Now Is Good

57 Chegou a hora


Notas iniciais
Oi oi, sentiram saudades? Bem nem vou encher o saco com minhas desculpas, só peço paciência, porque tá difícil aqui, haha. Obrigada a todos que comentaram, favoritaram e eu juro que irei responder um por um. Hoje estamos de parabéns, a fic faz exatamente um ano postada aqui no Nyah, haha como passa. Obrigada a todos vocês que fizeram isso tudo aqui chegar onde estamos.

POV ZELENA

Ao receber a ligação de Emma pedindo que eu fosse até o hospital, fiquei um tanto assustada, mas ela parecia tão feliz no telefone, que duvido muito que algo ruim tenha acontecido. Apresso-me para tomar banho, me trocar e ao ver que eu iria sair Aurora, questiona-me aonde eu iria com tanta pressa.

– Recebi uma ligação de Emma pedindo que eu fosse até o hospital.

– Ai meu Deus, será que... – Aurora pensa no pior.

– Não, não acho que seja isso, Emma parecia muito animada no telefone.

– Ai que susto, e que alivio então.

– Bem, eu não pretendo demorar.

– Ta bom, vai tranquila, Phillip deve chegar logo.

– Certo, se cuide. – Beijo a testa de minha irmã e pego as chaves do carro.

[...]

Assim que entro pelas portas do hospital, sou recebida por Emma, que estava muito sorridente.

– O que houve Emma?

– Zel, que bom que você chegou rápido, obrigada.

– Por nada Emma, agora me diga, por favor, o que esta havendo. – Peço a ela vendo Whale se aproximar de nós.

– Olá Zelena, como vai?

– Vou bem doutor Whale, mas não estou entendendo nada do que está havendo aqui.

– Irei explicar.

– Por favor. – Olho para Emma em minha frente que parecia em expectativa.

Whale me conta que havia descoberto a minha compatibilidade com Regina nesta manhã, e me conta também o quão delicado era o estado dela. Conta me também que a compatibilidade não era de 100% a qual seria ideal, mas 98% era uma porcentagem quase perfeita e a chance do transplante dar certo era altíssima.

Enrolaram tanto para me contar isso, por quê? É claro que vou doar para Regina. – Ao ouvir minhas palavras vejo os olhos de Emma se encher e seu sorriso se alargar ainda mais para mim.

– Ai meu Deus. – Ela diz e se joga em meus braços, aos prantos. Mas desta vez eram lágrimas de alegria. – Muito obrigada, muito, muito, muito obrigada.

– Emma...

– Eu nunca vou poder agradecer a você por isso, não existe nada no mundo que pague o que você está fazendo pela minha Regina.

– Emma, para, não vejo motivos para agradecer nada. Eu passei por tudo isso com Aurora, sei o quanto foi difícil encontrar alguém compatível com ela, e eu jamais me negaria a salvar uma vida, ainda mais sendo de uma pessoa tão especial como são vocês para mim.

Emma chorava feito uma criança, mas eu sabia que suas lagrimas eram de alegria, e eu entendia esse sentimento, perfeitamente.

– Bem, então precisamos fazer uma bateria de exames, Zelena. – Whale diz olhando para mim. – Estamos correndo contra o tempo.

– Claro, podemos fazer agora?

– Claro, mas alguns deles precisaremos agendar, pois são exames específicos e são mais minuciosos.

– Tudo bem.

– Vamos lá então?

– Sim, vamos.

– Hey Whale, será que podemos ir contar isso pra Regina antes? Ela tá muito desanimada. – Emma pede ao médico.

– Claro, desculpe a afobação. Vamos até lá.

Emma e eu entramos no quarto, e Regina sequer levanta os olhos para ver quem entrara. Sua aparência era abatida e cansada. Maus tratos causados pelo câncer.

– Amor. – Emma se aproxima da cama, mas Regina continua com os olhos baixos. – Olha quem veio te ver.

Nesse momento ela levanta os olhos para mim, e dá um esboço de sorriso que lhe retribuo rasgando meu melhor sorriso.

– Olá Regina. – Me aproximo da cama, do lado contrário de Emma, e seguro sua mão. – Como vai?

– Vou indo. – A voz era quase um sussurro.

– Amor, temos uma ótima noticia pra você. – Regina dá um riso de desdém.

