Novos cinquenta tons
1 Um olhar
Notas iniciais
Acordei com a luz do sol clareando todo o meu quarto. Eu ainda estava com sono mais eu tinha que levantar para ir á faculdade. Meu primeiro dia. Estou estudando literatura, eu adoro livros. Eu espero ser uma escritora algum dia apesar de saber que será bem difícil. Eu me sentei na cama olhando tudo em volta. Eu ainda estava tirando as minhas coisas das caixas. Eu havia acabado de me mudar para Seattle, eu estava estudando em Nova York mais quis terminar a faculdade aqui. Levantei-me da cama e prendi meu cabelo em um coque improvisado e arrumei a minha cama. Sai do meu quarto e fui andando em direção ao banheiro que ficava no corredor do apartamento. Abri a porta do banheiro e entrei no mesmo trancando a porta em seguida. Soltei meus cabelos e me despi. Liguei o chuveiro e entrei debaixo do mesmo. Deixei que a água corresse pelo meu corpo enquanto eu me lavava. Assim que acabei de tomar o meu banho eu enrolei uma toalha nos meus cabelos e a outra eu me enxuguei. Eu sai do banheiro e fui até o meu quarto, fui até o meu guarda-roupa e peguei a minha roupa. Vesti-me (Roupa) e desenrolei a toalha do meu cabelo os deixando cair pelos meus ombros. Peguei um pente e o penteei. Passei uma maquiagem clara e um batom claro, não gosto muito de maquiagem escura quando eu só vou para faculdade. Afinal eu não vou para uma festa. Assim que eu estava pronta eu peguei a minha bolsa e sai do meu quarto. Fui andando até a cozinha e vi minha melhor amiga, eu e ela nos conhecemos desde criança. Ela é um desastre na cozinha então só faz um café mais como eu não gosto de café eu tomo um suco. Eu nunca fui de comer de manhã.
–Bom dia! -Olivia falou comigo e eu a olhei sorrindo enquanto pegava a jarra com suco de laranja.
–Bom dia! –Eu disse a ela sorrindo e coloquei o suco em um copo e depois dei um grande gole. Coloquei a jarra de volta na geladeira e me sentei em uma das cadeiras da mesa. Ela olhou para o celular e quando viu alguma coisa se levantou correndo da mesa e sem dizer tchau saiu do apartamento. Ela é doida!
Eu terminei o meu suco e me levantei da cadeira. Sai do meu apartamento e fui andando até a faculdade. Não era muito longe então eu não precisava ir de carro. Assim que cheguei à faculdade eu respirei fundo sorrindo e fui entrando.
–Oi! –Ouvi uma voz conhecida quando me virei era a Jessica. Minha prima. EU sorri e nós duas nos abraçamos. –EU não sabia que ia estudar aqui.
–É eu cheguei de viajem ontem então não deu tempo de ir à sua casa. –Eu disse a ela que sorriu e me deu mais uns abraços depois nos separamos.
–Isso não é desculpa mais tudo bem. –Ela me disse sorrindo e eu também sorri. –Está estudando o que? –Ela me perguntou.
–Literatura. –Eu disse a ela que sorriu.
–Eu também. Vamos logo a aula começa em alguns minutos. –Ela me disse e saiu me puxando pelo braço. Eu me livro de uma doida e encontro outra. Fomos a uma das salas e vimos que já havia várias pessoas ali. Eu me sentei ao lado de Jessica que só colocou o livro em cima da mesa e me levantou, saindo me puxando logo em seguida. Ela chegou perto de um cara muito lindo por sinal, ela deu um beijo nele e depois o virou para mim.
–John essa é a minha prima Susana, Susana esse é o meu namorado John. –Jessica disse nos apresentando e eu sorri para ele.
–Oi! –Eu disse a ele e ele sorriu de volta.
–Oi! –Ele disse e deu mais um beijo em Jessica, tudo bem eu não mereço ficar vendo isso. Eles finalmente se separaram quando ouviram um pigarro, quando eu olhei era um cara lindo, ele usava uma camisa de mangas preta, uma calça jeans e tênis. Tinha os olhos azuis e era realmente lindo, muito mais lindo que o outro.
–Não precisam se agarrar na frente do mundo. –Ele disse sorrindo de canto e cumprimentou John com um aperto de mão e sorriu para Jessica que sorriu de volta. –Quem é essa? –Ele perguntou olhando para mim.
–Essa é a minha prima Susana Smith. –Jessica disse antes de eu ou alguém nesse universo abrir a boca, ela fala muito.
–Oi, eu sou Theodore Grey! –Ele disse e pegou a minha mão levando-as aos lábios. Eu sorri. Eu já ouvi ouvido falar dos Grey. Mais nunca pensei em conhecer um deles.
–Oi! Eu sou Susana mais pode me chamar de Susan. Mas essa tagarela não deixa ninguém se apresentar. –Eu disse a ele e Jessica deu um sorriso.
