Notas iniciais
Oiiiii, e ai pessoal. Eu estava cheia de saudades. Sinto muito pela demora mais aqui está mais um capitulo novinho em folha para vocês. Eu fiquei toda enrolada com algumas coisas e eu precisei ficar sem escrever. Mais agora eu estou com um pouquinho mais de tempo e posso voltar a escrever normalmente. Beijos e espero que gostem do capitulo.

Abro meus olhos com certa dificuldade. Estava com um pouco de dor de cabeça e a luz acesa no quarto não estava ajudando em nada. Já haviam se passado alguns dias desde que me encontraram e eu tive que ficar no hospital por que não estava bem para ir embora.

Ninguém queria falar comigo sobre o que aconteceu. Como me encontraram ou o que aconteceu com os meus raptadores. Eu estava confusa demais e só queria uma explicação. Meus pais tiveram que ir embora como sempre faziam, mais Theodore não saiu do meu lado nem um segundo. Ele era o meu porto segura e mesmo nervosa com ele. Eu não podia negar. Eu o amava mais do que tudo. E queria estar ao seu lado cada segundo da minha vida. Porque eu sei que daria minha vida pelo homem que estava dormindo em uma poltrona ao lado da minha cama.

Eu sorri vendo-o dormindo tão tranquilo, tão sereno. Deus como eu o amo. Ele é o homem da minha vida mesmo sendo um completo idiota. Eu queria odiá-lo pelo o que ele me fez. Ele me traiu e eu não sei se vou conseguir perdoar o que ele fez comigo. Na verdade eu sinceramente não consigo perdoa-lo por mais que eu queria. Eu sinto que nunca mais irei conseguir confiar nele da maneira como eu confiava antes. Olho para o teto novamente e tento me levantar para ir ao banheiro. Mais acabo fazendo barulho o que acorda Theodore.

–Oi. -Falei com ele com a voz fraca e ele sorriu fraco. Se inclinou para frente esfregando os olhos e segurou a minha mão delicadamente.

–Oi. -Disse e levou bem devagar minha mão até seus lábios perfeitos, deixando um beijo suave nos nós dos meus dedos. Eu sorri fraco e fiz careta com um pouco de dor que senti ao virar muito meu rosto para olha-lo. Estava muito dolorida e é por isso que ainda não recebi alta. -Está sentindo alguma coisa querida?

–Eu não sei! -Falei e ele soltou um riso fraco. -Eu quero ir no banheiro. -Falei com ele e ao tentar me levantar senti dor na costela o que me fez voltar a ficar deitada.

–Você não pode fazer esforço Susan. Eu vou te chamar alguém! -Disse eu concordei com ele. Ele saiu do quarto e logo voltou com uma enfermeira. Ela sorriu simpática para mim que sorriu de volta. Ela me ajudou com o soro e todas aquelas agulhas. Eu fechei meus olhos para não ver todo aquele sangue e ouvi ela dizendo a Theodore para me ajudar a levantar.

–Eu consigo levantar sozinha.-Falei quando Teddy ia me ajudar a levantar. Eu consegui com muito custo ficar sentada na cama. Senti muita dor mais eu achei melhor do que receber algum tipo de toque dele. Eu ainda estava querendo mata-lo.

–A senhorita quer ajuda? -Perguntou a enfermeira e eu concordei. Ela segurou minha mão e me ajudou a ficar de pé. Quando olhei para Theodore ele estava com os braços cruzados e visivelmente irritado me olhando. Eu é quem tem que ficar irritada e não ele.

A enfermeira ia me ajudar a ir até o banheiro mais Theodore disse que não seria necessário. Eu o olhei irritada e ele parou de frente para mim cruzando seus braços musculosos. Seu olhar era vago.

–Susana eu achei que você... -Estava falando mais eu o interrompi levantando as minhas mãos para faze-lo parar de falar. E ele parou de falar respeitando a minha decisão.

–Eu não consigo te perdoar. -Falei com os olhos cheios de água e ele me olhou nos olhos. Teddy segurou minhas duas mãos e as abaixou levemente. Fechei meus olhos com força deixando que as lagrimas caíssem e senti seus dedos limpando minha face.

