Now Is Good
28 "Julgamento"
Notas iniciais
Emma entra no quarto no momento exato em que Regina, se livrava da camisa que usava, jogando-a no chão, obviamente ela havia sentido a presença da loira no quarto, mas finge que não, desabotoa sua calça e a desce por suas pernas, empinando totalmente a bunda na direção de Emma, enquanto a loira fechava rapidamente a porta atrás de si, não queria correr o risco de August ver sua mulher daquele jeito, mas sem desviar um segundo sequer os olhos daquele pedaço de mau caminho que era Regina, aliás, ela era muito mais que só um pedaço. A loira não se aguenta mais e se apressa para encaixar seu corpo pelas costas de Regina que ainda estava abaixada com a bunda empinada para ela.
– Você ta me provocando né?! –Emma diz se inclinando sobre o corpo de Regina com as mãos nas laterais das pernas de Regina, subindo-as lentamente.
– Não estou nada. Estou apenas tirando a roupa. – Ela termina de puxar a calça pelos pés enquanto a loira tinha as mãos possessivas em seus quadris.
– Regina, essa sua posição tá me dando umas ideias aqui. – A loira morde os lábios, com algumas ideias pouco inocentes passando pela cabeça. Regina sorri e se levanta ainda de costas para Emma, e resolve entrar no joguinho da loira.
– E que ideias são essas, você gostaria de me dizer? – Ela diz com a voz quase num sussurro.
– Prefiro te mostrar. – Emma a segura firme pela cintura, colando as costas nuas da morena, ao seu corpo incendiário. Regina deixa escapar um gemido pelos lábios entreabertos, e coloca suas mãos para trás, entrando com elas pelos longos cachos dourados de Emma, puxando levemente. – Você me enlouquece sabia? – Emma sussurra em seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha em seguida.
As mãos de Emma corriam soltas pelo corpo da morena, e a cada segundo o toque se aprofundava ainda mais. Regina já sentia o corpo ferver em cada pedacinho do seu corpo em que Emma tocava. Mas ela ainda não havia esquecido a atitude da loira com ela, e ia dar uma punição à altura. Quando sente as mãos de Emma se infiltrando em sua calcinha, se vira e se liberta dos braços definidos da loira que a encara com confusão no olhar.
– Acho que devemos dormir, tivemos um longo dia. – Diz Regina colocando sua camisola, e se ajeitando para deitar na cama, enquanto Emma continuava em pé, parada, frustrada, com seu centro latejando e com a boca aberta, sem entender absolutamente nada do que havia acabado de acontecer.
– O que? – Emma diz não conseguindo conter a irritação na voz.
– Vamos dormir querida, estou cansada, levei um susto daqueles hoje. – Ela diz apoiando a cabeça na mão esquerda, olhando para Emma.
– Regina que porra é essa? – Emma finalmente consegue perguntar.
– Que foi querida? Você sabe que esse é o meu lado da cama. – Regina diz fingindo não saber do que a loira falava.
– Não acredito que você vai fazer isso comigo. – A loira diz apertando os dentes, e também as pernas.
– Fazer o que Emma? Não posso estar cansada, e querer dormir? – Regina responde debochada. A loira coloca a mão na testa e se vira indo para o banheiro, deixando a morena com um sorriso vitorioso no rosto.
Quando Emma volta para cama algum tempo depois, Regina já havia pegado no sono, então ela simplesmente deita do outro lado da cama, de costas para a morena. Sua frustração ainda não havia passado completamente, ela tivera que trocar a calcinha que usava, pois ela estava em um estado completamente deplorável. Ainda não havia entendido o que tinha acontecido minutos atrás. Ela se vira e abraça Regina por trás, encaixando seus corpos perfeitamente, para em seguida pegar no sono.
O dia amanhece gelado, mas o sol aparece, proporcionando um dia muito bonito. Regina acorda antes de Emma, e sente os braços da loira em sua volta. A sensação era maravilhosa, então ela permanece na mesma posição mais alguns minutos, permitindo que Emma dormisse um pouco mais. Enquanto isso pensava no que estava por vir naquele dia, seu exame estava marcado para tarde, não conseguia evitar ficar tensa e com medo.
Após Emma acordar, ambas levantam e saem do quarto juntas, aparentemente Emma já não estava mais chateada por Regina deixa-la na mão na noite anterior, elas tomam café junto com August e Roland, que não havia saído do lado de Regina um segundo sequer. Deixaram August preparando o almoço, que segundo ele, seria um almoço especial do chefe de cozinha August W. Booth, e saíram Regina, Emma e Roland dar uma volta pela cidade, afinal tinham só mais um dia para aproveitar Boston. Eles vão a vários lugares diferentes, Emma estava sendo a guia turística, já que ela conhecia muito mais a cidade, e em alguns momentos aproveitavam para fotografar, e quando voltavam para casa reviam todas as fotos, sorrisos, caras e bocas arrancavam risos dos três pelo caminho. Chegando de volta ao apartamento, eles almoçam e Regina já começava sentir a ansiedade bater.
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POV REGINA
Eu já estava uma pilha de nervos, tensa ao meu extremo, enquanto o taxi nos conduzia até o endereço do hospital que Whale havia nos dado, ele disse que estariam esperando por mim. Emma apertava a minha mão, que soava frio, e tremia levemente. Entrando no hospital, eu paraliso na porta, ao ver aquele monte de gente com o mesmo problema que o meu, ou muito pior. Alguns, em minha concepção, no fim da vida. Meus olhos se enchem, e minha garganta se fecha, mas eu contenho as lágrimas. Emma passa os braços pelos meus ombros, sinto o quanto ela está tensa também, mas tanta disfarçar, talvez para não me preocupar ainda mais. Vamos até a recepção onde Emma entrega todos os papeis que Whale nos deu, e a enfermeira muito bonita nos diz:
– As senhoras podem esperar aqui mesmo, o médico está aguardando. Só vou avisa-lo. – A moça diz, com toda simpatia do mundo.
