabe que fez você e sua mãe passarem por momentos muito ruins, quero-me desculpar por isso. Mas a mamãe está aqui, e está bem também, não precisa mais ter medo, tudo bem? – Ele assente com a cabeça. – Você me desculpa por isso tudo?

– Sim. – Ele sorri largo e pula no pescoço da morena, abraçando-a com força. Naquele momento Regina esquecera todas as coisas ruins que ela havia passado, só queria curtir aquele momento com seu filho muitas e muitas vezes. – Mamãe?

– Diga.

– Eu posso ligai a televisão? – Ele pede com cara de gato de botas, a morena semicerra os olhos para ele, mas sabia que não poderia negar esse pedido.

– Ta bom, mas só um pouquinho, porque daqui a pouco está na hora do senhor dormir.

– Ebaa. – Ele pula da cama para pegar o controle da televisão, voltando para o colo da morena logo em seguida.

[...]

Emma havia preparado alguns sanduiches bem recheados para ela e Roland, fizera também um chá de camomila para Regina, já que ela não tinha fome. Junta tudo numa bandeja e sobe as escadas em direção ao quarto. Chegando ao andar de cima, ouve algumas risadas, e ao entrar no quarto quase foi ofuscada com o tamanho dos sorrisos de Roland e Regina, que estavam vendo O Chapolin Colorado na TV.

– Programa em família e vocês nem me chamaram? – Ela se finge de ofendida.

– Senta aqui mamis.

– Oh querida, desculpe, Roland veio aqui, ficamos conversando um pouco, e só agora ligamos a televisão.

– Eu eim, acho que vou comer tudo isso aqui sozinha, já que ninguém me chamou pra ver televisão. – Ela vira de costas para deixar a bandeja repousar sobre a cômoda.

– Ah mamis, eu to com fome.

– Nossa querido, você comeu tantos doces mais cedo na festa de boas vindas da mamãe.

– Eu sei, mas to com fome de novo.

– Certamente ele herdou isso de você, querida! – Regina diz sorrindo.

– Isso ai guri, tem que comer mesmo, pra crescer e virar um homem forte e bonitão.

– Mas eu já sou foite e bonitão. – Ele levanta a manga de seu pijama para mostrar “seus músculos”. – Olha aqui.

– Nossa querido, você está mesmo forte. – Regina finge surpresa.

– Eu sei. – Ele faz uma expressão convencida.

– E isso ele herdou de você. – Emma aponta para Roland, enquanto eles riem. – Vamos comer que to com fome. Amor, fiz um chazinho para você. – Emma leva a bandeja para cima da cama, e enquanto eles comem, conversam e brincam.

Algum tempo depois de terem comido e visto um pouco de televisão, Roland já havia pegado no sono.

– Meu Deus, vou ter que levar esse guri pra cama, e ele está pesado como um chumbo. – Emma faz uma careta que faz Regina rir e tapar a boca em seguida, ao ver Roland se mexer em seu colo.

– Deixa de ser fracote, Emma.

– O que? Quero ver você aguentar com essa saco de areia ai. – Emma aponta para Roland no colo da morena.

– Não fala assim dele, tadinho. – Regina a repreende, enquanto ela pega Roland nos braços e o leva até seu quarto. Beija sua pequena testa, apaga a luz e fecha a porta do quarto dele, voltando para o delas. – Perdeu a mão? – Regina perguntando debochando.

– Ninguém me ama mais nessa casa mesmo, credo, só brigam comigo. – Ela vira as costas em direção ao banheiro, enquanto Regina levanta-se da cama sorrindo do bico da loira, e a abraça por trás antes que ela fechasse a porta.

– Eu te amo, sua boba. – Regina diz e Emma vira-se e a pega em seu colo de supetão, fazendo-a soltar um pequeno grito de surpresa.

– Eu te amo mais. – Emma a beija e a leva de volta para cama, enquanto volta para tomar seu banho.

[...]

Quatro meses depois

POV REGINA

Após sair do consultório de Whale, não me poderia sentir-me mais liberta. Ao receber noticias tão promissoras a respeito da minha nova medula, sinto-me renovada. Claro que eu ainda não poderia sair fazendo tudo que fazia antes. Ainda não. Mas logo tudo voltaria a ser como era antes.