–Eu te amo tanto! Eu nunca amei tanto Susana. Me perdoa por favor! -Falou e eu abri meus olhos encontrando os olhos de um homem atordoado. Se inclinou para frente e selou os nossos lábios carinhosamente quase como se eu fosse uma boneca de porcelana. Ele parecia estar me achando uma bomba relógio, como se um toque errado eu fosse explodir.

–Eu estou tentando. -Falei com a voz baixa e ele sorriu fraco. Selou mais uma vez os nossos lábios da mesma forma que antes. -Mais eu preciso mesmo ir ao banheiro.

Ele riu e concordou comigo. Foi me levando bem devagar em direção ao banheiro do quarto de hospital. Eu deixei a porta fechada mais destrancada de tanto ele me pedir. Parei em frente ao espelho e me apoiei na pia. Eu estava com oleiras, meus cabelos estava desembaraçados. Abaixei a alça do camisola e vi os hematomas espalhados pelo meu ombro, pelo meu colo, pelo meu braço. Senti as lagrimas saírem e molharem a minha face. Eu estava horrível e só de lembrar o que aconteceu. O jeito como eles me agrediram. Eu estava me odiando, odiando a todo mundo.

Joguei um pouco de água no meu rosto sentindo minhas costas doendo por ter abaixado um pouco. Fiz xixi e depois quando fui lavar minhas mãos eu joguei mais água no meu rosto.

Sai do banheiro e encontrei Theodore encostado na parede ao lado da porta. Ele estava com os braços cruzados e parecia perdido em pensamentos. Mais assim que me viu ele descruzou seus braços e veio em minha direção me ajudando a voltar para cama. Me ajudou a deitar novamente e se sentou na cadeira ao meu lado.

–Eu quero ver a Jessica! -Falei com ele e ele me olhou mais fixamente.

–Ela foi para casa de novo sem conseguir te ver. Todas as vezes em que ela vem aqui você está dormindo. Mais eu tenho uma boa notícia. Vai poder ir para casa essa noite. -Falou e eu sorri alegre por poder ir embora finalmente. -Mais vai ter que ir para minha casa.

–Não. -Disse simplesmente e ele suspirou irritado. -Não vou morar na sua casa. Eu já me mudei muito e estou bem na casa do Damon.

–Olha eu quero que fique segura.

–Disse que os idiotas estavam presos e que eu estava segura. Porque tenho que ir morar com você. Além disso vou estar segura na casa do Damon, ele é bem capaz de me proteger. -Falei com ele e ele revirou os olhos. Depois fixou seus olhos em qualquer lugar que não fosse eu.

–Já está decidido Susana. Jessica já levou as suas coisas lá para o Escala. Eu quero te proteger todos os segundos da sua vida. Eu te amo Susana e eu quero te proteger. Você está nesse hospital nesse estado porque eu te deixei sozinha. Eu nunca mais vou repetir esse erro.

Eu apenas o olhei. Ele não ia aceitar um não como resposta então o que me resta é apenas concordar com ele e ir morar no Escala. Eu não estou pronta para ir morar com ele mais o que eu posso fazer? Talvez ele esteja certo e eu precise de proteção. Não quero e não posso ficar sozinha. Não nesse estado.

JÁ ERAM quase sete e meia da noite quando eu recebi minha alta. E assim que eu cheguei no apartamento dele a única coisa em que eu conseguia pensar era em ir dormir naquela cama confortável. Eu amo a cama dele. Parei no meio da sala enquanto ele falava com os seguranças. Olhei em volta me lembrando de todas as vezes em que estive nesse lugar. Que agora é a minha casa. É tão confuso. Está tudo acontecendo tão rápido que não sei se está dando para acompanhar tudo isso.

–Vem eu vou te levar para cama. -Me assustei ao ouvir sua voz no meu ouvido. Eu estava distraída e acabei levando um susto. Ele passou seu braço por trás do meu joelho e por trás das minhas costas me levantando do chão. Passei meus braços em volta do pescoço dele e senti ele subindo as escadas. Fechei meus olhos por que estava um pouco enjoada e acabei quase dormindo em seu colo aconchegante.

