Now Is Good
35 Caso encerrado
Notas iniciais
Elas aguardavam sentadas no sofá da enorme sala de estar, enquanto a governanta havia ido chamar Gold. Regina se sentia inquieta, enquanto Emma tentava passar alguma tranquilidade a ela por meio do toque de suas mãos. Não demora para que o sujeito ás encontre na sala.
–Boa noite senhoritas. – Ele diz se abaixando e beijando a mão de cada uma, arrancando um revirar de olhos de Regina.
– Boa noite. – Elas respondem em uníssono enquanto o homem deixava seu corpo recair sobre o sofá a frente delas.
– Como está minha amada Regina? – Ele diz em tom debochado.
– Estou ótima, mas ficarei melhor quando você me disser se vai fazer o que pedi. – A morena dispara de uma vez.
– Bem, eu contatei alguns amigos hoje e você só precisa ir até o cartório daqui mesmo, assinar os documentos.
– Isso é sério? – A morena diz já sorrindo.
– Não me atreveria a brincar com isso. – O homem diz num tom frio.
– Ótimo, farei isso amanha mesmo, acho que nossa visita encerra aqui então. – A morena diz se levantando alisando a roupa.
– Por que tanta pressa? Fiquem para jantar conosco.
– Não. – Regina diz esticando a mão para ele. – Você já me ajudou com que eu precisava.
– Digamos que sim. – Ele semicerra os olhos, e aquilo deixava ainda mais sombrio. – E você senhorita Swan, não diz nada?
– Oh, oh eu só vim acompanha-lá. – Emma diz apontando para Regina.
– Vejo que ficaram bastante próximas. Amigas até, eu diria. – Ele diz provocando.
– Eu sei como essa cidade fala Gold, não se faça. – Regina diz o olhando com raiva, pois sabia muito bem que o homem estava se fingindo.
– Desculpa deary, mas eu não sei do que você fala. – Ele continua num tom debochado.
– O que você quer? Qual o preço desse “favor”? – A morena já estava visivelmente irritada.
–Oh querida, assim você me ofende. – Ele colocando uma mão sobre o peito, fingindo que eu o havia ofendido realmente.
– Eu falo sério, o que você quer? – A morena estava muito próxima dele, enquanto Emma estava a certa distancia ainda pé, olhando cada movimento dos dois.
– Killian tem perguntado muito de você. – Ele diz tentando mudar de assunto, mas a morena já havia entendido o que ele queria.
– Fique sabendo que eu não ficarei com o seu filho. – Ela estava quase gritando, enquanto o homem continuava impassível a sua frente. –Killian não passa de um amigo agora.
– Temo que essa não seja a condição na qual ele queira estar.
– Mas é tudo o que vou oferecer. – Ela diz se virando e caminhando até Emma, e a segura pelo braço. – Estou feliz com Emma, e não pretendo permitir que ninguém estrague isso. Muito menos você Gold. – Ela diz quase cuspindo o nome do sujeito.
Nesse momento a porta da frente se abre com um estrondo, fazendo todos olharem naquela direção. Uma figura vestida de preto, entra cambaleando porta adentro.
– Killian? – Regina pergunta com surpresa, enquanto no mesmo instante Emma a olha observando sua reação. – Killian. – Regina assume uma expressão triste de repente, enquanto os olhos da loira ainda estavam sobre ela.
– Regi...na – Killian mal conseguia pronunciar as palavras, enquanto anda cambaleando em direção ao meio da sala, onde a morena se encontrava, em pé. –É você mesmo? – Ele diz pegando seu rosto entre as mãos e olhando em seus olhos.
– Você está bêbado. – Ela diz sentindo hálito dele e retirando suas mãos de seu rosto.
– É assim todo dia. – Gold diz, e a postura do homem prepotente que era foi deixada de lado por aquele momento. Killian dava alguns passos desgovernados para mais perto de Regina, que havia se afastado alguns passos. – Desde o ultimo dia no qual vocês se viram.
– Não foge de mim, rainha. – Ele se aproxima novamente da morena, mas não a toca. Emma que observava a cena do outro lado fica intrigada com a forma como ele travata Regina, ele parecia realmente... apaixonado. Ele tinha um olhar diferente para Regina, era um olhar preocupado, carinhoso, terno. "Um olhar como o meu"'. A loira pensa consigo mesma.
– Killian, por que fez isso? –A morena pergunta olhando para ele.