Saio do consultório e vou direto para o salão de troy, meu cabelo havia começado a crescer novamente, e eu queria deixar ele o mais bonito possível. Mesmo ainda estando tão curto.

Passo boa parte do dia lá, e ele me deixa muito melhor do que eu esperava. Espero que Emma goste. Essa foi à primeira consulta a qual ela não me acompanhou, estava atolada de trabalho e como eu já havia ocupado muito sua vida, insisto para que ela não abandone suas obrigações, e depois de muita insistência de minha parte, ela concorda relutante.

Já havia voltado a fazer algumas de minhas atividades de antes. Não todas, pois ainda não podia me esforçar demais, nem ter rotinas muito pesadas, mas aos poucos estou retomando minha vida normalmente.

Já havia voltado com minhas funções na prefeitura, com uma carga horária menor, mas isso já me ajudava a me sentir pouco mais útil. Vez ou outra, Emma me deixava dirigir até a escola de Roland, quando íamos busca-lo, coisa que eu adoro, pois senti muita falta do meu Mercedez. A professora de Roland sempre que me via, fazia questão de ir até mim, e me abraçar e me parabenizar pelo meu filho, e eu não poderia sentir-me mais orgulhosa.

Nesse tempo todo em que fiquei impossibilitada de fazer tantas coisas, eu pude perceber que as mínimas coisas que eu fazia antes, e não dava sequer importância, valem tanto. As menores coisas valem muito mais do que eu poderia imaginar.

Encontrei com kathryn diversas vezes, aliás, eu esperava vê-la com mais frequência, mas ao que me parecia Killian estava ocupando muito de seu tempo livre. Não que isso me incomodasse, com certeza não, desde o dia em que os vi juntos, adorei a ideia, mas eu com certeza gostaria de ter um pouco mais de tempo com a minha amiga, afinal, quando ela voltou, eu não estava nos meus melhores momentos e não pudemos matar toda a saudade acumulada.

Belle se mostrava muito mais útil e prestativa do que nunca, eu não poderia ter uma funcionaria mais competente e companheira. Quase todos os dias ela ia até meu escritório me lembrar de que eu precisava tomar meus remédios, e até que eu tinha que ir embora. Inclusive hoje havia me lembrado de que eu tinha consulta ás 14:00 da tarde.

Mary e David também estavam sendo de grande ajuda para mim, quando Emma não podia me acompanhar a meus exames e coisas do tipo, o que era extremamente raro de acontecer, já que minha esposa sempre jogava tudo para o alto para que pudesse me acompanhar.

Emma e Roland, sobre esses dois eu não tenho absolutamente nada o que dizer.

Minha cabeça está sempre a mil, pensando em muitas coisas que eu poderia fazer com meus amores, e enquanto faço o caminho de volta para casa, passo pelo pequeno parque de Storybrooke, e fico um tempo observando algumas pessoas que passeavam por ali, alguns sozinhos, outros com sua família, namorada, etc. Fico um tempo pensando, por muito pouco eu não perco esse direito, de ir e vir, de ver, falar, sentir, amar, respirar.

Não detenho nesse pensamento, já que o pior já tinha passado, continuo meu caminho e paro na confeitaria para comprar algumas coisas para o café da tarde, já que Emma e Roland chegavam famintos.

Todas as pessoas que eu conhecia e que passaram por mim, fizeram comentários sobre meu novo corte de cabelo, e eu me senti muito feliz com isso. Afinal, perder os cabelos foi uma das partes mais dolorosas para mim, o que pode parecer egoísta já que pra quem estava perdendo a vida, perder o cabelo não era nada.

Quando chego em casa, Johanna já havia limpado tudo, sinto dó pois ela já tinha certa idade e tivera que fazer tudo aquilo sozinha.

– Olá minha rainha. – Ela vem em minha direção e me abraça.

– Oi Jo. – Abraço-a de volta.

– Que linda você está. – Ela me olha e sorri largo.

– Ai, obrigada você gostou mesmo?

– Mas é claro que sim, está maravilhoso.

– Obrigada. Vamos ver o que Emma irá dizer.

– Ela vai adorar, tenho certeza.

