Novos cinquenta tons
27 POV. Theodore Grey
Notas iniciais
Desde que Jessica atendeu aquela ligação do babaca do Damon ela só fica sentada no sofá chorando dizendo que a prima dela está desaparecida. Eu tentei explicar a ela... Na verdade tentei mais mesmo era explicar para mim que ela estava bem. Eu não me perdoaria se tivesse acontecido alguma coisa com ela. Eu a amo.
Mais não tem mais como eu tentar dar desculpas para mim nem para ela. Já faz quase duas semanas inteiras que Susana está desaparecida e eu tenho feito de tudo. De tudo mesmo para poder encontra-la só nada da jeito.
Eu tinha começado a trabalhar na empresa do meu pai. Governando a Grey Enterprises Holdings Inc. Eu só queria que ela estivesse comigo e estivesse com aquele sorriso dela. Mais ninguém não fazia ideia de onde ela está.
Eu estava preocupado, eu na verdade estava desesperado para encontra-la. Eu a amo tanto e não me perdoaria nunca se acontecesse alguma coisa com ela. Não pode acontecer nada com ela.
Ouvi alguém batendo na porta e acordei de meus devaneios. Disse um "entre" e logo Evelyn a minha secretária entrou na sala e me entregou um envelope.
–Sr. Grey! Um agente do FBI mandou lhe entregar isso. -Falou enquanto eu pegava o envelope de suas mãos. -Disse que era muito importante e se possível queria falar com o Senhor.
–Tá legal. Obrigada Evelyn pode sair. -Falei e ela assentiu se virando e logo saindo da minha sala. Eu abri o envelope e vi a ficha de uma pessoa que se chama James Humphrey. Eu olhei a ficha e mais parecia ser a ficha criminal dele.
Dizia tudo sobre esse cara só que eu não entendi o que isso tinha haver com a Susan. Disse que ele foi preso a uns cinco anos até que fugiu a dois meses. Foi preso pelo agente Ian Smith.
Eu olhei aquela ficha de novo e olhei o sobrenome "Smith". Droga era por isso que a Susan nunca queria falar do pai. Liguei para o número que estava escrito em um cartão e logo atendeu.
–Agente Smith. -Falou.
–Aqui quem fala é Theodore Grey e... -Estava falando mais ele me interrompeu.
–O namorado da Susana. Eu queria te conhecer em outras circunstâncias. Recebeu o envelope que eu deixei com a sua secretária? -Perguntou e eu concordei.
–Recebi. E quem é James Humphrey? -Perguntei olhando mais uma vez para a ficha do cara.
–James Humphrey era um dos piores criminosos que eu já prendi. Ele ficou preso durante cinco anos e vivia fazendo ameaças. E no dia em que fugiu deixou um bilhete dizendo que eu iria pagar por tê-lo prendido. Eu rastreei e fiz o possível para encontra-lo e descobri que ele estava em Seattle. E foi quando Jessica me ligou dizendo que Susana estava desaparecida. -Falou e eu passei a mão que não segurava o celular no rosto e pelos meus cabelos.
–O que eu posso fazer para ajuda a encontra-la Sr. Smith? -Perguntei a ele jogando o envelope na mesa com raiva.
–Por enquanto não faça nada. Eu e minha equipe já estamos em Seattle. Quero conversar com você pessoalmente para explicar tudo. Eu vou ver um horário e deixo com a sua secretária. -Falou e desligou o celular.
Eu joguei o meu celular na mesa e passei as mãos pelo meu cabelo pela milésima vez no dia. Droga como assim eu não posso fazer nada para encontra-la, eu preciso trazer a Susan e volta. Eu preciso dela.
E é com certeza eu queria conhecer o pai dela em outra circunstância e não com ela desaparecida. Ouvi novamente alguém batendo na porta e disse um "entre". Eu estava irritado e queria ficar sozinho porra.
–Sr. Grey. O agente Smith me pediu para entregar isso. -Disse me entregando um papel. -Ele disse que e urgente.
–Pode sair. -Falei e ela saiu. Eu olhei o pequeno papel e vi que estava escrito o nome de um restaurante e o horário. Eu deixei o papel na mesa e passei a mão pelo meu rosto colocando apenas uma coisa na minha cabeça.
–Eu vou encontra-la nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida. -Falei baixo para mim mesmo e olhei os papéis em cima da minha mesa. Esse filho da mãe que a sequestrou vai ter o que merece.
JÁ ERA NOITE quando eu fui ao restaurante. Eu tinha acabado de sair do escritório então fui direto até o restaurante que ele tinha falado. Eu tinha pedido para trazerem um relatório completo do agente Smith e como ele é um agente não tinha quase nada. Na verdade não tinha absolutamente nada sobre ele. Só algumas informações. Me sentei em uma das mesas e fiquei ali esperando. Até que uns vinte minutos depois ele chegou e se sentou a mesa.
–Você deve ser Theodore Grey. -Falou e estendeu a mão que eu apertei. -O namorado da minha menininha.
–É. Eu estou mais para ex namorado. -Falei e ele me olhou.