–É nós somos almas gêmeas e eu leio a mente das pessoas. –Jessica disse e todos nós rimos. O professor entrou na sala e todos nós fomos para os nossos lugares. Eu me sentei ao lado de Jessica e me concentrei na aula. Até que meu celular começou a vibrar em cima da mesa eu peguei e vi que era uma mensagem de Jessica. Eu li “Ele está olhando para você!” Eu sorri quando li e guardei o celular em cima da minha mesa e continuei concentrada na aula só que em meus pensamentos sempre apareciam dois pares de olhos azuis.
Assim que acabou a aula Jessica me chamou para podermos almoçar e eu aceitei. Não tinha nada para fazer em casa mesmo. “Não só várias caixas para você arrumar” Meu subconsciente zombando de mim. “A cala a boca!” Sim eu às vezes discuto comigo mesma. Mas eu também queria ver Theodore novamente. Eu mal o conhecia mais eu queria muito vê-lo novamente.
Eu e Jessica fomos juntas a uma lanchonete onde todos os alunos iam almoçar. Entramos na lanchonete e logo vimos à mesa em que John e Theodore conversavam. Fomos andando até lá e Jessica se sentou ao lado de John eu tive que me sentar ao lado de Theodore, eu não sei por que mais eu me senti nervosa em estar perto dele.
–Oi de novo! –Theodore disse se virando para mim, me tirando de meus devaneios. Eu o olhei com um sorriso fraco e assenti.
–Oi! –Eu disse a ele, como eu ficava tão sem papo perto dele. Porque eu ficava sem nada para falar perto dele?
Ficamos conversando a um longo tempo, conversávamos sobre várias coisas. Ele era bem divertido. Jessica e John disseram que iam ter que embora e quando eles saíram eu fiquei sozinha naquela lanchonete com aquela perfeição em forma de homem.
–Então mora há quanto tempo em Seattle? –Ele me perguntou e eu dei um gole na minha Coca-Cola e depois me virei para ele que estava do meu lado.
–A menos de um dia, cheguei ontem anoite. –Eu disse a ele que sorriu de canto, que sorriso lindo. “Se controla Susan” “Dá para me deixar em paz porra!” Voltei a discutir comigo mesma, eu mereço. –E você mora aqui desde quando?
–Desde que nasci. Sempre morei em Seattle. –Ele me respondeu ainda olhando para mim.
–Nunca teve vontade de se mudar? –Eu perguntei a ele que negou.
–Não. –Ele me respondeu e eu sorri, dei mais um gole na minha coca e olhei para frente onde minutos atrás Jessica e John estavam sentados. Eu não conseguia encara-lo. Eu nunca consegui conversar com alguém olhando nos olhos. –O que gosta de fazer?
–Eu não sei! –Eu disse confusa com a pergunta e eu comecei a rir. –Eu acho que de viajar... Apesar de nunca ter viajado para fora do país eu sempre quis conhecer o mundo. Coisa de criança. –Eu disse a ele.
–Mais parece que ainda quer fazer isso. –Ele disse e eu o olhei.
–O que? Viajar pelo mundo? Qual é? Eu nunca conseguiria sair do continente americano. –Eu disse e dei mais um gole na minha coca.
–Porque não? –Ele me perguntou se virando para mim. Ele tinha um sorriso lindo estampado no rosto.
–Porque eu não sou bilionária como você. Eu não posso sair viajando pelo mundo. –Eu disse a ele que deu um meio sorriso e deu um gole na sua bebida. Meu celular começou a tocar e eu peguei a minha bolsa que estava do meu lado e comecei a procurar pelo meu celular. Assim que o encontrei vi que era uma mensagem dela que dizia que precisava falar comigo. Eu guardei meu celular dentro da minha bolsa e o olhei.
–Eu tenho que ir. Até amanhã! –Eu disse a ele que se levantou junto comigo.
–Eu levo você. –Ele me disse e eu fiquei confusa com o que ele acabou de dizer. Ele quer mesmo me dar uma carona? Ai meu Deus!
–Não precisa! –Eu disse a ele com um sorriso. –A minha casa é perto.
–Eu insisto! –Ele me disse e eu vendo que não tinha muito chance de fazê-lo mudar de ideia eu assenti. Mordi meu lábio sorrindo e assenti.
–Tudo bem! –Eu disse a ele e o mesmo também insistiu que pagasse a minha parte e a dele já que Jessica e John pagaram a parte deles. Eu estou diante de um cavaleiro. Fomos andando até uma BMW cor cinza e ele abriu a porta para eu entrar. Eu entrei no carro e ele fechou a porta. Deu a volta e entrou no lado do motorista. Ligou o carro e deu partida.
Fomos conversando por um tempo até que chegamos no meu apartamento. Assim que chegamos ele parou em frente ao mesmo e se virou para me olhar.
–Obrigada pela carona! –Eu disse a ele sorrindo e o mesmo sorriu.
–Não foi nada! –Ele me disse e eu sorri, abri a porta do carro e sai do mesmo. Fui entrando em direção ao meu apartamento e a única coisa em que eu conseguia pensar era em Theodore Grey.

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