– Que saudade de você Love. – Ele falava tudo enrolado ignorando a pergunta dela. – Me deixa te dar um abraço, ou a sua namoradinha ali te proibiu? – Ele diz apontando o dedo para Emma, que continuava em silêncio. – Sabe, você poderia ter me contado. – Ele diz com um olhar triste, colocando o dedo nos lábios e olhando para a morena.
– Eu não tive tempo, foi tudo muito rápido, mas eu ia conversar com você, íamos resolver isso Killian. – A morena tentar explicar.
– Pois é, mas não fez. – Ele diz virando a cabeça e olhando para o teto. – Eu fiquei te esperando, liguei mil vezes no seu celular, custava ao menos atender? – Ele deixa o corpo cair sobre sofá.
– Eu não vi ligação nenhuma. – Ela se aproxima do sofá e senta ao lado dele. – Olha o seu estado Killian. – Ela diz apontando para a roupa dele, vendo o quão desleixado ele estava, ele nunca fora daquele jeito. Regina sentia uma pontada de culpa em seu peito, sabia que aquilo era por sua causa, e não poderia fazer nada para concertar.
– Você veio fazer o que aqui? –Ele pergunta com certa amargura na voz. – Veio dar um pé definitivo na minha bunda? Pois se poupe disso.
– Não estou aqui pra isso. – Regina diz levantando-se do sofá, onde estava sentada ao lado de Killian e olhando séria para Mr. Gold. – Você vai me ajudar?
– Sim. – Ele responde direto.
– E não vai me pedir nada em troca? – Regina levanta uma sobrancelha.
– Não, eu não vou. Tudo que eu peço é que converse melhor com ele, quando ele estiver sóbrio. – Ele diz olhando para Killian que estava falando coisas desconexas.
– Farei isso. – Estende a mão para ele. – Até logo.
– Um agradecimento não iria derrubar sua pose deary. – O homem volta a seu tom de deboche e sua pose prepotente. Nesse momento Regina respira fundo prestes a agradecer o homem, só Deus sabe o quanto aquilo custava para ela. Ela não o surportava e dizer palavras como estas para ele, era um insulto a ela mesma. Percebendo o grande desconforto de Regina, Emma intervem e estende a mão para o homem.
– Agradeço pelo que fez. – Ela diz apertando sua mão, para depois pegar a mão de Regina ao seu lado. – Vamos? – A loira diz à morena que a olhava como num agradecimento mental. Emma sai andando levando Regina com ela.
– Não ganho nenhum beijinho despedida Love?- Killian grita para Regina, se levantando do sofá e caminhando até onde elas haviam parado. – Só um beijinho. – Ele faz biquinho para a morena que continua parada em silencio. – Sabe o que você é? Uma vagabunda é isso que você é.
– Vaza cara, não quero te dar uns socos nesse estado. – Pela primeira vez Emma dirige a palavra a ele.
– Olha, quem esta defendendo a honra da namoradinha. – Killian provoca.
– Cara, dá licença, deixa de ser ridículo e sai da minha frente. – Emma diz tentando manter a paciência.
– Não, eu não vou sair, sabe por quê? – Ele a olha com deboche, não negava ser filho de quem era. – Por que essa mulher aqui é minha. – Ele diz e puxa Regina pelo braço, enquanto enfia sua língua na boca dela, que tenta desviar, mas não tem forças suficientes. Um segundo depois, ele já estava sendo empurrado com força para trás, finalmente ele havia conseguido tirar Emma do sério.
– Cara, você é idiota? Qual o seu problema? – Ela diz indo pra cima dele, enquanto Regina tentava segurar seus braços.
– Mesmo gosto delicioso de maça Love. – Ele diz para Regina, provocando Emma que continuava a andar pra cima dele, enquanto ele dava passos pouco firmes para trás.
– Seu filho da mãe, nogento. – A loira fecha o punho preparada para socar a cara de Killian, mas junta todo seu autocontrole e se afasta dele. – Eu não vou bater num bêbado de merda. – Ela diz virando as costas para ele, pegando Regina pelo braço e praticamente arrastando-a.
– Emma você está me machucando. – Regina diz irritada.
– Me desculpe. – A loira para e solta o braço da morena. – Esse cara me tira do sério.
– Ele está bêbado Emma.
– Não interessa. Ele me irrita sempre. – Emma diz passando a mão pelo cabelo. – Vamos embora daqui. – Ela diz indo até o carro de Regina e esperando pela morena, que havia ficado para trás.