– Ganhei quantos dias mais de vida? – Seu humor negro faz Emma fechar a cara.

– Não tem graça nenhuma Regina. Não foi isso que viemos dizer.

– E o que é então?

– Conta pra ela, Zel. Vou lá pra fora. – Emma solta sua mão e sai do quarto, visivelmente chateada com o comentário infeliz de Regina.

– Emma fica irritada, mas eu só estou falando uma realidade.

– Regina, não devia fazer isso, Emma tem muito medo de te perder.

– Sei disso, mas ela precisa se acostumar com a ideia.

– Na verdade não. – Digo e Regina me encara confusa.

– Como assim?

– É isso que estávamos tentando te contar desde que entramos aqui.

– Isso o que?

– Acharam uma pessoa compatível com você, Regina. – Seus olhos se abrem mais, junto com sua boca.

– Acharam? — Seu entusiasmo era notável.

– Sim. – Sorrio.

– Quem é? Ele vai doar para mim?

– Ele não, ela.

– Ela. – Regina sorri, e parecia não acreditar. – Quem é?

– Sou eu. – Abro u sorriso novamente, vendo-a me olhar com surpresa.

– Você está falando sério?

– Não brincaria com isso.

– Ai meu Deus, Zelena. – Regina se sente muito rapidamente na cama e a vejo titubear.

– Ei. – Seguro em seu braço, apoiando-a novamente no travesseiro. – Vamos com calma. – Quando me dou conta Regina chorava. – Você se machucou? Está com alguma dor? – Pergunto preocupada e ela chacoalha a cabeça negando, e então entendo. Era um choro livre. Um choro de alegria. – Bem, era isso que eu tinha pra te dizer minha amiga. – Seguro em sua mão. – Você vai ficar bem.

– Obrigada. – Quase não consigo entender suas palavras em meio as suas lágrimas.

– Não tem nada pelo que me agradecer, eu que fico agradecida de ter a oportunidade de fazer por alguém algo bom, tanto a ponto de salvar-lhe a vida. – Ela se senta devagar novamente, e me pede um abraço. Me abaixo para ficar em seu alcance e deixo que ela envolva meu corpo num abraço forte, enquanto a ouço sussurrar muitos “obrigadas”.

POV EMMA

Fico do lado de fora, na sala de espera, aguardando Zelena voltar. O comentário sem graça de Regina me chateou, ela sabe muito bem o quanto eu detesto esse pessimismo dela, e continua a fazê-lo. Mas a minha alegria era maior que qualquer coisa naquele momento.

Já havia ligado para meus pais, e para todos que eu achava que precisavam saber da noticia. Inclusive Cora. E todos eles queriam ir até o hospital, mas eu os impedi, pois só faríamos um tumulto. Eles saberem dessa noticia maravilhosa já era o suficiente.

Estava sentada na poltrona, meio ansiosa, quando finalmente Zelena vem até mim.

– E ai? – Pergunto sorrindo.

– Já contei a ela. – Ela diz. – Mas ainda acho que tinha que ser você.

– Não, está certo assim, tinha que ser você.

– Não fique chateada com ela Emma, tente entende-la.

– Sinceramente eu tento, mas às vezes parece até que ela não quer ficar bem.

– Não é isso, Emma. – Sua voz era calma. – Regina passou por maus bocados, é natural ela achar que tudo vai dar errado, Aurora era igual.

– É pode ser.

– Mas agora ela sabe que vai ficar bem, e não fará mais esses comentários que te irritam tanto.

– Sim, obrigada. – Abraço-a novamente. – Mil vezes obrigada.

Alguns minutos depois Whale vem busca-la para fazer alguns exames, e dar-lhe todas as solicitações dos outros que ela precisaria fazer. Quando ela vai fazer a colega de sangue, respiro fundo e entro novamente no quarto com Regina.

– Emma. – Seu tom de voz era mais animado.

– Regina. – Fecho a porta e me aproximo dela com a expressão neutra.

– Me desculpe, eu não queria te chatear. – Ela diz com olhar arrependido, o que derrete instantaneamente o meu coração. Suspiro e seguro sua mão, me abaixo e planto um beijo em sua testa.

– O que eu faço com você? – Ela sorri.

– Que tal fazermos muitos planos?

