Now Is Good
60 Extra 1 - Bem vinda, Helena.
Notas iniciais
7 meses depois
Emma insistira tanto que finalmente havia conseguido convencer Regina a ir ao cinema, ver o que segundo ela, era o filme do ano.
— Amor, você vai ver como tenho razão. — Diz referindo-se as mil promessas de que Batman vs Superman seria o melhor filme do ano.
Estavam na fila para entrar e Emma já havia feito seu kit comilança. Pipoca grande salgada, uma pipoca doce pequena e um copo de refrigerante de 1 litro. Regina se perguntava todos os dias para onde ia tudo que sua esposa comia.
— Será que vai demorar muito para entrarmos? Estou ficado com um pouco de dor nas costas. — Regina reclama, já cansada de ficar parada ali em pé. Sua barriga possuía um tamanho avantajado, pois estava para entrar no nono mês da gravidez, e aquilo tudo pesada.
— Acho que daqui a pouco, amor. Vem se apoia em mim. — Emma diz dando o ombro esquerdo para Regina se apoiar. Os braços carregados de comida.
Alguns minutos depois liberam a entrada para a sala do filme, Regina entra rapidamente pois estava na fila preferencial, juntamente com Emma que é barrada pelo segurança.
— Ah, qual é? — Ela faz uma cara de pidona.
— Desculpe moça, mas aqui é só atendimento prioritário.
— Mas a minha esposa está grávida.
— Ela sim, a senhorita não. — Emma revira os olhos e olha para o final da fila. Olha para Regina que a esperava do lado de dentro, e faz uma careta de dar pena, ela estava muito ansiosa para ver esse filme, e fazê-la entrar naquela fila enorme era sacanagem.
— Vou entrar e pegar bons lugares. — Regina avisa, e a loira apenas concorda com um aceno.
[...]
Aproximadamente dez minutos depois, Emma entrava na sala escura e olhava para todos os lados procurando por Regina. Assim que a morena a enxerga, levanta sua mão para que ela a visse sentada ali, em uma das últimas fileiras. Emma senta ao seu lado toda atrapalhada pela quantidade de coisas que tinha nas mãos.
— Já me arrependi de não tem gerado nossa filha. — Ela diz emburrada ao finalmente conseguir sentar-se.
— Pare de reclamar que o filme já vai começar.
— Essa tela poderia ser maior. A prefeitura da cidade deveria investir nisso. — Diz para provocar, visto que Regina ainda era a prefeita, a morena sorri e revira os olhos, sem dizer nada.
As luzes se apagam e os trailers começam, e em menos de 20 minutos, a pipoca doce que Emma comia sozinha, Regina detestava pipoca doce, já tinha acabado.
— Ta gostando do filme, amor? — Emma sussurra com a boca cheia.
— Nada de mais até agora e pare de falar de boca cheia, você é pior que o Roland as vezes, Emma Swan.
— Seus hormônios de gravida me odeiam, você só briga comigo. — Emma reclama e Regina pede silêncio.
O filme já estava quase na metade, Emma sequer piscava e Regina estava ansiosa para ver a parte de ação do filme. Emma sussurrava a cada 10 minutos o quanto o Batman era o melhor personagem já existente na face da terra e no quanto ela detestava algumas mulheres que estavam dando gritinhos cada vez que o Superman aparecia, o que para Regina também era um grande exagero.
Suas mãos unidas e apoiadas no colo da loira, brincavam com os dedos uma da outra de forma carinhosa e delicada. A cabeça de Regina apoiada no ombro de Emma. Fazia algum tempo que não passam algum tempo sozinhas assim, apesar de amarem mais que tudo os programas em família, o casal sentia falta de um momento mais íntimo só para elas.
Emma estava completamente entretida pelo filme quando de repente sente Regina solta sua mão e se afastar olhando para sua poltrona.
— O que foi amor? — Questiona se aproximando um pouco.
— Acho que a minha bolsa estourou. — A morena diz e olha para Emma, que leva as mãos a boca, numa cara de pânico cômica,
— Ai meu Deus e agora? — Sua voz agora não era mais um sussurro, ela já estava em pé ao lado da morena, e ao soltar as palavras tão alto, algumas pessoas pediram silêncio. — Calem a boca vocês, e minha mulher vai ter bebê. — Ela devolve apavorada. Regina segura em seu braço, fazendo-a inclinar-se em sua direção.
— Precisamos ir para o hospital querida, não temos tempo para discutir agora.