– Espero que sim. – Divido as sacolas com Johanna e caminhamos até a cozinha, soltando as sacolas em cima da mesa. – Jo, eu vou contratar alguém pra te ajudar nessa casa, é muito para você lidar sozinha.

– Tudo bem Regina, eu não me importo.

– Mas eu sim, não quero que você fique cansada demais, nem com dores por ai.

– Melhor pessoa. – Johanna ri e eu também, enquanto começamos a preparar algo para o café da tarde.

Tempo depois a mesa já estava posta, e Emma havia me ligado dizendo que viria para casa mais cedo e traria Roland da escola, para que pudéssemos fazer algum programa em família. Por volta das 18:30 eles chegam e resolvo fazer uma brincadeira. Escondo-me por detrás da cortina da cozinha, que foi o lugar mais fácil e próximo que avistei e tento acalmar a respiração que havia se acelerado pela adrenalina da travessura.

Ouço a porta fechar-se e a correria de Roland escada acima. “Esse garoto não me escuta nunca”, penso, pois já havia pedido que ele não corresse na escada diversas vezes, e com certeza eu me lembraria de falar isso pra eles mais tarde.

– Amor? – Ouço a voz de Emma vindo em direção a cozinha. – Amor, ta aí? – Emma entra na cozinha e eu tapo a boca, tentando diminuir o ruído da respiração e a vontade de rir. Vejo-a pegar uma uva da mesa que eu havia posto, e sair do cômodo. Continuo onde estava, pois sabia que ela voltaria ali. Ouço-a chamar por Roland e manda-lo lavar as mãos e uns três minutos depois, lá estavam eles na cozinha.

– Cadê a mamãe? – Roland pergunta, sentando-se a mesa.

– Não sei, era pra ela estar em casa, quando liguei ela disse que estaria, o celular e a bolsa inseparável dela estão na sala. Acho que sua está fazendo travessura. – Acho que nesse momento revelo meu esconderijo, pois sem querer deixo escapar um riso baixo e ouço o ambiente ficar incrivelmente quieto, e quando penso que eles saíram, abro minimamente cortina e coloco metade da cabeça para fora, para poder espiar, e dou de cara com Emma e Roland de braços cruzados em minha frente, primeiramente me assusto com eles, depois solto uma gargalhada com a cara deles.

– A rá, te achei mamãe. – Roland vem até mim e abraça minha cintura.

– Então a minha senhora agora é adepta de brincadeiras infantis? – Emma diz se aproximando, enquanto eu continuava rindo. – Agora, Roland e eu queremos saber, se a senhora Regina Mills também gosta de coceguinhas.

– Oh não, isso... – Antes que eu terminasse de falar, fui atacada por quatro mãos, e meus risos já não me deixam falar mais. – Ai, chega por favor. – Digo em meio a uma gargalhada, já estava perdendo o fôlego. E então eles param.

– Isso é para você aprender a responder quando eu chamar. – Emma me abraça pela cintura e me beija os lábios rapidamente.

– Eca, palem. – Roland protesta. – Mamãe, eu adolei seu cabelo. Está linda.

– Obrigada meu amor, que bom que gostou.

– Realmente amor, está linda, mais linda do que já é. – Emma me diz ainda segurando-me pela cintura.

– Que ótimo que gostou senhorita Swan Mills.

– Gosto quando me chama assim.

– Gosto de como meu sobrenome soa junto com o seu. – Sorrimos e vamos para a mesa, tomar nosso café da tarde. Ao terminarmos, deixamos que Roland escolha um filme para assistirmos, e passamos o restante da tarde e parte da noite, todos juntos, abraços, vendo a sequencia de filmes do Toy Story.

[...]

Dois meses depois

– Amor, amor, amoooor. – Emma chega em casa aos gritos.

– O que foi? – Regina sai da cozinha quase correndo, se assustando com os gritos de Emma.

– Eu te amo. – Emma diz de longe ainda, sorrindo largo.

– Emma, eu não acredito que você fez esse escândalo todo, para me dizer isso.

– Ai, essa é coisa mais importante que eu poderia te dizer, e você briga comigo? Nossa, não te amo então. – Swan cruza os braços, bicuda e vira de costas para Regina.