Quando abri meus olhos eu estava no banheiro e não no quarto. Eu o olhei e ele sorriu. Ligou a torneira da banheira e deixou que a mesma enchesse. Sorri fraco e comecei a levantar meu vestido soltinho. Com um pouco de dificuldade já que estou toda doida. Então a minha tentativa de ser sensual falhou completamente.

Ouvi sua risada e me senti corar. Droga ele estava rindo de mim.

–Não fica assim não! Você está linda! -Disse e selou os nossos beijos emum selinho. -Vem eu vou te dar um banho.

Ele me ajudou a tirar o resto da minha roupa e minhas sandálias. Ele me colocou dentro da banheira e o contato com a água quente me fez contorcer. Estava muito ralada e isso fez arder.

–Dói. -Falei como um gemido de dor e ele acariciou meu rosto delicadamente seguindo uma linha invisível pelo meu pescoço, meus ombros e meus braços. Eu me ajeitei na banheira e mergulhei lavando os meus cabelos e quando subi a superfície eu o olhei olhando para o meu corpo submerso. -Entra aqui comigo.

–É uma ideia tentadora senhorita Smith mais é melhor não. -Falou enquanto colocava algum produto nas mãos e esfregava uma na outra até fazer espuma. Começou a massagear meus ombros e eu fechei meus olhos sentindo-me relaxar.

–Porque não? -Perguntei com a voz por um fio. Tanto pelo pouco de dor que eu ainda estava sentindo e por estar excitada com seus toques pelos meus peitos, pelo meu corpo.

–Porque eu quero muito fazer amor com você dentro dessa banheira. -Falou no pé do meu ouvido e isso me fez arrepiar. Droga eu estava muito excitada mesmo. -E se eu entrar ai não vou conseguir me controlar.

–Então não se controle. -Falei com ele abrindo meus olhos e bem devagar me virei para ele encontrando seus olhos escurecidos pelo desejo. -Eu quero você. Sinto sua falta.

–Eu também. Mais você está muito machucada Susan e eu não quero te machucar.

–Não vai. Por favor amor! -Supliquei o olhando nos olhos e ele segurou meu queixo inclinando-o para trás e beijando meus lábios. Sua língua pediu passagem e eu logo a concedi, recebendo-a de bom grado. Senti sua mão descer até abaixo do meu ventre e começando a me tocar lá. Eu gemi em seus lábios e me segurei em seu braço submerso mais infelizmente ele parou o que me fez gemer em reprovação.

–O que houve? -Perguntei a ele meio frustrada e vi que ele estava ofegante. -Theodore não vai me machucar.

Ele não respondeu nada apenas continuou a me dar banho e assim que terminou ele me ajudou e sair da banheira e me secou. Fomos andando em direção ao closet e foi quando eu percebi que todas as minhas coisas estavam aqui.

–Eu vou toma um banho. Fique a vontade! -Falou e eu concordei com ele. Peguei na gaveta uma camisola de seda branca e uma calcinha da mesma cor. Me vesti e sai do closet fechando a porta em seguida. Arrumei a cama com um pouco de dificuldade e me deitei na cama calmamente sentindo um pouco de dor. Um pouco não. Muita dor. Me cobri com o edredom e me virei de lado olhando para a janela que ia do chão ao teto. Fiquei não sei quanto tempo olhando para os arranha céus de Seattle e só percebi que o tempo se passara quando ouvi a porta do banheiro sendo aberta. Tentei me virar para ver Theodore mais comecei a sentir dor então não o fiz.

Depois de um tempinho eu senti a cama afundando atrás de mim e logo braços fortes em cima da minha cintura fazendo círculos em minha pele por cima da camisola. Eu nem tinha secado meu cabelo e não sei como ele ainda não começou a reclamar.

–Boa noite! -Falou no meu ouvido deixando um beijo no meu pescoço. Eu sorri e deixei minha mão em cima da dele.

–Boa noite amor! -Falei e logo cai em um sono profundo. Deixando tudo o que aconteceu para trás. E pensando que eu estou tendo a chance de estar com ele. De estar abraçada ao homem que amo e não morta ou presa lá com eles ainda.

Eu o amo tanto e espero que nada, nunca nos separe de novo!

Notas finais
E ai o que acharam pessoal? Até o próximo capitulo e se tiver comentários eu talvez postarei amanhã. Beijão pessoal! Comentem!