— Tudo bem... vamos então. — Swan estava prestes a ter um ataque de nervos e Regina percebendo isso, diz:
— Querida, você precisa ficar calma e me ajudar, certo? — Emma acena positivo. — Me dê a mão e me ajude a descer as escadas. — Swan segura firme em seu braço e elas descem as escadas devagar, e ao chegarem ao fim delas, foram questionadas pelos funcionários do cinema, pois todos falavam e o filme passava sem ninguém prestar atenção.
— Minha esposa vai ter o bebê.
— Oh. — O jovem rapaz arregala os olhos olhando para Regina que lhe sorriu. — Precisam que chame alguém, um taxi? — Ele oferece.
— Não precisa, estamos de carro obrigada e desculpem pelo transtorno. — Regina responde muito educada.
O caminho até o carro foi tranquilo, Regina não reclama de dor alguma, mas Emma estava contendo o enorme nervosismo dentro de si.
O caminho até o hospital não era muito longo, e Swan acelera o máximo possível para que chegassem o quanto antes.
— Querida, precisa ligar para alguém levar a bolsa da Helena, e as minhas coisas, está tudo arrumado e guardado é só pegar o que está lá.
— Vou ligar para minha mãe quando chegarmos.
— Fique calma, está tudo bem. — A morena acaricia os cabelos loiros de Emma, e ao mesmo tempo sente uma leve contração. — Ai.
— O que foi?
— Acho que a primeira contração.
Com o passar dos minutos, as contrações vinham um pouco mais fortes.
Quando finalmente chegam ao hospital, Emma carrega Regina no colo, pois os passos já eram bem mais lentos.
— Hey, uma cadeira de rodas aqui por favor, chamem o doutor. — Swan pede a primeira enfermeira que vê pela frente.
Em poucos instantes a enfermeira traz a cadeira e Regina senta-se, o médico obstetra aparece logo em seguida.
— Olá mamães, parece que a mocinha está com pressa. — Doutor Brandon diz sorridente.
— Parece que sim. — A morena responde soltando o ar devagar.
— Como estão as contrações? — Ele pergunta enquanto a encaminha para a sala pré- parto.
— Agora estão um pouco mais fortes e seguidas. — Eles param na recepção, pois tinham que dar entrada para o internamento.
— Ainda temos um grande passo até o parto, então fiquem aqui e façam o cadastro, se precisarem ligar para alguém podem utilizar o telefone, eu volto em 10 minutos para busca-la, quando a sala estiver pronta para recebe-la.
— Tudo bem.
— Você vai assistir o parto? — Questiona Emma, que estava meio aérea.
— Sim doutor.
— Certo, mandarei providenciar a vestimenta adequada para você.
O médico se retira deixando-as ali, enquanto Emma dava passava todos os dados necessários para o cadastro, Regina já começava a se sentir nervosa, as contrações estavam bastante seguidas e a dor aumentando.
— Vou ligar para trazerem as coisas. — Emma diz ao terminar o cadastro. — Ta com muita dor, amor?
— Um pouco. — Mentiu.
Swan liga para a casa de seus pais, dando a notícia de que sua filha nasceria e em poucos minutos estavam em peso no hospital.
— Cadê a Regina? — Mary pergunta para a filha, entregando-lhe a bolsa rosa da criança e uma outra com as roupas de Regina.
— Ela já entrou, eu preciso ir. — Emma cumprimenta de forma geral todos que estavam ali. Beija a testa de Roland. — Já já você vai poder conhecer sua irmãzinha.
— Oba. — Rolando dá alguns pulinhos, enquanto Emma os deixa na sala de espera.
Entregaram lhe um saco plástico contendo roupas esterilizadas para que pudesse acompanhar o parto, mas só poderia vesti-las quando fosse entrar na sala, para evitar qualquer contaminação.
Ao entrar na sala pré-parto seu coração acelera ao ver sua mulher deitada sobre a cama, com uma expressão nada agradável.
— Está doendo muito?
— Agora sim. — Regina soava um pouco e sua pele estava pálida.
— Cadê aquele médico idiota? — Emma olha em volta procurando pelo doutor.
— Ele vira me buscar... — Sua fala é interrompida por uma dor lacerante, a qual lhe rouba um gemido. Emma segura firme sua mão. — Emma, vá chama-lo.
— Mas você disse...
—Emma, vá chama-lo. — Diz ao mesmo tempo em que outra pontada de dor lhe atinge, fazendo-a sentir vontade de empurrar.
Emma pede para primeira enfermeira que vê que ela chame o médico o mais rápido possível, e enquanto volta Regina está chorando.