– Oh meu amor, me desculpe, não quis ser rude, é que você me assustou. –Regina chega por trás de Emma e a abraça, dando um cheiro na nuca, que faz a loira se encolher com o arrepio.

– Só perdoo se me der um beijo daqueles que a Beatriz dá no Diogo, na novela das nove. – Regina solta uma gargalhada com a comparação.

– Te dou todos os beijos do mundo e muito melhores que aquele. – Regina diz enlaçando o pescoço de Emma beijando-a com paixão. Ao separarem seus lábios, Regina conta a Emma, sobre o convite que havia recebido do hospital. — Emma, recebi um convite para ser oradora em uma palestra sobre o tratamento contra o câncer.

– Jura amor? Isso é ótimo, você vai né?

– Pretendo, mas estou me sentindo um tanto apreensiva.

– Com o que exatamente?

– Não sei, faz tanto tempo que não falo em publico. E seu gaguejar, se eu me esquecer?

– Você não vai amor, relaxa. Mas se estiver insegura, leva uma colinha.

– Sim, preciso preparar meu discurso.

– Quando vai ser?

– Final do mês de novembro.

– Tem tempo ainda amor, estamos em julho ainda.

– Eu sei, mas o tempo está passando muito rápido, e eu quero que tudo seja perfeito.

– Você não perde o habito de pensar demais.

– Mas dessa vez eu preciso, Emma, é importante pra mim.

– Eu sei amor, e você vai conseguir, só relaxe.

[...]

– Sabe Regina, Roland vive pedindo um irmãozinho. – Mary Margareth diz a morena.

– Eu sei, ele pede para Emma e eu, também.

– E vocês não pretendem adotar outra criança?

– Eu até adotaria. Mas Emma e eu temos outros planos.

– Seria muita intromissão minha perguntar quais são? – Mary pergunta com medo de estar sendo invasiva.

– Claro que não. Eu vou lhe contar, mas a principio é só uma ideia.

– Conte. – Mary se ajeita na cadeira e empolgada ouve tudo que Regina dizia, quando a morena termina de falar, Mary estava com um sorriso de orelha a orelha. – Ai Regina, eu estou torcendo tanto pra tudo isso dar certo, eu ficaria muito feliz em ter mais um netinho. Nesse caso, uma netinha.

– Obrigada Mary, é muito importante ter o seu apoio e o de David. – Elas olham para o sofá da sala, onde estavam Emma, David e Roland jogando vídeo game.

– Vou ser bem sincera com você, quando Emma me contou sobre vocês, além do baque em saber que minha filha era gay... – A forma como Mary fala, arranca um riso de Regina. – Eu tive que lidar com o fato de que ela estava namorando a prefeita da cidade, cujo eu nem sabia que também curtia uma saia. – Regina solta um gargalhada dessa vez.

– Saia não é bem o tipo de Emma.

– É você tem razão. – Elas riem e Mary continua. – Eu não esperava por tanto, Regina, esperava que você fosse fazer Emma sofrer, e eu não ia muito com a sua cara antes, e no inicio, saber disso, me fez gostar um pouco menos de você, mas isso foi por medo . – Mary parecia envergonhada em confidenciar isso á morena.

– Eu entendo perfeitamente isso, eu também não esperava que Emma fosse aparecer na minha vida, e virar tudo de cabeça para baixo, ou melhor, desvirar né.

– Sou tão grata a você, você faz a minha filha tão feliz.

– Não Mary, ela quem me faz feliz, ela me fez uma pessoa melhor, em todos os sentidos. Emma me salvou de todas as formas que uma pessoa pode ser salva, e fez isso simplesmente me amando, eu nunca vou saber como agradecer a ela quanto a isso.

– Só continue amando-a assim, te garanto que já é mais que suficiente para ela.

– Isso eu não deixarei de fazer nunca. – Nesse momento elas olham novamente para os três sentados em frente a televisão, e Emma encontra seus olhares, e sorri, jogando um beijo no ar para Regina, que retribui o gesto e continua observando-a pensando se algum dia poderia alguém amar mais do que ela amava Emma.

Algumas horas depois.

– Regina, você contou para minha mãe sobre estarmos pensando em fazer uma fertilização?

– Sim, querida.