– Toma, você dirije. – Regina diz jogando as chaves para Emma. – Talvez isso desestresse você. – A loira agarra as chaves enquanto dá a volta e se sentando no banco do motorista enquanto Regina se acomodava ao seu lado.
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POV EMMA
Gostava de dirijir quando estava irritada, me trazia certa paz interior. Quando Regina me deu as chaves, nem pensei duas vezes, estranho era o fato de ela me deixar dirijir esse carro, já que ela tinha um ciúme enorme dele. Assim que entramos enfio meu pé no acelerador e abro as janelas, deixando que a brisa daquela noite entrasse pelos meus cabelos.
– Liga o rádio pra gente. – Peço a Regina que estava em silêncio ao meu lado e ela se inclina e aperta o botão lingando o rádio, que tocava uma musica que eu adorava e parecia dar certo com o momento, a música perfeita. Highway to hell do AC DC.
https://www.youtube.com/watch?v=qKggnBh2Mdw
Começo a balançar acabeça no ritmo da música, olho para Regina e ela também está imitando um guitarrista. Solto uma gargalhada dela e quando chega a parte do refrão nós duas cantamos juntas em alto e bom som.
–I'm on the highway to hell, on the highway to hell highway to hell, I'm on the Highway to hell. – Começo a rir, era bom estravazar assim.
– Acho melhor abaixar o som ou fechar as janelas. – Regina diz olhando para mim sorrindo também.
– Por quê? A autoridade da cidade está aqui e a prefeita também, quem poderia nos prender?
– Jefferson. – Eu havia esquecido que ele estava me substituindo na delegacia.
– Faz sentido. — Regina abaixa o som do rádio e terminamos o percurso em silêncio, mas não era um silêncio pesado, ruim. Era bom. Paro em frente a minha casa e tiro o cinto, virando-me para Regina.
– O que foi? – Ela pergunta enquanto eu a olhava sem dizer nada.
– Você gosta dele não é? – Pergunto me referindo a Killian
– Ah Emma esse papo de novo não. – Ela diz virando o rosto, olhando pela janela.
– Não estou te acusando, nem brigando Regina. To dizendo que você se importa com ele, não que o ama. – Digo tocando sua perna para que ela olhasse para mim. Ela respira fundo e olha para mim. – Você se importa com ele não é? – Pergunto de novo.
– Sim, eu me importo. – Ela diz olhando nos meus olhos. – Mas isso não significa nada Emma, ele foi uma pessoa bacana na minha vida. Mas só isso. – Ela se apressa em dizer.
– Sei disso. – Sorrio e pego em suas mãos. – Não é você o problema, confio em você, é ele. Ele que me irrita. – Forço o maxilar apertando os dentes.
– Eu vou conversar com ele, e resolver isso de uma vez. Eu prometo. – Ela me olha séria.
– Eu sei que vai. – Me inclino e toco seus lábios com os meus. – Vai voltar a ser a prefeita sexy amanha? –Pergunto sorrindo com o rosto ainda próximo do dela.
– Eu vou sim. – Ela confirma sorrindo também. – E você voltará a ser a xerife tarada? – ela pergunta arrancando uma gargalhada minha.
– Tenho que voltar, fazer o que. Tenho uma chefe super chata. – Faço uma careta, e levo um tapa na perna.
– Fique sabendo que sua chefe não é chata coisa nenhuma. Ela nem te pediu pra voltar.
– Eu sei, mas eu preciso voltar.
– Vai comigo amanhã no cartório? – Ela pergunta me puxando para mais perto pela gola da jaqueta.
– Só me ligar quando estiver indo.
– Eu ligo. – Ela me puxando para um beijo, quando nossos lábios se separam, ambas saímos do carro, Regina para passar para o banco do motorista e eu para ir pra casa. Ela faz a volta no carro devagar e fico olhando cada movimento dela. “Como podia ser tão maravilhosa fazendo algo tão simples como andar?” penso comigo mesma.
– Ai, venha aqui tentação. – Espero que ela chegue até mim e a abraço pela cintura, a beijando novamente.
– Até amanha. – Ela diz abrindo a porta do carro, e sentando no exato momento em que minha mãe surge na porta e acena para nós. Regina coloca a mão para fora e acena de volta.
– Até amanhã amor. – Desencosto do carro e ela dá a partida.