Em questão de instantes o médico envia sua equipe para busca-la, transferem-na da cama para a maca e a levam imediatamente para o centro cirúrgico.
— A senhorita precisa vestir a roupa. — Um enfermeiro avisa para que Emma não perdesse nada, visto que, Helena estava com pressa de sair.
Ela veste e entra na sala imediatamente e se pôr ao lado da esposa, que segura firme em sua mão e aperta pra valer.
— Vamos lá, Regina, quando sentir vontade, faça força, muita força. — O médico pede e como em efeito instantâneo Regina levanta metade do corpo e empurra.
— Força meu amor, força. — Emma diz observando o suor escorrer pela testa da morena.
Helena parecia ter pressa, mas sua mãe já estava perdendo as forças, algo estava errado.
— Pare de empurrar. — O médico pede de repente.
— O que foi? — A voz de Regina era baixa, cansada e agora preocupada.
— O cordão está em volta do pescoço. — Alguns instantes de tensão tomaram conta do coração das duas mães ali presentes. — Empurre.
Apenas um. Foi necessário apenas mais um empurrão para que o médico tivesse Helena em seus braços, seu chorinho tomando conta do silêncio de todo aquele cômodo. O corpo de Regina despenca sobre a cama, exausto.
— Você está bem? — Emma pergunta, beijando-lhe a testa, recebendo apenas um aceno positivo.
— Quer segurar sua filha, enquanto eu termino, senhorita Swan? — Doutor Brandon, oferece.
Emma não queria deixar Regina, mas ao olha-la como se pedisse permissão, Regina novamente acena positivo para ela.
Emma se aproxima da enfermeira que passa o pequeno embrulho para seu colo. Seu coração se derrete por inteiro ao ver pela primeira vez o rostinho tão pequeno de sua filha.
— Olha, amor, ela é linda, igual a você. — Swan diz aproximando-se de Regina, e mostrando-lhe o rostinho da filha. Uma lágrima silenciosa escorre pela pele pálida do rosto da morena.
— A mais linda de todas. — A morena diz colocando seu dedo em meio a pequena mãozinha da filha.
[...]
Algum tempo depois, doutor Brandon liberou a entrada dos avós primeiramente, e aos poucos as outras pessoas que estavam à espera para dar as boas-vindas à Helena.
Mary Margareth, David e Roland ficaram até que todos tivessem entrado, para que pudessem ficar um tempo mais com a netinha. Estavam babando pela pequena de pele clarinha e cabelos negros.
— Eu quero segurai a minha eimã. — Roland que estava sentado junto a Regina na cama já estava impaciente esperando a sua vez.
— Calma guri, você vai ter muito tempo para segurar a sua irmã. —Emma diz levantando-o em seu colo. — Você está muito pesado.
— Não, estou não, você que está flacote, mãe. — Emma faz uma expressão ofendido, roubando risos de todos.
— Vou dar uns tapas nessa sua bunda e aí sim quero ver se você vai me achar fracote.
— Nada de tapas. — Regina interrompe a pequena discussão. — Querido, sente-se ali na poltrona para segurar Helena.
Roland obedece imediatamente, estava ansioso para segurar a irmã desde que chegará, mas após tantas visitas, não teve muito tempo.
David que agora tinha Helena nos braços, passa o pequeno embrulho para os bracinhos de Roland.
— Segure a cabeça, campeão. — David pede a ele, mas os pequenos bracinhos sabiam como fazer aquilo.
O menino ficou olhando encantado o rosto pequeno e vermelho da pequena irmã, e então sussurra para ela.
— Eu vou te ensinar a torcer para o Barcelona, igual a mim, o vovô e a nossa mãe Emma, a mãe Regina não gosta de futebol, mas eu prometo que um dia vou leva-la em um jogo.
Todos os presentes assistiam aquela cena tão doce sentindo os corações se aquecerem com a inocência daquelas duas pequenas criaturinhas que nada sabiam sobre a vida.
— Mãe, eu acho que ela sorriu para mim. — Roland olha para Regina com os olhos brilhando. — Ela sorriu sim.
— Ela gostou de te ouvir falar, meu amor.
— Eu acho que vocês precisam ficar todos ao lado de Regina, para que eu tire uma foto da família. — Mary diz tirando o celular do bolso.
— Ah não, por favor, eu estou horrível. — Regina protesta.
— Nem que um dia você queira estar. — Emma diz.
— Preciso concordar. — David apoia.
— Então vamos lá, Roland dê Helena para sua mãe e sente ao lado da mamãe na cama. Emma pega a pequena Helena dos braços de Roland, enquanto ele se acomoda ao lado de Regina na cama. Emma se junta a eles em seguida.