– Meu pai, acabou de me ligar histérico. Pedindo pra fazermos isso logo que ele está louco pra ter mais um bebê pra mimar. – Regina ri.

– Sua mãe perguntou e eu contei a ela, não vejo problema.

– Não tem não amor, mas precisamos esperar a sua recuperação total, do contrário uma gravidez pode abalar seu sistema imunológico, como Whale já disse.

– Eu sei querida, por enquanto isso é só uma possibilidade. Fica tranquila. E caso eu não possa gerar nosso bebê, você pode.

– Eu? – Emma arregala os olhos.

– Sim, porque não?

– Ai meu Deus, um bebê saindo daqui... – Ela olha para o meio de suas pernas. Regina não aguenta e cai no riso.

– Você é muito boba, mas eu te amo tanto.

– Eu também sua tampinha. – Ao aproximarem seus lábios, ouvem um estrondo vindo do andar de baixo. Ambas arregalam os olhos e Regina diz:

– Meu Deus, deixamos Roland sozinho lá em baixo.

[...]

– Querido, você se sujando muito, termina logo esse sorvete. – Regina diz para Roland.

– Ta bom.

– Não sei quem é pior, David, Emma ou Roland. – Mary diz ao olhar os três sentados no banco de frente para ela e Regina.

Haviam ido fazer um passeio em família num domingo de sol maravilhoso. Os parques de Storybrooke eram bem reconfortantes para certos programas familiares.

Regina observa os três com os rostos sujos de sorvete.

– Sinceramente? Acho que o David consegue estar pior.

– Acho que Roland tem mesmo o DNA de Emma, é muita semelhança. – Mary diz e elas riem, fazendo com que os três façam caretas para elas.

Regina e Mary continuam sentadas enquanto, David, Emma e Roland, saem correndo, brincando de pega-pega, e era Emma quem pegava. Sempre que ela chegava perto de Roland, ele soltava uma gargalhada gostosa.

– Hey, vocês duas tem que vir brincar também. – David grita por elas. Eas se encaram e então dão de ombros e se levantam para juntar-se a brincadeira. Assim que elas se aproximam dos três, Roland corre até Regina e toca seu braço.

– Tá com você, mamãe. – Ele diz e corre para longe.

– Ai meu Deus. – Regina diz sorrindo, tentando escolher qual dos quatro ela tentaria agarrar primeiro.

Até que enfim, eles poderiam ser uma família em paz, era tudo que ela conseguia pensar naquele instante.

[...]

30/11/2015

POV REGINA

– Você parece tão calma. – Belle me diz.

– Concentração minha querida, foco.

– Ótimo, isso é tudo que precisa nesse momento.

– Obrigada Belle, sempre tão atenciosa comigo. Obrigada pelo apoio.

Minhas mãos estavam geladas feito pedra. Fazia tanto tempo que não falava para tantas pessoas assim, que me sentia até constrangida, apesar de já ter voltado a minhas funções como prefeita.

Todas, ou quase todas as pessoas que eu conhecia e que haviam presenciado minha luta contra a leucemia, e muitas outras pessoas, estavam ali, sentados diante de mim, com os olhos vidrados em mim.

Emma, Roland, Mary, David, Zelena, Aurora, Dr. Whale e até o Dr. Henry estavam na primeira fila, o que não tornava as coisas muito mais fáceis.

Aproximo-me do microfone, e disponho minha colinha sobre a pequena bancada a minha frente.

– Boa noite a todos. Fui convidada há alguns meses atrás pelo Dr. Whale, a dizer algumas palavras hoje aqui para vocês. Dentro de alguns dias, estará fazendo oito meses desde o dia ao qual fui submetida a um transplante de medula óssea. Como eu estou hoje? Ótima. Não poderia me sentir melhor. Mas nem sempre foi assim. Após o recebimento da nova medula, da “pega” e das progressões pelas quais ainda venho passando, me senti no dever de agradecer aquela a qual tanto me opus e que acabou sendo minha melhor amiga. Se não fosse por ela, talvez hoje eu não estivesse aqui vos falando. Ela me deu tempo para suportar até o transplante, e é meu dever agradecê-la. Sei que muitos de vocês passam por isso nos dias de hoje, e podem até estar me achando tanto presunçosa por estar aqui comemorando pela minha vitória, enquanto vocês ainda estão na batalha. Mas assim como houve esperança para mim, há esperança para todos vocês. – Limpo a garganta e inicio a leitura da carta em minhas mãos.