–Bom mais isso não importa agora o que importa é que eu sei que tem procurado por ela então isso já vale alguma coisa. A ficha que eu te mandei ele é um babaca. O irmão dele já namorou a Susana e ela terminou com ele. Eu acho que ele nunca superou o fim do namoro e começou a persegui-la. Eu acho que ele pode ter alguma coisa no meio dessa história toda.
–Mais o senhor tem alguma ideia de onde ela esteja? -Perguntei a ele que assentiu.
–Se eu não soubesse não teria vindo até Seattle. -Falou sendo irônico e eu o olhei. Agora sei de onde a Susana tira tanta ironia. -Tem uma casa abandonada no final a estrada. É deserta no meio de um bosque. Tudo indica que ela esteja lá.
–Então vamos para lá agora mesmo. -Falei com ele que negou.
–Não você não vai. Nem você nem ninguém. Eu fiz com que as pesquisas que seu amigo fez não dessem em nada. Não queria ninguém interferindo na investigação. É a minha filha que esta fazendo o possível para encontra-la então fiquei fora disso Grey.
–Eu quero ajudar a traze-la de volta. Eu faço qualquer coisa para encontra-la agente Smith. -Falei cruzando meus braços e ele concordou.
–Se me interromper. Eu não respondo por mim. -Falou e se levantou. -Vamos até lá essa noite. Esteja pronto e me encontre no final da estrada a meia noite em ponto. -Falou e saiu do restaurante. Que droga eu poderia tê-la encontrado mais ele não deixou que as pesquisas dessem certo. Porra!
Fui para casa e fui até o banheiro. Tirei a minha roupa e tomei um banho. Me vesti com uma calça jeans uma camisa e calcei meus tênis all star. Liguei para Jessica e pedi para que ela viesse aqui e uns quinze minutos depois ela estava no meu apartamento.
–Disse que tinha alguma notícia. Por favor me fala logo. -Falou desesperada e se sentou no sofá ao meu lado.
–Bom eu agora entendi o porque do meu pai e nem eu conseguirmos nada sobre a Susana. -Falei com ela que me olhou.
–Foi mal eu não podia falar nada sobre o meu tio. -Falou e eu a olhei concordando. -Mais ele disse onde ela está?
–Disse. Disse que ela está em uma casa no bosque no final da estrada. Jessica eu... -Estava falando mais fui interrompido quando o celular dela começou a tocar. Ela pegou no bolso da calça e atendeu.
–Oi tia. -Falou. -Sim... Eu passo ai em vinte minutos. -Falou e desligou.
–Era a minha tia sua ex sogra. Ela disse que eu tenho que ir até o hotel onde ela está hospedada. Quer falar comigo sobre a Susan. Eu nem sei o que eu posso dizer a ela... Que eu menti para minha prima e a magoei ou que se eu não tivesse feito nada do que eu fiz estaria tudo bem. -Jessica falou e eu a olhei. Seus olhos estavam lacrimejados e a cada palavra que ela falava iam saindo mais lagrimas. Aquilo partia o meu coração. Odeio vê-la chorando.
–Vai ficar tudo bem. -Falei e ela me olhou concordando comigo mesmo estando um pouco relutante. Eu fui até Jessica e a puxei para um abraço que ela correspondeu de imediato. -Eu prometo.
–Para de ficar prometendo coisas que não sabe se pode cumprir Theodore Grey. -Falou se afastando de mim com um sorriso aliviado nos lábios. -Vamos traze-la de volta.
–Vamos!
ESTÁVAMOS TODOS prontos para entrar e encontrar a Susan. A ansiedade estavam acabando comigo. Eu precisava estar com ela e saber que estava bem.
Todos os agentes do FBI e mais alguns policiais da que estavam conosco fomos entrando bem devagar dentro de uma casa abandonada. Eu estava cego de raiva. Só queria ver a minha Susana.
–O-
Eu estava sentado ao lado da cama dela segurando sua mão enquanto ela dormia tranquilamente. Eu juro que quando encontrasse o babaca que fugiu eu iria mata-lo. Olhar para ela que parecia um anjo, está com os braços com manchas roxas. Ela tinha quebrado pulso e teve uma contusão.
Acaricie seu rosto lentamente e ela se mexeu na cama devagar e gemeu de dor ao fazer isso. Eu só queria que ela estivesse bem agora, sorrindo como ela sempre fazia.
–Theodore... Eu acho melhor que você vá descansar. Quero ficar um minuto com a minha menina. -Disse Ellen com um sorriso fraco e os olhos vermelhos de tanto chorar. Eu concordei e me levantei. -Obrigada.
–Pelo o que Sra. Smith? -Perguntei me virando para ela que agora estava se sentando no mesmo lugar em que eu estava sentada. Ela acariciou levemente o rosto de Susan e disse:
–Por cuidar dela. Sabe eu sei que tinham terminado quando tudo isso aconteceu mais... Fico feliz em saber que está do lado dela. Obrigada. -Falou e eu sorri para ela que voltou a acariciar o rosto de Susan.
–Eu a amo. -Falei com ela e me virei saindo do quarto. Ela estava bem e era isso o que me importava. Ela estava segura e eu nunca mais deixaria que nada a acontecesse.
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