— Cuidado guri, não aperte tanto a sua mãe, ela está com um pequeno dodói. — Emma alerta o filho.
— Oh, desculpe mamãe.
— Tudo bem, querido. — Regina beija o topo de sua cabeça.
— Vamos lá, todos olhando para mim, sorriam, você também Helena. — Ao dizer isso, todos riram, e Mary conseguiu capturar a foto mais bonita da família, e muito mais que isso, capturou a felicidade daquele momento. Os sorrisos rasgando os rostos. Sorriu também ao olhar a foto.
— Desculpem interromper. — Doutor Brandon entra no quarto. — Como está se sentindo?
— Estou bem, um pouco cansada apenas. — Regina responde, segurando Helena.
— Completamente normal, afinal foi um esforço esgotante, não é pequenininha? — Ele diz acariciando os cabelos negros da criança. — Amanhã já lhe darei alta pela manhã, mas não se esqueça que não é porque não está no hospital que pode sair dando cambalhotas por aí. Já fiquei sabendo de suas desobediências.
— Tudo bem, doutor.
— Eu irei me certificar de que ela fará tudo direitinho, doutor. — Emma assegura.
— Okay, então eu vou indo, pois hoje é meu aniversário de casamento e prometi levar minha esposa ao cinema. — A palavra pareceu ter dado um estalo a cabeça de Emma.
— Filha, você interrompeu a gente, estávamos vendo o melhor filme do ano e você resolveu querer chegar bem na hora. Eu não acredito nisso. — Passa a mão pelo rosto, fazendo todos rirem de seu comentário.
— Não dê ouvidos a sua mãe, o filme estava um tédio, você me fez um favor minha pequena. — Regina rebate.
— Ah, é assim? Lembrarei disso.
— Tõ brincando, bicuda.
— Bem, boa noite a vocês. — Ele se dirige a Emma e Regina. — E quanto a vocês...
— Ah, tudo bem, tudo bem, já vamos. Babamos bastante a nossa netinha por hoje. — Mary diz sorrindo, já pegando sua bolsa.
Mary, David e Roland, despedem-se do casal e de Helena, e logo se vão, junto com Dr. Brandon.
— Legal esse cara. — Emma diz, referindo-se ao médico.
— Sim, simpático e muito elegante também.
— Ah, quer dizer que você ficou reparando na elegância do homem? — Emma sequer disfarçava o ciúme.
— Deixa de bobagem, Emma, só fiz um comentário, e qualquer um que tenha olhos diria o mesmo.
— Hmm, interessante, senhora Mills Swan. — Swan diz afastando-se da cama.
— Venha segurar sua filha, eu quero tomar um banho.
— Acha que deve fazer isso agora? Não é melhor esperar até amanhã?
— Nada disso Emma, estou me sentindo horrível.
Emma se aproxima e Regina passa Helena para seu colo e levanta-se devagar.
Movendo-se como conseguia, o que não era tão ruim assim, pega uma peça de roupa limpa e vai ao banheiro do quarto tomar uma chuveirada.
Após desligar o chuveiro, escuta a voz de Emma no quarto. Abre um pouco a porta para que pudesse ouvir melhor, e escuta sua esposa cantarolando uma cantiga infantil enquanto embalava Helena. Era a cena mais doce que Regina já havia visto na vida. Leva a mão direita ao coração sentindo um aperto, mas um aperto maravilhoso, o mais gostoso de todo o mundo. Amor. Jamais havia pensado em ter alguém, e agora tinha uma família completa, com direito a um bebê que havia sido gerado por ela mesma. Parecia um sonho. Mas graças aos céus, não era.
Volta para a o quarto e para a cama. Emma põe Helena numa espécie de berço que havia ao lado da cama, beija sua pequena testa e então senta ao lado de Regina, beijando-lhe os lábios.
— Você foi muito forte hoje. — Diz acariciando a mão da morena.
— Precisava ser ou Helena estaria aqui dentro até agora.
Emma ri.
— É verdade.
— Obrigada por estar comigo mais uma vez.
— Eu nunca vou te deixar sozinha, quando você vai aprender?
Regina se aninha como pode no colo da esposa.
— Durma aqui comigo.
— Tenho medo de machucar-te.
— Você nunca vai me machucar, Emma Swan.
Regina força o corpo de Emma para mais perto, fazendo-a subir completamente na cama e se agarra mais ao seu corpo, estava exausta e o sono não demora a chegar.
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