“ESTRANHA AMIZADE...

Tinha tanto medo de te conhecer. Sempre que falavam de ti era pra dizer coisas horríveis, falavam que eras tudo de ruim.
Tinha pavor de saber que um dia poderia te conhecer.
Mas como a vida trás surpresas, fomos obrigadas a sermos apresentadas.
Nossa! Como foi difícil aceitar a ideia que iria conviver contigo. Perdi o sono. Fiquei nervosa. Chorei demais. Só de pensar que essa convivência seria inevitável.
Lembro-me que no primeiro dia que fomos apresentadas tremi nas bases, pensei mil coisas, rezava, pedia a Deus pra não seres tão má comigo.
Passados sete meses convivendo contigo, vi que não eras aquilo que me fizeram acreditar, hoje passastes a fazer parte da minha estória de vida
Sei que me maltrataste, me transformaste, me deixaste sem cabelos, sem cílios, sem sobrancelhas, magra, sem imunidades, enfim tudo de ruim.
Ah! Como me deixaste feia! Quantas furadas levei!!
Não queria te ver, mas só o fato de não poder te encontrar na data marcada já ficava em pânico, que coisa maluca! Queria você de todo jeito. Como era estranho esse sentimento dentro de mim.
Hoje, minha amiga, é dia de dizer adeus para sempre. Despeço-me de ti, não vou dizer que vou sentir saudades tua, seria hipócrita demais, espero não precisar nunca mais de ti, mas te agradeço por tudo.
Entendi que enquanto me maltratavas estavas dando minha cura, mas uma chance de viver.
Não vamos nos despedir com lágrimas, mas com sorrisos de alegria de vitória e de missão cumprida, colocando na balança, sei que o saldo foi positivo.
Quero que continues fazendo amizades com quem precisa da tua ajuda, embora eu não deseje nem ao meu pior inimigo que venha a experimentar-te. Que a tua atuação possa ajudar a curar milhares de outras pessoas e que todos entendam e gostem de ti assim como eu aprendi a gostar. Tenho certeza que terão o mesmo sentimento que tenho por ti hoje: gratidão!
Saibas que já esqueci tudo de ruim que fizestes comigo, e só me resta dizer que foste para mim uma amiga inesquecível!
Adeus minha amiga QUIMIOTERAPIA, e muitíssimo obrigada por tudo.”

Ao final da carta, pude ver que muitos choravam e eu mesma sinto um nó em minha garganta. – Dedico a minha vitória a minha família, a minha esposa maravilhosa que sempre esteve ao meu lado o tempo todo, ao meu filho, meus amigos que estiveram me dando todo apoio que precisei, e com certeza aos médicos que acompanharam meu caso e fizeram tudo para que eu estivesse aqui hoje. Mas principalmente a duas pessoas. Zelena, a mulher que salvou a minha vida literalmente, ela foi a doadora da medula. – Nesse momento o ambiente é tomado por uma salva de palmas para Zelena, que ficara envergonhada com o ato. — E jamais posso esquecer de agradecer a Deus, pois sem ele definitivamente nada disso que citei antes teria importado. Muito obrigada a todos vocês, por tudo Muitíssimo obrigada. – Dou um passo para trás, indicando que meu discurso havia acabado, ao mesmo tempo em que todo o salão explode em aplausos, assovios e gritos. Todos para mim. Desço do palco e vou de encontro ao abraço de Emma, que me esperava na ponta da escada, e a abraço com força.

– Você é incrível. Tenho muito orgulho de você, é mais pessoa mais forte e guerreira que já conheci na vida. Eu te amo. – Ouço-a dizer em meu ouvido, e tudo que consigo fazer naquele instante é sorrir e aperta-la ainda mais no meu abraço.

[...]

Um ano depois

– Emma. – Regina diz enquanto Emma tentava trocar o chuveiro.

–Amor, to meio ocupada aqui agora, já falo com você.

– É rápido amor, eu juro. – Regina diz da sala, enquanto espera Emma.