– Tudo bem, obrigada. – Emma responde por nós duas. Sentamos-nos nas poltronas em frente à recepção e ficamos em silêncio. Alguns minutinhos depois, dou um salto quando ouço chamarem meu nome. Levanto-me e Emma caminha ao meu lado, segurando minha mão.
– Perdão senhoritas, qual das duas é Regina Mills? – O médico pergunta, era também muito bonito.
– Hmm, sou eu. – Digo a ele séria, não conseguindo lhe oferecer nenhum sorriso de educação.
– Olá, sou o Dr Henry, me acompanhe, por favor. – Ele diz, e ao ver Emma nos acompanhando completa — Só ela poderá entrar. – Ele diz a Emma, que já ia protestar, então ele continua. – Dependendo do procedimento que faremos você pode acompanha-la depois.
– Ok. – Emma diz bicuda. Viro para ela e forço um sorriso, ela me beija a testa e depois me solta à mão. – Eu te amo. – Ela me diz. Entro na sala.
O médico indica a cadeira onde eu devia sentar, e começa a ler meu prontuário, balançando a cabeça levemente, enquanto eu sentia um frio tremendo naquela sala, incrivelmente e incomodamente branca, com uma luz pálida enchendo a sala.
– Bem, senhorita Regina. – O médico diz repentinamente me arrancando de meus devaneios. – Eu quero me certificar de que tipo é a sua doença. – Ele diz doença, como se fosse uma coisa normal. Para ele deveria ser mesmo. – o Dr Whale mandou o diagnóstico do exame que fez em Storybrooke, mas antes de poder indicar qualquer tratamento, preciso mesmo me certificar qual é o tipo de leucemia. Acho que está ciente de que existem várias, não é?
– Sim, eu sei. – Havia pesquisado na internet algumas coisas como: Quanto tempo de vida tem uma pessoa com leucemia? E em uma dessas pesquisas acabei encontrando os 4 tipo da doença que existem.
– Ótimo, vamos fazer um procedimento chamado PCR, é um exame muito sensível de células sanguíneas ou medulares que pode detectar quantidades muito pequenas da alteração do DNA causadas pela ruptura cromossômica na LMC. – Ele percebe minha cara de interrogação, então esclarece melhor. – Desculpe, linguagem de médico é um porre não é? – Ele ri, mas não consigo acompanha-lo. – Resumindo eu preciso de uma amostra do seu DNA, para levar a análise.
– Isso significa que terão que tirar meu sangue, certo?
– Exatamente. Você tem algum problema com agulhas?
– Não. Quero dizer, não sou fã delas, mas também não me importo muito. Mas isso quer dizer que vou ter que esperar sair o resultado para depois fazer algum tratamento?
– O resultado sai na hora. É um exame especifico de DNA, geralmente demoram mais tempo para ficarem prontos, mas como é só uma análise para confirmação, será rápido.
– Ah ok.
– Me acompanhe, por favor. – Ele se levanta, e abre a porta, me deixando passar em sua frente. Ao me ver sair, Emma que estava sentada encarando o chão, levanta-se de um salto, e logo está ao meu lado.
– Você tá bem amor? – Ela me pergunta preocupada.
– Estou. – Me viro para o médico e pergunto. – Hm, ela poderá ir conosco?
– Tudo bem. – Ele responde andando pelo corredor, enquanto eu e Emma o seguimos. Chegando à sala ao fim do corredor, ele pede que esperemos o enfermeiro encarregado de fazer a coleta do sangue. Enquanto esperávamos Emma vira-se para mim e pergunta:
– O que ele disse?
– Vou precisar fazer outra coleta de sangue, para ele ter certeza do diagnóstico de Whale, e depois ele vai me dizer o que fazer.
– Ah ok. – Ela me diz, vendo o enfermeiro entrar na sala, e piscar para elas.
– Quem é a Regina? – Ele pergunta, parecia uma pessoa animada.
– Sou eu. – Me levanto e sento na cadeira onde ele indica.
– Nossa, que morenassa você. – Ele diz e solta uma risada sonora. – Se eu gostasse da fruta, você seria o tipo de mulher que me interessaria. – Ele diz olhando para mim e rindo novamente, enquanto arrumava os materiais necessários para a coleta.
– Oh, obrigada. – Consigo sorrir verdadeiramente pela primeira vez, desde que chegamos.
– Vai ser só uma picadinha, tudo bem? – Ele me diz pouco antes de afundar a agulha do meu braço. Fecho os olhos e faço uma careta com a dor. Emma se aproxima e segura minha outra mão. – Prontinho linda, nem doeu tanto né?!
– Não muito. – Só então percebo o quanto estava apertando a mão de Emma com força.
– Você já pode esperar ali fora sentadinha, vou levar sua amostra para o laboratório, no máximo em 30 minutos eles terão o que precisam. – Ele pisca novamente para nós, e se retira da sala, assim como nós, que nos acomodamos novamente nas poltronas na sala de espera.
– 30 minutos. – Repito a informação para mim mesma.
– Passa rapidinho amor. – Emma diz, segurando minha mão novamente.
– Nem tanto quanto eu gostaria. – O silêncio cai novamente sobre nós.
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