Aproveito a noite em casa para passar mais algum tempo com meus pais já que nos últimos tempos eu andei distante deles. Ficamos convernsando um bom tempo, até eles dizerem que iriam para cama, pois no outro dia acordariam cedo, aliás, eu também acordaria cedo. Subo para meu quarto, tomo um banho e me enfio debaixo das cobertas, pego meu celular e envio um texto para Regina:
Não faz nem 2 horas que te vi e já estou com saudade.
Ela não demora muito para responder
Eu também estou.
Sorrio encarando a tela.
Só queria dizer que sinto sua falta J boa noite, beijos.
No minuto seguinte recebo sua resposta
Logo não vai mais dormir longe de mim Swan, aproveite o tempo que lhe resta. Boa noite querida.
Olho para a tela e começo a imaginar uma vida ao lado de Regina, nada poderia ser melhor.
Nada de faria mais feliz no mundo. Boa noite.
Coloco o celular na cômoda ao lado da cama, e me ajeito na cama sendo embalada pelo som da minha própria respiração.
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POV REGINA
Acordo antes mesmo de o despertador tocar e já vou para o banheiro. Estava animada de voltar ao trabalho, apesar de tudo. Tomo meu banho, meu café e resolvo sair mais cedo e ir caminhando, o dia estava bonito e me sentia disposta. Chego na prefeitura na hora certa, alguns minutos adiantada até, cumprimento todos que encontrava pelo caminho e pude ver o quão surpresos eles ficavam com isso, eu não era a pessoa mais simpática do mundo, mas tentaria mudar alguns hábitos. Passando pela mesa de Belle que já estava a todo vapor, cumprimento-a.
– Olá Belle querida. – Ela levanta a cabeça, e abre um sorriso a me ver.
– Prefeita Mills. – Ela se levanta, fazendo a volta em sua mesa e me abraçando. Confesso que fui pega de surpresa com o gesto, mas retribuo o abraço. – Oh me desculpe. – Ela sorri sem graça ao se afastar.
– Tudo bem. Como vai você?
– Vou bem, e a senhorita? Como está sua saúde? Não sabia que voltava hoje, por que não avisou? Eu poderia ter trazido o seu café e uma torta, e ...- Ela falava sem parar.
– Ei, calma. – Digo interrompendo-a.
–Ah, desculpe de novo, é que estou surpresa e feliz que tenha voltado.
– Obrigada, eu também estou feliz por voltar. – Eu realmente estava. – Vamos até minha sala comigo, para você me dizer o que esta pendente, enquanto isso, respondo todas as suas perguntas. – Sorrio para ela, que afirma com um meneio de cabeça. Encaminhamos-nos para minha sala, e quando entro quase caio para trás. – Meu Deus. – Digo encarando a pilha gigante de papeis sobre a minha mesa.
– Pois é, a senhorita vai ter muito trabalho, por algum tempo. – Belle levanta os ombros em sinal de que ela não poderia fazer nada.
– Pelo jeito eu vou mesmo. – Me sento em minha cadeira e dou um giro com ela. – É bom estar de volta.
– Eu que o diga. – Ela sorri.
– Ficou sobrecarregada né?! Sei disso, e vou compensar você por isso. – Digo me ajeitando na mesa, já pegando alguns papeis para ler. Enquanto lia e assinava alguns papéis, contava a Belle, sobre todo o tempo em que estive fora e todas as coisas que eram relevantes. Belle havia se tornado uma pessoa importa para mim, além de ótima secretária, também era uma boa companheira, uma boa amiga, se assim posso dizer, não tínhamos muita intimidade para conversar antes, mas agora me sinto completamente à vontade conversando com ela. Tanto trabalho e papo que tínhamos, não vimos a hora passar, já eram uma tarde e nem eu nem ela havíamos almoçado ainda.
– Belle, gostaria de ir buscar algo para comermos?
– Claro senhorita Mills. – Ela diz já se levantando.
– Você pode me chamar de Regina. – Digo enquanto procuso algum dinheiro na bolsa. – Toma, compre o que achar mais apropriado para um almoço, já que o certo mesmo não vamos poder comer. – Digo dando o dinheiro a ela.
– Certo. – Ela sai apressada da sala, prendi a garota tanto tempo que ela devia estar morrendo de fome.
Quando Belle sai eu continuo assinando alguns dos milhares de papéis que tinham em minha mesa, aquilo parecia nunca ter fim, estava completamente concetrada nessa tarefa, quando ouço duas batidinhas na porta.