– Que foi amor? – Emma pergunta ao chegar na sala, toda molhada.

– Eu estou grávida. – Regina morde o lábio. Emma encara Regina imediatamente, primeiro de forma séria, depois sorrindo de orelha a orelha.

– Ta falando sério?

– Sim, 2 meses.

– Ai meu Deus. – Emma abraça a morena com força, mas a solta logo em seguida. – Ai me desculpa, esqueci que tem um bebê aqui. Nosso bebê – Ela diz tocando levemente o ventre da morena.

– Sua boba, ele ainda é muito pequeno.

– Um feijãozinho.

– Sim, nosso feijãozinho. – Uma lágrima de alegria escorre pela face de Regina, ao mesmo momento em que ela ouve Roland chegar da escola.

– Mamãe, mamis, cadê vocês?

– Estamos aqui querido, no banheiro. – Elas ouvem os passos dele se aproximando.

– E então mamãe, eu vou ter um irmãozinho mamãe? – Ele pergunta ansioso. Desde que Emma e Regina anunciaram que Regina havia feito à implantação dos óvulos, ele perguntava todos os dias se o irmãozinho já estava sendo gerado.

– Sim você vai meu amor. – Regina responde sorrindo, enquanto Roland só faltava explodir de felicidade. Ele se aproxima do ventre da morena e planta um beijo delicado.

– Como vai se o nome dele?

– Dela meu amor. – Regina corrige.

– Helena. – Emma diz sem nem ao menos pensar.

– Perfeito. – Regina adora o nome.

– Eu também gostei. – Roland também.

– Acho que precisamos sai para comemorar. – Emma diz animada, mas dava para ver se longe sua emoção. Seus olhos brilhavam pelas lágrimas ali contidas.

– Sim, vamos ao Mc Donalds.

– Ai Emma, sério isso? – Regina faz uma careta.

– Sim, qual o problema? É nossa comida favorita. – Ela olha para Roland e dá um piscadinha.

– Ai ninguém merece, vou comprar um sanduiche natural e comer em outro lugar. – Regina diz emburrada, enquanto Emma e Roland fazem a dancinha da alegria por trás dela.

– Vou me trocar. – Emma diz subindo correndo pelas escadas, sendo acompanhada por Roland que correu logo atrás.

– Vocês dois não me escutam mesmo, já mandei pararem de correr nessas escadas, que droga. – Regina praticamente grita.

Alguns minutos depois Emma e Roland já estavam prontos, e Regina os esperava sentada no sofá da sala.

– Até que enfim. – A morena levanta-se e ajeita o cabelo, que já estava bem mais comprido.

Regina dirige até o Mc Donalds no centro de Storybrooke, e por mais incrível que fosse parecer, ela estava sentindo sua boca de encher de água, por vontade de comer um daqueles hambúrgueres que sempre detestou. Eles entram e cada um faz seu pedido, quando chega a vez de Regina, ela pede um Lanche completo com batatas fritas e refrigerante, fazendo tanto Emma quanto Roland ficarem olhando-a surpresos.

– Tá tudo bem? – Emma pergunta ao ver o atendente se afastar.

– Sim. – Regina age como se nada tinha acontecido.

– Você pediu hambuigue, mamãe? – Roland pergunta.

– Sim querido, mamãe pediu hambúrguer, qual a surpresa?

– Você detesta essas coisas.

– Eu sei, mas parece que a Helena esta com vontade. – Regina levanta uma sobrancelha e então Emma ri.

– Agora entendi. Acho bom que você coma tudo que tem vontade mesmo, não iria querer que minha filha nascesse com cara de hambúrguer. – Emma diz arrancando risos de todos.

Após terem comido seus lanches, eles resolvem ir um pouco mais além, para o bairro vizinho a Storybrooke, onde haviam vários parques bonitos. Chegando lá, Roland se apressa em correr para brincar, enquanto elas ficam para trás, caminhando de mãos dadas, admirando a paisagem, até que Emma para e fica de frenta para Regina.

– Eu estou tão feliz.

– Eu também estou.

– É tão bom olhar para você e te ver assim, mais coradinha, com esse sorriso enorme nos lábios.

– Eu também me sinto feliz em saber que posso ser assim novamente.