– Acho perfeito.

[...]

Os dias passam voando, e a espera pelos resultados dos exames de Zelena estava deixando todos ansiosos. Enquanto Regina que enfraquecia cada dia mais, já era submetida a um tratamento que atacaria suas células doentes e sua própria medula para que pudesse receber a nova. A esperança a mantinha firme, lutando por sua vida.

Em uma noite enquanto elas dormiam, Regina tem uma parada respiratória, quase matando Emma com o susto.

A essa altura as vizitas estavam praticamente restritas a Emma e Cora. A imunidade de Regina estava muitíssimo baixa, e Whale queria prevenir qualquer infecção, que poderia ser um grande problema a essa altura do campeonato.

Por mais que a morena pedisse para ver o filho, ele não permitiu a entrada de Roland, que por ser criança e brincar na rua estava mais exposto a bactérias mais fortes. Enquanto permanecessem no quarto, Emma e Cora deveriam usar mascaras para evitar o contato direto ao falar.

[...]

– Ai, até que enfim Whale, e o que deu nos exames? – Emma pergunta ansiosa.

– Está tudo certo com você Zelena, já podemos providenciar o seu internamento. – Whale diz a ruiva.

– Que ótimo.

– No máximo até depois de amanhã estaremos todos prontos.

[...]

Mais tarde a sós, Emma e Regina conversavam sobre o transplante.

– Estou com medo, Emma. – Regina confidencia à loira.

– Por que amor? Vai dar tudo certo.

– Não sei, Whale disse que ela é só 98% compatível comigo, ela deveria ser 100%, apesar de pequena, a chance de o meu corpo recusar a nova medula ainda existe.

– Não vai, amor. Para de pensar nessas coisas.

– Não consigo Emma, tou com muito medo.

– Pensa nas coisas boas que vamos fazer depois que tudo isso passar amor. Pensa em mim, no baixinho.

– Sempre penso, e é isso que me mantém aqui ainda.

– Falta pouco amor, aguenta mais um pouquinho só.

[...]

Estava tudo pronto para a cirurgia, Zelena havia sido internada um dia antes e já recebia tudo que precisava para ficar em boas condições para o transplante, assim como Regina havia sido preparada.

Minutos antes de Regina ser levada para a sala de cirurgia, Cora entra no quarto.

– Regina. – Ela chama, pensando que a filha pudesse estar dormindo. Emma que estava sentada ao seu lado, se levanta e faz menção de sair.

– Emma fica ai. Oi Cora. – Regina responde, estava fazendo uma oração para que tudo desse certo. Cora se aproxima e segura sua mão. Regina é pega de surpresa com o ato.

– Filha, eu sei que já fiz muitas coisas ruins nessa vida, muitas das quais são irreparáveis, sei que lhe causei muito sofrimento, e mesmo que eu diga mil vezes que me arrependo, sei que você não acreditaria em mim. Mas eu só preciso que você saiba que eu te amo, mais do que tudo na minha vida, e acredito com todas as minhas forças que você vai ser curada, que vai sair daquela sala de cirurgia com a certeza de que a vida vai recomeçar para você, e espero do fundo do meu coração que eu possa fazer parte desse recomeço. – Regina nem se dá conta de que lágrimas escorriam-lhe pelo rosto. – Eu estarei ali fora esperando por você, querida. Eu te amo, seja forte.

Emma presenciou toda aquela cena, e estava realmente emocionada. Cora parecia tão sincera. Espanta as lágrimas que lhe umedeceram os olhos com algumas piscadas, enquanto observa Cora sair do quarto. Ela se aproxima novamente de Regina que ainda chorava.

– Vai dar tudo certo, amor.

Whale finalmente chega com a equipe para fazer a transferência de Regina para o centro cirúrgico. Emma a acompanha até as portas de acesso restrito e antes que levasse m Regina lá para dentro, Emma a beija nos lábios e diz só para ela ouvir:

– Eu te amo, seja forte. – Ela repete as palavras de Cora e Regina sorri e sussurra “Eu te amo” antes de ser levada porta adentro.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Comentem e me deixem feliz, juro que irei responder todos esses e os atrasados. Perdoem os erros. Aaaah, e muito obrigada por me responderem sobre o livro que eu havia perguntado *-* Super beijos pra vcs. Love all.