– Entre. – Grito da minha cadeira, e quando a porta se abre o rosto de Killian aparece no espaço.
– Oi. – Ele diz meio sem graça. – Posso mesmo entrar?
– Sim você pode. – Respondo séria e ele entra fechando a porta atrás de si, e caminhando até minha mesa.
– Acho que te devo desculpas. – Faz uma cara de arrependido e me dá um sorriso amarelo.
– Você acha? – O encaro séria.
– Tenho certeza. – Ele diz sentando na cadeira a minha frente, nde Belle estava a minutos atrás. Continuo em silêncio esperando que ele continue, mas ele não o faz.
– Pelo que exatamente está vai se desculpar?
– Eu ofendi você ontem à noite, fui o mesmo babaca de sempre. – Elediz olhando para baixo.
– Ontem você realmente foi um babaca.
– Ontem e sempre né. – Ele volta a me olhar. – Já que você não me quer mais, eu devo ter sido um babaca sempre. – Ele completa. Solto um profundo suspiro.
– Nem sempre foi um babaca Killian, e o fato de não estarmos mais juntos vai muito além disso.
– Me diz por que então? Por causa da xerife é que não foi, não é? Você não me trocaria por uma mulher, trocaria? – Ele diz, e eu não posso segurar o riso, um ato sarcástico, incrédulo da minha parte.
– Vamos do inicio, primeiro, não tínhamos nenhum envolvimento sério, segundo, não troquei ninguém por uma “mulher”.
– Você esta brincando né? A cidade inteira já sabe Regina. – Ele diz me olhando com cara de quem não acredita no que acaba de ouvir.
– Não, eu não estou. Creio que devam saber mesmo, cidade pequena. Mas o fato aqui é que, eu não “troquei” você por uma “mulher”.
– Ah então a xerife é um homem travestido? – Ele debocha.
– Não se faça de idiota.
– Então você me trocou por uma MULHER. – Ele diz aumentando a voz.
– Abaixa o tom comigo. – Levanto da cadeira e bato com as mãos sobre a mesa. – Não admito que venha gritar comigo no meu trabalho. – Minha paciência havia se esvaído já.
–Então me explica que história é essa com a xerife, por que a cidade inteira ta comentando. — Ele baixa o tom.
– Não deveria lhe dar explicações sobre isso, mas eu vou, quero acabar com isso de uma vez. – Me inclino para ele, por cima da mesa e falo bem devagar. – Emma e eu estamos namorando, e eu não estou namorando uma “mulher”, estou namorando “A mulher” e não ligo a mínima para o que falem. – Volto a minha postura ereta.
– Não consigo acreditar nisso, e nós Regina, como fica nós?
– Sinceramente Killian? Nunca houve um nós, você aparecia la em casa e ficávamos juntos eventualmente, mas nada além disso. – Posso ver seu olhar de dor.
– Nunca significou nada para você mesmo, não é? – Ele se levanta me dando as costas.
– Você sempre foi uma pessoa especial Killian.
– Mas não do jeito que você é especial pra mim. – Ele diz virando só a cabeça para me olhar. – Eu já deveria saber.
– Killian. – Dou a volta na mesa e quando estou perto o suficiente dele, ele se afasta. – Killian, não seja idiota. – Levo minha mão para tocar seu braço, mas ele o puxa antes que eu o toque.
– Eu não preciso da sua pena Regina.
– Deixa disso Killian, nos conhecemos há quanto tempo? Uns 10 anos? Fomos amigos antes de acontecer qualquer coisa, podemos voltar a ser.
– Eu não quero. – Ele anda até mim, e me segura pelos ombros. – Você pode me amar Regina? – Ele me olha nos olhos, e eu podia ver sua dor através daquelas esferas azuis que eram seus olhos. Permaneço em silêncio. Ele fecha os olhos, soltando meus ombros, respirando fundo. – Então eu não quero nada de você. – Ele vira as costas e caminha em direção à porta. Dou alguns passos em sua direção.
– Killian. – Chamo-o e ele para, mas não me olha. – Não beba mais, por favor.
– Você não tem o direito de me pedir nada. – Sua voz estava falha, não pude ver seus olhos, mas ele estava chorando. Nesse exto momento Belle abre a porta da sala, trazendo nosso almoço.
– Oh, me desculpe senhorita Mills, não sabia que estava ocupada.
– Não Belle, eu já estou de saída. – Killian diz antes de me lançar um ultimo olhar sofrido, e sair pela porta.
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