– Eu sempre soube que iríamos conseguir, por mais que algumas vezes o medo falasse mais alto, ele sempre ficou em segunda mão.

– E se não fosse por você, eu provavelmente não estaria aqui hoje. Você me deu tudo Emma, tudo que eu precisava e ainda preciso para viver.

– E você só nasceu para mim. – Swan aproxima o seu rosto e cola sua testa na de Regina, suas mãos enlaçadas como seu estivessem presas com um nó. Elas fecham os olhos e sentem a respiração uma outra bater contra seus rostos.

– Eu te amo tanto, tanto, que não sei nem como isso é possível no mundo.

– Eu também, Regina, jamais imaginei que fosse sentir uma coisa desse tamanho por alguém. – Swan cola seus lábios nos de Regina, de forma doce, delicada, sem pressa, afinal teriam todo tempo do mundo para fazerem isso.

Elas procuram um banco onde pudessem sentar, e ali ficam observando Roland correr de um lado para outro atrás dos pássaros. Regina sorri para si mesma, e pensa que junto de Emma e Roland, e agora o bebê que estava dentro de seu ventre, não poderia imaginar tamanha felicidade. Sentia-se realizada em todos em sentidos. Vencedora. Aprendera tantas coisas com Emma. Desde a ser mais humilde, até a amar incondicionalmente. Toda vez que olhava aquelas esmeraldas que eram os olhos da esposa, sentia seu peito se encher de amor, alegria, e o principal, esperança.

Todo instante que passasse ao lado de Emma, nunca seria o suficiente para suprir o tamanho da necessidade que ela tinha da loira, mas isso não era problema já que ela não pretendia mesmo ir a lugar algum. Naquele momento, ali sentada, pensando em tudo e em todos, poderia dizer com toda certeza, que Agora sua vida era perfeita. Agora e para sempre.

Shania Twain — Forever And For Always

In your arms I can still feel the way you
Em seus braços eu ainda posso sentir
want me when you hold me
A maneira que me quer quando me abraça
I can still hear the words you whispered
Eu ainda posso ouvir as palavras Que você sussurrou
when you told me
quando você me disse
I can stay right here forever in your arms
Eu posso ficar aqui eternamente em seus braços

And there ain't no way
E não há maneria
I'm lettin' you go now
de deixar você ir agora
And there ain't no way
E não há maneria
and there ain't not how
E não há como
I'll never see that day...
Eu nunca verei esse dia

'Cause I'm keeping you
Porque eu estou te guardando
forever and for always
eternamente e para sempre
We will be together all of our day
Nós ficaremos juntos todos os nossos dias
Wanna wake up every
Quero acordar toda
morning to your sweet face always
manhã com seu doce rosto Sempre

Notas finais
E ENTÃO THE END, HAHA. Espero do fundo do meu coração que tenha ficado bom e que vocês tenham gostado. Dei tudo que podia para deixar o melhor que consegui. Aquela parte do texto em que a Regina fala sobre a quimioterapia, fpo um texto que achei na internet, achei lindissimo e então resolvi usá-lo, infelizmente eu não lembro mais onde achei. Eu havia comentado que a fic iria até o capitulo 60, e realmente vai. Lembram-se que comentei sobre um final alternativo? Então, será o capitulo 60. Vai ser um final completamente diferente desse, e claro, será opcional a vocês lerem ou não. Espero que leiam, e que possam escolher qual vocês gostaram mais :) Não sei quando irei postar o outro, pois não comecei a escrevê-lo ainda. Portanto não marcarei a história como finalizada. Enfim, era isso então, I THINK SO. hahaha Obrigada mais uma vez por tudo, muitas pessoas aqui me agradecem pela história, mas sou eu que tenho que agradecer todos vocês por serem tão atenciosos e carinhosos comigo, você me ajudaram a melhorar muito, não só na escrita e coisas com relação a fanfic, mas também na minha vida pessoa, muitas coisas que eu li aqui, levarei para sempre na vida. OBRIGADA. Continuarei postando minhas outras fics, e provavelmente irei escrever outras, espero ter vocês comigo ainda. Enfim, até a próxima então. Perdoem qualquer erro que possa haver nesse capitulo. Amo todos vocês